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Templo do Espírito Santo: O que significa? Versículos, tatuagem, etc.

Nosso corpo é o templo do Espírito Santo significa, essencialmente, que o Espírito Santo faz de nosso corpo sua habitação. Somos sua morada! Por isso, devemos ser guiados pela vontade dele e não pertencemos mais a nós mesmos. (1Co 6.19)
No Antigo Testamento, o templo era o lugar sagrado que tinha a presença de Deus. Era o sinal visível do Deus Vivo habitando em meio ao seu povo. Contudo, no Novo Testamento, o Espírito Santo de Deus habita no corpo dos cristãos, e não em templos de pedra. (1Co 3.16) Ou seja, dia a dia Deus está com cada um de seus filhos, guiando-os, fortalecendo, aconselhando e lhes sustentando.

Templo do Espírito Santo – Estudo

O templo é uma das partes mais importantes da religião judaica no Antigo Testamento (AT). Entender o simbolismo do templo no AT nos ajuda a compreender a profundidade dessa verdade do Novo Testamento (NT), a saber, de que o cristão é templo do Espírito Santo.

O templo no Antigo Testamento

O Templo é uma das coisas mais importantes no Antigo Testamento. Pois, é um dos principais pilares da fé judaica. Deus escolheu aquele templo para colocar seu nome ali, seus olhos e seu coração dariam atenção constante àquele lugar (2Cr 7.11-16). Quando o Novo Testamento fala sobre Cristo, fica claro que  os três grandes pilares do judaísmo antigo — a saber: a Torá, o Templo e a Terra Prometida — são reavaliados a partir de Jesus.
Desse modo, observamos que todo o Antigo Testamento aponta para Cristo como o ápice da glória de Deus e o cumprimento de sua Palavra. O templo tem o propósito de que todos saibam que Deus está presente ali, que Deus os ouve e habita com seu povo. O templo é uma forma do povo ver Deus sempre presente, ao seu lado.

O templo no Novo Testamento

Portanto, a importância do templo será revista a partir da boa nova do Evangelho. Pois, no NT, Jesus é o templo! (João 2.19) Imagine quão chocante era tal afirmação! No Antigo Testamento, o templo era o local da habitação santíssima de Deus no meio de Israel. Algumas partes do templo, como o Lugar Santíssimo, eram extremamente reservadas e apenas o sacerdote poderia entrar. Mas, para isso, ele precisaria passar por rituais rígidos de purificação.
Quando o Novo Testamento diz que esse Deus Santíssimo, glorioso, não habita mais no templo de Israel, mas está plenamente revelado em Jesus, anuncia-se uma notícia inimaginável para um judeu.
No Antigo Testamento, o templo era o símbolo da presença de Deus, no entanto, no NT, Jesus é Deus conosco (Mt 1.23). Ele é a presença de Deus fora do templo, andando nas ruas e levando a glória de Deus por onde vai. Ele é plenamente Deus em meio ao seu povo.
O templo do AT tinha concluído seu propósito que era apontar para o que Cristo traria em plenitude. O templo limitava o acesso a Deus, poucos poderiam entrar em todos os lugares, havia barreiras entre a presença de Deus e o povo. Mas, em Cristo há liberdade para o acesso à presença de Deus. Isso é anunciado quando o véu do templo se rasga de alto a baixo. (Mt 27.50-51) O sacrifício de Jesus nos dá acesso à presença de Deus.

Nota do Editor:
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O Espírito Santo:

Jesus, antes de ser crucificado prometeu que enviaria o Conselheiro. (João 16.7-8) Além disso, Cristo nos diz que esse Conselheiro seria o Espírito da Verdade que nos guiaria. (João 16.13) Portanto, a partir desses trechos, veja que o Espírito Santo é enviado por Jesus para nos convencer do pecado, da justiça e do juízo. Além disso, guiará os cristãos na verdade, ou seja, nos ensinamentos de Cristo.
Quando estudamos a questão de sermos templo do Espírito Santo, precisamos lembrar dessas coisas. Pois, somos morada  do Espírito Santo, enviado por Jesus!

Posso fazer o que quiser com meu corpo?

