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Moisés era gago? O que significa Pesado de Língua?

Essa dúvida surge a partir de Êxodo 4.10. Moisés tem um encontro surpreendente com Deus e recebe uma missão. No entanto, sua objeção é:

Disse, porém, Moisés ao Senhor: “Ó Senhor! Nunca tive facilidade para falar, nem no passado nem agora que falaste a teu servo. Não consigo falar bem!”
Êxodo 4:10 (NVI)

Nesse trecho, Moisés não diz que é gago. Contudo, ele explica que não tem facilidade para falar. Sua missão era apresentar-se diante do povo e do Faraó e proclamar a mensagem do Senhor. Para essa tarefa era fundamental alguém que pudesse se comunicar com facilidade e confiança.

O que significa Pesado de Língua?

Outra versão da Bíblia traduz “Não consigo falar bem” dessa forma: porque sou pesado de boca e pesado de língua. Esse trecho pode ser traduzido como “devagar de boca e de língua”. Dessa passagem pode ter surgido a ideia de que Moisés era gago. Todavia, é mais provável que se refira à falta de habilidade para se comunicar com clareza e em público.

Moisés era estudado?

Sim, a Bíblia diz que ele foi ensinado segundo os costumes egípcios. “Moisés foi educado em toda a sabedoria dos egípcios e veio a ser poderoso em palavras e obras.”(Atos 7:22) Ele aprendeu diversas áreas do conhecimento dos egípcios, como se estivesse na melhor escola da época. Foi educado como filho da filha de Faraó.

Qual era a dificuldade de Moisés?

Provavelmente, ele não era gago, mas tinha dificuldade de falar bem. Contudo, essa não era a sua única dificuldade. Vemos que Moisés procurou diversas razões para se mostrar inadequado para a missão que Deus tinha para ele.

  • Primeiramente: Moisés respondeu: “E se eles não acreditarem em mim nem quiserem me ouvir e disserem: ‘O Senhor não lhe apareceu’?” Êxodo 4:1. Então, Deus ensina alguns sinais extraordinários para que Moisés mostre ao povo que sua missão é verdadeiramente de Deus.
  • Em seguida, Moisés diz ao Senhor: “Ó Senhor! Nunca tive facilidade para falar, nem no passado nem agora que falaste a teu servo. Não consigo falar bem!” Êxodo 4:10. O Senhor responde dizendo que estará com Moisés e o ensinará o que falar.
  • Por fim, Moisés diz: “Ah Senhor! Peço-te que envies outra pessoa”. Êxodo 4:13. Neste momento, Deus se irrita com Moisés, mas lhe diz para usar a ajuda de seu irmão Arão, para ser seu porta-voz.

Sem dúvida, Moisés tinha diversos motivos para ter medo. Ele procurou diversas justificativas, elas demonstravam a sua falta de confiança. Quando se viu sem mais desculpas, pediu que Deus escolhesse outro. Entretanto, Deus o havia escolhido para a missão e estaria com ele durante toda a jornada. Isso seria suficiente para Moisés dar conta da missão. Para cada justificativa, Deus lhe deu uma resposta como fonte de força. Moisés precisava ter fé para seguir adiante.

Conclusão

Portanto, Moisés não era gago. Ele tinha dificuldades para falar. Essa era uma das desculpas que ele encontrou para não engajar-se na missão que Deus tinha para ele. Contudo, Deus não deu ouvidos às desculpas. Ele fortaleceu Moisés, o encorajou e conduziu durante toda a missão que lhe tinha dado. Por fim, vemos em Hebreus 11, o nome de Moisés sendo citado na galeria dos heróis da fé. Aquele homem com dificuldade de falar, falta de confiança, temeroso, foi transformado por Deus no líder que tirou Israel do Egito. Ele se tornou um exemplo de fé!

Deus Soberano age naqueles que escolhe e os leva aonde eles nem podem imaginar. O exemplo de Moisés nos convoca a abandonar nossas justificativas e nos colocarmos nas mãos de Deus. Mesmo com nossas limitações, fraquezas e medos. Deus é nossa força e tudo de que precisamos. Assim, nossa vida o glorificará e honraremos seu chamado pra nós.

 

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Existe mesmo Língua dos Anjos? O que a Bíblia diz?

A dúvida a respeito de uma possível “língua” ou “idioma” dos anjos surge a partir de 1 Coríntios 13.1. Paulo diz

Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine.”

Esse é o único versículo bíblico que menciona uma língua dos anjos. Então, vamos averiguar o que Paulo quis dizer.

Língua dos Anjos em 1 Coríntios 13.1

Paulo escreve esse capítulo de sua carta enfatizando a importância do amor. Ele quer que seus leitores entendam que o amor é o caminho mais excelente. Embora, os cristãos possam exercer vários dons e ministérios, o centro de tudo isso deve ser o amor ao próximo.

No primeiro versículo, o apóstolo fala de um possível domínio tanto das línguas humanas quanto das angelicais. No grego, Paulo coloca o verbo falar entre as “palavras dos homens” e “até mesmo as dos anjos”. A posição desse verbo é para enfatizar a referência à fala dos anjos.

Se eu falar nas línguas dos homens, até mesmo as dos anjos.” Com essa afirmação condicional, Paulo indica que ele próprio não se ocupa de falar em línguas no culto público (14.19). Ele parece estar dizendo: “Suponhamos que eu, como apóstolo do Senhor, tenha o mais alto dom possível de línguas, aquelas que os homens usam, e até mesmo aquelas que os anjos usam. Como vocês, coríntios, me admirariam, até me invejariam e desejariam ter um dom igual!”.[fonte] KISTEMAKER, Simon. Comentário do Novo Testamento de 1 Coríntios. [/fonte]

Portanto, citar a Língua dos Anjos é um recurso retórico, para dar ênfase. Ele não está afirmando que é possível falar essa língua, ou mesmo que ela exista. Ele a cita apenas porque sabe que os Coríntios almejavam essas coisas para destacarem-se e receberem reconhecimento. Então, afirma, mesmo que você saiba falar todos os idiomas humanos e ainda mais, saiba até o idioma dos anjos, sem amor, sua fala será apenas um ruído sem sentido.

O dom de línguas e a língua dos Anjos

A palavra línguas pode significar línguas conhecidas, como em Atos 2. Mas nesse contexto (1 Co 13) parece indicar glossolalia (línguas estranhas), que alguns coríntios consideravam ser língua celestial. Entretanto, não é possível saber se é uma linguagem sobrenatural que os anjos falam ou se anjos têm a capacidade de compreender fala humana. [fonte] KISTEMAKER, Simon. Comentário do Novo Testamento de 1 Coríntios. [/fonte]

Primeiramente, deve-se deixar claro que não há versículos bíblicos que digam que o dom de línguas estranhas seja a língua dos anjos. São duas coisas diferentes. Além disso, Paulo diz “Pois quem fala em língua não fala aos homens, mas a Deus. De fato, ninguém o entende; em espírito fala mistérios.”(1 Coríntios 14:2). Veja que quem fala em línguas estranhas está falando para Deus, não para os homens e também não para os anjos. Apenas para Deus.

Qual língua os anjos falam?

Ao longo da Bíblia, vemos relatos de anjos se comunicando com seres humanos. Em todas essas ocasiões, eles falaram os idiomas humanos. Veja quando o anjo Gabriel conta a Maria que ela terá um filho (Lucas 1.26-56). Ou quando o anjo fala com o sacerdote Zacarias (Lucas 1.11-17). Nesses exemplos, o anjo Gabriel se comunica em um idioma humano comum. No Antigo Testamento, temos a história de Balaão, que teve um encontro com o Anjo do Senhor (Nm 22.32). Novamente, o Anjo se comunica no idioma de Balaão. Nesses exemplos e em outros, vemos que os anjos falam a língua dos homens quando necessário.

