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Conhecer a Bíblia Vida Cristã

Dízimo no Novo Testamento: É válido? Versículos.

O que é o Dízimo?

A palavra dízimo significa “a décima parte” ou “dar um décimo”. Ou seja, dizimar é oferecer 10% de algo. No mundo antigo, esse montante era considerado como a parte devida por um adorador ao seu deus para sustento do santuário e de seus sacerdotes. O costume é anterior até mesmo ao Antigo Testamento, pois, outros povos semíticos e indo-germânicos tinham essa prática.

É provável que o número 10 tenha sido escolhido por ser a base do sistema de contagem antigo, que o fazia em unidades de dez. É possível também que tenham escolhido o número dez por considerarem-no um número sagrado, composto por dois outros números sagrados, 7+3. Além disso, era um número redondo muito utilizado nas contagens. Veja como exemplo a Arca de Noé (Gn 6.15), suas medições eram empregadas em cifras de dez.

Dízimo no Antigo Testamento

O dízimo surge na Bíblia já no tempo dos patriarcas, quando Abraão entrega o dízimo de tudo a Melquisedeque (Gn 14.20). Mais tarde é Jacó quem se dispõe a entregar o dízimo a Deus (Gn 28.22).

Contudo, observa-se que não há uma explicação ou menção de alguma lei que os obrigasse a isso. No entanto, especialmente no caso de Jacó, a atitude é resultado do encontro que teve com Deus em Betel e demonstra uma atitude de louvor e gratidão pelas bênçãos que receberia do Senhor.

Sendo assim, o dízimo dos patriarcas indica uma forma de retribuir a Deus por suas dádivas, como vitórias em batalhas, ou o sucesso numa jornada importante. Portanto, era uma forma de gratidão e reconhecimento da soberania de Deus sobre os sucessos da vida.

Na Lei de Moisés o dízimo era a forma de declarar e reconhecer que todas as coisas e todas os bens do homem pertencem a Deus. Por essa razão os dízimos pertenciam ao Senhor (Lv 27.30). Havia duas maneiras de se entregar o dízimo: (1) anualmente se levava o dízimo ao templo e era entregue aos levitas, realizava-se então uma refeição cultual da família (Dt 12. 5,11; Dt 14.23); (2) a cada três anos o dízimo era deixado na própria cidade e entregue aos levitas e necessitados da cidade para seu sustento.

Qual é o propósito do Dízimo?

No Antigo Testamento, o dízimo era usado para:

  • sustento dos levitas e sacerdotes na tenda da congregação e no templo;
  • auxílio aos necessitados, estrangeiros, órfãos e viúvas (Dt 14.28-29; Dt 26.12-13);
  • realizar a celebração cultual pelas famílias do povo de Deus, juntamente com os levitas de suas respectivas cidades. (Dt 12.12)

O Significado do dízimo no Antigo Testamento

É a forma de declarar que Deus é o proprietário da terra e de seus frutos, é aquele que dá todas as bênçãos (Sl 24.1). Era também o símbolo de gratidão pela generosidade do Senhor. Além disso, por ser usado no sustento dos levitas e necessitados, o dízimo era uma oportunidade de participar na obra de Deus e em sua preocupação para com os pobres. Pois, assim como o Senhor abençoava os israelitas, eles deveriam repartir suas bênçãos com as pessoas menos afortunadas. Sendo assim, entregar o dízimo era um ato de adoração a Deus.

Em suma, o dízimo era:

  1. é uma oferta que reconhece a soberania de Deus;
  2. um meio para sustento dos levitas;
  3. e uma oferta para caridade.

O Dízimo no Novo Testamento

Embora tenha um papel importante no Antigo Testamento, no Novo Testamento, ele é tratado de forma diferente, visto que não há qualquer menção ao dízimo como instrução ou obrigação à igreja.

Jesus menciona que o dízimo é dado por escribas e fariseus (Mt 23.33), mas nunca manda seus discípulos fazerem o mesmo. Em Hebreus 7.2-5, menciona-se o dízimo de Abraão, contudo, não é ensinado aos leitores de Hebreus que façam o mesmo. Paulo, em seus escritos, fala a respeito de repartir seus bens com os pobres (1Co 16.1-3), e sobre o sustento do ministério (1Co 9.12-14). Embora ele insista na generosidade, não há uma única vez que faça isso como um mandamento ou em que alguma quantia ou porcentagem seja especificada.

Contudo, isso não significa que o Novo Testamento não traga princípios a respeito da contribuição. Apesar de não estabelecer de dízimo, o ensino é a respeito de uma contribuição generosa e com alegria. O dízimo é substituído no Novo Testamento!

Especialmente no Novo Testamento, aprendemos que a contribuição deve ser voluntária, sem uma quantia especificada, conforme Deus prosperou o crente (1 Co 16.2). O cristão deve contribuir com alegria, sabendo que é Deus que lhe deu tudo que tem, e lhe dá também a oportunidade de oferecer uma oferta de louvor e gratidão ao Senhor:

Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria.
E Deus é poderoso para fazer que lhes seja acrescentada toda a graça, para que em todas as coisas, em todo o tempo, tendo tudo o que é necessário, vocês transbordem em toda boa obra.
2 Coríntios 9:7,8

Além disso, Paulo nos dá como exemplo e inspiração o caráter do próprio Deus que distribuiu seus bens e sua justiça sobre os necessitados (2Co 9.9). Ademais, é o próprio Senhor quem nos dá condição de sermos generosos, com a finalidade de glorificar sempre o nome de Deus. Sendo assim, todos os bens do cristãos pertencem a Deus e devem ser usados com sabedoria a fim de glorificador o Senhor. Dessa forma, o cristão olha para o que tem lembrando que tudo é uma dádiva divina.

Vocês serão enriquecidos de todas as formas, para que possam ser generosos em qualquer ocasião e, por nosso intermédio, a sua generosidade resulte em ação de graças a Deus.
2 Coríntios 9:11

Portanto, embora não haja um mandamento no Novo Testamento em relação ao dízimo, fica claro que o cristão deve contribuir. Contudo, agora de uma forma diferente, com motivações diferentes.

Razões e características da contribuição no Novo Testamento:

  • O cristão contribui conforme o que estipula em seu coração, não com peso ou obrigação, mas com alegria! (2Co 9.7);
  • deve contribuir de acordo com as bênçãos que Deus lhe tem dado (1Co 16.2);
  • contribui pois tem consciência de que é servo de Deus (Rm 6.16);
  • o cristão sabe que seus bens e posses pertencem a Deus, e que ele é somente um mordomo que administra aquilo que seu Senhor lhe confiou (1Pe 4.10);
  • o cristão tem a consciência de que prestará contas a Deus do que fez com recursos (Rm 14.12);
  • aquele que contribui o faz pois tem a generosidade de Cristo como seu modelo, e o Espírito Santo o motiva (2Co 8.9)
  • o dízimo jamais é mencionado como uma forma de obrigar Deus a nos abençoar!
  • Ele não pode ser usado para barganhar ou negociar com Deus.
  • Deus não nos abençoa mais quando contribuímos mais na igreja.

Em suma, a contribuição no Novo Testamento é feita com bom ânimo, voluntária e constantemente, e com generosidade sem limites (1Co 16.1-2; 2Co 9.6-9).

Leia também: Versículos sobre Dízimo e Oferta

Nota do Editor
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Uso do Dízimo na Igreja hoje

As igrejas hoje têm diferentes formas de administrar os seus recursos e as contribuições dos fiéis.

Normalmente, o dízimo é usado para: sustento pastoral, manutenção do templo ou aluguel de espaço para culto, pagamento de água e luz, auxílio aos necessitados ou a projetos de ação social, apoio a missionários e etc.

Contudo, atualmente vemos diversos escândalos envolvendo igrejas e suas práticas abusivas em relação a dízimos e ofertas. Situações que ocasionam vergonha e constrangimento para cristãos sérios e tementes a Deus. Por esta razão, dízimo e contribuição na igreja se tornaram um tema delicado, especialmente ao falar com não cristãos. Por esta razão, é necessário que cada cristão busque conhecer o funcionamento de sua igreja local e pergunte ao seu líder sobre o uso dos recursos naquela igreja.

Transparência e Prestação de contas na Administração Eclesiástica

A pessoa que tiver dúvidas e desejar conhecer melhor a administração dos recursos da igreja local deve entrar em contato com a liderança da igreja.

Diversas denominações fazem questão de manter registros claros e transparentes de todas as atividades financeiras da igreja. Além disso, fazem questão de disponibilizar os relatórios e comprovantes das transações financeiras para que qualquer pessoa possa averiguar a legitimidade do uso das contribuições.

Portanto, você que contribui tem o direito de exigir que sua igreja seja transparente sobre a forma como tem utilizado as ofertas dos crentes. Assim, você ajuda na construção de uma administração saudável e idônea da igreja local.

Pregação sobre dízimo no Novo Testamento

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Lazer Pecado Vida Cristã

Dançar é Pecado? De olho na bíblia!

Conforme a Bíblia, a dança não é pecado, também não por essência errada ou imprópria para o cristão. A dança pode ser uma expressão de alegria e arte. Além disso, a coreografia pode ter uma mensagem instrutiva e edificante.

Contudo, algumas danças são pecaminosas, pois, carregam em si valores contrários à verdade bíblica. Portanto, ao discutir se dançar é pecado, o cristão deve avaliar qual é o sentido da dança e se ela é sadia ou indecente à luz dos princípios cristãos.

Desse modo, vejamos a seguir alguns casos e procuremos avaliá-los à luz da Bíblia.

É pecado dançar?

Nem sempre é pecado dançar. Como dissemos, a dança tem significado. Desse modo, pode ser algo belo com uma expressão de arte ou algo torpe e indecente. Cabe ao cristão avaliar cada situação e cada dança para entender se há alguma virtude em determinada prática.

Peguemos como exemplo o funk brasileiro. Muitas das letras são extremamente chulas, denegrindo a dignidade feminina, a sexualidade e incitando coisas vergonhosas. De semelhante modo, a dança do funk retrata a mensagem da música. É uma dança sensualizada ao extremo, se colocam em evidência partes íntimas do corpo feminino, as moças usam roupas minúsculas, sua coreografia simula explicitamente movimentos de relação sexual.

Quando avaliamos o funk à luz de Efésios 5. 3-4, entendemos que a obscenidade e a imoralidade presentes nessa dança o tornam pecaminosa. Nesse caso, é pecado dançar funk, pois expressa em sua forma e mensagem coisas contrárias às virtudes bíblicas.