Não. Pois, seu corpo agora é templo do Espírito Santo. Toda sua vida pertence a ele. Isso significa que você deve confiar que ele lhe dará os melhores conselhos sobre como cuidar de seu próprio corpo. Não faça o que você quiser, se você é habitação do Espírito, busque conhecer a mente dele para experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus em sua vida. (Rm 12.1-2)
O Espírito Santo tem um propósito para habitar em nós. Vemos nos escritos de Paulo à igreja em Corinto. Na primeira carta à essa igreja, lemos:

Vocês não sabem que são santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês? (1 Coríntios 3:16)

Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de si mesmos? (1 Coríntios 6:19)

Observe que ser templo do Espírito Santo é um privilégio. Porém, privilégios trazem grandes responsabilidades. A condição dos coríntios de justificados e santificados em Cristo deve resultar numa vida de obediência crescente
às exigências de Deus (ICo 6.11,12-20). Embora para 0 crente todas as coisas sejam “permitidas”, ainda assim, nem tudo convém. O Espírito nos impulsiona para uma vida de santidade. (ICo 6.12)
A igreja é templo do Espírito, construída sobre o alicerce da cruz de Cristo (1Pe 1.18-20; 1Co 1.19,20; 1Co 3.10-23). Por isso, cada cristão é chamado a viver por amor a Jesus, acima de tudo! Jesus nos deu nova vida, não devemos mais ser escravos do pecado. Esse é o contexto presente em 1Co 6.9-11.

Sendo assim, o Espírito habita faz de nós seu templo para nos:

  • Limpar do pecado;
  • Santificar;
  • Guiar na Palavra da Verdade;
  • Moldar nossas vidas ao caráter de Cristo.

A glória de Jesus está presente em seu povo e deve brilhar através dele. Assim como Jesus é a presença de Deus em meio às pessoas, o cristão deve ser um sinal da presença de Jesus onde estiver. Isso só é possível pela ação do Espírito Santo naqueles em quem ele habita.

Leia Também: O que a Bíblia fala sobre Tatuagem? Tatuagem é pecado?

A Santidade do Templo do Espírito Santo

Sem dúvidas, ao falarmos da habitação de Deus, devemos falar de sua santidade.  A convicção de que Deus é
santo é fundamental na vida do cristão. Pois, ele nos diz “sede santos, porque eu sou santo” (1Pe 1.15-16). O mesmo princípio está presente em 1Tessalonicenses 4.3-8, de que crentes devem manter distância das práticas imorais e atender ao chamado divino para ter uma vida de “santificação” (ITs 4.7).
No entanto, isso só é possível quando estamos amparados no dom do Espírito Santo (ITs 4.8). Pois, ele nos conduz à santidade na redenção (2Ts 2.13 – Esse texto evidencia ainda mais que a presença do Espírito Santo conduz à fé na verdade e à uma vida naqueles que foram salvos).
Esse pano de fundo serve para mostrar a importância da mensagem de 1Coríntios 6.12-20, onde vemos a insistência de Paulo para fugirmos da “imoralidade sexual”. Outros pecados são listados em 1Co 6.9-11, tais como idolatria, imoralidade, amor ao dinheiro, trapaceiros, caluniadores e etc. Não só a imoralidade sexual, mas todos esses pecados devem ser combatidos pelo cristão.
Porque se somos habitação do Espírito Santo, devemos ser santos, assim como Ele é. Em outras palavras, o Senhor terá um povo santo e nosso corpo deve ser expressão de sua santidade.

Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.
Pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.

Romanos 8:28,29

Pregação sobre o templo do Espírito Santo:

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Como ser cheio do Espírito Santo?

Quem é o Espírito Santo?

O Espírito Santo é o próprio Deus! Ele é a terceira pessoa da Santíssima Trindade. Isso não quer dizer que seja o terceiro em importância, apenas se usa esse número para distinguir entre as pessoas da Trindade.

O Espírito Santo não é um poder impessoal, não é uma força sobrenatural. Ele é uma pessoa divina. Portanto, a Bíblia nos mostra que não devemos buscá-lo como uma coisa ou fonte de poder, mas devemos nos relacionar com ele de forma pessoal

Veja mais sobre Espírito Santo.

