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A Vida Eterna existe?

Sim! Cremos nisso pois lemos na Bíblia. Jesus promete vida eterna para aqueles que creem em seu nome. A razão de Jesus vir ao mundo foi salvar e resgatar o perdido (Lc 19.10; Jo 3.16-17).

Em especial, ao longo do Evangelho de João lemos muitas coisas que Jesus disse sobre a salvação. De fato, a Vida Eterna é um dos temas predominantes nesse evangelho. Sendo que não seria incorreto resumir a missão de Jesus e o tema do Evangelho de João em termos de Vida Eterna.

Vejamos a seguir um pouco mais sobre Vida Eterna.

Como ter a Vida Eterna?

Em João 17.3, Jesus diz:

Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.
João 17:3

Veja alguns aspectos interessantes que Jesus nos ensina,

  • Jesus não está afirmando que conhecer a Deus precede a vida eterna, tampouco que isso é necessário para obtê-la. Mas, conhecer a Deus é a Vida Eterna. Os que conhecem a Deus no tempo presente têm com ele uma comunhão incorruptível que a morte não pode romper nem impedir.
  • A vida eterna é algo que se tem no presente. O mesmo aspecto é lido em Jo 3.15, quando Jesus diz “todo o que nele crer tenha a vida eterna.” Ao se referir à vida eterna, Jesus emprega verbos no presente, como “te conheçam e tenham”, apontando que ela é uma dádiva para hoje.
  • A vida eterna é obtida pelo conhecer. Mas é muito mais do que conhecimento intelectual. Ela se manifesta na vida daquele que conhece e reconhece que Jesus é o Filho de Deus. Esse conhecimento significa receber crendo com alegria e prazer na soberania, no amor e na íntima comunhão com Deus e seu Filho Jesus.
  • Esse conhecer é mais do que saber algo, conhecer significa relacionar-se com Deus.
  • Esse conhecimento deve nos levar a crer em Jesus, a arrepender-nos, confessar os nossos pecados e dia a dia vivermos a nova vida com Cristo. (Jo 3.15-18)
  • É importante que saibamos que Vida Eterna é algo dado pela graça de Deus aos pecadores que creem em Jesus. (Ef 2.1) Não a conquistamos pelos nossos méritos. Pois, quando reconhecemos nossos pecados, e nossa podridão, a mensagem do evangelho diz que só Jesus pode nos salvar, e só nele encontramos a vida (Ef 2.4-5; Rm 6.23).

É necessário Nascer de Novo:

Biblicamente, para ter a vida eterna é necessário nascer de novo (Jo 3.3), Jesus diz isso a Nicodemos. Isso não significa nascer mais uma vez da barriga da mãe. No entanto, nascer de novo significa nascer da água e do Espírito.

Sendo assim, uma pessoa só pode conhecer o Reino de Deus e ter vida eterna se for tocada pelo Espírito Santo. Ou seja, o Espírito precisa tocar o coração, implantando nela a vida que vem de cima, que tem sua origem no céu. Essa ação gera uma mudança radical, como alguém que é trazido da morte para a verdadeira vida (Jo 5.24-26). Dessa forma, a ação de Deus vem antes de qualquer desejo nosso de conhecê-lo. É ele que nos atrai para transformar nossa vida (Jo 6.37).

Portanto, a menos que haja esse novo nascimento, a pessoa não pode ver o Reino de Deus, tampouco experimentar, participar, ou possuir a vida eterna.(Jo 3.5)

É importante lembrar que ao longo dos evangelhos, os termos Vida Eterna e Reino de Deus tem significado muito próximo, quase equivalentes.

Vida eterna na terra?

Vida eterna, em grego no Novo Testamento, significa literalmente “vida da era”. Mas, em escritos do Antigo Testamento, vida eterna tinha o sentido de “vida da era vindoura”, como em Dn 12.2. O conceito judaico dessa era vindoura reflete a vida que os justos herdarão com Deus.

No Evangelho de João, esse conceito de era vindoura indica a vida sob a vem-aventurança que o crente participa pela fé em Jesus. Essa vida é aquela que vem do próprio Deus, portanto, o cristão vive na dependência do Pai Celestial. Contudo, perceba essa não é uma realidade para ser experimentada apenas após a morte e ressurreição dos nossos corpos.

