Dízimo no Novo Testamento: É válido? Versículos.

O que é o Dízimo?

A palavra dízimo significa “a décima parte” ou “dar um décimo”. Ou seja, dizimar é oferecer 10% de algo. No mundo antigo, esse montante era considerado como a parte devida por um adorador ao seu deus para sustento do santuário e de seus sacerdotes. O costume é anterior até mesmo ao Antigo Testamento, pois, outros povos semíticos e indo-germânicos tinham essa prática.

É provável que o número 10 tenha sido escolhido por ser a base do sistema de contagem antigo, que o fazia em unidades de dez. É possível também que tenham escolhido o número dez por considerarem-no um número sagrado, composto por dois outros números sagrados, 7+3. Além disso, era um número redondo muito utilizado nas contagens. Veja como exemplo a Arca de Noé (Gn 6.15), suas medições eram empregadas em cifras de dez.

Dízimo no Antigo Testamento

O dízimo surge na Bíblia já no tempo dos patriarcas, quando Abraão entrega o dízimo de tudo a Melquisedeque (Gn 14.20). Mais tarde é Jacó quem se dispõe a entregar o dízimo a Deus (Gn 28.22).

Contudo, observa-se que não há uma explicação ou menção de alguma lei que os obrigasse a isso. No entanto, especialmente no caso de Jacó, a atitude é resultado do encontro que teve com Deus em Betel e demonstra uma atitude de louvor e gratidão pelas bênçãos que receberia do Senhor.

Sendo assim, o dízimo dos patriarcas indica uma forma de retribuir a Deus por suas dádivas, como vitórias em batalhas, ou o sucesso numa jornada importante. Portanto, era uma forma de gratidão e reconhecimento da soberania de Deus sobre os sucessos da vida.

Na Lei de Moisés o dízimo era a forma de declarar e reconhecer que todas as coisas e todas os bens do homem pertencem a Deus. Por essa razão os dízimos pertenciam ao Senhor (Lv 27.30). Havia duas maneiras de se entregar o dízimo: (1) anualmente se levava o dízimo ao templo e era entregue aos levitas, realizava-se então uma refeição cultual da família (Dt 12. 5,11; Dt 14.23); (2) a cada três anos o dízimo era deixado na própria cidade e entregue aos levitas e necessitados da cidade para seu sustento.

Qual é o propósito do Dízimo?

No Antigo Testamento, o dízimo era usado para:

  • sustento dos levitas e sacerdotes na tenda da congregação e no templo;
  • auxílio aos necessitados, estrangeiros, órfãos e viúvas (Dt 14.28-29; Dt 26.12-13);
  • realizar a celebração cultual pelas famílias do povo de Deus, juntamente com os levitas de suas respectivas cidades. (Dt 12.12)

O Significado do dízimo no Antigo Testamento

É a forma de declarar que Deus é o proprietário da terra e de seus frutos, é aquele que dá todas as bênçãos (Sl 24.1). Era também o símbolo de gratidão pela generosidade do Senhor. Além disso, por ser usado no sustento dos levitas e necessitados, o dízimo era uma oportunidade de participar na obra de Deus e em sua preocupação para com os pobres. Pois, assim como o Senhor abençoava os israelitas, eles deveriam repartir suas bênçãos com as pessoas menos afortunadas. Sendo assim, entregar o dízimo era um ato de adoração a Deus.

Em suma, o dízimo era:

  1. é uma oferta que reconhece a soberania de Deus;
  2. um meio para sustento dos levitas;
  3. e uma oferta para caridade.

O Dízimo no Novo Testamento

Embora tenha um papel importante no Antigo Testamento, no Novo Testamento, ele é tratado de forma diferente, visto que não há qualquer menção ao dízimo como instrução ou obrigação à igreja.

Jesus menciona que o dízimo é dado por escribas e fariseus (Mt 23.33), mas nunca manda seus discípulos fazerem o mesmo. Em Hebreus 7.2-5, menciona-se o dízimo de Abraão, contudo, não é ensinado aos leitores de Hebreus que façam o mesmo. Paulo, em seus escritos, fala a respeito de repartir seus bens com os pobres (1Co 16.1-3), e sobre o sustento do ministério (1Co 9.12-14). Embora ele insista na generosidade, não há uma única vez que faça isso como um mandamento ou em que alguma quantia ou porcentagem seja especificada.

Contudo, isso não significa que o Novo Testamento não traga princípios a respeito da contribuição. Apesar de não estabelecer de dízimo, o ensino é a respeito de uma contribuição generosa e com alegria. O dízimo é substituído no Novo Testamento!

Especialmente no Novo Testamento, aprendemos que a contribuição deve ser voluntária, sem uma quantia especificada, conforme Deus prosperou o crente (1 Co 16.2). O cristão deve contribuir com alegria, sabendo que é Deus que lhe deu tudo que tem, e lhe dá também a oportunidade de oferecer uma oferta de louvor e gratidão ao Senhor:

Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria.
E Deus é poderoso para fazer que lhes seja acrescentada toda a graça, para que em todas as coisas, em todo o tempo, tendo tudo o que é necessário, vocês transbordem em toda boa obra.
2 Coríntios 9:7,8

Além disso, Paulo nos dá como exemplo e inspiração o caráter do próprio Deus que distribuiu seus bens e sua justiça sobre os necessitados (2Co 9.9). Ademais, é o próprio Senhor quem nos dá condição de sermos generosos, com a finalidade de glorificar sempre o nome de Deus. Sendo assim, todos os bens do cristãos pertencem a Deus e devem ser usados com sabedoria a fim de glorificador o Senhor. Dessa forma, o cristão olha para o que tem lembrando que tudo é uma dádiva divina.

Vocês serão enriquecidos de todas as formas, para que possam ser generosos em qualquer ocasião e, por nosso intermédio, a sua generosidade resulte em ação de graças a Deus.
2 Coríntios 9:11

Portanto, embora não haja um mandamento no Novo Testamento em relação ao dízimo, fica claro que o cristão deve contribuir. Contudo, agora de uma forma diferente, com motivações diferentes.

Razões e características da contribuição no Novo Testamento:

  • O cristão contribui conforme o que estipula em seu coração, não com peso ou obrigação, mas com alegria! (2Co 9.7);
  • deve contribuir de acordo com as bênçãos que Deus lhe tem dado (1Co 16.2);
  • contribui pois tem consciência de que é servo de Deus (Rm 6.16);
  • o cristão sabe que seus bens e posses pertencem a Deus, e que ele é somente um mordomo que administra aquilo que seu Senhor lhe confiou (1Pe 4.10);
  • o cristão tem a consciência de que prestará contas a Deus do que fez com recursos (Rm 14.12);
  • aquele que contribui o faz pois tem a generosidade de Cristo como seu modelo, e o Espírito Santo o motiva (2Co 8.9)
  • o dízimo jamais é mencionado como uma forma de obrigar Deus a nos abençoar!
  • Ele não pode ser usado para barganhar ou negociar com Deus.
  • Deus não nos abençoa mais quando contribuímos mais na igreja.

Em suma, a contribuição no Novo Testamento é feita com bom ânimo, voluntária e constantemente, e com generosidade sem limites (1Co 16.1-2; 2Co 9.6-9).

Leia também: Versículos sobre Dízimo e Oferta

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Uso do Dízimo na Igreja hoje

As igrejas hoje têm diferentes formas de administrar os seus recursos e as contribuições dos fiéis.

Normalmente, o dízimo é usado para: sustento pastoral, manutenção do templo ou aluguel de espaço para culto, pagamento de água e luz, auxílio aos necessitados ou a projetos de ação social, apoio a missionários e etc.

Contudo, atualmente vemos diversos escândalos envolvendo igrejas e suas práticas abusivas em relação a dízimos e ofertas. Situações que ocasionam vergonha e constrangimento para cristãos sérios e tementes a Deus. Por esta razão, dízimo e contribuição na igreja se tornaram um tema delicado, especialmente ao falar com não cristãos. Por esta razão, é necessário que cada cristão busque conhecer o funcionamento de sua igreja local e pergunte ao seu líder sobre o uso dos recursos naquela igreja.

Transparência e Prestação de contas na Administração Eclesiástica

A pessoa que tiver dúvidas e desejar conhecer melhor a administração dos recursos da igreja local deve entrar em contato com a liderança da igreja.

Diversas denominações fazem questão de manter registros claros e transparentes de todas as atividades financeiras da igreja. Além disso, fazem questão de disponibilizar os relatórios e comprovantes das transações financeiras para que qualquer pessoa possa averiguar a legitimidade do uso das contribuições.

Portanto, você que contribui tem o direito de exigir que sua igreja seja transparente sobre a forma como tem utilizado as ofertas dos crentes. Assim, você ajuda na construção de uma administração saudável e idônea da igreja local.

Pregação sobre dízimo no Novo Testamento

Dançar é Pecado? De olho na bíblia!

Conforme a Bíblia, a dança não é pecado, também não por essência errada ou imprópria para o cristão. A dança pode ser uma expressão de alegria e arte. Além disso, a coreografia pode ter uma mensagem instrutiva e edificante.

Contudo, algumas danças são pecaminosas, pois, carregam em si valores contrários à verdade bíblica. Portanto, ao discutir se dançar é pecado, o cristão deve avaliar qual é o sentido da dança e se ela é sadia ou indecente à luz dos princípios cristãos.

Desse modo, vejamos a seguir alguns casos e procuremos avaliá-los à luz da Bíblia.

É pecado dançar?

Nem sempre é pecado dançar. Como dissemos, a dança tem significado. Desse modo, pode ser algo belo com uma expressão de arte ou algo torpe e indecente. Cabe ao cristão avaliar cada situação e cada dança para entender se há alguma virtude em determinada prática.

Peguemos como exemplo o funk brasileiro. Muitas das letras são extremamente chulas, denegrindo a dignidade feminina, a sexualidade e incitando coisas vergonhosas. De semelhante modo, a dança do funk retrata a mensagem da música. É uma dança sensualizada ao extremo, se colocam em evidência partes íntimas do corpo feminino, as moças usam roupas minúsculas, sua coreografia simula explicitamente movimentos de relação sexual.

Quando avaliamos o funk à luz de Efésios 5. 3-4, entendemos que a obscenidade e a imoralidade presentes nessa dança o tornam pecaminosa. Nesse caso, é pecado dançar funk, pois expressa em sua forma e mensagem coisas contrárias às virtudes bíblicas.

Por outro lado, peguemos como exemplo o tango. Carregado de drama, paixão, melancolia e sexualidade, o tango não é vulgar. É uma dança que expressa arte e beleza. Mesmo que tenha sexualidade, não se torna pecaminosa, pois não é indecente. O tango não é visto como pecado. Outro exemplo é a valsa, que também não é considerada pecaminosa. Ou seja, é necessário conhecermos os princípios bíblicos que nos orientam a reconhecer o que é bom ou ruim.

Portanto, alguns conselhos de Paulo nos ajudarão a desenvolver nossa sabedoria:

Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas.
Filipenses 4:8

Se a dança se enquadra nesses critérios, ela será benéfica e não será pecado. Conhecer e praticar a Bíblia é o melhor caminho para não pecar.