Ter o Espírito Santo x Ser Cheio do Espírito Santo

Segundo a Bíblia, todos aqueles que recebem Jesus como seu único e suficiente Senhor e Salvador e verdadeiramente creem nele, têm o Espírito Santo. Portanto, não há como ser verdadeiramente cristão e não ter o Espírito Santo (Rm 8.9).

Pois, é ele que age em nós para que nos convencer do nosso pecado, da justiça e do juízo (João 16.8). Além disso, a regeneração e a lavagem dos pecados é feita por ele (Tito 3.5) Essa regeneração é a nova vida que nos foi dada quando estávamos mortos em nossos delitos e pecados (Ef 2.5). O novo nascimento é a obra do Espírito que toca no mais profundo íntimo do ser, ali ele cria essa nova vida e e passa a transformar o nosso interior. Concluindo, todo filho de Deus tem o Espírito Santo (Rm 8.15-16)!

Contudo, ter o Espírito Santo é diferente de estar cheio dele:

“A  diferença entre ter e ser cheio do Espírito Santo é a mesma diferença entre comprar uma casa e mudar para uma casa. Ser cheio do Espirito Santo não se trata de possuir uma maior dose do Espírito Santo, mas o Espírito Santo possuir uma parte maior da nossa personalidade. Infelizmente, não lhe oferecemos todas as chaves para que tenha acesso livre em todos os sucessos de nossa vida. É preciso que ele disponha de tudo, porquanto não se trata de hósdede qualquer, mas do próprio dono da nossa existência”. [fonte] Oswald J. Smith – A concessão do Poder [/fonte] – (grifo nosso).

Sendo assim, para sermos cheios do Espírito Santo é necessário que ele tenha liberdade para agir e transformar tudo que há em nós.

O que é ser cheio do Espírito Santo?

Para alguns, ser cheio do Espírito Santo é ter mais poder, dons e fazer coisas sobrenaturais. Alguns chamam de segunda benção, concedida apenas aos que se dedicarem mais. Mas, conforme a Bíblia, encher-se do Espírito Santo significa rendermos nossos desejos, ações e vontades ao controle dele. Para que ele nos conduza, nos fortaleça e nos molde.

Encher-se do Espírito Santo é encher-se da nova vida recebida em Cristo (Ef 4.22-24). O Espírito Santo nos guia e orienta conforme o que Jesus ensinou (João 14.26). Portanto, o propósito de Deus em nossas vidas é moldar-nos à imagem de Cristo (Rm 8.29).

Esse processo de mudança e transformação é chamado de Santificação. O Espírito Santo está agindo em nós para nos tornar cada vez mais santos. Sendo assim, nosso dever é obedecê-lo, e praticarmos aquilo que nos ensina. Para sermos cheios do Espírito Santo, devemos buscar a santidade e nos esforçar para viver a nova vida que nos foi dada.

Como ser cheio do Espírito Santo?

Em Atos 1.4-5, Jesus orienta seus discípulos a esperarem até o momento em que fossem batizados com o Espírito Santo. Em Atos 2.4, vemos a promessa de Criso se cumprir, e o Espírito Santo descer sobre os seus discípulos.

Veja que Jesus não os ensina maneiras para receber o Espírito. Ele promete que o Espírito virá sobre seus discípulos e os capacitará a cumprirem os seus mandamentos. Portanto, é errado pensar que nós devemos nos esforçar para receber o Espírito. Pois, ele vem graciosamente sobre aqueles que são eleitos, como uma dádiva a todos que pertencem a Jesus. Ele não é conquistado por nossa força ou dedicação, de fato, é ele quem conquista nossos corações.

Estudo – Efésios 5.

Contudo, também é errado ser indiferente ao Espírito Santo. Paulo nos orienta a nos enchermos do Espírito (Ef 5.18).

  • “enchei-vos do Espírito” significa literalmente “deixem-se encher do Espírito”. Tem o sentido de ser preenchido, repleto, equipar-se, satisfazer-se no Espírito.

Essa ordem de Paulo para a Igreja de Éfeso aponta a necessidade de nos abrirmos para o agir do Espírito em nossa vida. Ele nos dá orientações sobre como fazer isso.

