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Como ser cheio do Espírito Santo?

Quem é o Espírito Santo?

O Espírito Santo é o próprio Deus! Ele é a terceira pessoa da Santíssima Trindade. Isso não quer dizer que seja o terceiro em importância, apenas se usa esse número para distinguir entre as pessoas da Trindade.

O Espírito Santo não é um poder impessoal, não é uma força sobrenatural. Ele é uma pessoa divina. Portanto, a Bíblia nos mostra que não devemos buscá-lo como uma coisa ou fonte de poder, mas devemos nos relacionar com ele de forma pessoal

Veja mais sobre Espírito Santo.

Ter o Espírito Santo x Ser Cheio do Espírito Santo

Segundo a Bíblia, todos aqueles que recebem Jesus como seu único e suficiente Senhor e Salvador e verdadeiramente creem nele, têm o Espírito Santo. Portanto, não há como ser verdadeiramente cristão e não ter o Espírito Santo (Rm 8.9).

Pois, é ele que age em nós para que nos convencer do nosso pecado, da justiça e do juízo (João 16.8). Além disso, a regeneração e a lavagem dos pecados é feita por ele (Tito 3.5) Essa regeneração é a nova vida que nos foi dada quando estávamos mortos em nossos delitos e pecados (Ef 2.5). O novo nascimento é a obra do Espírito que toca no mais profundo íntimo do ser, ali ele cria essa nova vida e e passa a transformar o nosso interior. Concluindo, todo filho de Deus tem o Espírito Santo (Rm 8.15-16)!

Contudo, ter o Espírito Santo é diferente de estar cheio dele:

“A  diferença entre ter e ser cheio do Espírito Santo é a mesma diferença entre comprar uma casa e mudar para uma casa. Ser cheio do Espirito Santo não se trata de possuir uma maior dose do Espírito Santo, mas o Espírito Santo possuir uma parte maior da nossa personalidade. Infelizmente, não lhe oferecemos todas as chaves para que tenha acesso livre em todos os sucessos de nossa vida. É preciso que ele disponha de tudo, porquanto não se trata de hósdede qualquer, mas do próprio dono da nossa existência”. [fonte] Oswald J. Smith – A concessão do Poder [/fonte] – (grifo nosso).

Sendo assim, para sermos cheios do Espírito Santo é necessário que ele tenha liberdade para agir e transformar tudo que há em nós.

O que é ser cheio do Espírito Santo?

Para alguns, ser cheio do Espírito Santo é ter mais poder, dons e fazer coisas sobrenaturais. Alguns chamam de segunda benção, concedida apenas aos que se dedicarem mais. Mas, conforme a Bíblia, encher-se do Espírito Santo significa rendermos nossos desejos, ações e vontades ao controle dele. Para que ele nos conduza, nos fortaleça e nos molde.

Encher-se do Espírito Santo é encher-se da nova vida recebida em Cristo (Ef 4.22-24). O Espírito Santo nos guia e orienta conforme o que Jesus ensinou (João 14.26). Portanto, o propósito de Deus em nossas vidas é moldar-nos à imagem de Cristo (Rm 8.29).

Esse processo de mudança e transformação é chamado de Santificação. O Espírito Santo está agindo em nós para nos tornar cada vez mais santos. Sendo assim, nosso dever é obedecê-lo, e praticarmos aquilo que nos ensina. Para sermos cheios do Espírito Santo, devemos buscar a santidade e nos esforçar para viver a nova vida que nos foi dada.

Como ser cheio do Espírito Santo?

Em Atos 1.4-5, Jesus orienta seus discípulos a esperarem até o momento em que fossem batizados com o Espírito Santo. Em Atos 2.4, vemos a promessa de Criso se cumprir, e o Espírito Santo descer sobre os seus discípulos.

Veja que Jesus não os ensina maneiras para receber o Espírito. Ele promete que o Espírito virá sobre seus discípulos e os capacitará a cumprirem os seus mandamentos. Portanto, é errado pensar que nós devemos nos esforçar para receber o Espírito. Pois, ele vem graciosamente sobre aqueles que são eleitos, como uma dádiva a todos que pertencem a Jesus. Ele não é conquistado por nossa força ou dedicação, de fato, é ele quem conquista nossos corações.