Em João, a vida eterna é algo para hoje e agora! Essa vida é dada por Jesus hoje, quando através dele conhecemos o Pai e temos comunhão com ele. Assim, vida eterna é também a apropriação pela fé de realidades não vistas, embora presentes, que dão forma à vida do crente nesse mundo e se tornarão plenamente realizadas no mundo vindouro.

Portanto, a partir do momento em que nasce de novo, o cristão experimenta as bênçãos do céu em sua vida. Contudo, essas experiências serão plenas e livres de sofrimento e limitações apenas quando estivermos no Novo Céu e na Nova Terra.

Nota do Editor
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Last updated on junho 4, 2020 6:09 pm

Como será a Vida Eterna?

Em Ap 21 nos é contado um pouco de como será a vida eterna. Aqueles que têm seu livro escrito no livro da vida do Cordeiro entrarão na cidade Santa (Ap 21.27). Nada de impuro, perverso, pecaminoso terá espaço ali. Todo choro, tristeza e dor serão aniquilados. As lágrimas cessarão, pois, o próprio Deus enxugará os olhos daqueles que sofrem. (Ap 21.4)

A vida eterna será vivida em Novos Céus e uma Nova Terra. A Nova Jerusalém descerá do Céu, e a habitação de Deus estará no meio das pessoas. O próprio Deus pastoreará as nações. (Ap 21.2,3) A Cidade Santa será especialmente preparada por Deus. Lindíssima, como feita de ouro puro, pedras preciosas e pérolas. Mas o seu brilho virá da glória de Deus! (Ap 21.11)

No centro da cidade está o trono de Deus e do Cordeiro. Dos pés do trono flui o rio da água da vida, na rua central da cidade, e ali também está a árvore da vida que dá doze colheitas por ano, uma a cada mês.

A cidade não precisará de sol, nem lua, pois a glória de Deus a ilumina e o Cordeiro é sua candeia (Ap 21.23). As nações andarão em sua luz. Pois, veja, que a promessa da vida eterna é andar sob a luz de Deus para todo sempre.

Todas essas maravilhas durarão eternamente!

Reflexão sobre a Vida Eterna

Aqueles que conhecem a Jesus já andam sob a luz de Deus. Mas, em meio a esse mundo de sofrimento e pecado, muitas vezes tropeçamos. Embora experimentemos aspectos da vida eterna hoje, ela será plena quando se concretizar a promessa da volta de Cristo.

Essa é a esperança e alegria do discípulo de Jesus. A esperança da vida eterna nos motiva a viver nesse mundo de maneira que glorifique ao nosso Deus.

Andamos com os pés nesse mundo, mas nosso coração e mente estão no céu.

 

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A frase “Deus odeia o pecado, mas ama o pecador”  é um dos jargões crentes mais conhecidos e repetidos no meio evangélico. A princípio ela parece uma verdade inegável que demonstra a beleza do amor de Deus e do evangelho. Entretanto, essa frase precisa de uma reflexão mais profunda que a analise de maneira mais cuidadosa. Pois, ela não expressa claramente e totalmente algumas verdades bíblicas.

O problema

Primeiramente, este não é um assunto fácil, visto que pensar sobre ele aflora emoções. A visão contemporânea que predomina é de um Deus amoroso, que ama indistintamente e que promete que tudo vai dar certo para todos. É um tipo universalismo, que diz que todos serão abençoados e salvos. Fala-se sobre Deus como sendo somente amor e que esse amor se estende a todas as criaturas. Assim, ele seria incapaz de sentimentos como raiva e ódio em relação à criação. O problema é que essa visão escolhe algumas características de Deus e ignora outras.

Mas a Bíblia diz que Deus é justo (Dt 32.4), santo, fogo consumidor (Hb 12.29). Habacuque (Hc 1.13) diz que ele é tão puro de olhos que não consegue contemplar o mal. Em diversos lugares da Bíblia, vemos que Deus haverá de trazer a juízo toda obra. Dizer que Deus é amor e misericórdia e parar aí é errado. Ele também é justiça, santidade e retidão! Deus não é só amor, ele tem outros atributos igualmente importantes.

Não se deve definir Deus a partir de um único atributo, mas deve-se olhar para o conjunto harmônico desses atributos que constituem sua personalidade santa, perfeita, absoluta e infinita. Ele é o equilíbrio de todas essas qualidades.