  • Ele diz para sermos imitadores de Deus e vivermos no amor que Cristo nos ensinou. (Ef 5.1-2)
  • Não devemos buscar os prazeres desse mundo, como a bebida forte. Mas, nosso prazer deve estar em uma relação profunda com Deus. (Ef 5.18)
  • O conteúdo das nossas relações uns com os outros e as expressões de alegria devem ser cânticos de louvor a Deus. (Ef 5.19)
  • Devemos ser gratos a Deus por todas as coisas e expressar essa gratidão. (Ef 5.20)
  • Por fim, devemos servir e nos sujeitar uns aos outros em amor, por causa de Cristo. (Ef 5.21)

Além disso, a continuidade da carta aos Efésios nos capítulos 5 e 6 demonstram mais aspectos práticos de como devemos ser cheios do Espírito Santo no dia a dia. Ser cheio do Espírito Santo não significa ter sensações ou emoções fortes. Tampouco, está restrito a movimentos sobrenaturais durante um culto, ou acampamento. Ser cheio do Espírito Santo é ter uma vida moldada por Deus. Isso se reflete em nossas atitudes e estilo de vida no cotidiano.

Outras dicas práticas ao longo da Bíblia

Os cristãos que continuam a crescer “na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2Pedro 3: 18) fazem isso ao: (1) dar ouvidos à sua Palavra (João 15: 7), (2) ao falar com ele em oração (João 16: 24) e (3) ao amar os outros com seu tempo e suas vidas (João 13: 35).

Eis algumas maneiras práticas pelas quais os cristãos são capazes de aprofundar a paixão que têm por Deus e expressar o amor que sentem pelos outros: (1) ao participarem da adoração coletiva (Salmos 100: 1-5), (2) ao tirar períodos extensos para jejuar e orar (Mateus 6: 16-18) e (3) ao suprir as necessidades dos outros (2Coríntios 8-9). [fonte] Challies, Tim; Byers, Josh. Teologia visual: Uma ferramenta inovadora para o estudo de Deus (Locais do Kindle 1372-1376). Thomas Nelson Brasil. Edição do Kindle. [/fonte]

Pregações Reformadas sobre Plenitude do Espírito Santo

1º A plenitude do Espírito Santo – Rev. Augustus Nicodemus:

2º Plenitude do Espírito Santo – Rev. Hernandes Dias Lopes:

 

 

 

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Quais são os Dons Espirituais e seus significados?

Dons espirituais na Bíblia – Estudo

O apóstolo Paulo fala a respeito dos dons espirituais em sua primeira carta à igreja de Corinto. Ele lista alguns dons e ministérios que o Senhor concede aos cristãos. Esses dons são para o bem comum (1Co 12.7). Ou seja, para servir e edificar a igreja

O Espírito Santo é quem manifesta esses dons na vida do crente. Paulo enfatiza que é um só Espírito que realiza essas coisas e dá os dons a quem quer de acordo com sua vontade (1Co 12.8,9,11). Dessa maneira, diferentemente da vida que tinham como pagãos, quando adoravam diversos deuses, os cristãos de Corinto deviam buscar tudo que precisavam no único Deus verdadeiro (1Co 12.1-2). Portanto, os cristãos deviam dedicar-se a conhecer o único Deus que conduzia suas novas vidas. Além disso, nessa nova vida, os cristãos recebiam dons e ministérios. Ministério quer dizer serviço! Conforme o que Paulo ensina, os seus dons eram para servir!

Os dons não devem ser usados levianamente, não são concedidos para engrandecimento próprio, ou fins arrogantes. Assim, como é um só o Espírito que dá os dons, os cristãos são um só corpo (1Co 12.13) com membros que devem se esforçar para servir uns aos outros em amor.

Embora sejam um só corpo, cada cristão é um membro diferente nesse organismo (1Co 12. 14,17; 1Co 12.19,20). A cada um são dados diferentes dons e habilidades para servir ao todo. Paulo usa o exemplo do corpo para mostrar como, embora diferentes, todos tem sua função na igreja e todos são importantes (1Co 12.22-24).

Quais são os 9 dons espirituais dados por Deus?