Por outro lado, peguemos como exemplo o tango. Carregado de drama, paixão, melancolia e sexualidade, o tango não é vulgar. É uma dança que expressa arte e beleza. Mesmo que tenha sexualidade, não se torna pecaminosa, pois não é indecente. O tango não é visto como pecado. Outro exemplo é a valsa, que também não é considerada pecaminosa. Ou seja, é necessário conhecermos os princípios bíblicos que nos orientam a reconhecer o que é bom ou ruim.

Portanto, alguns conselhos de Paulo nos ajudarão a desenvolver nossa sabedoria:

Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas.
Filipenses 4:8

Se a dança se enquadra nesses critérios, ela será benéfica e não será pecado. Conhecer e praticar a Bíblia é o melhor caminho para não pecar.

A dança na Bíblia

Um dos casos mais famosos é a dança de Davi. (2Sm 6.14-15) Nesse trecho está relatado que Davi dançou de alegria, diante de todo o povo, pois, a Arca da Aliança fora trazida de volta à Jerusalém. Essa era sua expressão máxima de alegria por estar diante da arca mais uma vez. Isso demonstra o seu amor por Deus!

Em outros momentos, temos registros de danças em celebração a vitórias em batalhas. Na cultura do Antigo Oriente as danças eram usadas como manifestação popular pelas vitórias militares, e comumente as mulheres as lideravam. Como exemplo temos a dança de Miriã (Ex 15:20,21), a filha de Jefté (Juízes 11:34), as mulheres de Judá (1Sm 18:6,7). Além disso, há relatos em que o povo saia em passeata, dançando em roda para festejar (Jz 21:21,23).

Ademais, vemos a dança sendo usada pelo Antigo Testamento como sinônimo de alegria (Ec 3.4; Lm 5.15-16); é a expressão visível da alegria por uma ação salvadora de Deus (Jr 31.13; Sl 30.11-12). De maneira especial, ela faz parte da festa do povo diante do Senhor (Sl 150.4-6).

Contudo, há o mal uso da dança na Bíblia também, como no caso de Herodias que usou a dança para seduzir Herodes. (Mc 6.22-24) Além desse caso, temos também a dança como meio de idolatria em Ex 32.19.

O que a bíblia diz sobre dançar na igreja?

A dança na igreja ou durante o culto não é mencionada na Bíblia. Vemos alguns casos de pessoas dançando e celebrando, mas não em um culto. Contudo, há igrejas atualmente que fazem danças litúrgicas, danças proféticas, entre outros tipos de dança no culto. Não há base bíblica para tais práticas. A Bíblia nos ensina que os elementos para o culto solene devem ser:

  • a oração,
  • cantar louvores,
  • a ação de graças,
  • a leitura e pregação da Palavra,
  • as contribuições voluntárias de seu povo,
  • o batismo e a Ceia (quando houver).

Não devemos inventar maneiras de cultuar a Deus, indo além do que ele estabelece em sua Palavra. No entanto, veja que a Bíblia não estabelece ritmos musicais, não nos dá orações pré-moldadas e nem mesmo uma ordem litúrgica específica a ser seguida. Mas, ela nos dá os princípios e os elementos do culto que agradam a Deus e que ele aceita. [fonte] Rev. Augustus Nicodemus – Artigo “Davi dançou, eu também quero dançar”. Disponível em: https://ipb.org.br/informativo/davi-dancou-eu-tambem-quero-dancar-3921 [/fonte]

Portanto, a dança litúrgica ou profética extrapola aquilo que Deus estabelece como prática para o culto. Ele designou o que deveria ser feito, e nos deu liberdade de participar de maneira espontânea dentro daquilo que ele planejou, não indo além.

Versículos bíblicos sobre dança

Temos uma lista especial com versículos bíblicos sobre dança: Versículos de Dança

É pecado dançar zumba?

Algumas pessoas se perguntam “sou evangélica posso dançar zumba?”.  Em uma breve reflexão sobre o tema, podemos chegar às seguintes conclusões:

Ao procurar o significado de Zumba encontramos isso “A zumba é uma dança aeróbica que tonifica os músculos e queima calorias. Ela promove a boa forma de uma maneira divertida e é bem completa”. Então, a Zumba visa proporcionar momentos de exercícios que estimulam a saúde e bem estar. Até aqui, não há nenhum problema bíblico relacionado à sua prática.

Contudo, para a prática de zumba são usadas diferentes músicas que ditam o ritmo e a coreografia. Nesse ponto, o cristão deve estar atento, pois, embora dançar zumba não seja pecado, pode ser que as músicas utilizadas sejam constrangedoras para um discípulo de Jesus. Dizemos isso, especialmente, em relação a músicas que têm letras pesadas que denigrem a imagem da mulher e tem conteúdo explícito de sexualidade. Em ambientes assim, um cristão provavelmente não se sentira à vontade.

Desse modo, pratique zumba e encontre um grupo saudável, com músicas decentes que proporcionem um momento de exercício agradável e alegre.

É pecado dançar quadrilha?

A dança de quadrilha faz parte do folclore brasileiro. Ela é inocente e simples em seus gestos e músicas. Celebra um pouco da cultura do nordeste e do sertão brasileiro.

Contudo, há o problema de se dançar a quadrilha em homenagem a santos, como Santo Antônio, por exemplo. Desse modo, a dança pode ser um meio de adorá-lo. Nesse caso, dançar quadrilha não seria indicado para cristãos.

Jesus dançou?

Não sabemos. A Bíblia não diz. Portanto, provavelmente não é algo que seja fundamental sabermos a respeito dele.

Conclusão

Quando refletimos sobre danças, devemos levar em consideração o que é bom diante de Deus. Nossos momentos de lazer devem refletir o caráter de Cristo. Sendo assim, o que for nobre, correto, puro, amável e de boa fama, é permitido. No entanto, se uma dança fere esses valores bíblicos, devemos evitá-la.

Portanto, uma maneira muito simples de avaliar uma dança, é imaginar se o Jesus bíblico participaria dela  com você.

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Conhecer a Bíblia Vida Cristã

Couraça da Justiça: Significado, Efésios e Pregação.

A Couraça da Justiça é mencionada por Paulo em Ef 6.14. Ali, o apóstolo está alertando os crentes que fiquem preparados para uma batalha. Mas, essa batalha não é contra outras pessoas. Na verdade, é uma luta “contra poderes e autoridades, dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais” (Ef 6.13).

Para enfrentar esse inimigos perigosos e terríveis, o cristão deve fortalecer-se no Senhor e em seu poder, além disso, deve vestir toda a armadura de Deus. (Ef 6.10-11) Somente assim, poderá resistir às ciladas do diabo e permanecer inabalável nos dias maus (Ef 6.11,13).

A Armadura de Deus

Para ensinar o cristão a se fortalecer em Deus, Paulo usa uma metáfora: a Armadura de Deus. O crente deve vesti-la. Cada parte dela é importante e tem um significado especial.

Na construção da armadura, o apóstolo provavelmente está pensando no soldado romano completamente armado. Contudo, ao construir sua metáfora, está recebendo constantes influências de passagens do Antigo Testamento (AT), como, por exemplo, Is 11.5; Is 49.2; Is 59.17. Porém, veja que ele não copia literalmente o que estava no AT, pois, vemos ajustes na metáfora em Ef 6.13-17.

A carta aos Efésios não é a primeira em que ele usa essa metáfora, visto que, lemos menções em outros de seus escritos:

  • “Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo a couraça da fé e do amor e o capacete da esperança da salvação.” 1 Ts 5:8
  • Quem serve como soldado às suas próprias custas? Quem planta uma vinha e não come do seu fruto? Quem apascenta um rebanho e não bebe do seu leite?” 1Co 9:7
  • “na palavra da verdade e no poder de Deus; com as armas da justiça, quer de ataque, quer de defesa” 2Co 6:7
  • “Suporte comigo os sofrimentos, como bom soldado de Cristo Jesus. Nenhum soldado se deixa envolver pelos negócios da vida civil, já que deseja agradar aquele que o alistou.” 2 Timóteo 2:3,4

Então, depois de usar várias pequenas metáforas, em Ef 6.13-17 vemos a armadura completa. Isso sugere que aqui Paulo é um sofrido veterano de guerra passando seu conhecimento da batalha para soldados mais novos.

O que é a Couraça da Justiça?

Após essa breve contextualização, devemos dar ênfase ao foco deste post: a Couraça da Justiça.

A couraça era a parte da armadura que cobria o corpo do pescoço até as coxas. Consistia de duas partes, uma cobrindo a frente e a outra as costas (cf. 1Sm 17.5,38; 1Rs 22.34; 2Cr 26.14; Ne 4.16). Espiritualmente falando, a couraça representa a vida devota, santa e retidão moral (Rm 6.13; 14.17). Deve-se lembrar que em 1 Tessalonicenses 5.8 Paulo fala de “couraça da fé e do amor”.

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O que é Justiça?

No pensamento bíblico, a ideia de justiça ou retidão em geral expressa conformidade à vontade de Deus em todas as áreas da vida: Lei, governo, lealdade pactual, integridade ética, ações generosas. Quando o ser humano se submete à vontade de Deus de acordo com o que está expresso em sua lei, ele é considerado justo ou reto. Jesus ensinou que quem conforma a própria vida aos seus ensinamentos também é justo ou reto. [fonte] Dicionário Teológico do Novo Testamento – Ed. Daniel G. Reid. pag.800 [/fonte]

Em cada um dos casos anteriores em Efésios, a palavra “justiça” foi usada no sentido ético (4.24; 5.9). Além disso, deve-se ter em mente que o apóstolo, nesta epístola, esteve dando grande ênfase sobre a necessidade de se viver vidas dignas da vocação com que foram chamados (4.1).[fonte] William Hendriksen – Comentário de Efésios. pag.328 [/fonte]

A Justiça de Cristo e o Espírito Santo

Contudo, é necessário enfatizar que a justiça mencionada em Ef 6.14 é decorrente da Justiça de Cristo. Nós como pecadores não podemos nos tornar justos pelo nosso próprio esforço. Desse modo, a couraça da justiça não serviria em nós. A nossa justiça não é capaz de alcançar salvação. Somente em Cristo recebemos, pela graça e fé, a justiça que nos liberta do pecado. É o sacrifício de Jesus na cruz que paga pelo nossos pecados e nos faz justos diante de Deus. Ele conquistou a nossa justiça!