Visto que o anjo é um mensageiro, é mais lógico imaginar que ao se comunicar, ele fale na língua daquele que receberá a mensagem. Mas não há relatos bíblicos a respeito de um idioma celestial, nem mesmo que este idioma esteja acessível aos seres humanos.

Conclusão

A Bíblia não revela se há uma língua angelical. Não sabemos qual é a forma de comunicação usada pelos anjos entre si. Todavia, relatos bíblicos mostram que anjos usam linguagem humana para se comunicar com humanos. Vemos também que o dom de línguas não está relacionado à língua dos anjos. O dom de línguas é uma manifestação em que aquele que fala se direciona a Deus, não aos anjos.

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O que significa “rasgar as vestes”? Saiba mais!

Diversos gestos que usamos têm significados mais profundos do que aparentam. Um abraço pode ser um gesto de afeto e carinho, estender a mão pode significar ajuda, mostrar a língua pode ser um sinal de desdém, entre outros exemplos. Nos tempos bíblicos, alguns gestos também carregavam significados por trás deles. Um destes gestos é o “rasgar as vestes”.

Ele representa sentimos muito profundos de pesar, tristeza, vergonha ou dor na alma. É uma maneira de demonstrar humilhação. O gesto expressa exteriormente aquilo que se passa no coração.

Versículos sobre rasgar as vestes

Rasgar as ventes aparece por diversas vezes na Bíblia, não é possível listar aqui todos os versículos. Desse modo, traremos apenas alguns exemplos:

  • Extrema tristeza: Quando Jó recebe a notícia de que seus filhos haviam morrido, ele raspa a cabeça, rasga sua túnica e se prostra. (Jó 1.18-20)
  • Vergonha e Arrependimento pelo pecado – O Rei Josias, ao ouvir a Palavra da Lei, reconheceu que ele e seu povo estavam vivendo distantes de Deus e em profundo pecado. Com isso, ele rasga as vestes e se arrepende. (2 Reis 22.8-13)
  • Desespero – Rúben, filho de Jacó, vê que seu irmão José não está mais no poço e entra em desespero, pois é sua responsabilidade cuidar dele. Então, ele rasga as vestes. (Gênesis 17.29-30)

Por que o Rei de Israel rasgou as vestes?

Até mesmo o grande Rei Davi rasgou suas vestes. Em 2 Samuel 1.11-12, ele rasga como sinal de tristeza e lamento pelo luto da morte de Saul e Jônatas. Em 2 Samuel 13.31, Davi rasga as vestes quando recebe a notícia que seu filho Absalão tinha matado todos os seus irmãos. Outros reis de Israel também rasgaram as vestes, como Josias que foi citado acima.

Os reis eram guias do povo, ao rasgarem suas vestes, eles sinalizavam para todo o Israel quão grave ou triste era determinada situação. Sendo assim, seu sofrimento e pesar eram compartilhados por todo Israel. A gravidade do pecado era entendida por todos como algo pelo que se humilhar e pedir perdão.

Outros gestos acompanhavam esse sinal de tristeza e lamento, como raspar a cabeça, passar areia no corpo, vestir panos de saco. São todos gestos com o mesmo simbolismo.

Banalização do gesto

É possível que esse gesto, depois de um tempo, tenha se tornado em algo vazio e falso. Pois, veja o que Deus diz:

“Agora, porém”, declara o Senhor, “voltem-se para mim de todo o coração, com jejum, lamento e pranto.” Rasguem o coração, e não as vestes. Voltem-se para o Senhor, para o seu Deus, pois ele é misericordioso e compassivo, muito paciente e cheio de amor; arrepende-se, e não envia a desgraça. Joel 2:12,13

Enfim, não bastar rasgar as vestes exteriormente se isso não for um reflexo verdadeiro do que se passa no coração. A Bíblia nos mostra que ao rasgar as vestes e nos humilharmos diante de Deus, podemos encontrar novas vestes, ou seja, um novo coração em Jesus.

Novas vestes

O significado figurativo das vestes é tão marcante na Bíblia, que no Apocalipse vemos diversas menções a novas vestes. Aqueles que foram salvos pelo sacrifício de Cristo lavaram suas vestes no sangue do cordeiro:

“Então um dos anciãos me perguntou: “Quem são estes que estão vestidos de branco, e de onde vieram?” Respondi: “Senhor, tu o sabes”. E ele disse: “Estes são os que vieram da grande tribulação e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro.” Apocalipse 7:13,14

“Felizes os que lavam as suas vestes, para que tenham direito à árvore da vida e possam entrar na cidade pelas portas.” Apocalipse 22:14

Lavar as vestes significa purificar-se dos pecados. E a única maneira de ser purificado é reconhecendo que Jesus é o único Senhor e Salvador de nossas vidas. Foi através do sangue derramado na cruz que nós recebemos o perdão (purificação) dos nossos pecados. Não há alguém que possa se declarar puro, a não ser que seja purificado por Jesus. Porque mesmo as nossas obras são como vestes sujas, ou trapos imundos.

“Somos como o impuro — todos nós! Todos os nossos atos de justiça são como trapo imundo. Murchamos como folhas, e como o vento as nossas iniquidades nos levam para longe.” Isaías 64:6

Significado espiritual de “rasgar as vestes”

As vestes nesses versículos são uma metáfora para a situação do nosso coração. Sendo assim, rasgar as vestes significa rasgar nosso coração diante de Deus, reconhecendo nossos pecados, o quão sujos nós estamos. E clamarmos pedindo perdão a ele que é o único capaz do nos lavar de todos a sujeira.

“Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós.
Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça.
Se afirmarmos que não temos cometido pecado, fazemos de Deus um mentiroso, e a sua palavra não está em nós.” 1 João 1:8-10

Portanto, a Bíblia nos diz que todos temos pecados e estamos com as vestes sujas. Não podemos ser aceitos por Deus assim. Todos precisam lavar suas vestes no sangue do cordeiro. Isso significa, todos devem rasgar o coração assumindo sua podridão, para pedir perdão e serem purificados. E aqueles que se rendem a Jesus e o seguem devem crer em sua promessa:

“O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos.” Apocalipse 3:5

Aquele que vencer terá novas vestes, limpas e puras para sempre, e habitará com Jesus por toda eternidade. Não haverá mais motivos para rasgar as vestes, pois, não haverá mais tristeza, dor, humilhação. Com ele, teremos novas vestes, nova vida e alegre perene em sua presença.

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Fumar é pecado? Conheça os versículos!

A Bíblia não diz especificamente que fumar é pecado. Entretanto, o hábito de fumar não é aconselhado pela sabedoria bíblica. Visto que fumar pode trazer graves riscos e consequências para sua saúde e bem-estar. Pode-se deduzir, então, que isso é algo que desagrada a Deus.

O problema do vício

Paulo aconselha os cristãos de Corinto a refletirem sobre as coisas que tem feito:

“Tudo me é permitido”, mas nem tudo convém. “Tudo me é permitido”, mas eu não deixarei que nada domine. 1 Coríntios 6:12

É possível que alguns dos irmãos de Corinto estivessem usando a liberdade em Cristo como desculpa para a libertinagem. Paulo cita algumas das coisas que eles faziam, como por exemplo: eram alcoólatras, trapaceiros, amavam o dinheiro (1 Co 6.10). Então, Paulo os ensina que agora que foram salvos por Cristo, eles devem deixar os hábitos que os dominavam antes. Dentre esses hábitos, vemos os vícios, que dominam e escravizam. Embora a Bíblia não fale explicitamente do fumo, fica claro que coisas que nos dominam e fazem de escravos não são boas para nossas vidas.