Paulo lista nove dons espirituais dados por Deus (1Co 12.9-11):

  • Palavra de Sabedoria
  • Palavra de Conhecimento
  • Dons de Cura
  • Poder para operar milagres
  • Profecia
  • Discernimento de Espírito
  • Variedade de línguas
  • Interpretação de línguas

É importante notar que Paulo não diz que esses são os únicos dons que Deus concede às pessoas. Ele faz essa lista, a princípio, para ensinar a igreja de Corinto.

Dons espirituais e seus significados:

Seguindo a lista escrita acima, vamos ver um pouco sobre cada dom. Os dons não são independentes, alguns deles relacionam-se entre si e tem significados próximos. Por isso, vamos vê-los em grupos.

1º Os Dons pedagógicos:

  • Palavras de Sabedoria: é o dom dado a uma pessoa para que ela fale de maneira sábia. A sabedoria já fora mencionada por Paulo em sua carta (1Co 2.7-8). Ali ele esclarece que essa sabedoria não é humana, mas vem de Deus e revela o evangelho e a obra de Jesus. Além disso, Paulo ainda fala que é o próprio Espírito Santo que revela esta sabedoria (1Co 2.10). Não é mero conhecimento, mas se trata de conhecer a Deus intimamente, além do intelecto, mas com base no amor e devoção. Sendo assim, “palavras de sabedoria” é um dom para falar sabiamente, sendo intimamente orientado por Deus. Em especial, revela a sabedoria do evangelho e da glória de Deus persuasivamente para a conversão dos outros. Pode ser compreendido também como um dom para entender aquilo que Deus revela em sua palavra e habilidade para dar conselhos.
  • Palavras de Conhecimento: conhecimento e sabedoria se diferem um pouco no Novo Testamento. Enquanto sabedoria se refere mais às coisas do Espírito, o conhecimento se refere a coisas do intelecto, inteligência. Dessa maneira, as palavras de conhecimento podem ser o dom para o estudo, desenvolvimento da inteligência e entendimento. Não se trata de apenas desenvolver sua própria inteligência. Mas, de servir aos outros com ela, ajudando-os a se desenvolverem também. Pode ser visto como um dom para mestres, professores e etc.

Observe que os dois primeiros dons estão ligados, pois, são dons pedagógicos! Paulo os coloca juntos intencionalmente. Em Tiago 1.5, lemos que se alguém deseja sabedoria deve pedir a Deus que a todos dá generosamente. Essa sabedoria e inteligência são vindas do alto. Não meramente humanas. Esses dons juntos, chegam ao ápice de sua expressão e importância quando a Palavra de Deus é conhecida, compreendida e explicada para seu povo. 

2º Os Dons Sobrenaturais:

  • Fé: é o terceiro dom citado por Paulo. Contudo, aqui ele não se refere à fé que salva, aquela que crê em Jesus como salvador. Pois, essa fé que salva todo crente deve ter. O dom da fé citado por Paulo está ligado a outros dois dons sobrenaturais da lista: cura e milagres. Essa fé é a confiança completa e imperturbável no fato de que Deus irá agir e fará milagres. Os apóstolos demonstraram esse tipo de fé depois do Pentecostes em Atos (Atos 3.1-6). Paulo demonstrou esse dom em Atos 27.23-26 e Atos 27.34. Em Hebreus 11.1-3 em diante, vemos a fé e também diversos exemplos dela.
  • Dons de Cura: A fé e os dons de cura estão intimamente ligados. Ao longo do Novo Testamento, vemos diversos relatos de cura. Alguns feitos por Jesus, seus apóstolos e diáconos da igreja. Contudo, esse dom não significa que Deus irá curar em toda a oração feita. As curas sempre tem um propósito. No Novo Testamento, as curas eram geralmente realizadas para fortalecer a fé, propagar o evangelho e mostrar a glória de Deus. Contudo, há momentos em que Deus decide não curar. Veja os exemplos na vida de Paulo que tinha o espinho na carne (2Co 12.9), Timóteo (1Tm 5.23) e etc.
  • Poder para operar milagres: o poder para fazer  milagres e o dom da cura são temporários. Acontecem quando Deus se manifesta de maneira especial em uma situação através da vida de um cristão. Paulo não está dizendo que todo crente tem esse dom. Em 2Co 12.12, ele mostra que esse dom é mais visto nos apóstolos. Milagres e curas, no Novo Testamento, parecem algumas vezes ter o mesmo significado. Todavia, milagres podem ser entendidos como ligados à natureza, e a cura ao corpo humano. Contudo, quando a era apostólica chegou ao fim, os milagres na natureza parecem ter chegado ao fim.