A dança na Bíblia

Um dos casos mais famosos é a dança de Davi. (2Sm 6.14-15) Nesse trecho está relatado que Davi dançou de alegria, diante de todo o povo, pois, a Arca da Aliança fora trazida de volta à Jerusalém. Essa era sua expressão máxima de alegria por estar diante da arca mais uma vez. Isso demonstra o seu amor por Deus!

Em outros momentos, temos registros de danças em celebração a vitórias em batalhas. Na cultura do Antigo Oriente as danças eram usadas como manifestação popular pelas vitórias militares, e comumente as mulheres as lideravam. Como exemplo temos a dança de Miriã (Ex 15:20,21), a filha de Jefté (Juízes 11:34), as mulheres de Judá (1Sm 18:6,7). Além disso, há relatos em que o povo saia em passeata, dançando em roda para festejar (Jz 21:21,23).

Ademais, vemos a dança sendo usada pelo Antigo Testamento como sinônimo de alegria (Ec 3.4; Lm 5.15-16); é a expressão visível da alegria por uma ação salvadora de Deus (Jr 31.13; Sl 30.11-12). De maneira especial, ela faz parte da festa do povo diante do Senhor (Sl 150.4-6).

Contudo, há o mal uso da dança na Bíblia também, como no caso de Herodias que usou a dança para seduzir Herodes. (Mc 6.22-24) Além desse caso, temos também a dança como meio de idolatria em Ex 32.19.

O que a bíblia diz sobre dançar na igreja?

A dança na igreja ou durante o culto não é mencionada na Bíblia. Vemos alguns casos de pessoas dançando e celebrando, mas não em um culto. Contudo, há igrejas atualmente que fazem danças litúrgicas, danças proféticas, entre outros tipos de dança no culto. Não há base bíblica para tais práticas. A Bíblia nos ensina que os elementos para o culto solene devem ser:

  • a oração,
  • cantar louvores,
  • a ação de graças,
  • a leitura e pregação da Palavra,
  • as contribuições voluntárias de seu povo,
  • o batismo e a Ceia (quando houver).

Não devemos inventar maneiras de cultuar a Deus, indo além do que ele estabelece em sua Palavra. No entanto, veja que a Bíblia não estabelece ritmos musicais, não nos dá orações pré-moldadas e nem mesmo uma ordem litúrgica específica a ser seguida. Mas, ela nos dá os princípios e os elementos do culto que agradam a Deus e que ele aceita. 1 Rev. Augustus Nicodemus – Artigo “Davi dançou, eu também quero dançar”. Disponível em: https://ipb.org.br/informativo/davi-dancou-eu-tambem-quero-dancar-3921

Portanto, a dança litúrgica ou profética extrapola aquilo que Deus estabelece como prática para o culto. Ele designou o que deveria ser feito, e nos deu liberdade de participar de maneira espontânea dentro daquilo que ele planejou, não indo além.

Versículos bíblicos sobre dança

Temos uma lista especial com versículos bíblicos sobre dança: Versículos de Dança

É pecado dançar zumba?

Algumas pessoas se perguntam “sou evangélica posso dançar zumba?”.  Em uma breve reflexão sobre o tema, podemos chegar às seguintes conclusões:

Ao procurar o significado de Zumba encontramos isso “A zumba é uma dança aeróbica que tonifica os músculos e queima calorias. Ela promove a boa forma de uma maneira divertida e é bem completa”. Então, a Zumba visa proporcionar momentos de exercícios que estimulam a saúde e bem estar. Até aqui, não há nenhum problema bíblico relacionado à sua prática.

Contudo, para a prática de zumba são usadas diferentes músicas que ditam o ritmo e a coreografia. Nesse ponto, o cristão deve estar atento, pois, embora dançar zumba não seja pecado, pode ser que as músicas utilizadas sejam constrangedoras para um discípulo de Jesus. Dizemos isso, especialmente, em relação a músicas que têm letras pesadas que denigrem a imagem da mulher e tem conteúdo explícito de sexualidade. Em ambientes assim, um cristão provavelmente não se sentira à vontade.

Desse modo, pratique zumba e encontre um grupo saudável, com músicas decentes que proporcionem um momento de exercício agradável e alegre.

É pecado dançar quadrilha?

A dança de quadrilha faz parte do folclore brasileiro. Ela é inocente e simples em seus gestos e músicas. Celebra um pouco da cultura do nordeste e do sertão brasileiro.

Contudo, há o problema de se dançar a quadrilha em homenagem a santos, como Santo Antônio, por exemplo. Desse modo, a dança pode ser um meio de adorá-lo. Nesse caso, dançar quadrilha não seria indicado para cristãos.

Jesus dançou?

Não sabemos. A Bíblia não diz. Portanto, provavelmente não é algo que seja fundamental sabermos a respeito dele.

Conclusão

Quando refletimos sobre danças, devemos levar em consideração o que é bom diante de Deus. Nossos momentos de lazer devem refletir o caráter de Cristo. Sendo assim, o que for nobre, correto, puro, amável e de boa fama, é permitido. No entanto, se uma dança fere esses valores bíblicos, devemos evitá-la.

Portanto, uma maneira muito simples de avaliar uma dança, é imaginar se o Jesus bíblico participaria dela  com você.

Fontes   [ + ]

1. Rev. Augustus Nicodemus – Artigo “Davi dançou, eu também quero dançar”. Disponível em: https://ipb.org.br/informativo/davi-dancou-eu-tambem-quero-dancar-3921

Quem foi Acã? Significado. Ele foi salvo?

Quem foi Acã?

Acã foi um israelita, cuja história é contada no livro de Josué, cap.7. Ele é contemporâneo de Josué, e participou do momento em que Israel estava conquistando a Terra Prometida. Contudo, a história de Acã tem acontecimentos tristes, pois, nela vemos como é terrível desobedecer a Deus. Além disso, aprendemos como o pecado traz consequências severas na vida de quem o comete e também nas vidas de outras pessoas.

A história de Acã

Em Josué 6.1-2, lemos que o povo de Israel estava se preparando para a conquista de Jericó. Pois, Deus havia prometido que já havia lhes dado a vitória. Sendo assim, tudo que Israel precisava fazer era obedecer as instruções de Deus. Pois, não seria pela força de Israel que venceriam, mas pelo poder do Senhor!

Além das instruções sobre a conquista, havia também uma ordem. Os israelitas deveriam ficar longe das coisas consagradas. Ou seja, todo ouro, prata, os utensílios de bronze e de ferro deveriam ser entregues ao tesouro do Senhor, pois eram consagrados. As demais coisas de Jericó deveriam ser queimadas e destruídas, exceto Raabe, pois, ela tinha ajudado os espias de Israel anteriormente. (Js 6.17-19) Quem desobedecesse a ordem divina traria destruição e desgraça sobre o acampamento de Israel. (Js 6.18)

Leia também: Quem foi Raabe?

Infelizmente, como é de se esperar, Acã, por causa da cobiça, descumpre o mandamento de Deus e esconde algumas coisas que deveriam ter sido destruídas e outras que deveriam ter sido consagradas a Deus. (Js 7.1)

As consequências do pecado de Acã

A primeira consequência é que, por causa do pecado de Acã, a ira do Senhor se acendeu contra Israel. (Js 7.1) O povo todo pagaria pelo erro dele. Acã sabia disso, pois, o alerta de Deus havia sido dado no capítulo 6. Mesmo assim, ele não considerou que Deus conhece todas as coisas e que o pecado dele não passaria despercebido.

A segunda consequência acontece em decorrência da primeira. Em meio às lutas de conquista da Terra Prometida, Israel precisaria enfrentar o povo de Ai. (Js 7.3) Quando os israelitas viram que Ai era pequena e tinha poucos homens, disseram a Josué que enviasse apenas 3 mil homens para conquistá-la, pois, isso já era suficiente para uma vitória tranquila. Contudo, quando os 3 mil atacaram Ai, os inimigos foram mais fortes que eles e puseram o exército de Israel em fuga. Trinta e seis soldados de Israel morreram naquela batalha. (Js 7.3-5)

O Pecado de Acã causou a ira de Deus, a derrota na batalha contra Ai, a morte de 36 soldados e trouxe desânimo completo sobre o povo.

O Pecado contamina o coração

A grande vitória de Israel sobre Jericó havia sido histórica para o povo. Seu ânimo, confiança e esperança tinham sido alimentados e fortalecidos pela ação poderosa de Deus. Mais do que nunca, eles sentiam como se seu destino estivesse se cumprindo. No entanto, o pecado de Acã é como um balde de água fria no povo. Por causa dele, Israel experimenta a vergonha de uma derrota humilhante, vive o luto pelos soldados mortos, e fica em dúvida quanto ao cuidado de Deus sobre seu povo.

Isto, porque o pecado é sempre assim. Ele atrai a atenção, parece agradável, seduz e então, ao ser consumado, demonstra sua verdadeira face. Sua consequência é alta demais. O pecado não traz nada de bom, e suas consequências atingem todos os que nos cercam. Ele torna escravo quem o comete, fere aqueles que o cercam e nos afasta de Deus.

Toda alegria, paz e amor que temos no coração, são uma dádiva de Deus. Contudo, essa dádiva é afetada quando cometemos pecado. Pois, o pecado é como algo amargo lançado numa fonte de água doce.

Acã é descoberto

Após a vexatória derrota para Ai, os Israelitas se perguntam se Deus os havia abandonado. (Js 7.7) Enquanto Josué está prostrado em lamentos, Deus o manda se levantar e lhe diz que Israel está em pecado. Eles se apossaram, roubaram e esconderam coisas consagradas (Js 7.11-12). Enquanto permanecessem em pecado, eles sofreriam as consequências, seriam massacrados por seus inimigos. Portanto, era essencial que se limpassem logo do pecado. Eles deveriam se santificar (Js 7.13)

No dia seguinte, cada tribo de Israel apresentou diante de Josué. Ele examinou tribo por tribo, clã por clã, família por família, até que chegou em Acã. Então, disse-lhe “Conte-me o que você fez” (Js 7.19).  Neste momento, Acã confessou que havia pego uma bela capa da Babilônia, 2,4kg de prata e uma barra de ouro de 600g. A cobiça o atiçou e ele escondeu tudo embaixo de sua tenda. (Js 7.20-21)

Quando confrontado por Josué, Acã reconheceu seu pecado:

“É verdade que pequei contra o Senhor, contra o Deus de Israel […]”

Josué 7:20

Significado do nome Acã

Acã, é uma palavra hebraica: עָכָן
O nome vem de uma palavra que significa “problemático; perturbador”. 1 Strong’s Exhaustive Concordance

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Nome dos filhos de Acã

A Bíblia não relata o nome dos filhos de Acã. Em Josué 7.24, apenas lemos que Acã tinha filhos e filhas.

No entanto, na novela “A Terra Prometida” foram dados nomes fictícios aos filhos dele: Gibar e Melquias. Contudo, não há relatos bíblicos que comprovem serem esses os nomes verdadeiros. A novela apenas usa nomes fictícios para incrementar a trama narrativa.

Como Acã morreu?