Sendo assim, o fumo não é considerado bom, mas algo destrutivo. É um vício que domina e escraviza. Vai aos poucos roubando a qualidade de vida, tornando a pessoa cada vez mais dependente, até a morte.

Fumar desagrada a Deus?

Sim, fumar desagrada a Deus porque fere os desejos dele para o ser humano. Deus criou a humanidade para viver de forma bela, abençoada e feliz. O fumo é o inverso de tudo isso. Ele denigre o ser humano, traz males e por fim, tristeza e morte. Deus deseja que o ser humano viva livre de vícios e desfrute da vida e cuide de seu corpo.

“Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de si mesmos? Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o corpo de vocês.” 1 Coríntios 6:19,20

Aqueles que foram remidos pelo sangue de Jesus são habitação de Deus. Isso significa que o Espírito Santo está em nós. Nós pertencemos a Ele. E veja como ele nos considera preciosos, pois pagou preço altíssimo para nos resgatar. Portanto, devemos cuidar de nosso corpo, como habitação do Espírito Santo e em todas as nossas atitudes, devemos glorificar a Deus, como um gesto de gratidão. Fumar é oposto a todos esses princípios bíblicos! Fica claro que fumar desagrada muito a Deus.

Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus.
1 Coríntios 10:31

Fumar desagrada a Deus, não porque ele queira privar você de algo prazeroso. Mas, porque ele se preocupa com você e não se agrada de vê-lo sendo destruído por esse vício.

Como vencer o vício?

Não basta apenas dizer que o fumo é ruim. É necessário mostrar que a Bíblia nos ajuda a vencer o vício que nos domina. Ela nos aconselha a buscar a pureza e santidade no temor de Deus:

Amados, visto que temos essas promessas, purifiquemo-nos de tudo o que contamina o corpo e o espírito, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus. 2 Coríntios 7:1

Ou seja, para vencer o vício devemos buscar a Deus. E ele nos auxilia nessa busca:

“[…] ponham em ação a salvação de vocês com temor e tremor, pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele.

Façam tudo sem queixas nem discussões, para que venham a tornar-se puros e irrepreensíveis, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e depravada, na qual vocês brilham como estrelas no universo, retendo firmemente a palavra da vida. Filipenses 2:12-16

“Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar”, nosso Pai Celeste é poderoso para nos conduzir a novos desejos e ajudar-nos a vencer nossas lutas. Somos filhos de Deus em meio a uma geração corrompida. É nosso dever brilhar como estrelas que proclamam a Glória de Deus, o Deus que é capaz de transformar vidas e libertá-las do vício. Apoie-se nele, o busque dia a dia, ele estará com você, dando força, perseverança e consolo. Ore, leia a Bíblia, busque ajuda de pessoas tementes a Deus. Não se renda ao vício, ele não pode mais dominá-lo, a graça de Deus o ajudará.

O fumo não te impede de ser filho de Deus, pois é pela graça que somos salvos. Mas, essa graça salvadora também é transformadora e quer libertá-lo de toda a escravidão que os vícios causam. Não é por seu mérito, é pela graça. Mas você também tem a responsabilidade de lutar.

Fruto do Espírito

O desejo de Deus é que aqueles que estão presos no vício possam experimentar a liberdade que há no Espírito Santo. Ao invés da decadência trazida pelo fumo, você possa experimentar o Fruto do Espírito:

Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade,
mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei. Gálatas 5:22,23

Concluindo, o fumo traz diversas desgraças para a vida do ser humano. Mas, Deus oferece a libertação do vício, através de sua graça. E, ao invés de buscar satisfação nos desejos de antigamente, agora você pode encontrar tudo que precisa no Espírito Santo.

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Beber é pecado?

A Bíblia não diz que ingerir bebidas alcoólicas é pecado. Pelo contrário, há passagens bíblicas que mostram que o próprio Jesus bebia vinho. Entretanto, a Bíblia é veementemente contra o abuso das bebidas, a falta de controle e embriagar-se.

Sendo assim, o cristão deve ter uma relação saudável quanto à ingestão de bebidas. Vejamos alguns princípios bíblicos.

Versículos que falam sobre beber:

Paulo aconselha aos cristãos de Éfeso da seguinte maneira:

“E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito;” Efésios 5:18

Esse versículo é uma das evidências bíblicas que mostram que não é pecado beber. O pecado está em embriagar-se. Embriagar-se é ficar bêbado, perder o controle sobre a consciência. Essa atitude é reprovável. O cristão, no entanto, deve encher-se do Espírito. O estilo de vida do cristão deve ser de prudência e sabedoria. Portanto, ingerir bebida alcoólica deve ser com moderação e cautela, sem excessos.

Alguns dos argumentos que demonstram que bebida alcoólica não é pecado:

  • a presença do vinho na Santa Ceia;
  • Jesus bebia vinho (Mateus 11.19);
  • ele transforma água em vinho no casamento (João 2);
  • Paulo aconselha Timóteo a tomar um pouco de vinho por causa de sua saúde (1 Tm 5.23).

Nesses poucos exemplos, vemos que não há pecado em beber. O vinho (ou outra bebida) é parte da criação e deve ser apreciado e consumido com moderação. Mas, há perigo para aqueles que demasiadamente usufruem de bebidas.

Qual é o perigo das bebidas alcoólicas?

A sabedoria bíblica nos mostra que, embora não seja pecado beber, deve haver sabedoria nessa prática. Pois, a bebida pode apresentar alguns perigos. Vemos exemplos como a história de Noé, que se embebedou e trouxe vergonha para si mesmo (Gn 9.20-25). Em Isaías vemos como estar bêbado é vergonhoso e reprovável para Deus:

“E estes também cambaleiam pelo efeito do vinho, e não ficam de pé por causa da bebida fermentada: Os sacerdotes e os profetas cambaleiam por causa da bebida fermentada e estão desorientados devido ao vinho; eles não conseguem ficar de pé por causa da bebida fermentada, confundem-se quando têm visões, tropeçam quando devem dar um veredicto.
Todas as mesas estão cobertas de vômito e não há um só lugar limpo.” Isaías 28:7,8

Sendo assim, a bebida pode trazer vergonha para aquele que bebe sem moderação. Paulo diz que a embriaguez é uma das obras da carne, contrária à vontade do Espírito de Deus (Gl 5.21), algo que é destrutivo para o ser humano. A bebida pode iludir, trazer alegria temporária, mas quando se faz uso demasiado dela sem cuidado, logo estará viciado e aprisionado, com consequências drásticas.

Os conselhos de Provérbios sobre bebidas:

  • Não só o álcool, mas outros prazeres tornam-se perigosos quando abusamos deles:

“Quem se entrega aos prazeres passará necessidade; quem se apega ao vinho e ao azeite jamais será rico.” Provérbios 21:17

  • O álcool pode nos colocar em situações de perigo que trazem grandes danos:

“De quem são os ais? De quem as tristezas? E as brigas, de quem são? E os ferimentos desnecessários? De quem são os olhos vermelhos?
Dos que se demoram bebendo vinho, dos que andam à procura de bebida misturada.” Provérbios 23:29,30

  • O álcool é atraente e aquele que não é sábio se deixa atrair e ser envolvido sem perceber seus perigos. No fim, ele distorcerá a mente e será como veneno:

“Não se deixe atrair pelo vinho quando está vermelho, quando cintila no copo e escorre suavemente!
No fim, ele morde como serpente e envenena como víbora.
Seus olhos verão coisas estranhas, e sua mente imaginará coisas distorcidas.” Provérbios 23:31-33

  • Por fim, o álcool entorpece a ponto de que você perca a noção de onde está e do que aconteceu. O poder da bebida será tão forte sobre você que o único pensamento será “onde posso conseguir um pouco mais?”:

“Você será como quem dorme no meio do mar, como quem se deita no alto das cordas do mastro.
E dirá: “Espancaram-me, mas eu nada senti! Bateram em mim, mas nem percebi! Quando acordarei para que possa beber mais uma vez?” Provérbios 23:34,35

Para evitar esses e outros perigos da bebida alcoólica é necessário aprender na Bíblia a forma correta de lidar com o álcool.