Então, essa justiça conquistada por Jesus é derramada sobre nós pelo poder do Espírito Santo. Ainda mais, ele nos conduz pelo caminho da santidade e retidão, conforme a vontade de Deus Pai.

Portanto, pela graça de Cristo e o poder do Espírito Santo, nós podemos viver uma vida justa diante de Deus. Ele nos capacita para vestirmos a Armadura de Deus e usarmos confiantemente a couraça da justiça. Pois, por ele, fomos perdoados e purificados de todos os nossos pecados.

Para que serve a Couraça da Justiça?

A couraça é um elemento de defesa na armadura. Ela serve para proteger o tronco, as costas e parte das pernas. De certo modo, Paulo está dizendo que nossa segurança está firmada pela justiça de Cristo. E nessa justiça nós devemos viver.

  • Em 2 Coríntios 6.7 Paulo menciona “as armas da justiça na mão direita e na esquerda”, ou seja, armas tais que permitem resistir os ataques de qualquer ponto que estes venham. Isso ocorre num contexto onde a pureza, a bondade e santidade são mencionadas.
  • Portanto, a justiça de Cristo nos protege durante os dias maus que temos vivido;
  • Nos fortalece para combatermos o mal, para isso devemos viver uma vida que reflete a justiça de Cristo que está em nós;
  • Além disso, a Couraça nos protege das ciladas e enganos do Inimigo, de suas mentiras e acusações contra nós.
  • Ela nos mantém firmes, seguros e inabaláveis em meio às batalhas.
  • No entanto, veja que uma couraça sozinha não constitui toda a armadura. A couraça precisa estar conectada às outras partes para ser eficaz. Paulo nos diz para vestir toda a armadura de Deus e não apenas para escolher algumas partes.

A Couraça da Justiça e as Batalhas Espirituais?

Ora, a Armadura não deve ser pensada apenas para batalhas espirituais, como dizem alguns. Ela é nos dada para usarmos todos os dias, em tudo que fizermos. Pois, precisamos da justiça de Deus, da fé, da verdade e do evangelho da paz em tudo que fizermos. Vista a armadura de Deus em todos os momentos. Pois, assim estaremos honrando o nosso Senhor.

Veja o conselho de Paulo a Timóteo:

Suporte comigo os sofrimentos, como bom soldado de Cristo Jesus.
Nenhum soldado se deixa envolver pelos negócios da vida civil, já que deseja agradar aquele que o alistou.
2 Timóteo 2:3,4

Com isso, ele quer dizer que aquele que está em Jesus, deve focar toda a sua vida para glória dele. Não há negócios que não estejam relacionados ao Senhor. Ou seja, sua vida, seu trabalho, seus relacionamentos e qualquer outra coisa, devem ser vividos para a glória daquele que nos alistou.

Note que o contexto que antecede a Armadura de Deus em Ef 5-6, é cheio de conselhos para a “vida comum”. Ao longo de toda carta, o apóstolo enfatiza a necessidade de se viver vidas dignas da vocação com que foram chamados.

Paulo aconselha o relacionamento de filhos e pais, escravos e senhores, maridos e esposas e etc. Em todas essas situações, ele demonstra como o evangelho redime a vida que o pecado deteriorou. E por fim, ele nos diz para lutarmos contra o diabo e suas artimanhas.

Nós devemos entender que o pecado afeta todas as áreas da vida humana. Portanto, nossa luta contra o pecado deve acontecer em todas essas áreas. Afim de que levemos o evangelho restaurador para aqueles que sofrem debaixo do pecado. Sendo assim, precisamos da Armadura de Deus e da couraça da justiça em todos os momentos.

Pregações

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Espírito Santo Vida Cristã

Templo do Espírito Santo: O que significa? Versículos, tatuagem, etc.

Nosso corpo é o templo do Espírito Santo significa, essencialmente, que o Espírito Santo faz de nosso corpo sua habitação. Somos sua morada! Por isso, devemos ser guiados pela vontade dele e não pertencemos mais a nós mesmos. (1Co 6.19)
No Antigo Testamento, o templo era o lugar sagrado que tinha a presença de Deus. Era o sinal visível do Deus Vivo habitando em meio ao seu povo. Contudo, no Novo Testamento, o Espírito Santo de Deus habita no corpo dos cristãos, e não em templos de pedra. (1Co 3.16) Ou seja, dia a dia Deus está com cada um de seus filhos, guiando-os, fortalecendo, aconselhando e lhes sustentando.

Templo do Espírito Santo – Estudo

O templo é uma das partes mais importantes da religião judaica no Antigo Testamento (AT). Entender o simbolismo do templo no AT nos ajuda a compreender a profundidade dessa verdade do Novo Testamento (NT), a saber, de que o cristão é templo do Espírito Santo.

O templo no Antigo Testamento

O Templo é uma das coisas mais importantes no Antigo Testamento. Pois, é um dos principais pilares da fé judaica. Deus escolheu aquele templo para colocar seu nome ali, seus olhos e seu coração dariam atenção constante àquele lugar (2Cr 7.11-16). Quando o Novo Testamento fala sobre Cristo, fica claro que  os três grandes pilares do judaísmo antigo — a saber: a Torá, o Templo e a Terra Prometida — são reavaliados a partir de Jesus.
Desse modo, observamos que todo o Antigo Testamento aponta para Cristo como o ápice da glória de Deus e o cumprimento de sua Palavra. O templo tem o propósito de que todos saibam que Deus está presente ali, que Deus os ouve e habita com seu povo. O templo é uma forma do povo ver Deus sempre presente, ao seu lado.

O templo no Novo Testamento

Portanto, a importância do templo será revista a partir da boa nova do Evangelho. Pois, no NT, Jesus é o templo! (João 2.19) Imagine quão chocante era tal afirmação! No Antigo Testamento, o templo era o local da habitação santíssima de Deus no meio de Israel. Algumas partes do templo, como o Lugar Santíssimo, eram extremamente reservadas e apenas o sacerdote poderia entrar. Mas, para isso, ele precisaria passar por rituais rígidos de purificação.
Quando o Novo Testamento diz que esse Deus Santíssimo, glorioso, não habita mais no templo de Israel, mas está plenamente revelado em Jesus, anuncia-se uma notícia inimaginável para um judeu.
No Antigo Testamento, o templo era o símbolo da presença de Deus, no entanto, no NT, Jesus é Deus conosco (Mt 1.23). Ele é a presença de Deus fora do templo, andando nas ruas e levando a glória de Deus por onde vai. Ele é plenamente Deus em meio ao seu povo.
O templo do AT tinha concluído seu propósito que era apontar para o que Cristo traria em plenitude. O templo limitava o acesso a Deus, poucos poderiam entrar em todos os lugares, havia barreiras entre a presença de Deus e o povo. Mas, em Cristo há liberdade para o acesso à presença de Deus. Isso é anunciado quando o véu do templo se rasga de alto a baixo. (Mt 27.50-51) O sacrifício de Jesus nos dá acesso à presença de Deus.

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O Espírito Santo:

Jesus, antes de ser crucificado prometeu que enviaria o Conselheiro. (João 16.7-8) Além disso, Cristo nos diz que esse Conselheiro seria o Espírito da Verdade que nos guiaria. (João 16.13) Portanto, a partir desses trechos, veja que o Espírito Santo é enviado por Jesus para nos convencer do pecado, da justiça e do juízo. Além disso, guiará os cristãos na verdade, ou seja, nos ensinamentos de Cristo.
Quando estudamos a questão de sermos templo do Espírito Santo, precisamos lembrar dessas coisas. Pois, somos morada  do Espírito Santo, enviado por Jesus!

Posso fazer o que quiser com meu corpo?

Não. Pois, seu corpo agora é templo do Espírito Santo. Toda sua vida pertence a ele. Isso significa que você deve confiar que ele lhe dará os melhores conselhos sobre como cuidar de seu próprio corpo. Não faça o que você quiser, se você é habitação do Espírito, busque conhecer a mente dele para experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus em sua vida. (Rm 12.1-2)
O Espírito Santo tem um propósito para habitar em nós. Vemos nos escritos de Paulo à igreja em Corinto. Na primeira carta à essa igreja, lemos:

Vocês não sabem que são santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês? (1 Coríntios 3:16)

Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de si mesmos? (1 Coríntios 6:19)

Observe que ser templo do Espírito Santo é um privilégio. Porém, privilégios trazem grandes responsabilidades. A condição dos coríntios de justificados e santificados em Cristo deve resultar numa vida de obediência crescente
às exigências de Deus (ICo 6.11,12-20). Embora para 0 crente todas as coisas sejam “permitidas”, ainda assim, nem tudo convém. O Espírito nos impulsiona para uma vida de santidade. (ICo 6.12)
A igreja é templo do Espírito, construída sobre o alicerce da cruz de Cristo (1Pe 1.18-20; 1Co 1.19,20; 1Co 3.10-23). Por isso, cada cristão é chamado a viver por amor a Jesus, acima de tudo! Jesus nos deu nova vida, não devemos mais ser escravos do pecado. Esse é o contexto presente em 1Co 6.9-11.

Sendo assim, o Espírito habita faz de nós seu templo para nos:

  • Limpar do pecado;
  • Santificar;
  • Guiar na Palavra da Verdade;
  • Moldar nossas vidas ao caráter de Cristo.

A glória de Jesus está presente em seu povo e deve brilhar através dele. Assim como Jesus é a presença de Deus em meio às pessoas, o cristão deve ser um sinal da presença de Jesus onde estiver. Isso só é possível pela ação do Espírito Santo naqueles em quem ele habita.

Leia Também: O que a Bíblia fala sobre Tatuagem? Tatuagem é pecado?

A Santidade do Templo do Espírito Santo

Sem dúvidas, ao falarmos da habitação de Deus, devemos falar de sua santidade.  A convicção de que Deus é
santo é fundamental na vida do cristão. Pois, ele nos diz “sede santos, porque eu sou santo” (1Pe 1.15-16). O mesmo princípio está presente em 1Tessalonicenses 4.3-8, de que crentes devem manter distância das práticas imorais e atender ao chamado divino para ter uma vida de “santificação” (ITs 4.7).
No entanto, isso só é possível quando estamos amparados no dom do Espírito Santo (ITs 4.8). Pois, ele nos conduz à santidade na redenção (2Ts 2.13 – Esse texto evidencia ainda mais que a presença do Espírito Santo conduz à fé na verdade e à uma vida naqueles que foram salvos).
Esse pano de fundo serve para mostrar a importância da mensagem de 1Coríntios 6.12-20, onde vemos a insistência de Paulo para fugirmos da “imoralidade sexual”. Outros pecados são listados em 1Co 6.9-11, tais como idolatria, imoralidade, amor ao dinheiro, trapaceiros, caluniadores e etc. Não só a imoralidade sexual, mas todos esses pecados devem ser combatidos pelo cristão.
Porque se somos habitação do Espírito Santo, devemos ser santos, assim como Ele é. Em outras palavras, o Senhor terá um povo santo e nosso corpo deve ser expressão de sua santidade.

Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.
Pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.

Romanos 8:28,29

Pregação sobre o templo do Espírito Santo:

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Vida Cristã

Ratimbum – O que significa? Origem? É maldição?

Você já se perguntou de onde vem o Rá-tim-bum daquela canção de aniversário? Ou já ficou curioso para saber a origem do nome do Castelo Rá-tim-bum?
Recentemente ergueu-se uma questão a respeito dessa palavra. Pois, surgiram boatos de que ela teria um significado oculto e maligno, como uma espécie de maldição. Dessa forma, quando cantada na música de aniversário, “Rá-tim-bum seria um meio de amaldiçoar alguém”.
Por isso, muitos cristão começaram a se perguntar se isso era verdade e se a palavra tinha algum poder maligno. Portanto, decidimos averiguar esse tema e encontrar a verdade sobre esse dilema.

Significado

Rá-tim-bum é uma onomatopeia!
Onomatopeia é uma palavra que imita um som, seja de algum objeto ou coisas vivas. Um exemplo comum para nós é o uso de “hahaha”, ou “rsrs”, são palavras escritas que imitam o som de risada. Há também o “Tic-Tac” que imita o som do relógio. Ou o “Cocoricó”, que é o som do galo cantando.
Sendo assim, Rá-tim-bum não tem um significado específico ou oculto, mas é uma palavra que representa o som de algo. Muito provavelmente, Rá-tim-bum imite o som de instrumentos musicais de uma fanfarra:

  • Rá = caixa;
  • Tim = pratos;
  • Bum = bumbo.

Portanto, Rá-tim-bum é apenas o som de festa e alegria que encaixa perfeitamente com uma festa de aniversário.

Origem

Algumas teorias dizem que essa palavra é uma onomatopeia, que imita os sons de uma charanga (banda/fanfarra) de circo. Mas há uma história mais elaborada que conta que a origem do Rá-tim-bum teria sido nos corredores da USP, na década de 30.
Naquela época, um rajá (governante) indiano chamado Timbum havia visitado a faculdade de Direito. Logo, os estudantes começarem a fazer brincadeiras com o nome dele. Assim, surgiu um grito de guerra: rajátimbum. Com o passar do tempo, o “já” foi suprimido e o grito virou apenas rá-tim-bum. [fonte]Fontes Eduardo Marchi, ex-diretor da faculdade de Direito da USP, e reportagem“O Brasil que as Arcadas vislumbraram”, de Fabrício Marques na Revista Fapesp.[/fonte]

Rá-tim-bum é uma maldição?

Não! Nenhuma pesquisa séria indica qualquer relação entre essa palavra e algum tipo de ocultismo, ou macumba, ou bruxaria. Também não há fontes que indiquem que é uma palavra vinda do latim ou de qualquer outro idioma.
É apenas uma palavra criada para expressar alegria e festa. Isso fica claro quando procuramos por essa palavra nos dicionários e não a encontramos. Em si, ela não expressa significado, seu objetivo é representar o som de uma fanfarra em festa!
Portanto, em festas cante em alto e bom som “Rá-tim-bum”!!!

Fake news e o cristão

Atualmente, diversas notícias e informações surgem a todo momento em nossos celulares. Algumas são tão bombásticas que sentimos a necessidade de compartilha-las no mesmo momento. Porém, nem tudo que se vê na internet é real.
Sendo assim, um dos grandes problemas que temos é disseminar notícias sem saber se são verdadeiras. Com isso, promovemos muitas vezes o pânico, medo, fofocas, calúnias e etc. Fake News, boatos, fofocas, não devem ser incentivadas e muito menos compartilhadas por cristãos. Jesus diz:

Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus.
Mateus 5:9

Desse modo, o cristão deve zelar pela paz e pela verdade, pois essa é uma característica dos filhos de Deus. Não se deixe enganar pelas Fake News. A atitude cristã diante dos boatos deve ser diferenciada.

A Atitude Cristã diante dos Boatos

Portanto, veja como é perigosa a disseminação de boatos! Muitas pessoas ficam em crise, imaginando que lançaram o mal sobre outros por ter cantado Rá-tim-bum em uma canção de aniversário. Mas, veja que esse é apenas um boato! Imagine o estrago que outros tantos fizeram ao longo dos anos. Dessa forma, é essencial que os cristãos não disseminem esses boatos e fofocas. Então, quando receber uma notícia, ou ouvir algo assim, lembre-se:

  • VERIFIQUE SE É VERDADE!
  • Procure fontes confiáveis e pesquise,
  • Não espalhe boatos,
  • Use a sabedoria que vem de Deus,
  • Pense se aquilo é bíblico e edificante,
  • E só passe adiante aquilo que traga algo relevante para o próximo!

Um conselho bíblico

Caso fique em dúvida se deve compartilhar uma informação, procure aplicar a lista acima. Além disso, lembre-se do que a Bíblia ensina:

Fiel é esta palavra, e quero que você afirme categoricamente essas coisas, para que os que crêem em Deus se empenhem na prática de boas obras. Tais coisas são excelentes e úteis aos homens.
Evite, porém, controvérsias tolas, genealogias, discussões e contendas a respeito da lei, porque essas coisas são inúteis e sem valor.

Tito 3:8,9

O texto de Paulo escrito para Tito nos ensina a buscar a Palavra de Deus, pois ela é excelente e útil às pessoas. As palavras dos cristãos devem ser assim: Úteis e excelentes! A palavra do discípulo de Jesus deve ser temperada com sabedoria do céu. Em meio à disseminação de boatos, o cristão deve anunciar a verdade e não se render à tentação de espalhar informações bombásticas.
Veja que Paulo nos aconselha a evitar controvérsias tolas, discussões e contendas. Naquela época, era comum haver disputas e rixas por conta de discussões a respeito da lei. Lemos aqui um princípio subjacente de evitar conversações desse mesmo tipo, ainda que seja a respeito de outros temas além da lei.

Maneje bem a Palavra da Verdade

Em 2 Tm 2.15-16, Paulo também nos aconselha:

Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar, que maneja corretamente a palavra da verdade.
Evite as conversas inúteis e profanas, pois os que se dão a isso prosseguem cada vez mais para a impiedade.
2 Timóteo 2:15,16

Veja que, novamente, devemos evitar conversas inúteis e profanas, pois isso conduz a impiedade. Ou seja, nos afasta de Deus e dissemina o pecado. Portanto, o caminho correto é manejar bem a Palavra da Verdade. Em outras palavras, conheça bem a Bíblia e a use no dia a dia.
A Bíblia nos ensina a não mentir. Então, quando ouvir uma notícia, só compartilhe se tiver certeza que é verdadeira.

Conclusão

Rá-tim-bum não é uma maldição oriunda da bruxaria, ou de um idioma antigo. Não há qualquer relato de fonte confiável que confirme essa informação. Portanto, você pode cantar tranquilamente a música de aniversário.
Porém, como cristãos, devemos sempre averiguar as informações antes de compartilhar. Para não sermos enganados e não influenciarmos pessoas com inverdades.
Conforme a Bíblia, devemos zelar pela verdade e pela paz, pois vemos isso no caráter de Jesus.

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Pecado Vida Cristã

O que a Bíblia fala sobre Tatuagem? Tatuagem é pecado?

Não é de hoje que as pessoas tatuam seus corpos. A tatuagem é uma prática antiquíssima que carrega diversos significados em diferentes culturas.

Em nossa época a tatuagem é muito comum, podendo representar uma homenagem para a mãe ou filhos, a marca de pertencimento a um grupo ou tribo urbana, ou só uma questão de estilo pessoal.

Ao pensar nessas questões, cristãos se perguntam qual é visão bíblica a respeito da tatuagem. Então, vamos pensar sobre isso nesse breve artigo.

Tatuagem no Antigo Testamento – Lv 19.28

A referência direta a tatuagens presente no Antigo Testamento é esta:

“Não façam cortes em seus corpos por causa dos mortos, nem tatuagem em si mesmos. Eu sou o Senhor.
Levítico 19:28

A partir disso, muitos cristãos interpretam que qualquer tipo de tatuagem é pecado. E muitas vezes discriminam pessoas tatuadas. O fato é que para se entender melhor essa passagem é necessário levar em consideração o contexto.

Contexto de Levítico 19.28

As tatuagens nos tempos do Antigo Testamento eram usadas em situações muito específicas. Era comum que pessoas fossem tatuadas quando

  • se era um escravo, o nome de seu dono era tatuado em você.
  • um soldado tinha o nome de seu general tatuado no corpo.
  • alguém venerava um deus, tatuava sobre si o nome da divindade.

Essa prática era comum em diversos povos. Além disso, é importante lembrar que os egípcios tinham esse costume para rituais de fertilidade e cultos aos seus ídolos. Lembre-se que Israel ficou no Egito por alguns séculos. Lá aprenderam diversos costumes.

Quando saíram do Egito, receberam a lei de Deus! O Deus verdadeiro estava ensinando como seu povo deveria viver. Esse é o contexto de Levítico. Israel não deveria viver os costumes que aprendeu com os egípcios. Os rituais pagãos, os ídolos e os demais costumes do Egito deveriam ficar para trás. Israel seria o povo exclusivo de Deus.

Levítico 19.28 ensina que tatuagem é pecado?

Sim! Contudo, somente quando a tatuagem é feita para adorar um ídolo, como parte de um ritual pagão, ou demonstra um significado que afronta a lei de Deus. Mas, veja que o pecado vai além do desenho, a razão de fazer a tatuagem e o seu significado são muito importantes.

Quando Lv 19.28 proíbe o povo de fazer tatuagem, ele está evidenciando que Israel é o povo de Deus. Portanto, não devem carregar marcas de outros deuses ou da escravidão.