3º Os Dons de Comunicação:

  • Profecia: esse dom, na época da igreja primitiva, estava ligado a predições (Atos 11.28; Atos 21.11). Contudo, era mais frequentemente ligado a quando Deus escolhia pessoas para interpretar sua vontade à igreja (Ef 4.11). Em 1Co 14.30, Paulo escreve sobre pessoas na igreja de Corinto que receberam revelações de Deus para instruir e encorajar os crentes. No entanto, essas revelações sempre deveria ser examinadas minuciosamente (1Co 14.32). A igreja sempre deve examinar as palavras desses profetas com base nas Escrituras. Para os profetas e para a igreja, as Escrituras são o padrão! Entretanto, é importante frisar que com o livro final do Novo Testamento, Deus completou o cânone sagrado. Ou seja, após o término da Bíblia, Deus não deu nenhuma revelação canônica adicional. Portanto, os profetas posteriores a isso, não prediziam mais o futuro. Eles explicavam e ensinavam as Escrituras aos membros da igreja.
  • Discernimento de Espírito: esse dom está ligado ao anterior. Paulo diz que algumas pessoas receberam o dom de examinar e avaliar o espírito. Isso significa que elas podiam avaliar se uma mensagem ou ação era de Deus ou não. Elas avaliavam com base na palavra, ação e aparência do que era manifestado. João disse aos seus leitores que eles deviam testar os espíritos para se protegerem das mensagens dos falsos profetas (1Jo 4.1-3). Pessoas com esse dom estão cheias do Espírito Santo e reconhecem instantaneamente espíritos de falsidade. Eles devem proteger a igreja das heresias e dos falsos mestres.

4º Os Dons de Línguas:

Esses dons ainda fazem parte dos dons de comunicação. Mas, reunimos os dois últimos dons em um mesmo tópico para facilitar a compreensão:

  • Variedade e Interpretação de Línguas: A palavra “língua” pode significar ou uma língua conhecida (At 2.6,8,11) ou modo de falar (1Co 14.2,4,28); na presente epístola, a palavra pode significar qualquer das duas – o sentido depende do contexto. Na cidade comercial de Corinto, onde visitantes internacionais e residentes temporários eram numerosos e suas várias línguas eram faladas, havia grande procura por tradutores.Por outro lado, a congregação de Corinto também tinha a experiência do falar em línguas. A glossolalia (falar em línguas estranhas) se refere a um ato de culto dirigido a Deus; mas quando outros crentes estavam presentes em Corinto, a mensagem tinha de ser interpretada para o bem dos que assistiam. Para promover a reverência no culto, Paulo exigia que o falar em línguas fosse edificante, inteligível, em ordem e controlado. [fonte] KISTEMAKER, Simon. Comentário Bíblico do Novo Testamento – 1 Coríntios. [/fonte]
  • Observe que Paulo escreve a expressão variedades de línguas. Isso aponta para as duas variedades de línguas conhecidas (1Co 14.9-10) e para o falar em línguas. Ele atribui todas essas línguas e sua interpretação ao trabalho do Espírito Santo (1Co 12.7, 11). Assim, ele indica que o Espírito dá ao intérprete da glossolalia a capacidade de entender e transmitir o sentido da mensagem falada.

Conclusão

Os dons são concedidos por Deus aos seus filhos. Eles não são um meio para o engrandecimento próprio, mas devem ser utilizados para servir ao próximo, fortalecer a igreja e propagar o evangelho. Os cristãos de Corinto buscavam os dons para alimentar seu próprio ego. É por isso que Paulo os instrui sobre a maneira correta de buscar os dons e aplicá-los.