Qual é a forma correta de beber?

Para evitar os perigos da bebida, devemos buscar a sabedoria das Escrituras. Por essa razão se deve aplicar domínio próprio, mencionado por Paulo como parte do fruto do Espírito.

“Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade,
mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei.” Gálatas 5:22,23

O cristão pode beber, inclusive, socialmente, com o cuidado de dar bom testemunho, não infringindo as leis, como as de trânsito, por exemplo. Ele não deve colocar em risco sua saúde e o bem estar dos outros. Deve estar atento ao seu limite, com moderação e sabedoria. É preciso saber dizer “CHEGA” e ouvir quando outros dizem que você já está passando do limite. Os que passam desse ponto, são os que incorrem no risco de serem destruídos pelo vício.

“Tudo me é permitido”, mas nem tudo convém. “Tudo me é permitido”, mas eu não deixarei que nada domine. 1 Coríntios 6:12

Beber não é pecado, desde que isso não o domine, não faça mal a você e àqueles com quem convive.

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Por que devemos orar? Conheça mais sobre a oração!

Devemos orar porque a oração é parte essencial da vida do cristão. Ela é parte fundamental do nosso relacionamento com Deus. Através dela, falamos com Deus, adoramos, pedimos perdão, colocamos nossas necessidades diante do Pai Celeste.

A oração fortalece o espírito e aprofunda nosso relacionamento com Deus.

A oração nos conduz a uma comunhão perene com o Pai […] Orar é mudar. A oração é a principal via usada por Deus para nos transformar […] Na oração – a oração de verdade-, começamos a orar segundo os pensamentos de Deus: desejas as coisas que ele deseja, amar as coisas que ele ama, querer  as coisas que ele quer. Aprendemos progressivamente a enxergar as coisas do ponto de vista dele. [fonte] FOSTER, Richard J. Celebração da Disciplina [/fonte]

 

Orar é seguir o exemplo de Jesus!

O próprio Jesus orava sempre e fez questão de ensinar isso aos seus discípulos.

“De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus levantou-se, saiu de casa e foi para um lugar deserto, onde ficou orando”. Marcos 1.35

Inspirado pelo exemplo de vida de oração de Jesus, um discípulo lhe pediu: “Senhor, ensina-nos a orar, como João ensinou os discípulos dele” Lc 11.1

Sendo assim, devemos orar pois Jesus nos ensinou a importância da oração no nosso dia a dia.

Só para ilustrar, no último dia de sua vida (a sexta-feira começava na noite de quinta-feira), Jesus orou três vezes: no Cenáculo, no Getsêmani e no Calvário. No cenáculo, orou pelos discípulos e por aqueles que creriam nele (Jo 17.20). No Getsêmani, Jesus orou por ele mesmo: “Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice” (Mt 26.39). Na cruz, das sete palavras ali proferidas, três foram orações: a primeira, em favor daqueles que o crucificavam (“Pai, perdoa-lhes”); as outras duas, em favor dele mesmo (“Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?” e “Pai, nas tuas mãos entrego meu Espírito!”). [fonte] A vida de oração de Jesus. Revista Ultimato, Ed 336. [/fonte]

Devemos orar de joelhos?

Não é obrigatório orar de joelhos. A postura no momento de oração deve ser de reverência. Principalmente, reverência na mente e no coração, respeitando a Deus enquanto se fala com ele. Colocar-se de joelhos para orar é um gesto de reverência, submissão e evidência que nos reconhecemos como frágeis, indignos de estar na presença de um Deus tão grande e tão poderoso. Colocar-se de joelhos é a atitude comum diante de um rei e demonstra que ele está acima de nós. Mas, há outras posturas comuns para a oração ao longo da Bíblia.

Nos tempos de Jesus era comum os judeus orarem em pé no templo, com braços abertos e olhando para o céu ou para o chão:

“O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!” Lucas 18:13

Em outras passagens, vemos relatos de oração de joelhos com braços estendidos:

“Quando Salomão terminou a oração e a súplica ao Senhor, levantou-se diante do altar do Senhor, onde tinha se ajoelhado e estendido as mãos para o céu.” 1 Reis 8:54

Ou apenas de joelhos:

“E, havendo dito isto, pôs-se de joelhos, e orou com todos eles.” Atos 20:36

Há também relatos de pessoas orando deitadas:

“Então virou Ezequias o seu rosto para a parede, e orou ao Senhor.” Isaías 38:2

Essas diferentes posturas não interferem na aceitação da oração por parte de Deus. Entretanto, é importante perceber que em nenhuma delas vemos desleixo ou falta de reverência.

Além disso, perceba que fechar os olhos também é parte da nossa postura de oração. Fechamos os olhos para nos concentrarmos em Deus e na oração. De olhos fechados, não deixamos nossa atenção se perder com aquilo que nos cerca, mas focamos na presença de Jesus.

Por que devemos orar uns pelos outros?

Pois, somos parte de um só corpo. Uma família da fé que cuida uns dos outros em amor, paciência e sinceridade. A oração pelo outro é um gesto de amor e cuidado. O ponto de partida para orar pelos outros é ouvir, atentando para a orientação divina. É essencial estar sintonizado com Deus, ou seja,  ouvir, conhecer e obedecer a vontade de Deus antes de harmonizá-la em oração com a vida de alguém. De fato, se verdadeiramente amarmos as pessoas, desejaremos para elas bem mais do que podemos dar, e isso nos levará à oração. [fonte] FOSTER, Richard J. Celebração da Disciplina [/fonte]

Por que orar se Deus sabe tudo?

É fácil nos enganarmos acreditando que tudo no universo está determinado e que não adianta orar, porque, afinal, nada será mudado. Contudo, isso é fatalismo, e obviamente, não é isso que a Bíblia ensina. Nas Escrituras, aqueles que oravam faziam-no com ousadia, como se as orações pudessem mudar as coisas de maneira objetiva. O Apóstolo Paulo diz que somos “cooperadores de Deus” (1 Co 3.9), ou seja, trabalhamos com ele na construção e resultado dos eventos. [fonte] FOSTER, Richard J. Celebração da Disciplina [/fonte]

Isso não quer dizer que a oração é forma de manipular o Senhor, mas que ele leva em conta nossas orações enquanto age na história. Essa é uma tremenda responsabilidade para o cristão. Podemos influenciar e tocar a realidade em que vivemos através do poder da oração.

Além disso, é importante frisar que, embora Deus conheça todas as nossas necessidades, ele nos chama a colocar tudo diante dele em oração.

“Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus.” Filipenses 4:6,7

Portanto, colocamos nossas aflições, angústias, necessidades diante de Deus, não apenas para obter a solução que queremos. Mas, porque através da oração, a graça de Deus traz paz para nossos corações. A oração nos fortalece, não porque traga solução imediata, mas porque nos aproxima do nosso Pai que nos conforta, dá paz, nos guarda em Cristo. A oração não é um meio de pedir coisas, é, no entanto, um encontro especial com o próprio Deus. Um encontro que nos toca e transforma. Sendo assim, devemos orar, não porque Deus precise das nossas orações, mas, porque nós precisamos nos conectar com Deus.