Por causa de seu pecado, quando desobedeceu uma ordem clara de Deus (Js 7.21) e trouxe desgraça sobre o povo de Israel, Acã foi sentenciado à morte. (Js 7.25) Ele, sua família e tudo que tinham foram apedrejados e depois queimados. Sobre o lugar onde Acã estava foi erguido um grande monte de pedras, aquele local ficou conhecido como Vale de Acor.

A forma da execução da sentença demonstra quão grave foi o pecado de Acã. (Js 7.15) Além disso, sua morte serviu de exemplo para que nenhum israelita cometesse o mesmo erro. Os corpos foram queimados para demonstrar o juízo sobre pessoas que tão voluntariamente entram em pecado, desrespeitando escandalosamente a vontade de Deus.

O monte de pedras erguido sobre os restos de Acã serve de aviso público e visível para todos: “O pecado é julgado por Deus, ninguém deve cometer o mesmo erro de Acã. Não se esqueçam!”. É possível que as mesmas pedras usadas para apedreja-lo tenham sido utilizadas para fazer o monte sobre seus restos. Dessa forma, a linguagem do aviso ficaria bem explícita.

O nome ‘Vale de Acor’ significa ‘Vale do Problema’. Perceba que o nome de Acã e o nome do vale têm a mesma origem e raiz. O Vale do Problema é onde o ‘causador de problema’ foi sentenciado.

Acã foi salvo?

Acã não foi salvo de seu pecado deliberado contra a ordem de Deus. Ele foi sentenciado à morte e apedrejado. Quanto à salvação eterna que vem pela fé em Cristo, não podemos responder categoricamente. Apenas, poderíamos supor que não, visto que Acã não nós dá indícios de que houve arrependimento, tampouco, fé. Ele apenas confessou seu pecado quando foi pego.

Pregação sobre Acã

Fontes   [ + ]

1. Strong’s Exhaustive Concordance

Couraça da Justiça: Significado, Efésios e Pregação.

A Couraça da Justiça é mencionada por Paulo em Ef 6.14. Ali, o apóstolo está alertando os crentes que fiquem preparados para uma batalha. Mas, essa batalha não é contra outras pessoas. Na verdade, é uma luta “contra poderes e autoridades, dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais” (Ef 6.13).

Para enfrentar esse inimigos perigosos e terríveis, o cristão deve fortalecer-se no Senhor e em seu poder, além disso, deve vestir toda a armadura de Deus. (Ef 6.10-11) Somente assim, poderá resistir às ciladas do diabo e permanecer inabalável nos dias maus (Ef 6.11,13).

A Armadura de Deus

Para ensinar o cristão a se fortalecer em Deus, Paulo usa uma metáfora: a Armadura de Deus. O crente deve vesti-la. Cada parte dela é importante e tem um significado especial.

Na construção da armadura, o apóstolo provavelmente está pensando no soldado romano completamente armado. Contudo, ao construir sua metáfora, está recebendo constantes influências de passagens do Antigo Testamento (AT), como, por exemplo, Is 11.5; Is 49.2; Is 59.17. Porém, veja que ele não copia literalmente o que estava no AT, pois, vemos ajustes na metáfora em Ef 6.13-17.

A carta aos Efésios não é a primeira em que ele usa essa metáfora, visto que, lemos menções em outros de seus escritos:

  • “Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo a couraça da fé e do amor e o capacete da esperança da salvação.” 1 Ts 5:8
  • Quem serve como soldado às suas próprias custas? Quem planta uma vinha e não come do seu fruto? Quem apascenta um rebanho e não bebe do seu leite?” 1Co 9:7
  • “na palavra da verdade e no poder de Deus; com as armas da justiça, quer de ataque, quer de defesa” 2Co 6:7
  • “Suporte comigo os sofrimentos, como bom soldado de Cristo Jesus. Nenhum soldado se deixa envolver pelos negócios da vida civil, já que deseja agradar aquele que o alistou.” 2 Timóteo 2:3,4

Então, depois de usar várias pequenas metáforas, em Ef 6.13-17 vemos a armadura completa. Isso sugere que aqui Paulo é um sofrido veterano de guerra passando seu conhecimento da batalha para soldados mais novos.

O que é a Couraça da Justiça?

Após essa breve contextualização, devemos dar ênfase ao foco deste post: a Couraça da Justiça.

A couraça era a parte da armadura que cobria o corpo do pescoço até as coxas. Consistia de duas partes, uma cobrindo a frente e a outra as costas (cf. 1Sm 17.5,38; 1Rs 22.34; 2Cr 26.14; Ne 4.16). Espiritualmente falando, a couraça representa a vida devota, santa e retidão moral (Rm 6.13; 14.17). Deve-se lembrar que em 1 Tessalonicenses 5.8 Paulo fala de “couraça da fé e do amor”.

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O que é Justiça?

No pensamento bíblico, a ideia de justiça ou retidão em geral expressa conformidade à vontade de Deus em todas as áreas da vida: Lei, governo, lealdade pactual, integridade ética, ações generosas. Quando o ser humano se submete à vontade de Deus de acordo com o que está expresso em sua lei, ele é considerado justo ou reto. Jesus ensinou que quem conforma a própria vida aos seus ensinamentos também é justo ou reto. 1 Dicionário Teológico do Novo Testamento – Ed. Daniel G. Reid. pag.800

Em cada um dos casos anteriores em Efésios, a palavra “justiça” foi usada no sentido ético (4.24; 5.9). Além disso, deve-se ter em mente que o apóstolo, nesta epístola, esteve dando grande ênfase sobre a necessidade de se viver vidas dignas da vocação com que foram chamados (4.1).2 William Hendriksen – Comentário de Efésios. pag.328

A Justiça de Cristo e o Espírito Santo

Contudo, é necessário enfatizar que a justiça mencionada em Ef 6.14 é decorrente da Justiça de Cristo. Nós como pecadores não podemos nos tornar justos pelo nosso próprio esforço. Desse modo, a couraça da justiça não serviria em nós. A nossa justiça não é capaz de alcançar salvação. Somente em Cristo recebemos, pela graça e fé, a justiça que nos liberta do pecado. É o sacrifício de Jesus na cruz que paga pelo nossos pecados e nos faz justos diante de Deus. Ele conquistou a nossa justiça!

Então, essa justiça conquistada por Jesus é derramada sobre nós pelo poder do Espírito Santo. Ainda mais, ele nos conduz pelo caminho da santidade e retidão, conforme a vontade de Deus Pai.

Portanto, pela graça de Cristo e o poder do Espírito Santo, nós podemos viver uma vida justa diante de Deus. Ele nos capacita para vestirmos a Armadura de Deus e usarmos confiantemente a couraça da justiça. Pois, por ele, fomos perdoados e purificados de todos os nossos pecados.

Para que serve a Couraça da Justiça?

A couraça é um elemento de defesa na armadura. Ela serve para proteger o tronco, as costas e parte das pernas. De certo modo, Paulo está dizendo que nossa segurança está firmada pela justiça de Cristo. E nessa justiça nós devemos viver.

  • Em 2 Coríntios 6.7 Paulo menciona “as armas da justiça na mão direita e na esquerda”, ou seja, armas tais que permitem resistir os ataques de qualquer ponto que estes venham. Isso ocorre num contexto onde a pureza, a bondade e santidade são mencionadas.
  • Portanto, a justiça de Cristo nos protege durante os dias maus que temos vivido;
  • Nos fortalece para combatermos o mal, para isso devemos viver uma vida que reflete a justiça de Cristo que está em nós;
  • Além disso, a Couraça nos protege das ciladas e enganos do Inimigo, de suas mentiras e acusações contra nós.
  • Ela nos mantém firmes, seguros e inabaláveis em meio às batalhas.
  • No entanto, veja que uma couraça sozinha não constitui toda a armadura. A couraça precisa estar conectada às outras partes para ser eficaz. Paulo nos diz para vestir toda a armadura de Deus e não apenas para escolher algumas partes.

A Couraça da Justiça e as Batalhas Espirituais?

Ora, a Armadura não deve ser pensada apenas para batalhas espirituais, como dizem alguns. Ela é nos dada para usarmos todos os dias, em tudo que fizermos. Pois, precisamos da justiça de Deus, da fé, da verdade e do evangelho da paz em tudo que fizermos. Vista a armadura de Deus em todos os momentos. Pois, assim estaremos honrando o nosso Senhor.

Veja o conselho de Paulo a Timóteo:

Suporte comigo os sofrimentos, como bom soldado de Cristo Jesus.
Nenhum soldado se deixa envolver pelos negócios da vida civil, já que deseja agradar aquele que o alistou.
2 Timóteo 2:3,4

Com isso, ele quer dizer que aquele que está em Jesus, deve focar toda a sua vida para glória dele. Não há negócios que não estejam relacionados ao Senhor. Ou seja, sua vida, seu trabalho, seus relacionamentos e qualquer outra coisa, devem ser vividos para a glória daquele que nos alistou.

Note que o contexto que antecede a Armadura de Deus em Ef 5-6, é cheio de conselhos para a “vida comum”. Ao longo de toda carta, o apóstolo enfatiza a necessidade de se viver vidas dignas da vocação com que foram chamados.

Paulo aconselha o relacionamento de filhos e pais, escravos e senhores, maridos e esposas e etc. Em todas essas situações, ele demonstra como o evangelho redime a vida que o pecado deteriorou. E por fim, ele nos diz para lutarmos contra o diabo e suas artimanhas.

Nós devemos entender que o pecado afeta todas as áreas da vida humana. Portanto, nossa luta contra o pecado deve acontecer em todas essas áreas. Afim de que levemos o evangelho restaurador para aqueles que sofrem debaixo do pecado. Sendo assim, precisamos da Armadura de Deus e da couraça da justiça em todos os momentos.

Pregações

Fontes   [ + ]

1. Dicionário Teológico do Novo Testamento – Ed. Daniel G. Reid. pag.800
2. William Hendriksen – Comentário de Efésios. pag.328

Templo do Espírito Santo: O que significa? Versículos, tatuagem, etc.

Nosso corpo é o templo do Espírito Santo significa, essencialmente, que o Espírito Santo faz de nosso corpo sua habitação. Somos sua morada! Por isso, devemos ser guiados pela vontade dele e não pertencemos mais a nós mesmos. (1Co 6.19)
No Antigo Testamento, o templo era o lugar sagrado que tinha a presença de Deus. Era o sinal visível do Deus Vivo habitando em meio ao seu povo. Contudo, no Novo Testamento, o Espírito Santo de Deus habita no corpo dos cristãos, e não em templos de pedra. (1Co 3.16) Ou seja, dia a dia Deus está com cada um de seus filhos, guiando-os, fortalecendo, aconselhando e lhes sustentando.

Templo do Espírito Santo – Estudo

O templo é uma das partes mais importantes da religião judaica no Antigo Testamento (AT). Entender o simbolismo do templo no AT nos ajuda a compreender a profundidade dessa verdade do Novo Testamento (NT), a saber, de que o cristão é templo do Espírito Santo.