Estudo – Efésios 5.

Contudo, também é errado ser indiferente ao Espírito Santo. Paulo nos orienta a nos enchermos do Espírito (Ef 5.18).

  • “enchei-vos do Espírito” significa literalmente “deixem-se encher do Espírito”. Tem o sentido de ser preenchido, repleto, equipar-se, satisfazer-se no Espírito.

Essa ordem de Paulo para a Igreja de Éfeso aponta a necessidade de nos abrirmos para o agir do Espírito em nossa vida. Ele nos dá orientações sobre como fazer isso.

  • Ele diz para sermos imitadores de Deus e vivermos no amor que Cristo nos ensinou. (Ef 5.1-2)
  • Não devemos buscar os prazeres desse mundo, como a bebida forte. Mas, nosso prazer deve estar em uma relação profunda com Deus. (Ef 5.18)
  • O conteúdo das nossas relações uns com os outros e as expressões de alegria devem ser cânticos de louvor a Deus. (Ef 5.19)
  • Devemos ser gratos a Deus por todas as coisas e expressar essa gratidão. (Ef 5.20)
  • Por fim, devemos servir e nos sujeitar uns aos outros em amor, por causa de Cristo. (Ef 5.21)

Além disso, a continuidade da carta aos Efésios nos capítulos 5 e 6 demonstram mais aspectos práticos de como devemos ser cheios do Espírito Santo no dia a dia. Ser cheio do Espírito Santo não significa ter sensações ou emoções fortes. Tampouco, está restrito a movimentos sobrenaturais durante um culto, ou acampamento. Ser cheio do Espírito Santo é ter uma vida moldada por Deus. Isso se reflete em nossas atitudes e estilo de vida no cotidiano.

Outras dicas práticas ao longo da Bíblia

Os cristãos que continuam a crescer “na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2Pedro 3: 18) fazem isso ao: (1) dar ouvidos à sua Palavra (João 15: 7), (2) ao falar com ele em oração (João 16: 24) e (3) ao amar os outros com seu tempo e suas vidas (João 13: 35).

Eis algumas maneiras práticas pelas quais os cristãos são capazes de aprofundar a paixão que têm por Deus e expressar o amor que sentem pelos outros: (1) ao participarem da adoração coletiva (Salmos 100: 1-5), (2) ao tirar períodos extensos para jejuar e orar (Mateus 6: 16-18) e (3) ao suprir as necessidades dos outros (2Coríntios 8-9). [fonte] Challies, Tim; Byers, Josh. Teologia visual: Uma ferramenta inovadora para o estudo de Deus (Locais do Kindle 1372-1376). Thomas Nelson Brasil. Edição do Kindle. [/fonte]

Pregações Reformadas sobre Plenitude do Espírito Santo

1º A plenitude do Espírito Santo – Rev. Augustus Nicodemus:

2º Plenitude do Espírito Santo – Rev. Hernandes Dias Lopes:

 

 

 

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Existe Maldição Hereditária? É heresia?

O problema da Maldição Hereditária

Alguns definem a “maldição hereditária” como “um problema que surge por causa de pecado na família” e assim, os descendentes estarão presos à uma maldição espiritual. Seguindo essa linha, a maldição surge a partir do pecado de alguém e a consequência disso afeta e prejudica os demais. Mas, o aspecto principal não é a consequência do fato em si, mas a parte espiritual. Ou seja, como se por causa do pecado, Deus castigasse a família e os descentes do pecador.

Além disso, parece haver a ideia de que o pecado dá poder ao diabo para entrar naquele lar e destruí-lo. Sendo assim, a ideia de maldição hereditária desdobra a crença de que quando alguém peca, Deus está ansioso para punir e o diabo fará a festa ali.

Contudo, a Bíblia nos mostra que todas as famílias têm pecados. Pois, todos pecaram e carecem da glória de Deus (Rm 3.23). Não existem pessoas perfeitas. Pois, toda humanidade está contaminada pelo pecado. Se juntarmos a ideia anterior de maldição hereditária e a verdade bíblica que todos são pecadores, logo, chegaremos à conclusão que todos estão amaldiçoados. Mas, a simples crença em maldição hereditária é rasa, e precisa de aprofundamento e estudo bíblico.