Por quais motivos devemos orar?

Na Bíblia vemos diferentes motivos legítimos de oração. Jesus nos ensina a orar assim:

“Vocês, orem assim: Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome.
Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.
Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia.
Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores.
E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre.” Amém. Mateus 6:9-13

A oração de Jesus traz coisas simples como o pão de cada dia, o sustento para nossas necessidades. Mostra que devemos orar glorificando a Deus, pedindo sua vontade, clamando por perdão e força para vencer o mal. Veja que ele pede para “nós”, não apenas para si. Ou seja, na oração não cabe egoísmo e desejos fúteis.

“Quando pedem, não recebem, pois pedem por motivos errados, para gastar em seus prazeres.” Tiago 4:3

Devemos orar por coisas que glorifiquem a Deus e pedindo sua graça e misericórdia em nosso dia a dia. Podemos pedir por uma cura, ajuda no trabalho, por alguma pessoa, buscar uma orientação, pela família, contra o mal Mas, não é só pedir, devemos agradecer, louvar a Deus também.

Orações não precisam ser longas, podemos fazer várias pequenas orações durante o dia. Não é necessário usar uma linguagem complicada e difícil. Ore simples, como uma criança conversando com seu pai. Seja sincero. Orar não é só falar, ouvir a voz de Deus durante a oração é essencial. Pratique a oração e ela se tornará mais fácil, mais natural. Peça a Deus que lhe mostre por quais motivos deve orar. Não ore apenas por você, ore pelas pessoas à sua volta, por sua cidade, por seu país. Confie que Deus está ouvindo e conversando com você. Veja outras pessoas orando e aprenda com suas orações.

“Orai sem cessar.” 1 Ts 5:17

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Quem pode participar da Santa Ceia? Tire suas dúvidas aqui!

A Santa Ceia é o sacramento instituído pelo Senhor Jesus na noite em que foi traído. É um momento muito sério e importante para os cristãos. Só devem participar dela os que confessam Jesus como senhor e salvador de suas vidas, estão em plena comunhão com sua igreja e confiam somente no sacrifício de nosso Senhor Jesus Cristo. [fonte] Manual do Culto – IPB [/fonte]

Por que devemos tomar a Santa Ceia?

Devemos participar da Santa Ceia, pois, o Senhor Jesus a instituiu para que fosse celebrada pela Igreja até o fim dos tempos. Ela é uma lembrança perpétua do sacrifício que ele fez e de sua aliança conosco.

Pois recebi do Senhor o que também lhes entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão e, tendo dado graças, partiu-o e disse: “Isto é o meu corpo, que é dado em favor de vocês; façam isto em memória de mim”. Da mesma forma, depois da ceia ele tomou o cálice e disse: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue; façam isto, sempre que o beberem, em memória de mim”.
Porque, sempre que comerem deste pão e beberem deste cálice, vocês anunciam a morte do Senhor até que ele venha. 1 Coríntios 11:23-26 

Logo, devemos participar da Santa Ceia para cumprir o mandamento de Cristo. Porque, é um meio de graça que nutre e fortalece o espírito dos crentes e é um sinal visível do vínculo e comunhão com Cristo e seu corpo que é a igreja.

Os que comungam dignamente, participando exteriormente dos elementos visíveis deste sacramento, também recebem intimamente, pela fé, a Cristo Crucificado e a todos os benefícios de sua morte, e dele se alimentam, não carnal ou corporalmente, mas real, verdadeira e espiritualmente. [fonte] Confissão de Fé de Westminster [/fonte]

Quem NÃO pode tomar Santa Ceia?

Todos aqueles que não compreendem o seu significado, desconhecem os princípios fundamentais do cristianismo, ou que vivem escandalosamente não devem participar. Pois, não pertencem ao povo de Deus. Do mesmo modo, os cristãos que se acharem em pecado e se recusarem a se arrepender genuinamente ou estiverem em disciplina eclesiástica, não devem participar. Visto que trariam maldição sobre suas vidas, ao invés de benção.

O que é tomar a Santa Ceia indignamente?

Participar dela sem compreender seu significado ou de forma leviana, são exemplos de ser indigno da comunhão. O Apóstolo Paulo diz á Igreja de Corinto:

“Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpado de pecar contra o corpo e o sangue do Senhor.
Examine-se o homem a si mesmo, e então coma do pão e beba do cálice.
Pois quem come e bebe sem discernir o corpo do Senhor, come e bebe para sua própria condenação.”
1 Coríntios 11:27-29 

Veja que Paulo enfatiza a importância de conhecer o significado do Pão e do Cálice e examinar-se, antes de participar. Quem não se examina e não compreende a importância daquele momento, corre grandes riscos de participar indignamente. Para ser digno da Ceia é necessário reconhecer seus próprios pecados e colocá-los diante de Jesus, e assim, receber perdão e ser limpo. Todo aquele que participa da comunhão sem confessar-se ignora que o sacrifício na cruz foi por causa dos nossos pecados.

Portanto, devemos nos examinar e confessar nossos pecados. Assim, receberemos o perdão e seremos abençoados pela comunhão na mesa do Senhor.

Nota do Editor
Quer aprender mais sobre a Santa Ceia do Senhor? Indicamos os seguintes livros:

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O que significa “examinar-se a si mesmo”?

“Examine-se o homem a si mesmo, e então coma do pão e beba do cálice.” 1 Coríntios 11.28

Examinar – δοκιμαζέτω (grego) – significa testar, provar para ver se é algo bom. É um teste para ver se algo é genuíno ou não. [fonte] https://biblehub.com/greek/1381.htm [/fonte]

Dessa maneira, examinar-se a si mesmo significa testar a própria mente e coração para ver se estão genuinamente em comunhão com Cristo e sua igreja. Caso haja algum problema, deve ser corrigido antes de participar.

Aqueles que não se examinam atraem para si o castigo divino. Como acontecia na Igreja de Corinto:

“Por isso há entre vocês muitos fracos e doentes, e vários já dormiram. Mas, se nós nos examinássemos a nós mesmos, não receberíamos juízo.” 1 Coríntios 11:30,31

Mas, veja que embora tenham sido castigados e recebido o juízo, essa não era uma atitude de falta de amor de Deus. Pelo contrário, Deus demonstra seu amor para com eles ao corrigi-los:

Quando, porém, somos julgados pelo Senhor, estamos sendo disciplinados para que não sejamos condenados com o mundo. 1 Coríntios 11:32

Se não houvesse juízo, os coríntios não saberiam como era grave a atitude que estavam tendo. Seu exemplo serve de alerta para nós. Devemos levar a Santa Ceia a sério, pois só assim receberemos a benção e a graça da comunhão com Cristo.

Conclusão

Enfim, a Santa Ceia é o momento de repensarmos os maus caminhos, consertarmos nossas falhas. Bem como, renovar a nossa aliança e comunhão, receber as bençãos e sermos espiritualmente fortalecidos e nutridos pela presença espiritual real de Jesus conosco. Devem participar dela aqueles que foram salvos e caminham nos caminhos de Jesus. Aqueles que estiverem em pecado, devem pedir perdão e então participar da comunhão.

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Conhecer a Bíblia

Unicórnio na Bíblia? É do Diabo? Tire suas dúvidas!

Essa pergunta é bastante curiosa. Há ou não menção a unicórnios na Bíblia? A partir de uma simples pesquisa é possível constatar que NÃO há unicórnios (o ser mitológico) na Bíblia. Entretanto, de onde surge essa ideia então?

Unicórnio na Bíblia! Versículos.