Além disso, o povo de Israel estava aprendendo algo sobre a própria identidade da humanidade: O Senhor criou a humanidade à sua própria imagem e semelhança. Os seres humanos foram criados para refletir a glória de Deus. Mas, como fariam isso se seus corpos estivessem marcados pelo pecado e idolatria?

Portanto, Israel não deveria se tatuar porque era um povo santo, separado para Deus. A beleza e pureza de Israel deveriam servir de modelo para as outras nações.

Sendo assim, veja que Deus leva muito a sério a beleza de sua criação, a arte, e o corpo humano. Pois, ele os fez para sua própria glória. Toda vez que a tatuagem infringe esses princípios bíblicos, ela é pecaminosa.

Eu sou dono do meu próprio corpo?

Se você é cristão, então seu corpo serve a um propósito maior do que seus próprios desejos. Seu corpo não é seu, pois toda sua vida pertence a Jesus (1Co 6.15). Isso significa que o que fizermos seja em atitudes, vontades, desejos e até mesmo com nosso corpo, deve sempre ser para a glória de Deus. (1 Co 6.19,20)

Uma maneira simples de aplicar esse princípio é procurar, sempre antes de tomar decisões, pensar no que Jesus faria em nosso lugar. Viver para a glória de Deus é colocar a vontade dele acima da nossa, sempre lembrando que nós somos discípulos de Jesus. Em vista disso, devemos viver como ele viveu.

Jesus faria uma tatuagem?

Apenas se isso fosse glorificar a Deus. As marcas que Jesus carrega em seu corpo não são de tatuagens, mas sim de seu sacrifício. Pois, ao morrer em nosso lugar suas mãos, seus pés e o lado de seu corpo foram marcados para sempre pelos pregos, pela lança e pela cruz!

As marcas dele demonstram seu amor, fidelidade, obediência a Deus, graça e vitória sobre a morte. Portanto, faça tudo que puder para que as suas marcas sejam semelhantes às dele.(2Co 5.15)

Dicas para refletir antes de fazer uma tatuagem:

Pense bem antes de fazer uma tatuagem, pois ela ficará marcada em você para sempre. Pense com sinceridade:

  • Qual é sua motivação?
  • Você está fazendo por pressão dos amigos?
  • Qual é o significado da tatuagem?
  • Essa tatuagem é ofensiva ou desrespeitosa?
  • Você já pediu conselho aos seus pais?
  • Você gostará dessa tatuagem daqui a dez anos?
  • Acima de tudo, pense: Essa tatuagem honra a Deus e o que Jesus fez por mim?

Responda para você mesmo com sinceridade e veja se vale a pena. Caso esteja em dúvidas, peça conselho a alguém em quem você confia e que tenha sabedoria.

Se você já decidiu fazer, lembre-se de procurar um profissional competente e com referências.

“Fiz uma tatuagem e me arrependo!”

Muitas pessoas conhecem a Jesus e carregam marcas do passado. Seja na alma ou no corpo. O caminho é o mesmo para aqueles que se arrependem: peça perdão a Deus.

Após pedir perdão, saiba que aqueles que foram salvos por Jesus são Novas Criaturas. As coisas antigas já passaram, você não precisa se prender ao remorso.(2Co 5.17-19)

Mas, caso a tatuagem ainda o constranja. Talvez você deva considerar os meios clínicos para uma remoção. Contudo, saiba que o arrependimento verdadeiro diante de Deus é suficiente.

Resumindo, Tatuagem é Pecado?

Fazer uma tatuagem, por si só, não é pecado. Mas a tatuagem pode ser uma expressão pecaminosa por conta de seu significado e contexto. Sendo assim, você precisa refletir sobre o que a tatuagem significa e se ela honra a Deus.

Ao decidir sobre sua tatuagem, lembre-se de aplicar os princípios cristãos. Se sua tatuagem escandaliza pessoas ao seu redor, por amor a elas, você não deve fazê-la. Se a tatuagem expressa a beleza e graça do evangelho, então, não há pecado. Se a tatuagem é um meio para ser aceito em algum grupo, lembre-se que em Jesus você já tem toda a aceitação e amor que precisa.

A tatuagem é uma expressão visível da personalidade do indivíduo, sendo assim, que a sua personalidade seja uma expressão do amor de Cristo em sua vida. Desse modo, a tatuagem não é pecado.

 

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Conhecer a Bíblia Salvação Vida Cristã

Vida Eterna existe? Como ter?

A Vida Eterna existe?

Sim! Cremos nisso pois lemos na Bíblia. Jesus promete vida eterna para aqueles que creem em seu nome. A razão de Jesus vir ao mundo foi salvar e resgatar o perdido (Lc 19.10; Jo 3.16-17).

Em especial, ao longo do Evangelho de João lemos muitas coisas que Jesus disse sobre a salvação. De fato, a Vida Eterna é um dos temas predominantes nesse evangelho. Sendo que não seria incorreto resumir a missão de Jesus e o tema do Evangelho de João em termos de Vida Eterna.

Vejamos a seguir um pouco mais sobre Vida Eterna.

Como ter a Vida Eterna?

Em João 17.3, Jesus diz:

Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.
João 17:3

Veja alguns aspectos interessantes que Jesus nos ensina,

  • Jesus não está afirmando que conhecer a Deus precede a vida eterna, tampouco que isso é necessário para obtê-la. Mas, conhecer a Deus é a Vida Eterna. Os que conhecem a Deus no tempo presente têm com ele uma comunhão incorruptível que a morte não pode romper nem impedir.
  • A vida eterna é algo que se tem no presente. O mesmo aspecto é lido em Jo 3.15, quando Jesus diz “todo o que nele crer tenha a vida eterna.” Ao se referir à vida eterna, Jesus emprega verbos no presente, como “te conheçam e tenham”, apontando que ela é uma dádiva para hoje.
  • A vida eterna é obtida pelo conhecer. Mas é muito mais do que conhecimento intelectual. Ela se manifesta na vida daquele que conhece e reconhece que Jesus é o Filho de Deus. Esse conhecimento significa receber crendo com alegria e prazer na soberania, no amor e na íntima comunhão com Deus e seu Filho Jesus.
  • Esse conhecer é mais do que saber algo, conhecer significa relacionar-se com Deus.
  • Esse conhecimento deve nos levar a crer em Jesus, a arrepender-nos, confessar os nossos pecados e dia a dia vivermos a nova vida com Cristo. (Jo 3.15-18)
  • É importante que saibamos que Vida Eterna é algo dado pela graça de Deus aos pecadores que creem em Jesus. (Ef 2.1) Não a conquistamos pelos nossos méritos. Pois, quando reconhecemos nossos pecados, e nossa podridão, a mensagem do evangelho diz que só Jesus pode nos salvar, e só nele encontramos a vida (Ef 2.4-5; Rm 6.23).

É necessário Nascer de Novo:

Biblicamente, para ter a vida eterna é necessário nascer de novo (Jo 3.3), Jesus diz isso a Nicodemos. Isso não significa nascer mais uma vez da barriga da mãe. No entanto, nascer de novo significa nascer da água e do Espírito.

Sendo assim, uma pessoa só pode conhecer o Reino de Deus e ter vida eterna se for tocada pelo Espírito Santo. Ou seja, o Espírito precisa tocar o coração, implantando nela a vida que vem de cima, que tem sua origem no céu. Essa ação gera uma mudança radical, como alguém que é trazido da morte para a verdadeira vida (Jo 5.24-26). Dessa forma, a ação de Deus vem antes de qualquer desejo nosso de conhecê-lo. É ele que nos atrai para transformar nossa vida (Jo 6.37).

Portanto, a menos que haja esse novo nascimento, a pessoa não pode ver o Reino de Deus, tampouco experimentar, participar, ou possuir a vida eterna.(Jo 3.5)

É importante lembrar que ao longo dos evangelhos, os termos Vida Eterna e Reino de Deus tem significado muito próximo, quase equivalentes.

Vida eterna na terra?

Vida eterna, em grego no Novo Testamento, significa literalmente “vida da era”. Mas, em escritos do Antigo Testamento, vida eterna tinha o sentido de “vida da era vindoura”, como em Dn 12.2. O conceito judaico dessa era vindoura reflete a vida que os justos herdarão com Deus.

No Evangelho de João, esse conceito de era vindoura indica a vida sob a vem-aventurança que o crente participa pela fé em Jesus. Essa vida é aquela que vem do próprio Deus, portanto, o cristão vive na dependência do Pai Celestial. Contudo, perceba essa não é uma realidade para ser experimentada apenas após a morte e ressurreição dos nossos corpos.

Em João, a vida eterna é algo para hoje e agora! Essa vida é dada por Jesus hoje, quando através dele conhecemos o Pai e temos comunhão com ele. Assim, vida eterna é também a apropriação pela fé de realidades não vistas, embora presentes, que dão forma à vida do crente nesse mundo e se tornarão plenamente realizadas no mundo vindouro.

Portanto, a partir do momento em que nasce de novo, o cristão experimenta as bênçãos do céu em sua vida. Contudo, essas experiências serão plenas e livres de sofrimento e limitações apenas quando estivermos no Novo Céu e na Nova Terra.

Nota do Editor
Quer aprender mais sobre Vida Eterna? Indicamos os seguintes livros:

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Last updated on julho 30, 2020 5:24 pm

Como será a Vida Eterna?

Em Ap 21 nos é contado um pouco de como será a vida eterna. Aqueles que têm seu livro escrito no livro da vida do Cordeiro entrarão na cidade Santa (Ap 21.27). Nada de impuro, perverso, pecaminoso terá espaço ali. Todo choro, tristeza e dor serão aniquilados. As lágrimas cessarão, pois, o próprio Deus enxugará os olhos daqueles que sofrem. (Ap 21.4)

A vida eterna será vivida em Novos Céus e uma Nova Terra. A Nova Jerusalém descerá do Céu, e a habitação de Deus estará no meio das pessoas. O próprio Deus pastoreará as nações. (Ap 21.2,3) A Cidade Santa será especialmente preparada por Deus. Lindíssima, como feita de ouro puro, pedras preciosas e pérolas. Mas o seu brilho virá da glória de Deus! (Ap 21.11)

No centro da cidade está o trono de Deus e do Cordeiro. Dos pés do trono flui o rio da água da vida, na rua central da cidade, e ali também está a árvore da vida que dá doze colheitas por ano, uma a cada mês.