Outra forma de entender Maldição

Em diversos textos ao longo da história bíblica, vemos a palavra maldição. Mas é necessário entender que maldição na Bíblia é resultado da quebra de uma aliança. Ou seja, Aliança significa compromisso entre duas partes. Aqui, a aliança é entre Deus e Israel. Quando Deus estabelece a aliança, ele fala quais são os termos, responsabilidades de cada parte, benefícios e consequências da quebra da aliança.

É nesse contexto que vemos Deuteronômio. Veja o capítulo 28. Em Dt 28.1-14, vemos os benefícios da Aliança de Deus com Israel. A condição é que Israel permaneça fiel exclusivamente a Deus. Se assim o fizer, experimentarão as bênçãos do Senhor. Entretanto, veja Dt 28.15-20, se o povo abandonar a Deus e ignorar seus mandamentos, experimentarão as maldições. Nesse contexto fica claro que maldição é a consequência da quebra da aliança. E o sofrimento é o resultado disso.

Conforme o que lemos, o povo experimentará a maldição que é uma vida sem a benção de Deus. Benção e maldição são palavras opostas ao longo do Antigo Testamento.

O que é Bênção?

Duas palavras usadas no Antigo Testamento são traduzidas como benção. Uma delas é אַ֥שְֽׁרֵי־ (’aš·rê) que é normalmente traduzida como bem-aventurado, muito feliz e abençoado. É a primeira palavra do livro dos Salmos. E veja, abençoado é aquele que anda no caminho do Senhor (Salmos 1.1-6. Esse salmo mostra o sentido de benção, especialmente em Salmos 1.3. Benção é estar constantemente regado e cuidado por Deus. Portanto, é ter uma vida que prospera (sentido é maior do que prosperidade financeira). Mas, essa palavra aponta especialmente para a fonte da benção e alegria na vida, que é o próprio Deus.

A outra palavra é בְּרָכָה (berakah) que significa abençoado, bendito, louvado seja, e etc. Ela é usada 327 vezes no Antigo Testamento e 88 vezes em Gênesis. Todas as formas de uso dessa palavra  pressupõem Deus, ou como autor supremo que concede a bênção ou como receptor (da adoração).

É importante enfatizar que no contexto bíblico, nada era mais importante do que assegurar a benção divina sobre a vida de uma pessoa, família, ou nação. Todos os povos da antiguidade buscavam a benção de uma divindade, acreditando que essa benção traria fertilidade, prosperidade, proteção, libertação, cura, preservação, poder, exaltação, além de muitos outros benefícios. A bênção é evidente e tangível. Os povos criam que quanto mais poderosa a divindade, maiores as bênçãos.

Assim, era essencial para o povo de Israel assegurar a bênção do Deus Todo Poderoso. Pois, sua bênção é extremamente poderosa e irrevogável, mas também, sua maldição seria impossível de remover. Uma vida sem a bênção de Deus era o maior de todos os pesadelos.

Benção x Maldição

Deus prometeu abençoar Israel, se fosse obediente, com tudo que fosse necessário para sobrevivência, bem-estar e continuação na posteridade. Nisso, estavam incluídos alimento, água, remoção de doenças, fertilidade e garantia de vidas longas e plenas. Dessa forma, cumpriria-se Dt 7.14. As bênçãos prometidas eram ativadas a partir da obediência.

Contudo, diante de Israel são colocados dois caminhos: (1) bênção, se obedecerem serão felizes; (2) se desobedecer e se rebelar, as maldições declaradas serão sua herança.

A maldição opera como meio de dissuasão e julgamento. Portanto, é uma forma de fazer o povo entender o mal caminho que estavam trilhando e converterem-se. Além disso, é uma forma de exercer justiça sobre a má conduta do povo. Quando Deus avisa sobre as maldições, ele está alertando ao povo que o pecado tem consequências.

Maldição e Consequências

É preciso diferenciar questões de maldição espiritual de consequências do pecado. É perigoso interpretar tudo como uma maldição, ação do diabo ou coisa parecida. É necessário entender que o pecado gera consequências. Nem sempre os sofrimentos são ações sobrenaturais na vida de alguém.