O amor de Deus na Bíblia

É bíblico afirmar que “Deus ama o pecador mas odeia o pecado”? Não é exatamente bíblico. Existe um sentido geral (genérico) no amor de Deus. Em João 3.16, lemos que Deus ama o mundo, a humanidade, a criação; ele se preocupa com seres humanos em geral. Em Mateus 5.45, Jesus afirma que o sol nasce e a chuva vem sobre justos e injustos. Então, fica claro que como criador, Deus tem boa vontade, amor, cuidado para com toda criação. Isso inclui pecadores, ímpios, ateus, quaisquer pessoas que não estão preocupadas com ele.

Mas, no sentido salvífico, o amor salvador que redime e resgata o pecador da sua situação. Nós temos que entender que esse amor é exclusivo sobre o povo de Deus, individualmente sobre aqueles que Deus chama através da sua soberania, da sua graça e da sua vontade eletiva desde antes da fundação do mundo. Em João 3.16, que declara o amor de Deus sobre todo o mundo, declara especificamente que o amor salvífico é para aqueles que creem em seu Filho Jesus.

Portanto, em um sentido geral, como criador, Deus ama a todos. Mas, ele não vai salvar todos. O amor salvador de Deus é estendido para alguns, apenas para aqueles que se arrependem e creem. Os demais não são contemplados pelo amor salvador de Deus, portanto, estão debaixo da sua ira e da sua justiça.

A Ira de Deus

Quando se fala sobre a ira de Deus, não se deve confundir com as manifestações humanas de ira que são reações egoístas. Quando a Bíblia fala do ódio, da ira e raiva de Deus, é uma maneira de se referir à reação da santidade de Deus diante desobediência, diante do desacato, da indiferença humana em relação ao seu criador.

Pecado e Pecador

A frase tema desse post não é a expressão completa da verdade bíblica. Ela demonstra uma possibilidade de separar o pecado do pecador. No entanto, é impossível separar a realidade do pecado do pecador. O pecado não é uma coisa independente, que existe à parte do agente humano. O pecador comete pecados, e o pecado só existe no contexto desta ação deliberada do pecador. As duas coisas se misturam, estão unidas, não há como tratar uma sem tratar a outra. Em Tiago 1.12-15, o pecado é resultado da união da nossa vontade com a tentação, e uma vez gerado traz a morte. Não há como separar as duas coisas.

Em Romanos 9.11-18, lemos sobre aborrecimento de Deus contra Esaú. Em Malaquias 1, Deus diz “amei a Jacó, aborreci a Esaú”. Porque Deus é justo e repudiava os atos pecaminosos de Esaú, e iria fazer recair sobre ele a sua justiça. Ele escolheu amar Jacó e não Esaú.

Salmos 11.5 diz: O Senhor prova o justo, mas o ímpio e a quem ama a injustiça, a sua alma odeia.

A sua alma odeia a pessoa que ama a violência. Não diz que Deus odeia a violência, mas que odeia aquele que a pratica.

Provérbios 6.16 – há uma lista de 7 coisas que Deus abomina. Nessa lista, vemos tipos de pessoas que proferem mentiras, fazem projetos iníquos, e mãos que derramam sangue. Novamente, Deus não abomina somente as ações, mas também aqueles que as praticam.

Concluindo, não há como separar pecado e pecador. Sendo assim, qual é a solução?

Há solução para o pecador?

Sim, a solução está em Jesus. Ele morreu na cruz, carregando o peso dos nossos pecados. O ódio de Deus por todos os pecados e pecadores foi colocado sobre ele, sua morte é uma morte substitutiva. Ele morreu no lugar dos pecadores que mereciam a ira, raiva e ódio de Deus por causa do pecado.

“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.
Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele.
Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus.

João 3:16-18

Leia João 3.16-18. Há uma boa notícia, Jesus veio para salvar e dar vida eterna para aqueles que creem e se arrependem. Entretanto, aqueles que não recebem Jesus, permanecem sob a ira de Deus e continuam condenados. Em Jesus, o pecador deixa de estar sob a ira e recebe o amor de Deus.

Conclusão

Portanto, a expressão correta seria pensarmos no amor de Deus em dois níveis.

  • 1) O Amor geral de Deus para com a humanidade, sua boa vontade, que faz com que sua providência cuide da sua criação, dá saúde e prosperidade até mesmo para ímpios. Todos são beneficiados pela bondade e amor de Deus como criador.
  • 2) O amor salvador e redentor de Deus que é exclusivo para seu povo. Deus por seu amor preservou alguns e chamou para serem seus, aos quais ele perdoou completamente em Cristo Jesus.  Aos demais ele reserva a sua santa ira, e serão punidos por causa de seus pecados.