Após falar dos dons, Paulo passa a ensinar àquela igreja o dom mais excelente: O AMOR. (1Co 13.1-13). Portanto, se você quer dons, primeiramente busque intimidade sincera com o Espírito Santo, ame o próximo, dedique-se à leitura da Palavra e ande com Deus. Lembre-se que os dons não são para você e não são seus. Tudo é de Deus e é ele que age em nós para o bem de seu povo.

Sem amor, nada disso será útil!

Nota do Editor
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Deus Espírito Santo

O Espírito Santo é uma pessoa? Saiba mais aqui!

Sim, o Espírito Santo é uma pessoa divina. Ele é plenamente Deus e é uma pessoa, não uma força. O Concílio de Constantinopla, 381 d.C., afirma: “[Cremos] no Espírito Santo, o Senhor e Doador da vida, que procede do Pai, que junto com o Pai e o Filho é adorado e glorificado, que falou por meio dos profetas.”.

Portanto, ele é a terceira pessoa da Trindade, mas isso não significa que seja o terceiro em importância. (A designação de primeira, segunda e terceira pessoa é didática e não caracteriza uma hierarquia dentro da Trindade) O Espírito Santo não é uma manifestação do poder de Deus, mas o próprio e onipotente Yahweh em pessoa.

Estudo Bíblico

O termo hebraico para espírito é “ruach” e o grego é “pneuma”, assim como o vocábulo latino “spiritus”, derivam de raízes que significam soprar, respirar ou vento. Contudo, seu sentido bíblico é mais do que isso. No Antigo Testamento, fala-se mais comumente “Espírito de Deus” ou “Espírito do Senhor”. A expressão “Espírito Santo” aparece somente em Sl 51.11 e Is 63.10,11. Entretanto, no Novo Testamento, o termo Espírito Santo ocorre diversas vezes e claramente se refere à terceira pessoa da Trindade.

É notável que no AT, repetidamente, chame-se Deus de o “Santo de Israel”, enquanto no NT, raramente aplica-se o adjetivo “santo” a Deus Pai. Mas, usa-se frequentemente para caracterizar o Espírito. É provável que isso se deva ao fato de que foi especialmente no Espírito e sua obra santificadora que Deus se revelou como Santo. É o Espírito Santo que faz sua habitação nos corações dos crentes, que os separa para Deus e que os purifica do pecado. [fonte] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática.  Editora Cultura Cristã. [/fonte]

O Espírito Santo é uma pessoa

As expressões “Espírito de Deus” e “Espírito Santo” não indicam com clareza uma pessoalidade. Além disso, a pessoa do Espírito Santo não apareceu de forma pessoal, física, claramente discernível entre os homens, como aconteceu com o Filho de Deus. Talvez, por causa disso, a pessoalidade do Espírito Santo foi muitas vezes colocada em questão.

Isso pode confundir alguns e levá-los a pensar que o Espírito Santo é apenas uma manifestação do poder de Deus em ocasiões especiais ao longo da Bíblia. Portanto, é preciso que fique claro que o Espírito Santo é uma pessoa divina que compartilha os atributos que pertencem somente a Deus. Seus atributos e características demonstram que ele é mais do que uma força ou poder agindo, ele é uma pessoa.

Sendo assim, vejamos algumas provas que indicam sua pessoalidade no Novo Testamento. Em João 14.26; 15.26 e 16.7,  o Espírito Santo é chamado de Parakletos, Consolador. Esse termo não pode ser traduzido como consolação, ou conforto, nem pode ser considerado como nome de alguma coisa abstrata. Ele é o Consolador, alguém (pessoa) que consola. Nos textos citados do Evangelho de João, o Espírito Santo é aquele que dará continuidade à obra de Cristo. Jesus se refere ao Espírito como “ELE”, não como “Isso”. O pronome indica que Jesus estava falando de alguém e não uma coisa.

Em Mateus 28.19, Jesus diz: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. A forma instituída por Jesus para o batismo, indica a pessoa do Espírito Santo como um pessoa divina que faz parte da Trindade. Se ele fosse apenas uma manifestação de poder, não seria citado aqui dessa forma.

Espírito Santo, pessoa ou força?