A questão surge a partir de uma tradução da palavra hebraica רְאֵם – re’ém, presente em textos como Jó 39:9,10; Números 23.22; 24.8; Deuteronômio 33.17; Salmos 22.21; 29.6; 92.10. Ao todo são nove versículos no Antigo Testamento. Algumas versões antigas da Bíblia traduziam essa palavra como unicórnio. Vamos fazer um comparativo a seguir.

Salmo 92.10, procurando o “unicórnio”.

Salmos 92.10:

“Mas tu exaltarás o meu poder, como o do unicórnio: serei ungido com óleo fresco.” (ARC)

“Tu aumentaste a minha força como a do boi selvagem; derramaste sobre mim óleo novo.” (NVI)

“Exaltastes a minha cabeça como a do búfalo, e com óleo puríssimo me ungistes.” (Versão Católica – VC)

As três versões apresentam o mesmo versículo, mas a NVI traduz RE’ÉM como “boi selvagem”, a VC como “búfalo” e a ARC como “unicórnio”. Portanto, aqui vemos o “unicórnio bíblico”. Ele não é a criatura mitológica vista nos filmes, ou seja, um cavalo branco com chifre em espiral. É mais provável que seja um boi selvagem, tradução usada pela NVI.

O dicionário hebraico de maior relevância acadêmia traduz Re’ém assim: Boi selvagem; criatura forte e feroz. [fonte] Brown-Driver-Briggs Hebrew and English Lexicon, Unabridged, Electronic Database.
Copyright © 2002, 2003, 2006 by Biblesoft, Inc. [/fonte] Enquanto a Concordância Exaustiva Strong aponta a possibilidade de tradução: Unicórnio, boi selvagem. [fonte] Strong’s Exhaustive Concordance [/fonte]

A Septuaginta (tradução do Antigo Testamento para o Grego) coloca Re’ém como  “μονοκέρως” – μονο = Um; κέρως = chifre. Aqui vemos de onde pode ter surgido a confusão entre o animal bíblico e o ser mitológico.

A Vulgata (tradução do Antigo Testamento para o Latim) traduz o mesmo termo para rhinoceros, ou, rinoceronte.

Portanto, a tradução unicórnio não é totalmente errada, mas não é a mais indicada. Pois, o animal relatado nos textos bíblicos não é o animal mitológico que hoje é chamado de unicórnio. O animal mencionado nos textos bíblicos é um animal forte (Nm 24.8), que tem um chifre e é reconhecido por sua força e ferocidade. É bem possível que não também não seja o rinoceronte, mas alguma animal que vivia nas regiões da palestina naquele tempo. Sendo assim, a tradução mais adequada e indicada pelos dicionários é “boi selvagem”.

Unicórnio é do mal?

Quando falamos do animal bíblico, pode-se dizer que não é mau. Ele é um exemplo de força e ferocidade indomável. O chifre é um sinal de poder no Bíblia. Veja como sua figura é usada na conversa de Deus com Jó:

“Ou, querer-te-á servir o boi selvagem? Ou ficará no teu curral?
Ou com corda amarrarás, no arado, ao boi selvagem? Ou escavará ele os vales após ti?
Ou confiarás nele, por ser grande a sua força, ou deixarás a seu cargo o teu trabalho?
Ou fiarás dele que te torne o que semeaste e o recolha na tua eira?”
Jó 39:9-12

O Boi Selvagem é símbolo de força que o homem não pode domar ou controlar. Nesse texto podemos ver Deus argumentando sobre a limitação da humanidade em entender e controlar a criação. Entretanto, ao mesmo tempo, o Senhor demonstra que toda a criação está debaixo de seu domínio e cumpre sua vontade. O unicórnio/boi selvagem em si, não é bom ou mau, ele é um animal que foi criado conforme a vontade do criador. Ele não é uma criatura do diabo.

Entretanto, precisamos fazer uma distinção entre esse “unicórnio bíblico” e o ser mitológico.

Unicórnio na mitologia

A imagem do cavalo branco com um chifre em espiral e super poderes não tem nada a ver com o termo usado na Bíblia. Essa figura mitológica tem origem em outras culturas. É difícil saber onde essa figura surgiu. Há possíveis relatos na China, na história da vida de Confúcio, na Pérsia, outros, no entanto, afirmam ter vindo da região da Rússia. Mas foi na arte medieval e renascentista que ganhou destaque. Atualmente, é citado com frequência em livros de fantasia como um ser mágico, puro, dócil e forte.

Todavia, esse animal é um ser mitológico, não qualquer registro ou testemunho de sua existência. Portanto, não é real.

Unicórnio, significado espiritual.

Tratando-se do animal mencionado na Bíblia, seremos breves e claros: não há significado espiritual para o unicórnio. Atribui-se significado espiritual para a figura mitológica atual, mas isso não é bíblico e não tem fundamento na Palavra de Deus. Se você deseja crescer espiritualmente busque o Espírito Santo e não unicórnios.

Conclusão

O termo unicórnio na Bíblia surge em edições antigas, contudo, as atuais traduzem o termo por “boi selvagem”. Esse animal não é a criatura mitológica das histórias. Ele é usado como símbolo de força e ferocidade, mas, mesmo toda essa força está sob o domínio do Criador.

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Deus Espírito Santo

O Espírito Santo é uma pessoa? Saiba mais aqui!

Sim, o Espírito Santo é uma pessoa divina. Ele é plenamente Deus e é uma pessoa, não uma força. O Concílio de Constantinopla, 381 d.C., afirma: “[Cremos] no Espírito Santo, o Senhor e Doador da vida, que procede do Pai, que junto com o Pai e o Filho é adorado e glorificado, que falou por meio dos profetas.”.

Portanto, ele é a terceira pessoa da Trindade, mas isso não significa que seja o terceiro em importância. (A designação de primeira, segunda e terceira pessoa é didática e não caracteriza uma hierarquia dentro da Trindade) O Espírito Santo não é uma manifestação do poder de Deus, mas o próprio e onipotente Yahweh em pessoa.

Estudo Bíblico

O termo hebraico para espírito é “ruach” e o grego é “pneuma”, assim como o vocábulo latino “spiritus”, derivam de raízes que significam soprar, respirar ou vento. Contudo, seu sentido bíblico é mais do que isso. No Antigo Testamento, fala-se mais comumente “Espírito de Deus” ou “Espírito do Senhor”. A expressão “Espírito Santo” aparece somente em Sl 51.11 e Is 63.10,11. Entretanto, no Novo Testamento, o termo Espírito Santo ocorre diversas vezes e claramente se refere à terceira pessoa da Trindade.

É notável que no AT, repetidamente, chame-se Deus de o “Santo de Israel”, enquanto no NT, raramente aplica-se o adjetivo “santo” a Deus Pai. Mas, usa-se frequentemente para caracterizar o Espírito. É provável que isso se deva ao fato de que foi especialmente no Espírito e sua obra santificadora que Deus se revelou como Santo. É o Espírito Santo que faz sua habitação nos corações dos crentes, que os separa para Deus e que os purifica do pecado. [fonte] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática.  Editora Cultura Cristã. [/fonte]

O Espírito Santo é uma pessoa

As expressões “Espírito de Deus” e “Espírito Santo” não indicam com clareza uma pessoalidade. Além disso, a pessoa do Espírito Santo não apareceu de forma pessoal, física, claramente discernível entre os homens, como aconteceu com o Filho de Deus. Talvez, por causa disso, a pessoalidade do Espírito Santo foi muitas vezes colocada em questão.