A cidade não precisará de sol, nem lua, pois a glória de Deus a ilumina e o Cordeiro é sua candeia (Ap 21.23). As nações andarão em sua luz. Pois, veja, que a promessa da vida eterna é andar sob a luz de Deus para todo sempre.

Todas essas maravilhas durarão eternamente!

Reflexão sobre a Vida Eterna

Aqueles que conhecem a Jesus já andam sob a luz de Deus. Mas, em meio a esse mundo de sofrimento e pecado, muitas vezes tropeçamos. Embora experimentemos aspectos da vida eterna hoje, ela será plena quando se concretizar a promessa da volta de Cristo.

Essa é a esperança e alegria do discípulo de Jesus. A esperança da vida eterna nos motiva a viver nesse mundo de maneira que glorifique ao nosso Deus.

Andamos com os pés nesse mundo, mas nosso coração e mente estão no céu.

 

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Vida Cristã

Vida em Abundância!

Vida em abundância é uma das promessas que Jesus faz àqueles que creem nele. Além de trazer conforto e paz aos seus discípulos, essa promessa traz esperança. Pois, em um mundo com tanto sofrimento e angustia, nosso coração encontra paz nas palavras de vida abundante que Cristo nos dá.

Vejamos a seguir um estudo sobre o que Jesus nos ensina.

Vida em abundância – Estudo

Esse é um discurso de ensino, no qual Jesus se apresenta como o bom pastor. O bom pastor é aquele que dá a sua vida em favor das ovelhas (Jo 10.11).

Contexto

Em João 10, Jesus usa uma metáfora para ensinar o povo. Ele explica a diferença entre o pastor das ovelhas e o ladrão (Jo 10.1). O pastor conhece suas ovelhas, cuida delas e as conduz para os melhores pastos. (Há uma semelhança com o Salmos 23.1-4). As ovelhas reconhecem a voz de seu pastor e o seguem aonde for. Além disso, as ovelhas não seguem estranhos, porque não reconhecem sua voz (Jo 10.5).

O Pastor e o Ladrão

A principal diferença entre o pastor e o ladrão é evidenciada pelas palavras de Jesus:

O ladrão vem apenas para furtar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância.

João 10:10

Portanto, o ladrão é aquele que abusa das ovelhas, usando-as para seus próprios desejos egoístas. Ele tem apenas o objetivo de extorquir as ovelhas, até que tire tudo que possuem, inclusive suas vidas. Mas, veja que o oposto do ladrão é o pastor. O pastor não quer extrair a vida das ovelhas, pelo contrário, ele dá a própria vida em favor delas (Jo 10.11).

O termo “Eu vim”, em João 10.10, deve ser enfatizado. Pois, declara que Jesus é o pastor mencionado anteriormente no capítulo. Além disso, prepara o leitor para entender que Jesus é o bom pastor de João 10.11. Sua vinda é exatamente o oposto da vinda do ladão que vem para o mal. Ele veio de uma vez por todas, para que as ovelhas pudessem ter vida. [fonte] Ellicott’s Commentary for English Readers [/fonte] Jesus é o bom pastor que ama a suas ovelhas!

Vida em abundância – significado

O sentido dessa vida em abundância é a vida que vem através de Cristo. Essa vida é transbordante do cuidado de Deus, sua presença, pastagens verdejantes e águas de descanso (como no Salmo 23.1-5). E ainda mais, há graça sobre graça, e verdade em sua plenitude através de Jesus (Jo 1.16-17).

Nesse contexto, a vida em abundância é contrastada com a vida daqueles que estão distantes de Cristo. Pois, sem Jesus não há verdadeira vida. O pecado, o ladrão, o diabo, abusam da vida e a destroem progressivamente. Esse mundo expõe uma realidade, distante de Deus, que conduz à morte. Contudo, as pessoas que estão nessa vida, não percebem que estão vivendo algo aquém daquilo que Deus criou e planejou para a humanidade. Ou seja, esse mundo nos impede de viver plenamente todas as maravilhas que Deus fez para a humanidade!

Vida abundante não significa riquezas, bens materiais ou coisas do tipo. Vida abundante é uma vida livre do poder escravizador e destruidor do pecado. É uma vida com Jesus, que nos conduz à eternidade com Deus, onde não haverá mais choro, tristeza ou dor, como lemos em Apocalipse 21.3-4.

Curiosidade: Note que Ap 21.3 diz que Deus estará com os homens, e que eles serão seus povos. Sendo assim, pessoas de diferentes povos farão parte do único povo de Deus. Isso também é dito por Jesus em João 10.16. Portanto, o texto em João 10.10 está conectado com a vida eterna em João 10.28. Essa vida eterna é melhor explicada em Ap 21.3-4, onde fica claro que o ladrão não terá mais poder para matar, roubar e destruir. Mas, a vida abundante será plena e completa para o povo de Deus. Concluindo, Vida abundante é uma vida de plena comunhão com Deus.

Abundância (abundante) em grego:

 περισσός – ‘perissos’

Significa: mais do que…(algo); excede expectativas; mais do que o necessário; completo; vai além do limite esperado. [fonte] HELPS Word-studies [/fonte]

Além disso, também quer dizer: mais, maior, excessivo, abundante, excedente, veemente; Quando é substantivo, significa: preeminente, vantagem, benefício, proveito. [fonte] Strong’s Concordance [/fonte]

Vida em grego:

 ζωή – zóé

Significa: Vida, tanto física quanto espiritual. [fonte] Strong’s Concordance [/fonte]

A vida sempre é doada e sustentada pelo próprio Deus. Sendo assimn, o Senhor intimamente concede o dom da vida às pessoas, criando cada uma à sua imagem, dando-lhes a capacidade de reconhecer a vida eterna dele. [fonte] HELPS Word-studies [/fonte]

Vida no Evangelho de João

Essa palavra é usada muitas vezes ao longo do Evangelho de João e suas cartas.

João 1.4 diz que Nele estava a vida. Esse capítulo é a abertura do evangelho, onde João nos conta que Jesus é o Verbo (Λόγος). Ele é a fonte da vida e a luz (João 1.3-5). Desde o primeiro capítulo, João está apresentando a verdadeira vida que está apenas em Jesus.

Ademais, em João 5.21-29 e João 5.39-40, Jesus nos esclarece mais a respeito da vida. Ele diz que tem poder de dar a vida a quem quiser. Assim, aqueles que ouvem suas palavras e creem recebem a vida eterna! Ou seja, já passaram da morte para a vida. Sendo assim, a nova vida em Cristo não é apenas uma vida após a morte, mas uma nova vida a partir do momento que cremos nas palavras de Jesus. Contudo, essa nova vida aqui na terra é apenas um preludio da vida que será plena na eternidade.

Em João 10.10 fica ainda mais claro que essa nova vida é a Vida real e genuína. Ela é ativa e vigorosa, dedicada a Deus, abençoada. É a porção, ainda nesse mundo daqueles que creem em Cristo, mas, após a ressurreição ser consumada será uma vida eterna. [fonte] Thayer’s Greek Lexicon [/fonte]

  • Há um contraste entre vida e morte. Estão mortos e condenados a perecer por causa de seus pecados todos os seres humanos. Mas, aqueles que se rendem a Cristo recebem perdão e vida por causa do sacrifício de Jesus. Isso está sumarizado em João 3.16. Ademias, em João 14.6, Jesus diz que ele é o caminho, a verdade e a vida! Fora de Jesus não há vida verdadeira. Conhecer a vida é conhecer Jesus. Sem ele não podemos chegar a Deus. Sendo assim, apenas Jesus nos revela a verdade terrível a respeito de nós mesmo, e nos mostra que o caminho é cremos em nosso único e suficiente Senhor e salvador.

Vida nas cartas de João

Em 1 João 1.1,2 vemos praticamente uma repetição de João 1. Mas, a ênfase de João em sua carta é destacar que Jesus é a manifestação tangível da vida, a qual os discípulos testemunharam vividamente. Por isso, João usa expressões como “nossos olhos viram e nossas mãos apalparam”. A vida se manifestou corporalmente em Jesus. Quem o conheceu, teve contato com a verdadeira vida. Não é uma lenda ou algo imaterial.

Ao longo da carta, em 1 João 3.14-16, sabemos que a nova vida em Cristo gera mudanças perceptíveis naqueles que recebem Jesus. Uma dessas características é o amor. Quem não ama, permanece na morte. Na Bíblia essa morte ainda não é a física, mas a espiritual. Refere-se àqueles que estão mortos em seus pecados, rebeldes e contrários à vontade de Deus. Contudo, embora os pecadores “vivam mortos”, o pecado por fim resulta na morte física também. Dessa forma, 1 João 5.12 explica que a diferença entre os que estão “mortos vivos” e os “realmente vivos” é Jesus!

Portanto, só há vida em Cristo. Verdadeira, abundante e plena, livre do pecado, livre da escravidão. Somente Cristo salva!

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Eu Sou A Videira Verdadeira – Explicação, Significado e Estudo

Essa parte do Evangelho de João registra os últimos ensinamentos de Jesus antes de ser preso e morto na cruz. Lemos como Jesus orientou e fortaleceu seus discípulos para o momento desafiador que viria a seguir. Diante disso, a mensagem os encoraja a permanecerem firmes na fé, afim de que prossigam no caminho e produzam frutos que glorifiquem a Deus.

A Videira Verdadeira – João 15.1-11

A videira era uma planta muito comum na palestina naquele tempo. Então, Jesus usa um exemplo do cotidiano para um ensinamento espiritual mais profundo.

No Antigo Testamento, a videira já era utilizada como símbolo de muito frutos. Então, era natural que israelitas conhecedores do Antigo Testamento associassem a frutificação, tanto natural quanto espiritual, com a videira (Sl 128.3; Is 5.1-5; Jl 2.22; Zc 8.12-13). Em algumas passagens a videira representa o próprio Israel. (Sl 80.8; Sl 80.14-16; Ez 17.8-10).

Contudo, no Antigo Testamento lemos que Israel é uma videira de frutos azedos e podres. Embora, Deus a tenha tratado e cultivado da melhor forma possível, e, por isso, esperasse frutos doces de justiça. Mas, Israel só produzia frutos azedos (Is 5.1-7).

Posto isto, quando Jesus diz “Eu sou a videira verdadeira” (João 15.1), podemos entender que ele é a raiz, tronco e sustentação do verdadeiro e novo Israel de Deus. Em Jesus, os frutos são diferentes daqueles azedos vistos anteriormente. Porque na videira verdadeira há obediência perfeita à vontade de Deus Pai. Graça e poder de Deus fluem dela e assim, ela alimenta e sustenta os ramos frutíferos, o verdadeiro povo de Deus.