Por exemplo, um pai alcoólatra que agride a esposa. Certamente, os filhos ficarão traumatizados e terão problemas psicológicos decorrentes do pecado do pai. Isso não significa que eles terão uma maldição espiritual sobre si, ou que obrigatoriamente reproduzirão os erros do pai. Contudo, há sim grande perigo de que marque de formas terríveis a vida daquela família.

A crença na maldição hereditária cria um ciclo vicioso que prenderia a família para sempre na maldição. Há, portanto, a questão Influência familiar x Maldição hereditária. A Bíblia não diz que os filhos serão amaldiçoados e presos aos pecados dos pais.

Entendendo Números 14.18

Em Nm 14.18, lemos que Deus castiga os filhos pelos pecados dos pais até a 3ª e 4ª geração. Esse texto tem sido usado para justificar a maldição hereditária. Porém, isso é um equívoco. Nesse versículo, Moisés está citando Ex 34.7. Vejamos o que esses versículos querem dizer:

  • Não deixa de punir o pecado (Nm 14.18 e Ex 34.7): enfatiza a justiça de Deus que não falha. É também um alerta para que os homens não pensem que podem abusar da misericórdia de Deus.
  • Mantém seu amor a milhares (Ex 34.7): nota-se que a misericórdia de Deus excede limites. Mas, não ignora sua justiça. Contudo, é necessário notar que sua misericórdia cobre milhares, enquanto o castigo atinge até 4 gerações. Ele é tão gracioso que apesar de punir severamente o pecador por seus pecados, até 3 ou 4 gerações, ainda sim, ele lembrará de sua misericórdia e não destruíra o povo. Mas, haverá perdão e graça quando se arrependerem.
  • Segundo a tua grande fidelidade, perdoa a iniquidade deste povo (Nm 14.19): aqui vemos Moisés pedindo perdão pelo povo. Pois, ele sabe que Deus é fiel e misericordioso. Embora, seja justo sofrimento do povo, como consequência de seus erros.
  • O Senhor respondeu: “Eu os perdoei, conforme você pediu […]” (Nm 14.20-23): Vemos aqui Deus aceitando o arrependimento e concedendo o perdão. Todavia, ao continuar a leitura do texto, vemos que aquela geração que foi rebelde e desafiou a Deus constantemente não poderia entrar na terra prometida. Eles sofreriam a consequência por desobedecer e provocar a ira de Deus constantemente.

Embora houvesse a consequência para as pessoas acima de 20 anos por causa de seu pecado (Nm 14.29), seus filhos poderiam entrar na terra (Nm 14.31). Contudo, os filhos sofreriam a consequência dos pecados do povo. Veja que não é uma maldição hereditária! É a consequência pelo pecado do povo do qual eles também faziam parte. Mas, haveria misericórdia para eles. Apesar de sofrerem a consequência dos erros dos seus pais, eles um dia desfrutariam a terra prometida com seus próprios filhos.

Maldição hereditária é bíblica?

Fica nítido em Nm 14.41-45, que apesar de todos os avisos de Moisés e do próprio Deus, que aquele povo era totalmente rebelde. Não conseguia ouvir e obedecer ao que Deus falava. Sendo assim, fica claro que os 40 anos do deserto, que era um castigo, era também necessário para que aquele povo aprendesse a respeito de sua arrogância e pecados. O castigo foi necessário para fazê-los mudar sua conduta diante de Deus. Nesse trecho vemos os dois propósitos da maldição na Bíblia, (1) trazer julgamento sobre o pecado, (2) fazer o povo mudar seus caminhos e conduta.

Portanto, esse trecho não fala sobre maldição hereditária. Essa crença não é bíblica!

Pecado de Adão é uma maldição hereditária?

Não. Essa não é a forma correta de se entender o pecado original. Adão não passou uma maldição hereditária. Mas, a partir dele toda a humanidade ficou submetida à escravidão do pecado. As maldições na Bíblia são uma resposta à desobediência humana. Na forma como muitos têm entendido, a maldição hereditária alcança alguns filhos ou gerações depois.  No caso de Adão a consequência vai além de 3 ou 4 gerações, pois, afetou todos os seres humanos e maculou a essência de todos.