Isso pode confundir alguns e levá-los a pensar que o Espírito Santo é apenas uma manifestação do poder de Deus em ocasiões especiais ao longo da Bíblia. Portanto, é preciso que fique claro que o Espírito Santo é uma pessoa divina que compartilha os atributos que pertencem somente a Deus. Seus atributos e características demonstram que ele é mais do que uma força ou poder agindo, ele é uma pessoa.

Sendo assim, vejamos algumas provas que indicam sua pessoalidade no Novo Testamento. Em João 14.26; 15.26 e 16.7,  o Espírito Santo é chamado de Parakletos, Consolador. Esse termo não pode ser traduzido como consolação, ou conforto, nem pode ser considerado como nome de alguma coisa abstrata. Ele é o Consolador, alguém (pessoa) que consola. Nos textos citados do Evangelho de João, o Espírito Santo é aquele que dará continuidade à obra de Cristo. Jesus se refere ao Espírito como “ELE”, não como “Isso”. O pronome indica que Jesus estava falando de alguém e não uma coisa.

Em Mateus 28.19, Jesus diz: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. A forma instituída por Jesus para o batismo, indica a pessoa do Espírito Santo como um pessoa divina que faz parte da Trindade. Se ele fosse apenas uma manifestação de poder, não seria citado aqui dessa forma.

Espírito Santo, pessoa ou força?

Ao Espírito Santo são atribuídas diversas características de pessoa. Inúmeros textos servem como evidência. Ele tem sentimentos (Is 63.10; Ef 4.30); ensina e testemunha (Jo 14.26, 15.26); tem vontade (At 16.7; 1 Co 12.11, Rm 8.5). Além disso, ele fala, ordena, revela, luta, cria, intercede, vivifica os mortos e etc. Em Atos, vemos o Espírito se relacionando com a Igreja e os Apóstolos e como sua vontade os instruía nas decisões e os capacitava (Atos 2.4).

Ao se estudar esses textos, não há como interpretar o Espírito Santo como uma força ou algo impessoal. Ele se revela como uma pessoa com poder. Mas é um equívoco entendê-lo apenas como um poder.

Algumas passagens distinguem o Espírito do seu poder. Por exemplo, Lc 1.14 e 4.14, At 10.38, Rm 15.13, faça um exercício. Leia esses trechos e substitua a expressão “Espírito Santo” por “poder” ou “influência”. Você verá que a frase não fará sentido, ficará sem nexo e até absurda. Essa é uma maneira simples de demonstrar que nesses contextos, não há como entender o Espírito Santo sendo uma força impessoal.

Veja outros textos que falam mais sobre o Espírito Santo: Gn 1.2; 6.3; Lc 12.12; Jo 16.8; At 8.29; 13.2; Rm 8.11; 1 Co 2.10,11; 2 Co 13.13; 1 Pe 1.1,2.

O que define o Espírito Santo como uma pessoa?

Os seguintes argumentos bíblicos demonstram a divindade e pessoalidade distinta do Espírito Santo:

  • O Espírito está no mesmo nível e ordem de precedência de Deus Pai e de Deus Filho: Mt 28.19 e 1 Co 12.3-6.
  • Ele tem nomes que são apropriados apenas a uma pessoa divina: At 5.3,4,9.
  • Ele possui características de uma pessoa: vontade e entendimento, 1 Co 12.11; 2.10.
  • Ele é o autor voluntário de ações divinas, inclusive a Criação (Gn 1.2), fala por meio de profetas (2 Pe 2.21), vivifica, santifica, consola (Jo 14.16,17) e instrui (Jo 16.13).
  • Na Bíblia, dá-se a ele a mesma consideração de fé, adoração e obediência que se dá às outras pessoas do Pai e do Filho: Mt 12.31,32; At 13.2,4. [fonte] TEOLOGIA PURITANA – Doutrina para a Vida.  Editora Vida Nova. [/fonte]

Obras especiais do Espírito Santo

Na Bíblia, certas obras são atribuídas mais particularmente ao Espírito Santo. Pode se dizer que a sua tarefa especial é agir sobre as pessoas e dentro delas. Sua obra dá continuidade à obra do Filho, como a obra do Filho segue a do Pai.

O Espírito Santo inspirou as Escrituras e desse modo trouxe aos homens a revelação especial de Deus (1 Co 2.13; 2 Pe 2.21). É ele quem dá forma e crescimento à Igreja, pela regeneração, santificação e habita nela como o princípio da nova vida (Ef 1.22,23, 2.22; 1 Co 3.16, 12.4). O Espírito dá testemunho de Crista e guia a Igreja em toda verdade. Ao fazer isso, ele manifesta a glória de Deus e de Cristo, aumento nosso conhecimento do Salvador, livra de erro a Igreja e a prepara para seu destino eterno (At 5.32; Hb 10.15, 1 Jo 2.27). [fonte] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática.  Editora Cultura Cristã. [/fonte]

Conclusão

Em conclusão, a partir desses versículos bíblicos, podemos constatar que o Espírito Santo é uma pessoa e não uma manifestação de poder. Ele é Deus! Ele cuida dos discípulos de Jesus e age hoje dando continuidade à obra de Jesus Cristo. Ele tem vontades, desejos, poder e está presente em nossas vidas como o Consolador que nos ensina a guardar os mandamento de Cristo.

Portanto, não há como ser cristão e não ter o Espírito Santo dentro de nós. Não há como se converter para Jesus, sem que o Espírito Santo haja em nossos corações. Ele deve ser adorado, buscado e conhecido pelos discípulos de Jesus. Nele nós podemos confiar.

 

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Bíblia Conhecer a Bíblia

Quem eram os samaritanos?

Os samaritanos são um povo mencionado diversas vezes na Bíblia. Seu nome é derivado da cidade de Samaria. São um povo misto de israelitas e outros povos pagãos. Seus conflitos com os judeus e o preconceito que há entre eles foi desenvolvido ao longo de séculos. Leia esse post para aprender um pouco mais sobre o tema com fontes bíblicas e históricas. [fonte] Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento. Volume 2. Editora: Vida Nova. Verbete: Samaritano.[/fonte]

Como surgiram os samaritanos?

Após a morte do Rei Salomão, Roboão tornou-se rei em Israel. O início de seu reinado foi marcado por conflitos entre ele e seu povo. O ápice desses conflitos causou uma ruptura em Israel, dividindo o reino em Reino do Norte e Reino do Sul (1 Reis 12). O Reino do Norte permaneceu com o nome Israel, e sua nova capital era Samaria. O Reino do Sul era a Tribo de Judá, que permaneceu fiel a Roboão, pois, ele era da dinastia de Davi.

O Reino do Norte, Israel, foi liderado por Jeroboão. Ele fortificou as cidades de Siquém e de Peniel. Depois, decidiu fazer dois bezerros de ouro e disse “Vocês já subiram muito a Jerusalém. Aqui estão os seus deuses, ó Israel, que tiraram vocês do Egito” (1 Reis 12:28). Sua intenção era evitar que o povo do Norte fosse até Jerusalém para adorar ao Senhor no templo e, que assim, aos poucos voltasse sua lealdade para o antigo rei.

Muito tempo depois, Samaria foi conquistada pelo Império Assírio. O Rei de Samaria se tornou servo do Rei da Assíria, mas logo o traiu. Quando a traição foi descoberta, o Rei da Assíria decidiu revidar, atacando e sitiando Samaria por 3 anos. Ele exilou o povo de Samaria de suas terras e os espalhou por diversos países. Posteriormente, trouxe pessoas de diversos lugares, como Babilônia, Cuta, Ava, Hamate e Sefarvaim. Essas pessoas foram colocadas nas cidades de Samaria para substituir os israelitas. Por isso, os samaritanos não são considerados judeus, pois são um povo misturado. (2 Reis 17)

Por que os samaritanos eram considerados impuros?