Videira Verdadeira – Estudo

Jesus fala de muitas coisas aqui: videira, o Pai agricultor, os ramos, dar frutos, tirar e queimar ramos que não produzem frutos. Contudo, há uma lição central que deve ser explicitada!

  • Assim como os ramos só podem dar frutos quando estão conectados à videira, os discípulos de Jesus só dão frutos quando permanecem em Jesus. (João 15.4)

Isso fica evidente ao lermos quantas vezes Jesus repete a palavra permanecer e dar frutos nesse trecho. Releia João 15.1-11 e conte quantas vezes as expressões são repetidas. Portanto essa é a ideia central aqui.

Na videira há dois tipos de ramos (João 15.2). O Pai é o agricultor que cuida da videira e trata cada tipo de ramo de forma específica:

  • os ramos que produzem frutos > são podados para gerar mais fruto.
  • os ramos que não produzem frutos > são cortados e lançados fora.

Portanto, a relação entre videira e seus ramos exemplifica como é vital estar intimamente conectado com Jesus. Estar ligado a ele é fonte de vida para o cristão. Essa vida gera frutos. O ramo não pode fazer nada sozinho (João 15.4,5). Da mesma forma, somos totalmente dependentes de Cristo.

“Meu Pai é o agricultor”

Prosseguindo, Jesus nos diz que Deus Pai cuida de nós e nos poda. O verbo podar significa: limpar, purificar, eliminar aquilo que é infrutífero. [fonte] HELPS Word-studies. Verbete: καθαίρω – kathaírō [/fonte]

Em vista disso, podar é um ato de cuidado e amor do Pai para com a videira e seus ramos frutíferos. Podar indica que ele está aperfeiçoando e auxiliando o desenvolvimento de cada um que está conectado à videira. Dessa forma, aprendemos que o Pai está nos ajudando a crescer, desenvolver a maturidade cristã e a gerar frutos (João 15.2).

Veja que Jesus havia dito que o “Pai poda”, o verbo está no presente, indicando que essa é uma ação constante do Pai que ocorre com frequência. Mas, eles já estão limpos (João 15.3). Isso demonstra que a Palavra já os limpou de seus pecados (João 13.10), no entanto, eles continuam sendo aperfeiçoados através dela. Ou seja, o discípulo de Jesus já está limpo de seus pecados, mas através da ação constante de Deus no dia a dia, ele vai sendo liberto da influência que o pecado tinha sobre sua vida.[fonte] William Hendriksen. João – Comentário do Novo Testamento. [/fonte]

Portanto, há duas verdades aqui. (1) O discípulo já está limpo; mas (2) dia após dia a sua vida vai sendo moldada ao caráter de Cristo e começa a produzir frutos que glorificam a Deus (João 15.8). Esse processo é chamado de santificação.

Limpos pela Palavra

Jesus nos diz que a ferramenta usada para nossa limpeza é a sua Palavra (João 15.3). Palavra se refere aos ensinamentos de Cristo que remoldam nossa vida. Através da palavra de Cristo, somos podados e aperfeiçoados. Contudo, se rejeitamos sua palavra, não crescemos. Mas, se a praticamos, damos frutos.

Ser podado pode doer, pois, muitas áreas sensíveis da nossa vida precisam dessa limpeza. Então, não é confortável mudar. Porém, é necessário para que sejamos mais parecidos com Cristo e sejamos reflexo de seu caráter. Ser podado por Deus não deve trazer medo, pois o amor expulsa o medo (1Jo 4.15-21).

Ser podado não é um castigo! É ser amado por um Pai que tem cuidado de nós. Só assim produziremos muitos frutos que permaneçam (João 15.16).

Qual é o fruto?

Esses frutos são os bons motivos, desejos, atitudes, disposições (virtudes espirituais), palavras, boas obras. Tudo isso tendo origem na fé, em harmonia com a lei de Deus, e feito para sua glória. [fonte] William Hendriksen. João – Comentário do Novo Testamento.[/fonte] Sobre o fruto na vida do Cristão, lembramos especialmente de Gálatas 5.22-23. Porquanto, é o fruto do Espírito apresentado ali que nos diz quais são os aspectos do fruto na vida do discípulo de Jesus.

Veja mais sobre como ser cheio do Espírito.

Sobretudo, perceba a progressão de ideia: em João 15.2, Jesus fala em darmos “mais fruto”; já em João 15.5,8; ele diz “darem muito fruto”.  Tal característica denota desenvolvimento e crescimento. Além de demonstrar que não se deve esperar pouco daqueles que estão em Cristo.

O fruto especial – permaneça no amor

Apesar de citarmos algumas características diferentes sobre o fruto mencionado por Jesus, vemos no texto um fruto sendo citado de maneira especial. Trata-se do amor, que é mencionado pelo menos 8 vezes nesse capítulo (João 15.9-13).

Para entender o amor de Jesus, veja João 13.1. Esse amor, além do mais, era puro, de todo coração, profundo, pessoal, com conhecimento, permanente; daí, em todos esses aspectos era exatamente como o amor do Pai pelo Filho. [fonte] William Hendriksen. João – Comentário do Novo Testamento. [/fonte] É o amor que se sacrifica (João 15.13).

Jesus nos envolve no seu amor e no amor de Deus Pai (João 15.9). E nos diz para permanecer em seu amor. O resultado (fruto) prático e visível disto é seguir seus mandamentos (João 15.10). A prática demonstra que o amamos, pois, confiamos que suas palavras são palavras de vida eterna. O discípulo deve experimentar desse amor, permanecer nele e praticá-lo. Obedecê-lo se resume em amar uns aos outros como ele nos ama!

Observe:

O meu mandamento é este: amem-se uns aos outros como eu os amei.
Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos.

João 15:12,13

Nosso amor é uma resposta ao seu amor por nós. Nós o amamos porque ele nos amou primeiro (1Jo 4.19). Então, seu amor age em nós e nos transforma. Passamos a conhecer e praticar o amor. É como um ciclo de amor. Somos nutridos pelo amor da videira e geramos o fruto da essência que recebemos. O resultado dessa vida de amor é a alegria (João 15.11).

Os ramos infrutíferos

Diante dessa notícia maravilhosa do amor de Jesus por nós e tudo que ele nos dá, como é possível que haja ramos infrutíferos? Ao ouvirmos que alguns ramos são cortados e lançados fora, podemos nos escandalizar e achar que Deus é severo demais. Contudo, veja como é grave a atitude desses ramos. Eles se recusam a crescer, se recusam a receber o amor de Jesus e praticá-lo. Os ramos infrutíferos, mesmo tendo contato com Jesus, rejeitam seu amor.

Por essa razão, eles sofrerão. João 15.6 diz que eles:

  • serão jogados fora;
  • secarão;
  • serão reunidos e lançados no fogo;
  • queimarão.

Do mesmo modo que o agricultor corta os ramos que não dão frutos físicos, o Pai também rejeita aquelas pessoas que não produzem frutos espirituais. Esses ramos sugam a força da videira, mas não produzem frutos dignos de arrependimento (Mt 3.8). A árvore é reconhecida por seu frutos (Lc 6.43,44), logo se os ramos infrutíferos permanecessem na videira, pensariam que ela é infrutífera. Os ramos infrutíferos, na verdade, não pertencem à videira. Estão sempre aprendendo, mas nunca chegam ao conhecimento da verdade (2Tm 3.7). Estes sofrerão justo castigo. Pois, jamais pertenceram verdadeiramente à videira (1Jo 2.19).

 

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Pecado Vida Cristã

Como vencer o pecado da carne?

O teólogo Wayne Grudem diz:

O pecado destroça tudo e todos. Não vivemos como estávamos originalmente designados a viver, e não vivemos num mundo para o qual fomos projetados. O pecado arruína a imagem de Deus em nós; não mais refletimos a perfeição com que Deus nos criou. Por causa do pecado, as coisas simplesmente não são do modo como deveriam ser originalmente. A história da espécie humana, tal como apresentada na Bíblia, é a história de Deus restaurando pessoas perdidas que vivem num mundo arruinado. É a história da vitória de Deus sobre os muitos resultados do pecado no mundo. [fonte] GRUDEM, Wayne. Bases da fé cristã: 20 fundamentos que todo cristão precisa entender (Locais do Kindle 854-858). Thomas Nelson Brasil. Edição do Kindle. [/fonte]

O que é pecado?

Alguns definem pecado como “errar o alvo”. Esse seria o sentido original da palavra. Mas, na Bíblia, pecado é melhor definido como qualquer falha em obedecer a lei de Deus. Seja uma falha por ação, atitudes, pensamentos, omissão, seja de forma intencional ou sem querer.

Pecado não é só algo que fazemos, mas algo que está entranhado em nossa natureza. Nosso coração é inclinado para o mal (Jr 17.9), dele saem maus pensamentos, imoralidades sexuais, roubos, calúnias, mentiras e assassinatos (Mt 15.19).

O pecado é uma corrupção interna do ser humano. Sendo assim, o ser humano é escravo do pecado (João 8.34). Todos os seres humanos são pecadores (1Rs 8.46; Sl 14.13; Rm 3.23). Aquele que diz que não tem pecado está mentindo (1Jo 1.8-10).

Cada segmento de nosso ser é afetado pelo pecado — nosso intelecto, nossas emoções, nossos desejos, nossos corações, nossos objetivos, nossos motivos e até mesmo nosso corpo físico. Todos estão sujeitos à decadência e à destruição causadas pelo pecado. Nossas ações, nossas atitudes e nossa própria natureza, tudo nos torna culpados de pecado.[fonte] Grudem, Wayne. Bases da fé cristã: 20 fundamentos que todo cristão precisa entender (Locais do Kindle 889-891). Thomas Nelson Brasil. Edição do Kindle. [/fonte]

Introdução

Diante disso, a grande questão é “como podemos vencer o pecado?”. A Bíblia nos ensina que jamais conseguiremos sozinhos. Pois, toda nossa força de vontade, disciplina, dedicação em seguir regras serão insuficientes. Então, precisamos de um salvador, um libertador (João 8.36).