O “pecado original” significa que a pecaminosidade marca a cada pessoa desde o nascimento, tornando o coração inclinado para o pecado, antes de quaisquer pecados de fato cometidos. Essa pecaminosidade íntima é a raiz e a fonte desses pecados atuais. Ela nos foi transmitida por Adão, nosso primeiro representante diante de Deus. A doutrina de pecado original nos diz que nós não somos pecadores porque pecamos, mas pecamos porque somos pecadores, nascidos com uma natureza escravizada ao pecado.

Como se livrar de uma maldição?

Biblicamente a maldição é uma vida desgraçada e perdida longe de Deus. É a condição de quem está sob a ira de Deus. Essa é a pior coisa que podemos viver. Não há maldição hereditária! Há a consequência do pecado, rebeldia e desprezo das leis de Deus. Isso traz sofrimento, dor e todo tipo de malefícios em nossas vidas.

Entretanto, há uma forma de se livrar das maldições! Há um caminho para estar em paz com Deus e viver abençoado por ele. O único caminho é Jesus (João 14.6). A Bíblia nos conta que em Cristo, nós recebemos perdão pelos nossos pecados. Porque ele levou sobre si as nossas dores, aflições, o nosso castigo (Is 53.4-6). A nossa maldição recaiu sobre ele, a consequência dos nossos erros. O salário do nosso pecado, ele recebeu (Rm 6.23). Ele se fez maldito em nosso lugar! (Gl 3.13)

Assim como nas passagens de Êxodo e Números que vimos anteriormente, aqui fica claro como a misericórdia e graça de Deus sobrepõem toda maldição. Não há maldição/condenação para aqueles que estão em Jesus (Rm 8.1-2). Pois, ele recebeu toda ira destinada a nós! Toda crença de maldição hereditária, ou maldição de qualquer origem deve cair diante da maravilhosa promessa da graça de Deus em Jesus! Essa graça é para aqueles que creem em seu nome e entregam sua vida ao salvador.

Você quer se livrar de uma maldição? Creia em Jesus como seu único e suficiente Senhor e Salvador! Seja livre.

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O que é Confissão Positiva? Heresia? Origem e Significado.

O que é a Confissão Positiva?

A Confissão Positiva é uma linha de interpretação da Bíblia e da relação da humanidade com Deus.  As ênfases nas pregações são prosperidade e saúde. Além disso, anunciam que uma vida cristã correta estará livre de qualquer sofrimento se o fiel tiver fé.

Essa teologia recebeu esse nome devido à doutrina de que ao declarar (confessar) determinada coisa, o desejo está garantido, basta crer e esperar que se cumpra. O fundamento da confissão positiva é o uso da fé. O crente deve declarar com fé que já tem o que Deus prometeu na Bíblia e a confissão trará saúde, curas e prosperidade financeira. De semelhante modo, a confissão negativa é reconhecer a presença das condições desagradáveis e negá-las. Sendo assim, você nega a existência da enfermidade e do sofrimento e eles desaparecerão.

Comumente, os pregadores do movimento da Confissão Positiva usam versículos e passagens bíblicas para fundamentar seus argumentos. Inclusive, se dizem profetas que recebem diretrizes diretamente de Deus. Contudo, um simples estudo sobre suas pregações demonstra que eles manipulam a Bíblia e seu significado, para iludir e enganar os leigos.

O Movimento Confissão Positiva também ficou conhecido como Teologia da Prosperidade, Palavra da Fé ou Movimento da fé.

Definição e Significado de Confissão Positiva

Segundo o Dicionário dos Movimentos Pentecostal e Carismático:

Confissão positiva é um título alternativo para a teologia da fórmula da fé ou doutrina da prosperidade promulgada por vários televangelistas contemporâneos, sob a liderança e a inspiração de Essek William Kenyon. A expressão “confissão positiva” pode ser legitimamente interpretada de várias maneiras. O mais significativo de tudo é que a expressão “confissão positiva” se refere literalmente a trazer à existência o que declaramos com nossa boca, uma vez que a fé é uma confissão. [fonte] https://bereianos.blogspot.com/2013/06/igrejas-neopentecostais-e-doutrina-da.html [/fonte]

Movimento de Confissão Positiva: É a versão cristianizada do movimento do pensamento positivo que essencialmente substitui a fé em Deus pela habilidade de ter fé em si mesmo. O simples fato de confessar positivamente o que se crê faz com que o desejo confessado aconteça.