O templo no Antigo Testamento

O Templo é uma das coisas mais importantes no Antigo Testamento. Pois, é um dos principais pilares da fé judaica. Deus escolheu aquele templo para colocar seu nome ali, seus olhos e seu coração dariam atenção constante àquele lugar (2Cr 7.11-16). Quando o Novo Testamento fala sobre Cristo, fica claro que  os três grandes pilares do judaísmo antigo — a saber: a Torá, o Templo e a Terra Prometida — são reavaliados a partir de Jesus.
Desse modo, observamos que todo o Antigo Testamento aponta para Cristo como o ápice da glória de Deus e o cumprimento de sua Palavra. O templo tem o propósito de que todos saibam que Deus está presente ali, que Deus os ouve e habita com seu povo. O templo é uma forma do povo ver Deus sempre presente, ao seu lado.

O templo no Novo Testamento

Portanto, a importância do templo será revista a partir da boa nova do Evangelho. Pois, no NT, Jesus é o templo! (João 2.19) Imagine quão chocante era tal afirmação! No Antigo Testamento, o templo era o local da habitação santíssima de Deus no meio de Israel. Algumas partes do templo, como o Lugar Santíssimo, eram extremamente reservadas e apenas o sacerdote poderia entrar. Mas, para isso, ele precisaria passar por rituais rígidos de purificação.
Quando o Novo Testamento diz que esse Deus Santíssimo, glorioso, não habita mais no templo de Israel, mas está plenamente revelado em Jesus, anuncia-se uma notícia inimaginável para um judeu.
No Antigo Testamento, o templo era o símbolo da presença de Deus, no entanto, no NT, Jesus é Deus conosco (Mt 1.23). Ele é a presença de Deus fora do templo, andando nas ruas e levando a glória de Deus por onde vai. Ele é plenamente Deus em meio ao seu povo.
O templo do AT tinha concluído seu propósito que era apontar para o que Cristo traria em plenitude. O templo limitava o acesso a Deus, poucos poderiam entrar em todos os lugares, havia barreiras entre a presença de Deus e o povo. Mas, em Cristo há liberdade para o acesso à presença de Deus. Isso é anunciado quando o véu do templo se rasga de alto a baixo. (Mt 27.50-51) O sacrifício de Jesus nos dá acesso à presença de Deus.

Nota do Editor:
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O Espírito Santo:

Jesus, antes de ser crucificado prometeu que enviaria o Conselheiro. (João 16.7-8) Além disso, Cristo nos diz que esse Conselheiro seria o Espírito da Verdade que nos guiaria. (João 16.13) Portanto, a partir desses trechos, veja que o Espírito Santo é enviado por Jesus para nos convencer do pecado, da justiça e do juízo. Além disso, guiará os cristãos na verdade, ou seja, nos ensinamentos de Cristo.
Quando estudamos a questão de sermos templo do Espírito Santo, precisamos lembrar dessas coisas. Pois, somos morada  do Espírito Santo, enviado por Jesus!

Posso fazer o que quiser com meu corpo?

Não. Pois, seu corpo agora é templo do Espírito Santo. Toda sua vida pertence a ele. Isso significa que você deve confiar que ele lhe dará os melhores conselhos sobre como cuidar de seu próprio corpo. Não faça o que você quiser, se você é habitação do Espírito, busque conhecer a mente dele para experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus em sua vida. (Rm 12.1-2)
O Espírito Santo tem um propósito para habitar em nós. Vemos nos escritos de Paulo à igreja em Corinto. Na primeira carta à essa igreja, lemos:

Vocês não sabem que são santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês? (1 Coríntios 3:16)

Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de si mesmos? (1 Coríntios 6:19)

Observe que ser templo do Espírito Santo é um privilégio. Porém, privilégios trazem grandes responsabilidades. A condição dos coríntios de justificados e santificados em Cristo deve resultar numa vida de obediência crescente
às exigências de Deus (ICo 6.11,12-20). Embora para 0 crente todas as coisas sejam “permitidas”, ainda assim, nem tudo convém. O Espírito nos impulsiona para uma vida de santidade. (ICo 6.12)
A igreja é templo do Espírito, construída sobre o alicerce da cruz de Cristo (1Pe 1.18-20; 1Co 1.19,20; 1Co 3.10-23). Por isso, cada cristão é chamado a viver por amor a Jesus, acima de tudo! Jesus nos deu nova vida, não devemos mais ser escravos do pecado. Esse é o contexto presente em 1Co 6.9-11.

Sendo assim, o Espírito habita faz de nós seu templo para nos:

  • Limpar do pecado;
  • Santificar;
  • Guiar na Palavra da Verdade;
  • Moldar nossas vidas ao caráter de Cristo.

A glória de Jesus está presente em seu povo e deve brilhar através dele. Assim como Jesus é a presença de Deus em meio às pessoas, o cristão deve ser um sinal da presença de Jesus onde estiver. Isso só é possível pela ação do Espírito Santo naqueles em quem ele habita.

Leia Também: O que a Bíblia fala sobre Tatuagem? Tatuagem é pecado?

A Santidade do Templo do Espírito Santo

Sem dúvidas, ao falarmos da habitação de Deus, devemos falar de sua santidade.  A convicção de que Deus é
santo é fundamental na vida do cristão. Pois, ele nos diz “sede santos, porque eu sou santo” (1Pe 1.15-16). O mesmo princípio está presente em 1Tessalonicenses 4.3-8, de que crentes devem manter distância das práticas imorais e atender ao chamado divino para ter uma vida de “santificação” (ITs 4.7).
No entanto, isso só é possível quando estamos amparados no dom do Espírito Santo (ITs 4.8). Pois, ele nos conduz à santidade na redenção (2Ts 2.13 – Esse texto evidencia ainda mais que a presença do Espírito Santo conduz à fé na verdade e à uma vida naqueles que foram salvos).
Esse pano de fundo serve para mostrar a importância da mensagem de 1Coríntios 6.12-20, onde vemos a insistência de Paulo para fugirmos da “imoralidade sexual”. Outros pecados são listados em 1Co 6.9-11, tais como idolatria, imoralidade, amor ao dinheiro, trapaceiros, caluniadores e etc. Não só a imoralidade sexual, mas todos esses pecados devem ser combatidos pelo cristão.
Porque se somos habitação do Espírito Santo, devemos ser santos, assim como Ele é. Em outras palavras, o Senhor terá um povo santo e nosso corpo deve ser expressão de sua santidade.

Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.
Pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.

Romanos 8:28,29

Pregação sobre o templo do Espírito Santo:

Ratimbum – O que significa? Origem? É maldição?

Você já se perguntou de onde vem o Rá-tim-bum daquela canção de aniversário? Ou já ficou curioso para saber a origem do nome do Castelo Rá-tim-bum?
Recentemente ergueu-se uma questão a respeito dessa palavra. Pois, surgiram boatos de que ela teria um significado oculto e maligno, como uma espécie de maldição. Dessa forma, quando cantada na música de aniversário, “Rá-tim-bum seria um meio de amaldiçoar alguém”.
Por isso, muitos cristão começaram a se perguntar se isso era verdade e se a palavra tinha algum poder maligno. Portanto, decidimos averiguar esse tema e encontrar a verdade sobre esse dilema.

Significado

Rá-tim-bum é uma onomatopeia!
Onomatopeia é uma palavra que imita um som, seja de algum objeto ou coisas vivas. Um exemplo comum para nós é o uso de “hahaha”, ou “rsrs”, são palavras escritas que imitam o som de risada. Há também o “Tic-Tac” que imita o som do relógio. Ou o “Cocoricó”, que é o som do galo cantando.
Sendo assim, Rá-tim-bum não tem um significado específico ou oculto, mas é uma palavra que representa o som de algo. Muito provavelmente, Rá-tim-bum imite o som de instrumentos musicais de uma fanfarra:

  • Rá = caixa;
  • Tim = pratos;
  • Bum = bumbo.

Portanto, Rá-tim-bum é apenas o som de festa e alegria que encaixa perfeitamente com uma festa de aniversário.

Origem

Algumas teorias dizem que essa palavra é uma onomatopeia, que imita os sons de uma charanga (banda/fanfarra) de circo. Mas há uma história mais elaborada que conta que a origem do Rá-tim-bum teria sido nos corredores da USP, na década de 30.
Naquela época, um rajá (governante) indiano chamado Timbum havia visitado a faculdade de Direito. Logo, os estudantes começarem a fazer brincadeiras com o nome dele. Assim, surgiu um grito de guerra: rajátimbum. Com o passar do tempo, o “já” foi suprimido e o grito virou apenas rá-tim-bum. 1Fontes Eduardo Marchi, ex-diretor da faculdade de Direito da USP, e reportagem“O Brasil que as Arcadas vislumbraram”, de Fabrício Marques na Revista Fapesp.

Rá-tim-bum é uma maldição?

Não! Nenhuma pesquisa séria indica qualquer relação entre essa palavra e algum tipo de ocultismo, ou macumba, ou bruxaria. Também não há fontes que indiquem que é uma palavra vinda do latim ou de qualquer outro idioma.
É apenas uma palavra criada para expressar alegria e festa. Isso fica claro quando procuramos por essa palavra nos dicionários e não a encontramos. Em si, ela não expressa significado, seu objetivo é representar o som de uma fanfarra em festa!
Portanto, em festas cante em alto e bom som “Rá-tim-bum”!!!

Fake news e o cristão

Atualmente, diversas notícias e informações surgem a todo momento em nossos celulares. Algumas são tão bombásticas que sentimos a necessidade de compartilha-las no mesmo momento. Porém, nem tudo que se vê na internet é real.
Sendo assim, um dos grandes problemas que temos é disseminar notícias sem saber se são verdadeiras. Com isso, promovemos muitas vezes o pânico, medo, fofocas, calúnias e etc. Fake News, boatos, fofocas, não devem ser incentivadas e muito menos compartilhadas por cristãos. Jesus diz:

Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus.
Mateus 5:9

Desse modo, o cristão deve zelar pela paz e pela verdade, pois essa é uma característica dos filhos de Deus. Não se deixe enganar pelas Fake News. A atitude cristã diante dos boatos deve ser diferenciada.

A Atitude Cristã diante dos Boatos

Portanto, veja como é perigosa a disseminação de boatos! Muitas pessoas ficam em crise, imaginando que lançaram o mal sobre outros por ter cantado Rá-tim-bum em uma canção de aniversário. Mas, veja que esse é apenas um boato! Imagine o estrago que outros tantos fizeram ao longo dos anos. Dessa forma, é essencial que os cristãos não disseminem esses boatos e fofocas. Então, quando receber uma notícia, ou ouvir algo assim, lembre-se:

  • VERIFIQUE SE É VERDADE!
  • Procure fontes confiáveis e pesquise,
  • Não espalhe boatos,
  • Use a sabedoria que vem de Deus,
  • Pense se aquilo é bíblico e edificante,
  • E só passe adiante aquilo que traga algo relevante para o próximo!

Um conselho bíblico

Caso fique em dúvida se deve compartilhar uma informação, procure aplicar a lista acima. Além disso, lembre-se do que a Bíblia ensina:

Fiel é esta palavra, e quero que você afirme categoricamente essas coisas, para que os que crêem em Deus se empenhem na prática de boas obras. Tais coisas são excelentes e úteis aos homens.
Evite, porém, controvérsias tolas, genealogias, discussões e contendas a respeito da lei, porque essas coisas são inúteis e sem valor.