Por isso, olhamos para Jesus! Para que ele nos ensine o que devemos fazer. Ele foi o único homem que jamais pecou, embora tenha sido tentado em todas as coisas (Hb 4.15). A mensagem de Cristo se inicia com um chamado ao

  • Arrependimento! (Mt 4.27) Arrepender-se significa reconhecer seus pecados e abandoná-los. Em grego a palavra é ‘metanoia’, que quer dizer mudar a mente. É a mudança de mente depois de ter encontrado o evangelho. Esse arrependimento significa abandonar a antiga vida, onde fazíamos nossa própria vontade e olhar para Cristo como nosso exemplo e nosso Senhor.

Além disso, após pregar às pessoas que se arrependessem, Jesus encontrou alguns jovens e disse para eles:

  • Sigam-me! (Mt 4.19) Para vencer o pecado não basta se arrepender. É necessário seguir Jesus. Assim, substituiremos o nosso ‘eu’ corrompido, por um novo ‘eu’ mais parecido com nosso Salvador. Veja que Jesus chama pessoas para serem seus discípulos. Ou seja, aprendam tudo com ele, o sigam de perto, reflitam seu caráter. Esse é o propósito de Deus para seus filhos (Rm 8.28-29).

Portanto, arrependimento verdadeiro nos leva a seguir Jesus de perto! Sentir-se arrependido, com remorso pelos pecados, não é o bastante. O Arrependimento verdadeiro é seguido por mudança. A mudança é alcançada quando observamos Jesus e o imitamos. Contudo, isso só é possível pela ação do Espírito Santo em nós. (Rm 8.26-27) Esforços humanos são insuficientes. Mas, devemos cooperar nesse processo de amadurecimento cristão.

Conheça a verdade.

Ao seguirmos Jesus encontramos as respostas que precisamos.

No mesmo contexto em que diz que quem peca é escravo do pecado (João 8.34), Jesus ensina:

Disse Jesus aos judeus que haviam crido nele: “Se vocês permanecerem firmes na minha palavra, verdadeiramente serão meus discípulos.
E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará”.

João 8:31,32

Portanto, para vencer o pecado, conheça a Bíblia! Ela é a verdade de Jesus que liberta nossas vidas do pecado. Não apenas leia, mas permaneça firme, pratique.

Jesus nos diz que a Palavra de Deus é a verdade que nos santifica (João 17.17). Ser santificado quer dizer ser aperfeiçoado na santidade. Ser santo é a qualidade daquele que não tem pecado, que é puro, como é o nosso Deus. Então, ele age em nós para aperfeiçoar a nossa santidade. De fato, é esse o pedido de Jesus, que o Pai nos santifique na verdade, nos libertando do pecado e nos dando mais do caráter de Cristo.

Busque o Senhor em oração.

Conhecer o Senhor não significa acumular informações sobre ele. Conhecer significa aprofundar-se num relacionamento com ele, ouvindo sua palavra e colocando-a em prática no dia a dia. Algo fundamental é a oração. Pois, através da oração pedimos perdão pelas falhas, mas também pedimos força. A oração demonstra a nossa constante e total dependência do Senhor.

Veja o exemplo da oração que Jesus ensina a seus discípulos (Mt 6.9-13). A oração de Jesus nos ensina a pedir perdão (Mt 6.12), pois jamais seremos perfeitos nessa vida. Porém, após pedir perdão, devemos pedir que Deus nos ajude a não cair em tentação (Mt 6.13). A oração é um meio pelo qual recebemos força do Pai para enfrentarmos as tentações do dia a dia. Sozinhos não conseguimos.

Devemos vigiar e orar para não cair em tentação. (Mt 26.41) Jesus diz que o espírito está pronto, mas a carne é fraca. Então, vemos que nosso interior está sendo renovado por Deus, mas nossa carne ainda é fraca. Paulo fala a respeito da carne e da sua luta (Rm 7.22).

Viva pelo Espírito

A carne simboliza os nossos desejos, anseios, impulsos que são contrário à vontade de Deus. É nosso próprio ser lutando contra a vontade de Deus. São resquícios do pecado tentando afastar o cristão do Senhor. Aqueles que almejam vencer o pecado, estão em luta constante contra si mesmos. (Gl 5.17)

Paulo fala a respeito das obras da carne, são elas:

  • imoralidade sexual, impureza e libertinagem;
  • idolatria e feitiçaria;
  • ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja;
  • embriaguez, orgias e coisas semelhantes. (Gálatas 5:19-21)

As obras da carne quase nunca mostram sua verdadeira face. Ou seja, elas não anunciam que são claramente coisas ruins. Elas se disfarçam de coisas boas, desejáveis, atraentes. Elas procuram nos atrair, encher a nossa mente, conquistar o nosso amor. Mas no fim levam à morte (1Jo 2.15-17; Rm 6.23). Contudo, a verdade sobre elas é evidenciada pela verdade bíblica.

A solução é simples:

Por isso digo: vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne.

Gálatas 5:16

Assim sendo, ao nos saciarmos da comunhão com o Espírito Santo as tentações da carne não nos enganarão. Paulo dá mais detalhes dizendo que se vivemos pelo Espírito, devemos andar por ele também (Gl 5.25). O Espírito nos deu nova vida, ele é a fonte dessa vida. Então, nossas práticas, escolhas, pensamento e sonhos serão influenciadas pelo Espírito. O Espírito nos aconselha, guia e corrige. Sobretudo, devemos buscá-lo na Palavra de Deus, pois nossos sentimentos e sensações são enganosos.

Desta forma, devemos crucificar tudo da carne que ainda restar em nós (Gl 5.24). Resistimos às tentações quando nos saciamos do Espírito.

Tenha fé

Para vencer o pecado da carne devemos ter fé. (1Jo 5.4) A fé vem pelo ouvir a palavra de Deus (Rm 10.17). Isto posto, é essencial que pratiquemos a verdade, busquemos a Deus em oração e creiamos nele. A fé que vence o mundo é crer que Jesus é o filho de Deus e veio ao mundo para nos salvar (1Jo 5.5).

Ter fé nos dá forças para crer com maior firmeza nas promessas bíblicas do que nas promessas da carne. O poder da tentação está em nos enredar pelas suas promessas, atraindo nossa cobiça. (Tg 1.14-15). A cobiça é um desejo ardente de possuir ou conseguir alguma coisa, sejam riquezas, bens, amores, ou etc.

No entanto, veja que Tiago nos alerta que as tentações são como um processo (Tg 1.14-15). Primeiro todos temos desejos, o pecado nos oferece formas de realiza-los. Ao poucos vai nos convencendo de que será bom, será fácil e será satisfatório. Ao permitirmos que esse processo se desenvolva, o pecado tomará cada vez mais controle sobre nós. Portanto, a tentação é como uma mentira muito boa que nos conduz a uma armadilha mortal. A fé nos faz ver a armadilha e confiar que andar ao lado de Deus é muito melhor.

Persevere

Contudo, veja Tiago 1.12, feliz é o homem que persevera na provação. Como podemos perseverar? Tiago 4.7 nos responde:

Portanto, submetam-se a Deus. Resistam ao diabo, e ele fugirá de vocês.

Tiago 4:7

Para vencer a tentação, precisamos nos submeter à vontade de Deus. Agora, veja como a fé é fundamental aqui. Pois, a fé nos leva a crer que nosso Deus é verdadeiro, justo, puro, bondoso, amável e nos ama! Todas essas verdades são repetidas diversas vezes nas Escrituras.

Contudo, se não crermos nelas, jamais confiaremos que a vontade dele para nós é boa, perfeita e agradável (Rm 12.2). A fé nos faz ver que ao nos submetermos a Deus estamos experimentando o melhor para nossas vidas. A fé nos alerta que o diabo veio para matar, roubar e destruir! Enquanto que seguir a Jesus é encontrar vida em abundância! (João 10.10)

Sem fé é impossível agradar a Deus! Pois, precisamos crer que Deus existe e que ele recompensa aqueles que o buscam. (Hb 11.6) Sendo assim, a fé nos faz ver o propósito da santidade. Vencemos o pecado, pois, em Deus temos tudo que precisamos e nenhuma promessa do pecado é melhor do que as promessa de Deus para nossas vidas.

Mas a fé deve nos levar à perseverança! A fé sem obras é morta (Tiago 2.17-20). Logo, conhecermos e crermos nas promessas de Deus deve nos levar a negarmos as vontades da carne. A fé conduzirá nossas escolhas e atitudes diante da tentação.

Quais são as promessas de Deus para nossas vidas?

Tiago 1.12 diz que aquele que persevera na provação receberá a coroa da vida que Deus prometeu aos que o amam!

Paulo diz que o fruto do Espírito na vida do cristão é: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. (Gl 5.22-23)

Jesus promete vida em abundância (João 10.10) e paz (João 14.27). Ainda mais, ele diz que estará sempre conosco (Mt 28.20).

As promessas bíblicas são inúmeras! E são fonte de força inesgotável para quem luta contra o pecado. Conhecer a Bíblia e crer no que ela ensina nos dá as armas para vencermos o pecado. E mesmo que sejamos fracos, não estamos desamparados. Pois, o Espírito do Senhor está conosco dia após dias nos ensinando a guardar tudo que Jesus ensinou (João 14.26).

E se eu falhar?

Conquanto o pecado não afete nosso estado de salvação ou permanência com Deus, ele atinge nossa comunhão com o Senhor, porque Deus se entristece com nosso pecado. Isso pode acarretar em disciplina divina em nossa vida, pois, “o Senhor disciplina a quem ama” (Hb 1.6). [fonte] Grudem, Wayne. Bases da fé cristã: 20 fundamentos que todo cristão precisa entender (Locais do Kindle 917-919). Thomas Nelson Brasil. Edição do Kindle. [/fonte]

Apesar de todos os cristãos ainda pecarem, eles não devem viver em um padrão de desobediência de longo prazo, pois “Todo aquele que é nascido de Deus não pratica o pecado” (1João 3.9). Mas se uma pessoa vive na prática do pecado, sem arrependimento, ele pode verdadeiramente não ter posto sua confiança em Jesus para a salvação. Ou seja, o padrão pecaminoso de sua vida pode mostrar que ele jamais foi realmente um cristão.

Por outro lado, quando os cristãos pecam, devem honesta, humilde e rapidamente confessar seus pecados a Deus. Quando fazermos isso, descobrimos que Deus é “fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça” (1João 3.9).  [fonte] Grudem, Wayne. Bases da fé cristã: 20 fundamentos que todo cristão precisa entender (Locais do Kindle 923-926). Thomas Nelson Brasil. Edição do Kindle. [/fonte]