Movimento do Pensamento Positivo: É a crença em que o pensamento de uma pessoa é o fator primordial em relação a suas circunstâncias. Só em ter pensamentos positivos todas as influências e circunstâncias negativas serão vencidas.

São usados 4 passos na Confissão Positiva:

(1)  “Diga a coisa”: positiva ou negativamente, tudo depende do indivíduo.

(2)  “Faça a coisa”: o que nós fazemos irá determinar a nossa vitória.

(3)  “Receba a coisa”: a fé irá dinamizar a ação e Deus tem que responder, pois está preso a “leis espirituais”.

(4)  “Conte a coisa”: para que outras pessoas possam crer. Deve-se usar palavras como: decretar, exigir, reivindicar, declarar, determinar, e não se pode pedir “se for da tua vontade”, pois isso destrói a fé.

Origem histórica

A origem desse movimento acontece através da vida de algumas pessoas. Elas, com base e suas experiências e filosofias extra bíblicas, desenvolveram essa teologia. Vamos falar brevemente sobre os pais desse movimento.

O 1º Pai – Essek William Kenyon

Considera-se que o primeiro pai desse movimento seja Essek William Kenyon. Nascido em Saratoga, Nova York, EUA, em 1867. Faleceu em 1948.

“[Kenyon] se empenhou nas campanhas pregando salvação e cura em Jesus Cristo dando ênfase aos textos bíblicos que falam de saúde e prosperidade. Aplicava a técnica do poder do pensamento positivo. Orava pelos enfermos e muitos foram salvos e curados, mas outros não. Não era pentecostal, pastoreou várias igrejas e fundou outras. Kenyon foi influenciado pelas seitas Ciência da Mente, Ciência Cristã e a metafísica do Novo Pensamento.” [fonte] Palavra da Verdade – O que é Confissão Positiva? – Disponível em: http://www.palavradaverdade.com/novo/?page_id=50&codigo=1792 [/fonte]

O 2º Pai – Kenneth Hagin

Quem deu continuidade à linha teológica de Kenyon foi Kenneth Hagin. Hagin nasceu em McKinney, Texas, EUA, em 1917. Ele havia nascido com um sério problema de coração. Teve uma infância dura física e emocionalmente. Aos seis anos, viu seu pai abandonar a família, o que a levou a ter tendências suicidas. Aos nove, foi viver com o avô. Posteriormente, pouco antes de completar 16 anos de idade, a condição física de Hagin piorou, levando-o viver numa cama.

Além disso, Hagin contou ter tido algumas experiências espirituais que impactaram sua vida. Ele testemunhou que foi levado ao inferno por três vezes. Ali, contemplou e sentiu horrores, dor, pavor, total escuridão e um calor escaldante. Em consequência dessas experiências, após a terceira vez, Hagin decide aceitar Jesus como seu salvador.

Kenneth Hagin e a revelação de Marcos 11.23-24.

Outra experiência marcante foi a leitura de Marcos 11.23-24. Ele recebeu uma revelação sobre esse texto. A primeira parte da revelação aconteceu em 1 de janeiro  de 1934, quando ele estava de mudança da sua casa. Por viver preso à cama, precisava ser transportado de ambulância para a nova casa. Um dos atendentes lhe pergunta se ele gostaria de passear e ver a cidade ao invés de ir diretamente para a nova casa. Ele aceita. Ao ver os prédios, ruas e lojas, Hagin se emociona, então se lembra de Mc 11.24. Nesse momento, começa a desenvolver seu entendimento que culminaria na Confissão Positiva: “Aí está o princípio da fé: Creia no seu coração, diga-o com sua boca, “e assim será convosco”.