Tito 3:8,9

O texto de Paulo escrito para Tito nos ensina a buscar a Palavra de Deus, pois ela é excelente e útil às pessoas. As palavras dos cristãos devem ser assim: Úteis e excelentes! A palavra do discípulo de Jesus deve ser temperada com sabedoria do céu. Em meio à disseminação de boatos, o cristão deve anunciar a verdade e não se render à tentação de espalhar informações bombásticas.
Veja que Paulo nos aconselha a evitar controvérsias tolas, discussões e contendas. Naquela época, era comum haver disputas e rixas por conta de discussões a respeito da lei. Lemos aqui um princípio subjacente de evitar conversações desse mesmo tipo, ainda que seja a respeito de outros temas além da lei.

Maneje bem a Palavra da Verdade

Em 2 Tm 2.15-16, Paulo também nos aconselha:

Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar, que maneja corretamente a palavra da verdade.
Evite as conversas inúteis e profanas, pois os que se dão a isso prosseguem cada vez mais para a impiedade.
2 Timóteo 2:15,16

Veja que, novamente, devemos evitar conversas inúteis e profanas, pois isso conduz a impiedade. Ou seja, nos afasta de Deus e dissemina o pecado. Portanto, o caminho correto é manejar bem a Palavra da Verdade. Em outras palavras, conheça bem a Bíblia e a use no dia a dia.
A Bíblia nos ensina a não mentir. Então, quando ouvir uma notícia, só compartilhe se tiver certeza que é verdadeira.

Conclusão

Rá-tim-bum não é uma maldição oriunda da bruxaria, ou de um idioma antigo. Não há qualquer relato de fonte confiável que confirme essa informação. Portanto, você pode cantar tranquilamente a música de aniversário.
Porém, como cristãos, devemos sempre averiguar as informações antes de compartilhar. Para não sermos enganados e não influenciarmos pessoas com inverdades.
Conforme a Bíblia, devemos zelar pela verdade e pela paz, pois vemos isso no caráter de Jesus.

Fontes   [ + ]

1.Fontes Eduardo Marchi, ex-diretor da faculdade de Direito da USP, e reportagem“O Brasil que as Arcadas vislumbraram”, de Fabrício Marques na Revista Fapesp.

12 Apóstolos: Quem foram? Seu propósito? Como morreram?

Em Mateus 10.1-4, está registrada a lista com os nomes dos doze apóstolos que Jesus escolheu:

Estes são os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão;
Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu;
Simão, o zelote, e Judas Iscariotes, que o traiu.

Mateus 10:2-4

Apóstolo, significado:

O termo apóstolo vem do grego ἀπόστολος, e seu sentido básico é “enviado”. Era uma palavra conhecida e utilizada antes de aparecer na Bíblia, contudo, seu uso era raro.

No mundo antigo, a palavra “apóstolo” tinha a ver com expedições marítimas. Indicava simplesmente os navios que eram enviados em missões militares, ou expedições navais. Posteriormente, veio a ser aplicado ao grupo de expedicionários que povoavam uma localidade e, por fim, passou a designar o comandante de tal grupo. 1 Nicodemus, Augustus. Apóstolos: A verdade bíblica sobre o apostolado (Locais do Kindle 320-321). Editora Fiel. Edição do Kindle.

Entretanto, o uso do termo Apóstolo na Bíblia é diferente. Pois, os apóstolos de Jesus foram enviados com o poder da autoridade e de serem representantes dele. Conforme o Evangelho de Lucas, Jesus foi o primeiro a utilizar esse termo no Novo Testamento e o usou para designar os doze que havia escolhido:

Ao amanhecer, [Jesus] chamou seus discípulos e escolheu doze deles, a quem também designou como apóstolos
Lucas 6:13

Jesus falava aramaico, portanto é provável que originalmente ele tenha usado o termo aramaico shaliah, do verbo שָׁלוּחַ, “enviar”, que foi traduzido por Lucas e demais autores como ἀπόστολος. No Novo Testamento, a palavra apóstolo é usada 37 vezes para se referir claramente aos doze que Jesus escolheu, e outras 17 vezes para se referir a Paulo. 2 Nicodemus, Augustus. Apóstolos: A verdade bíblica sobre o apostolado (Locais do Kindle 339-341). Editora Fiel. Edição do Kindle.

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A missão dos apóstolos

A missão dos doze seria dar testemunho da morte e ressurreição de Cristo e anunciar o evangelho a toda criatura. (Atos 1.8) Portanto, deveriam repassar os ensinamentos de Jesus até os confins da terra e assim lançar os fundamentos da igreja de Cristo.

Fazer parte dos doze significava ter sido chamado

pessoalmente por Jesus para estar com ele diariamente em seu ministério itinerante pela Galileia e Judeia, ter recebido autoridade e poder para realizar sinais e prodígios, expulsar demônios em seu nome, pregar a proximidade do Reino dos céus e representar Jesus como enviado dele para o anúncio desta mensagem.

3Nicodemus, Augustus. Apóstolos: A verdade bíblica sobre o apostolado (Locais do Kindle 679-682). Editora Fiel. Edição do Kindle.

Ao nomear doze apóstolos e enviá-los em missão aos judeus, Jesus estava instituindo uma nova liderança espiritual em Israel. Visto que os mestres da lei e fariseus tinham exaurido o povo com legalismo e regras muito distantes da Palavra de Deus. Os líderes religiosos eram hipócritas e abusavam do povo usando o nome de Deus. Sendo assim, tinham falhado terrivelmente em pastorear o povo nos caminhos do Senhor.

Jesus, então, escolhe doze para proclamarem o Reino de Deus. O número 12 é muito importante, pois se refere às doze tribos de Israel. Dessa forma, os doze escolhidos representam os líderes do Novo Israel, sendo a contraparte dos doze patriarcas da nação. (Mt 19.28)

Os doze apóstolos seriam os líderes deste Novo Israel, uma nação espiritual, composta de judeus e também por pessoas de todas as partes do mundo, unidos pela fé no Messias. Jesus estava preparando o caminho para sua igreja, o Israel espiritual.

Os nomes dos doze apóstolos em grego e aramaico (hebraico):

Os nomes dos apóstolos da forma que conhecemos hoje são traduções. Eles possuem também uma versão grega e a sua forma original em aramaico:

Simão Pedro
Grego: Simon Petros (Σίμων πέτρος)
Aramaico: Shim’own Kephas
Significado: Ouvir, Pedra

André
Grego: Andreas (Ανδρεας)
Aramaico: Aner
Significado: Másculo, viril

Tiago (lembre que dois apóstolos tinham esse nome)
Grego: Iakóbos ( Ἰάκωβος)
Aramaico: Iakob
Significado: Sustentado pelo calcanhar

João
Grego: Ioannes (Ἰωάννης)
Aramaico: Yohanan
Significado: O Senhor é misericordioso

Felipe
Grego: Philippos (Φιλιππος)
Significado: Amigo dos cavalos

Bartolomeu
Grego: Bartholomaios (Βαρθολομαιος)
Aramaico: bar-Tâlmay
Significado: Filho de Talmay

Mateus
Grego: Maththaios (Ματθαιος)
Significado: Presente de Deus

Tomé
Grego: Thomás (Θωμάς)
Aramaico: Ta’owm
Significado: O Gêmeo

Judas (nome de dois apóstolos)
Grego: Ioudas (Ἰούδας)
Aramaico: Yehudah
Significado: Abençoado

Simão, Zelote
Grego: Simon (Σίμων)
Aramaico: Shim’own
Significado: Aquele que ouve

Características de um Verdadeiro Apóstolo:

Quando falamos sobre apostolado precisamos lembrar que há algumas características bíblicas dos verdadeiros apóstolos, isso nos ajuda a não sermos enganados por pessoas que se auto denominam apóstolos nos dias de hoje.

  1. Os apóstolos tinham de ser testemunhas daquilo que Jesus havia feito e ensinado durante seu ministério terreno. Especialmente, ser testemunhas pessoais de sua morte e ressurreição. (Atos 1.21-22)
  2. Todos os apóstolos foram vocacionados (chamados) diretamente por Jesus – os doze, bem como, posteriormente, Paulo. (Atos 9.4-6; LC 6.12-16)
  3. O ministério apostólico foi especial e exclusivo para a fundação da Igreja de Jesus. (Ef 2.20-22)
  4. Os apóstolos realizavam sinais e milagres na autoridade outorgada por Jesus, como um sinal de que eram comissionados por ele. (Atos 5:12; 8:14-17).
  5. O ofício de Apóstolo nunca foi transmitido ou atribuído por alguém que não fosse Jesus. Por exemplo, veja que houve diáconos, obreiros e  presbíteros escolhidos pelas próprias igrejas (Atos 14:23). Todavia, os apóstolos nunca transferiram o seu ofício a algum sucessor.4 Publicado em “Chamada da Meia Noite“, edição de abril 2004, Página 15. Resumido por Miguel Ângelo Luiz Maciel. Disponível em: http://solascriptura-tt.org/EclesiologiaEBatistas/CaracteristicasVerdadeiroApostolo-CMeiaNoite.htm

Existem Apóstolos hoje?

Não existem mais apóstolos hoje. Pois, não existem pessoas hoje que possam ter cumprido os requisitos bíblicos de um verdadeiro apóstolo:
• Ter visto o Senhor;
• Ter aprendido diretamente com Jesus;
• Ser vocacionado por Jesus para o apostolado.

Logo, não existem mais apóstolos hoje como os 12 e Paulo. O ofício de apóstolo cessou com a morte do último deles.5 Nicodemus, Augustus. Apóstolos: A verdade bíblica sobre o apostolado (Locais do Kindle 875-876). Editora Fiel. Edição do Kindle.

Além disso, não são necessários hoje mais apóstolos para lançar os fundamentos da igreja cristã. Porque o fundamento está posto.O que se precisa hoje é de pastores e mestres que edifiquem sobre aquilo que nos foi entregue fielmente através da Palavra de Deus e do ministério dos Apóstolos. (1Co 3.10-11)

Como morreram os Apóstolos?

Para saber como cada um deles morreu, precisamos utilizar a Bíblia e também escritos da Tradição, pois, nem todos eles tem a sua morte relatada na Bíblia. Sendo assim, vamos falar brevemente sobre cada um.

Judas Iscariotes: suicidou-se por enforcamento, porque estava com remorso por trair Jesus. Ao enforcar-se, caiu de cabeça nas rochas e suas entranhas se espalharam pelo chão. (Mt 27.5; Atos 1.18)

Tiago, chamado Maior: a tradição diz que foi delatado ao Rei Herodes Agripa, acusado de quebrar a lei por pregar o evangelho, então, foi sentenciado à morte. Morreu decapitado pela espada de um soldado.

Filipe: a tradição diz que foi crucificado e torturado até a morte, por pregar o evangelho à esposa de um procônsul romano.

Mateus: Não se sabe ao certo. Há relatos de que morreu torturado na Etiópia, provavelmente por estar pregando sobre Jesus.

Tiago, o menor: foi sentenciado pelo Sumo Sacerdote Ananus à morte por apedrejamento, sob acusação de quebrar a lei judaica.