Em seguida, um sacerdote foi enviado para ensinar os novos habitantes de Samaria a adorar ao Senhor. Entretanto, cada um deles criou seus próprios deuses e os adoravam. Eles adoravam ao Senhor, mas adoravam também os falsos deuses que trouxeram de suas terras de origem. Misturavam os cultos a Javé com cultos pagão. Essa atitude é desprezível aos olhos de Deus (2 Reis 17). Por serem uma mistura de israelitas com outros povos pagãos, os samaritanos eram considerados impuros.

Como surgiram os conflitos entre Samaritanos e Judeus?

As rixas entre samaritanos e judeus começaram com a separação dos Reinos do Norte e Sul, como falamos acima. O Reino do Norte logo se tornou extremamento idólatra. Construiu locais de adoração para seus bezerros de ouro, se apegaram aos falsos deuses, fizeram sacrifícios, queimavam incenso para eles, faziam festas pagãs e os adoravam. O povo do Norte logo abandonou ao Deus verdadeiro e se desviou (1 Rs 12.28-33).

Esses foram só os primeiros conflitos. Outro episódio que parece ter contribuído para a animosidade entre os povos foi quando Neemias e Esdras estavam reconstruindo Jerusalém. Sambalate (ou Sambalá) era o governador de Samaria nesse período e foi um dos principais opositores à reforma dos muros de Jerusalém. O governador de Samaria não queria que Jerusalém fosse reconstruída e procurou atrapalhá-los de diversas formas. Isso está relatado em Neemias 2.10,19; 6.2; 4.7. Nesses textos vemos que os samaritanos uniram-se a outros povos inimigos para fazer mal ao povo de Jerusalém. Isso contribuiu para o distanciamento e as rixas entre judeus e samaritanos.

Onde os samaritanos adoravam a Deus?

Além disso, outro elemento importante nesses conflitos foi a construção de um templo para Javé no Monte Gerizin, perto do fim do séc. IV a.C. A iniciativa para essa construção partiu dos sacerdotes que foram excluídos de Jerusalém, pois, seus casamentos tinham sido rejeitados por serem casamentos mistos. Ou seja, eram casados com esposas que não tinham origem judaica.

Eles foram aceitos em Siquém, Samaria. Decidiram construir um templo ali, para rivalizar com o templo de Jerusalém. Após a construção, procuraram textos antigos para dizer que o verdadeiro lugar de adoração a Javé era o Monte Gerizin e não Jerusalém. Portanto, foi no Monte Gerizin que os samaritanos começaram a adorar a Deus. Os samaritanos não consideram todo o Antigo Testamento como palavra de Deus, eles liam apenas partes do pentateuco. Eles adoravam o que não conheciam (Jo 4.22).

O ápice dos conflitos

Embora tivessem construído o templo para Javé, em 167 a.C. os samaritanos fingiram que o templo ali nunca havia sido dedicado a uma divindade. Agora queriam dedica-lo a Zeus. Essa era uma atitude política.Dessa forma, poderiam escapar da perseguição no período em que os gregos estavam impondo seus costumes culturais e religiosos aos povos que conquistavam.

Contudo, enquanto os samaritanos faziam de tudo para fugir da perseguição, os judeus na Judeia resistiram às ações gregas, chegando a entregar suas próprias vidas. Quando a revolta dos macabeus obteve sucesso, eles conseguiram expandir a judeia e conquistar o território de Samaria. Em 128 a.C., os judeus que dominavam o território samaritano destruíram o templo no Monte Gerizin.

O domínio da Judéia sobre Samaria durou até 63 a.C. Os samaritanos tinham boa relação com os romanos, pois, sempre procuraram fazer alianças com os povos inimigos para evitar sofrimento. Em 52 d.C., os samaritanos apoiados pelo procurador romano Cumano, entraram em violento conflito com os judeus. Por violarem a paz, os líderes samaritanos foram executados e o procurador romano banido.

Os samaritanos no Novo Testamento

Antes de tudo, no Novo Testamento, os samaritanos não são reconhecidos como israelitas. Vemos isso em Mateus 10.5-6, “Jesus enviou estes doze com as seguintes instruções: Não se dirijam aos gentios, nem entrem em cidade alguma dos samaritanos. Antes, dirijam-se às ovelhas perdidas de Israel.”. Portanto, fica claro que os samaritanos são colocados ao lado dos gentios e não fazem parte de Israel.

Em segundo lugar, a animosidade entre judeus e samaritanos aparece em Lucas 9.51-56. Quando povoados samaritanos se recusam a receber Jesus, Tiago e João perguntam se deveriam enviar fogo do céu para destruí-los. Porém, Jesus responde alertando-os que não veio para matar os homens, mas sim, salvá-los. Portanto, embora não façam parte do verdadeiro povo de Israel, os samaritanos também são alvo da graça de Deus revelada em Jesus Cristo.

Em Lucas 10.30-37, lemos a parábola do bom samaritano, onde este, surpreendentemente, serve como bom exemplo para os judeus. Um exemplo de como amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo (Lc 10.27). Assim, Jesus critica o judaísmo oficial da época que se orgulhava de sua a religiosidade, mas negligenciava os aspectos mais essenciais da Bíblia. Em contrapartida, demonstra que um samaritano pode se achegar a Deus e fazer o que é certo.

Em Atos 1.8, Jesus diz que seus discípulos serão suas testemunhas em Jerusalém, na Judeia, em Samaria e até os confins da terra. Portanto, ainda se vê a primazia dos judeus, mas fica claro que as boas novas de salvação também se estendem para os samaritanos e para outros povos.

Jesus e a mulher samaritana

O encontro mais memorável de Jesus com os samaritanos é relatado em João 4. Ao passar por uma cidade chamada Sicar, Jesus estava cansado e sentou-se à beira de um poço. Nisso, veio uma mulher samaritana pegar água. Então, Jesus inicia um diálogo com ela, pede-lhe água. O relato em João demonstra diversas informações a respeito do péssimo relacionamento entre samaritanos e judeus. Mas, ao longo da conversa, Jesus a trata com respeito e dignidade. Ainda mais, revela para ela coisas muito profundas ao oferecer a água da vida que jorra como uma fonte de vida eterna dentro de quem a recebe.

Entretanto, a mulher não o entende. Após um tempo de conversa, ela pergunta a respeito de qual é o local correto de adoração. Ela se refere ao conflito entre Monte Gerizin e Jerusalém. A reposta de Jesus indica algo importante: os samaritanos adoram o que não conhecem, os judeus adoram o que conhecem. Pois, a salvação vem dos judeus (Jo 4.22). Isso está conectado a 2 Reis 17, que nos conta exatamente como os samaritanos “adoravam” a Deus, mas não o conheciam.

Contudo, o principal é que Jesus diz que estava chegando a hora que o local de adoração não teria mais importância. Pois, “[…] os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura.” (João 4:23). Ao dizer isso para uma samaritana, ele está oferecendo a oportunidade para que ela faça parte do povo de Deus, abandone suas práticas erradas de antigamente e conheça o Messias.

Após a conversa com Jesus, aquela mulher samaritana volta para sua aldeia e começa a anunciar tudo que Jesus havia lhe dito. Seus ouvintes correm até Jesus para conhecê-lo. Ele prega o evangelho para eles. E no final da história lemos as seguintes palavras:

E disseram à mulher: “Agora cremos não somente por causa do que você disse, pois nós mesmos o ouvimos e sabemos que este é realmente o Salvador do mundo”.

João 4:42

Os samaritanos passam a ser considerados povo de Deus quando ouvem a pregação de Jesus e o professam como único e suficiente senhor e salvador de suas vidas.