Ao Espírito Santo são atribuídas diversas características de pessoa. Inúmeros textos servem como evidência. Ele tem sentimentos (Is 63.10; Ef 4.30); ensina e testemunha (Jo 14.26, 15.26); tem vontade (At 16.7; 1 Co 12.11, Rm 8.5). Além disso, ele fala, ordena, revela, luta, cria, intercede, vivifica os mortos e etc. Em Atos, vemos o Espírito se relacionando com a Igreja e os Apóstolos e como sua vontade os instruía nas decisões e os capacitava (Atos 2.4).

Ao se estudar esses textos, não há como interpretar o Espírito Santo como uma força ou algo impessoal. Ele se revela como uma pessoa com poder. Mas é um equívoco entendê-lo apenas como um poder.

Algumas passagens distinguem o Espírito do seu poder. Por exemplo, Lc 1.14 e 4.14, At 10.38, Rm 15.13, faça um exercício. Leia esses trechos e substitua a expressão “Espírito Santo” por “poder” ou “influência”. Você verá que a frase não fará sentido, ficará sem nexo e até absurda. Essa é uma maneira simples de demonstrar que nesses contextos, não há como entender o Espírito Santo sendo uma força impessoal.

Veja outros textos que falam mais sobre o Espírito Santo: Gn 1.2; 6.3; Lc 12.12; Jo 16.8; At 8.29; 13.2; Rm 8.11; 1 Co 2.10,11; 2 Co 13.13; 1 Pe 1.1,2.

O que define o Espírito Santo como uma pessoa?

Os seguintes argumentos bíblicos demonstram a divindade e pessoalidade distinta do Espírito Santo:

  • O Espírito está no mesmo nível e ordem de precedência de Deus Pai e de Deus Filho: Mt 28.19 e 1 Co 12.3-6.
  • Ele tem nomes que são apropriados apenas a uma pessoa divina: At 5.3,4,9.
  • Ele possui características de uma pessoa: vontade e entendimento, 1 Co 12.11; 2.10.
  • Ele é o autor voluntário de ações divinas, inclusive a Criação (Gn 1.2), fala por meio de profetas (2 Pe 2.21), vivifica, santifica, consola (Jo 14.16,17) e instrui (Jo 16.13).
  • Na Bíblia, dá-se a ele a mesma consideração de fé, adoração e obediência que se dá às outras pessoas do Pai e do Filho: Mt 12.31,32; At 13.2,4. [fonte] TEOLOGIA PURITANA – Doutrina para a Vida.  Editora Vida Nova. [/fonte]

Obras especiais do Espírito Santo

Na Bíblia, certas obras são atribuídas mais particularmente ao Espírito Santo. Pode se dizer que a sua tarefa especial é agir sobre as pessoas e dentro delas. Sua obra dá continuidade à obra do Filho, como a obra do Filho segue a do Pai.

O Espírito Santo inspirou as Escrituras e desse modo trouxe aos homens a revelação especial de Deus (1 Co 2.13; 2 Pe 2.21). É ele quem dá forma e crescimento à Igreja, pela regeneração, santificação e habita nela como o princípio da nova vida (Ef 1.22,23, 2.22; 1 Co 3.16, 12.4). O Espírito dá testemunho de Crista e guia a Igreja em toda verdade. Ao fazer isso, ele manifesta a glória de Deus e de Cristo, aumento nosso conhecimento do Salvador, livra de erro a Igreja e a prepara para seu destino eterno (At 5.32; Hb 10.15, 1 Jo 2.27). [fonte] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática.  Editora Cultura Cristã. [/fonte]

Conclusão

Em conclusão, a partir desses versículos bíblicos, podemos constatar que o Espírito Santo é uma pessoa e não uma manifestação de poder. Ele é Deus! Ele cuida dos discípulos de Jesus e age hoje dando continuidade à obra de Jesus Cristo. Ele tem vontades, desejos, poder e está presente em nossas vidas como o Consolador que nos ensina a guardar os mandamento de Cristo.

Portanto, não há como ser cristão e não ter o Espírito Santo dentro de nós. Não há como se converter para Jesus, sem que o Espírito Santo haja em nossos corações. Ele deve ser adorado, buscado e conhecido pelos discípulos de Jesus. Nele nós podemos confiar.