Pedro: Foi perseguido juntamente com outros cristãos durante o império de Nero de Roma. Foi sentenciado à morte por ser seguidor de Jesus. Ao ser crucificado, pediu para que o colocassem de cabeça para baixo, por se sentir indigno de morrer como Cristo.

André: Foi crucificado na Grécia, numa cruz em forma de X, pois se recusou a renegar sua fé em Jesus.

Tomé: Morreu perfurado pelas lanças de soldados na Índia, por ter pregado o evangelho à esposa do rei Misdaeu e ela ter se convertido.

Simão, o zelote: poucos registros a respeito de sua morte, alguns dizem que morreu por negar adorar o deus do sol. Pode ter acontecido na Pérsia.

Judas Tadeu: teria sido martirizado no Líbano.

Bartolomeu: não há registros escritos sobre sua morte. Contudo, acreditasse que morreu crucificado, ou esfolado, ou decapitado pelo rei Polymius.

João: morreu em Éfeso, por volta do ano 103 d.C., com cerca de 94. Morreu de causas naturais em sua velhice.

O testemunho dos Apóstolos

Excetuando Judas Iscariotes que traiu Jesus, os outros apóstolos servem de exemplo para nós. Pois, dedicaram sua vida pelo Reino de Deus e o Evangelho. Quase todos foram martirizados, ou seja,  mortos por conta da pregação da mensagem de Jesus. Não buscaram riquezas, conforto e glória para si. Pelo contrário, seguiram o Senhor Jesus, carregando suas próprias cruzes e morrendo por amor ao Salvador. Foram torturados, deixaram sua casas, sofreram dificuldades extremas, tudo isso pela missão que Jesus havia dado a eles.

A missão deles cumpriu seu propósito, e hoje a igreja está aqui por conta de sua dedicação e empenho. Ainda hoje, a igreja deve permanecer fundamentada no ensino dos apóstolos. Homens levantados por Deus para com fidelidade e amor edificarem sua igreja.

Material complementar:

Caso queira se aprofundar, veja o vídeo do Rev. Augustus Nicodemus explanando sobre o assunto:

 

Fontes   [ + ]

1. Nicodemus, Augustus. Apóstolos: A verdade bíblica sobre o apostolado (Locais do Kindle 320-321). Editora Fiel. Edição do Kindle.
2. Nicodemus, Augustus. Apóstolos: A verdade bíblica sobre o apostolado (Locais do Kindle 339-341). Editora Fiel. Edição do Kindle.
3.Nicodemus, Augustus. Apóstolos: A verdade bíblica sobre o apostolado (Locais do Kindle 679-682). Editora Fiel. Edição do Kindle.
4. Publicado em “Chamada da Meia Noite“, edição de abril 2004, Página 15. Resumido por Miguel Ângelo Luiz Maciel. Disponível em: http://solascriptura-tt.org/EclesiologiaEBatistas/CaracteristicasVerdadeiroApostolo-CMeiaNoite.htm
5. Nicodemus, Augustus. Apóstolos: A verdade bíblica sobre o apostolado (Locais do Kindle 875-876). Editora Fiel. Edição do Kindle.

Como ler a Bíblia?

O que é a Bíblia?

Cremos que a Bíblia é a Palavra de Deus. Ela foi escrita por seres humanos, contudo, essas pessoas foram inspiradas e conduzidas pelo próprio Deus. Embora Deus tenha usado autores humanos para escrever os livros da Bíblia, o próprio Deus é a fonte de origem dessas palavras.

Portanto, a Bíblia é a Palavra que o Senhor revelou à humanidade. Através dela ouvimos Deus falando e nos ensinando. Ela não é um livro qualquer, pois, ela nos foi dada com um propósito.(2Tm 3.16)

Por que Deus nos deu a Bíblia?

O propósito da Bíblia é (1) nos ensinar a respeito do próprio Deus. Através dela conhecemos o Criador. Seu tema principal, do início ao fim, é o próprio Deus.

Gênesis começa com um Deus que existia sozinho e depois criou todas as coisas. Apocalipse termina com esse mesmo Deus reinando eternamente sobre todas as coisas que criou. Todos os livros bíblicos revelam o caráter e os atributos de Deus, narrando suas ações soberanas ao longo da história. 1 Chan, Francis. Multiplique (Locais do Kindle 1078-1080). Editora Mundo Cristão. Edição do Kindle.

Outro propósito da Bíblia (2) é nos ensinar a respeito de nós mesmos e do mundo em que vivemos. Pois, a narrativa bíblica nos mostra de onde viemos, porque o mundo é como é, e para onde a nossa história se encaminha.

A Bíblia nos oferece respostas a todas as perguntas mais importantes da vida. As verdades bíblicas não se restringem ao campo religioso. Pois, o Deus que escreveu a Bíblia é o mesmo que projetou o mundo. Logo, através da cosmovisão bíblica podemos dialogar com a filosofia, as ciências naturais, sociologia e etc.

Tudo isso significa que, quando estudamos a Bíblia, devemos buscar a compreensão de nosso Deus, de nosso mundo e de nós mesmos. 2Chan, Francis. Multiplique (Locais do Kindle 1096-1097). Editora Mundo Cristão. Edição do Kindle.

Deus nos deu a Bíblia (3) para nos capacitar a viver uma vida piedosa. (2Pe 1.3) Paulo diz em  2Tm 3.16 que a Bíblia é útil para o ensino, a repreensão, a correção e para a instrução na justiça. Afim de que toda pessoa seja apta e plenamente preparada para toda boa obra. (2Tm 3.17) Portanto, através do estudo e prática do que a Bíblia ensina somos moldados a uma vida que agrada a Deus.

Por onde começar?

Agora, vejamos alguns aspectos práticos do estudo bíblico. Por conter diversos livros e estilos literários diferentes, a Bíblia pode parecer difícil para quem está começando. Por isso, é bom ter ajuda para não desanimar nessa jornada.

Por qual livro devo começar a estudar a bíblia?

Para ter um início facilitado e que flua melhor, você pode começar lendo a Bíblia pelos evangelhos. Isto é, leia Marcos, Mateus, Lucas e João. Pois, os evangelhos contam diretamente a respeito da vida de Jesus e tem muitas narrativas e ensinamentos em forma de discurso. As narrativas são agradáveis e facilitam a leitura para quem está começando.

Após ler algum dos evangelhos, leia algumas das cartas do Novo Testamento. Como por exemplo a carta de Tiago, que traz diversos ensinamentos práticos e fala de uma forma clara. Leia também as cartas Pedro.

Há algumas pessoas que tentam iniciar sua leitura em Gênesis para ler a Bíblia de ponta a ponta. Contudo, normalmente desanimam logo nos primeiros livros. Porque ficam entediadas ou não entendem o que leem.

Embora a leitura do Antigo Testamento seja muito importante, ela pode ser desanimadora para alguém que não tem o hábito de leitura. Por essa razão, se você está começando, indicamos que leia primeiro o Novo Testamento.

Além disso, é necessário desenvolver o hábito de ler e estudar a Bíblia rotineiramente. Porque, mesmo que pareça cansativo no começo, é preciso se esforçar para alcançar o melhor resultado.

Como desenvolver o hábito de ler e estudar?

Não tem segredo ou fórmula mágica! Você terá que se esforçar e ter disciplina.

  • Separe um tempo do seu dia e um horário específico. Tente separar pelo menos uma hora.
  • Evite e anule as distrações. Desligue o celular, saia do computador, fique longe da televisão! Dedique toda sua atenção à leitura.
  • Escolha a tradução da Bíblia adequada para você! Hoje, existem diversas traduções da Bíblia disponíveis, mas algumas são antigas e tem um vocabulário mais complicado. Portanto, leia uma tradução que você entenda melhor. (Para dicas de tradução bíblica, leia o tópico abaixo)
  • Tenha um caderno de anotações, como um diário de estudo. Ali você pode anotar o que leu e suas percepções sobre o texto. Escreva suas dúvidas também e procure um pastor que possa lhe auxiliar.
  • Esforce-se para manter a rotina de leitura constante. Se possível, diariamente.
  • Não leia só pequenos trechos aleatórios da Bíblia. Procura ler o capítulo todo e terminar o livro bíblico. Ao final do livro, escreva o que você aprendeu.
  • Releia o livro da Bíblia. Você certamente terá novas percepções. Compare com as anotações que fez anteriormente e veja o que surgiu de novo.
  • Preste atenção no contexto das passagens bíblicas. O contexto muitas vezes auxilia a responder dúvidas que encontramos no caminho.
  • Não é fácil, mas é possível desenvolver o hábito. Compartilhe suas experiências sobre seu estudo com alguém que também esteja estudando a Bíblia. Você pode incentivar a pessoa e ela também te incentivar.
  • O mais importante: Lembre-se de orar, pedindo ao Espírito Santo para que lhe auxilie e instrua durante o estudo. É ele que ilumina nossa mente para entendermos a Palavra de Deus.

Coloque em prática essas dicas. Desenvolva seu próprio hábito e momento de leitura. Será muito edificante para você. Para ajudar no estudo bíblico existem diversas ferramentas que, se usadas da forma correta, serão muito enriquecedoras. Veja a seguir algumas delas.

Ferramentas de apoio para estudar a Bíblia

Se você já está desenvolvendo seu hábito de estudo da Bíblia e quer se aprofundar ainda mais, nós temos algumas dicas de material de apoio. Contudo, você não precisa ter todo o material para começar! Veja o que se aplica mais ao seu estudo e objetivo e invista aos poucos.

Sendo assim, pense se você estuda para seu crescimento pessoal, para ensinar alguém, ou para dar aula e pregar. Porém, se você está começando, é melhor focar em seu desenvolvimento pessoal, antes de ensinar outros.

Vejamos as ferramentas:

  1. Bíblias de Estudo. É a primeira ferramenta que pode te auxiliar. Mas, por quê? Pois, essas Bíblias trazem informações adicionais, tais como: introdução aos livros da Bíblia, suas características, quem escreveu e um esboço do conteúdo do livro. Além disso, algumas trazem quadros que explicam temas bíblicos e orientam o estudo. Também contam com comentários no rodapé que auxiliam na leitura.
  2. Livros: se você está começando a estudar, logo perceberá que os livros serão seus melhores amigos. Abaixo colocaremos algumas sugestões de livros que certamente enriquecerão seu estudo.
  3. Devocionários. São recursos que contém meditações diárias em textos bíblicos. Geralmente são leituras mais curtas com um ensinamento central. Você encontra em livros ou sites. Dicas de site com devocionais:  www.mudeobrasilpelabiblia.org.br e lecionario.com
  4. Comentários bíblicos. São livros que comentam os textos bíblicos, trazendo o contexto histórico, contexto cultural, questões das línguas originais e etc. Normalmente, esmiúçam versículo por versículo.
  5. Sites. Vários sites podem te auxiliar no estudo da Bíblia. Alguns trazem recursos específicos para isso. Nós indicamos dois aqui, mas, ambos estão em inglês: biblehub.com e netbible.org (embora em inglês, são gratuitos).

Livros para quem está começando a ler a Bíblia

Listamos abaixo alguns livros que podem te ajudar MUITO no estudo da Bíblia. São todos de autores renomados e confiáveis. Além disso, sua forma de escrever é envolvente e agradável, facilitando o estudo.

Colocamos os nomes dos livros em itálico e logo em seguida o nome do autor, com uma breve descrição da obra.

  • Como ler a Bíblia Livro por Livro – Gordon Fee e Douglas Stuart. É um guia de estudo panorâmico da Bíblia. Ele nos ensina sobre cada livro bíblico, suas características, história e elementos-chave.
  • Entendes o que lês? – Gordon Fee e Douglas Stuart. Um livro que auxilia a entender como os diferentes gêneros literários da Bíblia são escritos e como passam sua mensagem. Você aprenderá sobre parábolas, narrativas, cartas, epístolas, salmos e etc.
  • Multiplique: Discípulos que fazem discípulos – Francis Chan. Essa obra é muito boa para quem quer começar a entender aspectos teológicos mais profundos da Bíblia. Aqui você aprenderá como entender o Antigo e o Novo Testamento. Além disso, aprenderá sobre aliança, queda, redenção, a vida na igreja e etc. Tudo isso com uma linguagem simples e envolvedora.
  • Para entender a Bíblia e a série Lendo a Bíblia com John Stott – John Stott. Aqui temos uma obra introdutória sobre a Bíblia e uma série. Seu autor é um dos mais renomados na área de estudo bíblico. A série Lendo a Bíblia com John Stott traz diversos comentários bíblicos, que o guiarão através da leitura e estudo, com aplicações práticas para sua vida.
  • Série A Palavra de Deus Para Você – autor Timothy Keller e outros. Uma série fantástica! Ela aborda um livro bíblico por obra. Serve para uso pessoal e para uso em grupos de estudo bíblico. Traz profundidade no estudo da Palavra, com contexto história-cultural e aplicações para hoje. Além disso, cada capítulo tem perguntas para reflexão pessoal.

Listamos alguns livros e séries que certamente vão te auxiliar. Porém, é impossível que listemos todos! Sendo assim, comece por esses aqui, posteriormente vá pesquisando mais sobre cada autor mencionado. Leia diferentes autores e veja com qual você se adapta melhor. Desse modo, você começará a ter sua própria opinião sobre os livros e autores, e moldará melhor sua prática de estudo ao seu estilo.

Qual tradução bíblica ler?

É uma escolha pessoal. Porém, algumas traduções são mais complicadas para quem está começando. Por isso indicamos a NVI (Nova Versão Internacional) ou NVT (Nova Versão Transformadora). Pois, são traduções fiéis, com linguagem contemporânea e acessível.

As traduções mais tradicionais são a ARA (Almeida Revista e Atualizada) ou a ARC (Almeida Revista e Corrigida). Contudo, elas tem um vocabulário mais rebuscado e complicado em alguns momentos. Para corrigir isso, recentemente foi lançada a NAA (Nova Almeida Atualizada).

Para estudo, não indicamos a NTLH, pois se trata de uma paráfrase e não tradução bíblica.

Se tem dúvidas sobre a tradução da Bíblia que vai usar, vá a uma livraria e leia algumas traduções diferentes. Ou use um aplicativo da Bíblia que tenha várias traduções, como o aplicativo Bíblia Sagrada (ou Holy Bible) da Life.Church. (O aplicativo é gratuito)

Como ler a bíblia em um ano?

Normalmente para ler a Bíblia em um ano são usados planos de leitura bíblica. Você pode encontrá-los no google ou em aplicativos bíblicos. Esses planos dividem a Bíblia em porções diárias.

Normalmente intercalam leituras do Antigo e do Novo Testamento. Para ler a Bíblia toda é só seguir o plano.

Um ótimo aplicativo gratuito que auxilia nisso é o Bíblia Sagrada (ou Holy Bible) da Life.church. Ele conta com mais de 2 milhões de usuários no Brasil. Além de conter planos de leitura, também traz diversas traduções da Bíblia. (O aplicativo é gratuito e está disponível para Android e iOS)

Como ler a bíblia em ordem cronológica

Há algumas edições da Bíblia em ordem cronológica à venda. Como por exemplo a Bíblia em Ordem Cronológica, da editora Vida. Além disso, há sites que trazem o plano de leitura na ordem cronológica.

Contudo, lembre-se que essas ordens cronológicas são propostas dos editores. E muitas vezes, determinar a ordem dos acontecimentos é difícil e pode ser algo impreciso.

A reorganização da Bíblia em um ordem cronológica rompe as conexões de contexto das passagens bíblicas. Dessa forma, ela pode ferir nuances do texto bíblico, além de alterar a forma como a mensagem deveria ser recebida pelo povo. Sendo assim, a leitura em ordem cronológica é interessante para quem tem curiosidade, mas não é aconselhável para um estudo aprofundado da Bíblia.

Indicamos estes livros

Você quer melhorar seu estudo bíblico? Indicamos estes dois livros para te ajudar!

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Fontes   [ + ]

1. Chan, Francis. Multiplique (Locais do Kindle 1078-1080). Editora Mundo Cristão. Edição do Kindle.
2.Chan, Francis. Multiplique (Locais do Kindle 1096-1097). Editora Mundo Cristão. Edição do Kindle.

O que a Bíblia fala sobre Tatuagem? Tatuagem é pecado?

Não é de hoje que as pessoas tatuam seus corpos. A tatuagem é uma prática antiquíssima que carrega diversos significados em diferentes culturas.

Em nossa época a tatuagem é muito comum, podendo representar uma homenagem para a mãe ou filhos, a marca de pertencimento a um grupo ou tribo urbana, ou só uma questão de estilo pessoal.

Ao pensar nessas questões, cristãos se perguntam qual é visão bíblica a respeito da tatuagem. Então, vamos pensar sobre isso nesse breve artigo.

Tatuagem no Antigo Testamento – Lv 19.28

A referência direta a tatuagens presente no Antigo Testamento é esta:

“Não façam cortes em seus corpos por causa dos mortos, nem tatuagem em si mesmos. Eu sou o Senhor.
Levítico 19:28

A partir disso, muitos cristãos interpretam que qualquer tipo de tatuagem é pecado. E muitas vezes discriminam pessoas tatuadas. O fato é que para se entender melhor essa passagem é necessário levar em consideração o contexto.

Contexto de Levítico 19.28

As tatuagens nos tempos do Antigo Testamento eram usadas em situações muito específicas. Era comum que pessoas fossem tatuadas quando

  • se era um escravo, o nome de seu dono era tatuado em você.
  • um soldado tinha o nome de seu general tatuado no corpo.
  • alguém venerava um deus, tatuava sobre si o nome da divindade.

Essa prática era comum em diversos povos. Além disso, é importante lembrar que os egípcios tinham esse costume para rituais de fertilidade e cultos aos seus ídolos. Lembre-se que Israel ficou no Egito por alguns séculos. Lá aprenderam diversos costumes.

Quando saíram do Egito, receberam a lei de Deus! O Deus verdadeiro estava ensinando como seu povo deveria viver. Esse é o contexto de Levítico. Israel não deveria viver os costumes que aprendeu com os egípcios. Os rituais pagãos, os ídolos e os demais costumes do Egito deveriam ficar para trás. Israel seria o povo exclusivo de Deus.

Levítico 19.28 ensina que tatuagem é pecado?

Sim! Contudo, somente quando a tatuagem é feita para adorar um ídolo, como parte de um ritual pagão, ou demonstra um significado que afronta a lei de Deus. Mas, veja que o pecado vai além do desenho, a razão de fazer a tatuagem e o seu significado são muito importantes.

Quando Lv 19.28 proíbe o povo de fazer tatuagem, ele está evidenciando que Israel é o povo de Deus. Portanto, não devem carregar marcas de outros deuses ou da escravidão.

Além disso, o povo de Israel estava aprendendo algo sobre a própria identidade da humanidade: O Senhor criou a humanidade à sua própria imagem e semelhança. Os seres humanos foram criados para refletir a glória de Deus. Mas, como fariam isso se seus corpos estivessem marcados pelo pecado e idolatria?

Portanto, Israel não deveria se tatuar porque era um povo santo, separado para Deus. A beleza e pureza de Israel deveriam servir de modelo para as outras nações.

Sendo assim, veja que Deus leva muito a sério a beleza de sua criação, a arte, e o corpo humano. Pois, ele os fez para sua própria glória. Toda vez que a tatuagem infringe esses princípios bíblicos, ela é pecaminosa.

Eu sou dono do meu próprio corpo?

Se você é cristão, então seu corpo serve a um propósito maior do que seus próprios desejos. Seu corpo não é seu, pois toda sua vida pertence a Jesus (1Co 6.15). Isso significa que o que fizermos seja em atitudes, vontades, desejos e até mesmo com nosso corpo, deve sempre ser para a glória de Deus. (1 Co 6.19,20)

Uma maneira simples de aplicar esse princípio é procurar, sempre antes de tomar decisões, pensar no que Jesus faria em nosso lugar. Viver para a glória de Deus é colocar a vontade dele acima da nossa, sempre lembrando que nós somos discípulos de Jesus. Em vista disso, devemos viver como ele viveu.

Jesus faria uma tatuagem?

Apenas se isso fosse glorificar a Deus. As marcas que Jesus carrega em seu corpo não são de tatuagens, mas sim de seu sacrifício. Pois, ao morrer em nosso lugar suas mãos, seus pés e o lado de seu corpo foram marcados para sempre pelos pregos, pela lança e pela cruz!

As marcas dele demonstram seu amor, fidelidade, obediência a Deus, graça e vitória sobre a morte. Portanto, faça tudo que puder para que as suas marcas sejam semelhantes às dele.(2Co 5.15)

Dicas para refletir antes de fazer uma tatuagem:

Pense bem antes de fazer uma tatuagem, pois ela ficará marcada em você para sempre. Pense com sinceridade:

  • Qual é sua motivação?
  • Você está fazendo por pressão dos amigos?
  • Qual é o significado da tatuagem?
  • Essa tatuagem é ofensiva ou desrespeitosa?
  • Você já pediu conselho aos seus pais?
  • Você gostará dessa tatuagem daqui a dez anos?
  • Acima de tudo, pense: Essa tatuagem honra a Deus e o que Jesus fez por mim?

Responda para você mesmo com sinceridade e veja se vale a pena. Caso esteja em dúvidas, peça conselho a alguém em quem você confia e que tenha sabedoria.

Se você já decidiu fazer, lembre-se de procurar um profissional competente e com referências.

“Fiz uma tatuagem e me arrependo!”

Muitas pessoas conhecem a Jesus e carregam marcas do passado. Seja na alma ou no corpo. O caminho é o mesmo para aqueles que se arrependem: peça perdão a Deus.

Após pedir perdão, saiba que aqueles que foram salvos por Jesus são Novas Criaturas. As coisas antigas já passaram, você não precisa se prender ao remorso.(2Co 5.17-19)

Mas, caso a tatuagem ainda o constranja. Talvez você deva considerar os meios clínicos para uma remoção. Contudo, saiba que o arrependimento verdadeiro diante de Deus é suficiente.

Resumindo, Tatuagem é Pecado?

Fazer uma tatuagem, por si só, não é pecado. Mas a tatuagem pode ser uma expressão pecaminosa por conta de seu significado e contexto. Sendo assim, você precisa refletir sobre o que a tatuagem significa e se ela honra a Deus.

Ao decidir sobre sua tatuagem, lembre-se de aplicar os princípios cristãos. Se sua tatuagem escandaliza pessoas ao seu redor, por amor a elas, você não deve fazê-la. Se a tatuagem expressa a beleza e graça do evangelho, então, não há pecado. Se a tatuagem é um meio para ser aceito em algum grupo, lembre-se que em Jesus você já tem toda a aceitação e amor que precisa.

A tatuagem é uma expressão visível da personalidade do indivíduo, sendo assim, que a sua personalidade seja uma expressão do amor de Cristo em sua vida. Desse modo, a tatuagem não é pecado.

 

Genealogia de Jesus: significado e estudo

A Bíblia relata para nós duas genealogias de Jesus. A primeira está em Mateus 1.1-17 e a segunda está em Lucas 3.23-38. Cada uma delas tem particularidades ricas em significado e ensino. Portanto, merecem nosso estudo e atenção!

Desde muito tempo atrás, a interpretação tradicional supõe que:

  • a genealogia registrada em Mateus acompanha a linhagem de Jesus por intermédio de José (sua genealogia legal),
  • Enquanto que a genealogia em Lucas acompanha sua linhagem por meio de Maria (sua genealogia natural).

Algumas Teorias sobre as Genealogias de Jesus

A interpretação tradicional encontra algum apoio no fato de que, em Mateus, a narrativa do nascimento de Jesus concentra-se mais no papel de José que no de Maria (Veja Mateus 1.19-25; Mt 2.19-23). E por sua vez, a narrativa de Lucas faz de Maria personagem principal (Veja Lucas 1.28-30; Lc 1.42-48; Lc 2.19).

Há uma antiga hipótese que explica esse fato porque José seria a fonte de boa parte das narrativas do nascimento registradas em Mateus, ao passo que Maria é a fonte da maior parte do material de Lucas.

Outra teoria que plausível é a ideia de que Mateus apresenta a genealogia régia ou legal, enquanto que Lucas apresenta os que concreta e fisicamente descenderam de Davi.

Mas, qual é a diferença nisso? Naquela época havia antigas listas dinásticas, que apenas acompanhavam a linhagem da sucessão. Por isso, eram seletivas em suas informações. Não registravam todos os nomes de descendentes, apenas os sucessores mais importantes. Sendo assim, Mateus teria usado uma dessas listas dinásticas, enquanto Lucas reconstruiu a genealogia mais minuciosamente. Essa teoria não é impossível. No entanto, infelizmente, não há como confirmá-la ou refutá-la.

O fato é que os autores tinham em mente ensinar verdades a respeito de Cristo. Não queriam um registro científico histórico, mas trouxeram verdades profundas sobre o nascimento do Filho de Deus. Para isso, fizeram caminhos diferentes, mas não falaciosos.

Comparando as Genealogias

Começaremos pela genealogia registrada em Mateus e depois falaremos sobre Lucas. Cada um deles teve um propósito ao escrever seu evangelhos. Há algumas diferenças notáveis que nos ajudam a entender os objetivos dos autores. Vejamos a seguir:

A genealogia em Mateus

Em Mateus, a genealogia serve de introdução ao Evangelho, em especial para as narrativas do nascimento, e acompanha a linhagem que vai desde Abraão e, que através de José chega a Jesus. Ele usa repetidamente o verbo “gerou”.

Há uma divisão de organização dos nomes em três grupos de catorze. É notável a inserção de algumas mulheres e, possivelmente, alguns irmãos. Contudo, percebe-se também a omissão de vários nomes.

No final da genealogia, há um detalhe muito importante, a ausência do verbo “gerou”. Mateus fez uso repetitivo desse verbo para traçar a conexão entre pais e filhos. No entanto, quando se refere a José e Jesus ele não usa o verbo (Mt 1.16). José é o marido de Maria, da qual Jesus nasceu. Mas, José não “gerou” Jesus. Isso, reflete a crença do autor na concepção virginal.

A genealogia em Lucas

Em Lucas a genealogia aparece após o batismo e serve de introdução ao ministério de Jesus e, dessa maneira, não faz parte propriamente da narrativa do nascimento de Cristo. Lucas usa a expressão “filho de” repetidamente. Seu registro começa com Jesus, chega até Adão e, por fim, Deus.

Essa genealogia começa com uma explicação que indicando que Jesus não era filho biológico de José:

Jesus tinha cerca de trinta anos de idade quando começou seu ministério. Ele era, como se pensava, filho de José, filho de Eli… Lucas 3:23 [grifo nosso]

A explicação “como se pensava” mostra que Jesus era conhecido pelo povo como filho de José, mas na realidade, ele é Filho de Deus. É interessante ver que é o próprio Deus que afirma isso em Lc 3.22, um versículo antes da abertura da genealogia.

Resumindo as ideias

À primeira vista, parece que a genealogia de Mateus tem como propósito apresentar Jesus como um israelita verdadeiro e, em particular, um descendente de Davi. Enquanto Lucas tenta mostrar que Jesus é um ser humano de verdade. Isso pode explicar certas diferenças encontradas na forma e no conteúdo dessas genealogias.

Em ambas, contudo, a intenção básica é dizer ou explicar aos leitores algo acerca de Jesus e de seu caráter, não tanto dar a conhecer seus ancestrais.

Nota do Editor
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A Teologia na Genealogia de Jesus

Alguns aspectos mais profundos nessas genealogias nos trazem ensinos riquíssimos. Por isso merecem atenção especial.

Objetivos teológicos de Mateus

A genealogia de Mateus deve ser lida em conjunto com o trecho seguinte (Mt 1.18-25). Juntas, as duas partes destacam Jesus como Filho de Davi e Filho de Deus, temas desenvolvidos em outras passagens do evangelho.

Provavelmente, o objetivo de Mateus 1.18-25 é explicar a genealogia e, em particular, como Jesus podia ter nascido de Maria, mas não de José, e ainda assim pertencer à linhagem davídica. Isso significa que a genealogia e o trecho seguinte pressupõem e tentam explicar o nascimento virginal. Mateus se preocupa em explicar essa questão, pois, seria um tema sensível a respeito da origem de Cristo.

Por esse motivo, podemos considerar que Mateus encontrou um meio de defender
a concepção virginal. Isso explica, em parte, a decisão incomum de incluir várias mulheres na genealogia.

Na verdade, isso só acontecia quando:

  • o pai era desconhecido,
  • ou quando os filhos de um patriarca provinham da união com esposas diferentes,
  • ou quando as mulheres estavam relacionadas com algum personagem importante
  • ou quando eram elas mesmas personagens famosas (como é o caso aqui).

As mulheres na genealogia em Mateus

Mateus não cita apenas Maria. Ele inclui outras quatro mulheres: Tamar, Raabe, Rute e Bate-Seba. Alguns estudiosos discutem por qual motivo Mateus as incluiu em sua lista. As principais hipóteses são:

  1. É possível que Mateus estivesse mostrando uma ponte entre Jesus e gentios e pecadores. Visto que algumas dessas mulheres tinham histórias controversas. Como é o exemplo de Raabe que era uma prostituta pagã, mas foi acolhida pelo povo de Deus e teve sua vida transformada.
  2. Alguns acreditam que a menção a essas quatro mulheres teve o objetivo de mostrar que elas foram veículos do plano messiânico de Deus, apesar das uniões irregulares. Desse modo, parece que nosso autor deseja, por meio dessa genealogia, chamar a atenção para Maria como instrumento do plano messiânico de Deus (e como fonte da humanidade de Jesus), mostrando que, para ser descendente de Davi, Jesus foi devedor tanto a mulheres quanto a homens.

Leia também: Quem foi Raabe?

A importância de José em Mateus

Embora o Evangelista mencione Maria na genealogia, é José com seus
sonhos que faz a ligação entre as várias narrativas de Mateus 1—2.

Mateus concentra sua atenção na reação de José diante da intervenção divina na vida de Maria e, em particular, mostra como, por meio de sonhos, ele é repetidas vezes levado a fazer a vontade de Deus. Não é por acidente que, além de
Jesus, nesses relatos só José seja chamado “filho de Davi”. Ele é visto como o típico patriarca que guiará e protegerá Maria e Jesus de acordo com a direção de Deus.

José é apresentado como um discípulo-modelo e um filho de Israel. É obediente aos sonhos celestes e chamado “homem justo” (Mt 1.19), ou seja, aquele que apoia e defende a Lei. Assim, em Mateus 1.18,19 ele é apresentado como alguém apanhado entre a santa lei de Deus e seu amor por Maria.

Ele é um judeu fiel, que está disposto a abrir mão do que era visto como o
maior privilégio de um pai judeu — engravidar a esposa de seu primogênito — a fim de obedecer à vontade de Deus (Mt 1.24).

Assim, Mateus explica um pouco como Jesus se tornou legalmente filho
de Davi e busca mostrar a veracidade da origem de Jesus. Nessa apresentação, Maria não apenas está submissa à liderança de José, mas também totalmente calada. Por isso, é possível que o autor esteja reafirmando os tradicionais papéis judaicos de liderança masculina e submissão feminina por causa de seu público judaico-cristão.

Objetivos teológicos de Lucas

A genealogia de Lucas apresenta Jesus no contexto mais amplo da humanidade em geral não apenas do judaísmo. Isso acontece porque Lucas está escrevendo para um público gentio e deseja mostrar que Jesus também veio para eles.

Contudo, é importante enfatizar que Jesus é apresentado como o ideal humano! Ele não é apenas um só com toda a humanidade, mas, deve ser visto como o modelo de relacionamento pessoal com Deus e com o próximo! Ele também é o exemplo de como se deve agir na tentação e em outros aspectos de como seguir a vontade de Deus.

Lucas apresenta Jesus como o Novo Adão, ou seja, ele é o primeiro em uma nova linhagem de seres humanos. Mas com a diferença fundamental é que esse Adão — ao contrário do primeiro — é um filho obediente de Deus.

Um fato importantíssimo é a presença da expressão “filho de Deus” no final da genealogia. Pois, os judeus, em suas genealogias, não tinham o costume de se referir a alguém dessa forma. Existe, então, uma ênfase não apenas na humanidade plena de Jesus (um filho de Adão), mas também em sua origem divina, que portanto, procede de Deus (um filho de Deus).

Conclusão

Em Mateus e Lucas, os objetivos são mostrar a natureza de Jesus e as verdades bíblicas que se concretizam ali. Os autores não estavam preocupados em apresentar listas minuciosas ou exaustivas de todos os antepassados de Jesus. Eles desejavam realçar alguns aspectos de sua herança, os quais iriam demonstrar aos seus leitores a relevância e a natureza de Jesus.

Fonte Bibliográfica:

Esse artigo sobre as genealogias de Jesus tem como fonte principal o Dicionário Teológico do Novo Testamento; Editora Vida Nova. São Paulo: 2012. Verbete: Jesus, Nascimento de. Escrito por B. Witherington. pág. 706-710.