Apesar da revelação do versículo, Hagin ficou preso à cama por mais alguns meses. Até que na segunda semana de agosto de 1934, Hagin recebeu mais uma revelação sobre Mc.11.23-24. Ele relata o episódio:

Terça-feira eu orei nas primeiras horas da manhã. No horário de costume, minha mãe veio e me ajudou com o banho. Eram mais ou menos 8h30 quando ela saiu do quarto; eu continuava a orar. Eu já estava lutando com este versículo de Marcos 11:24 por um bom tempo, mas não ficava nada melhor. Neste momento eu vi exatamente o que aquele versículo significava. Até então, ficara esperando até estar realmente curado. Olhava para o meu corpo e testava as batidas do coração para ver se eu já tinha sido curado. Mas percebi que o versículo afirma que é preciso crer quando oramos. O ter vem depois do crer. Eu estava invertendo. Tentava primeiro ter e então crer em segundo lugar. E isto é o que a maioria das pessoas fazem. Já sei, já sei, disse com alegria. Já sei o que eu tenho de fazer, Senhor. Tenho de crer que meu coração está bem enquanto ainda estou deitado aqui nesta cama e enquanto meu coração não está batendo direito. Tenho de crer que minha paralisia já se foi enquanto ainda estou deitado e incapacitado. [fonte] Igrejas neopentecostais e a doutrina da confissão positiva – disponível em: https://bereianos.blogspot.com/2013/06/igrejas-neopentecostais-e-doutrina-da.html [/fonte]

Após esse momento, ele adorou a Deus agradecendo. Levantou-se e foi curado.

O ministério de Kenneth Hagin

Essas experiências nortearam Hagin e o desenvolvimento do Movimento da Confissão Positiva. Logo depois começou seu ministério de pregador batista e pastoreou uma igreja. Devido à sua experiência de cura, associou-se com os pentecostais. Em 1937, relata que foi batizado com Espírito Santo e recebeu o dom de línguas. Ainda nesse ano foi licenciado como ministro da Assembléia de Deus (1937-1949), pastoreando várias igrejas dessa denominação no Texas. Posteriormente, envolveu-se com pregadores independentes, como William Branham, T. L. Osborn e outros. Finalmente, em 1962, fundou seu próprio ministério. [fonte] Igrejas neopentecostais e a doutrina da confissão positiva – disponível em: https://bereianos.blogspot.com/2013/06/igrejas-neopentecostais-e-doutrina-da.html [/fonte]

O ministério de Hagin é um dos maiores do mundo e sua influência alcança diversos países. Seu centro de operações está em Tulsa, Oklahoma. Dentre os principais trabalhos há a Escola Bíblica por Correspondência Rhema e o Centro de Treinamento Bíblico Rhema. Seus projetos já formaram cerca de 6.600 alunos. Sua revista Word of Faith (Palavra da Fé) alcança cerca de 190 mil lares mensalmente. Já foram vendidos cerca de 33 milhões de cópias de seus 126 livros e panfletos. Sendo assim, fica claro como esse movimento é forte em nossos tempos.

A Confissão Positiva no Brasil

Algumas igrejas brasileiras seguem esse movimento. É o caso da Universal, também da Igreja Internacional da Graça de Deus, cujo missionário R.R. Soares é adepto e incentivador dessa doutrina. Bem como outras igrejas neopentecostais. O movimento é forte no Brasil, visto ter uma mensagem que facilmente agrada o ouvinte e o incentiva a alcançar a sua benção. Basta ter fé e determinar e você já recebeu o que deseja, pois, Deus tem que lhe abençoar.

A Confissão Positiva é Bíblica? É Heresia?

Não é bíblica! Ela faz uso de versículos e passagens bíblicas, contudo, não é bíblica. Pois, ignora diversos ensinamentos de Cristo e deturpa o evangelho. Desse modo, faz dele uma mensagem triunfalista que não é ensinada por Jesus.

Um dos principais problemas é a falta de uma estudo profundo com interpretação correta da Bíblia. Ao invés de buscarem a mensagem bíblica, esse movimento usa a Bíblia como um pretexto para suas mentiras. Não é incomum ouvir “revelações” que vão muito além do que a Bíblia fala e que muitas vezes são contraditórias à Palavra de Deus.

A ênfase dessa linha é o ser humano. Tem o objetivo de empoderá-lo como se fosse um deus. Sendo assim, eles pregam como se o homem pudesse controlar o Deus verdadeiro e obrigá-lo a fazer suas vontades. Dessa forma, Deus depende da vontade e fé do homem para agir.

Portanto, a Confissão Positiva é uma heresia extremamente perigosa. Porque faz uso da Bíblia para enganar pessoas. Essas pessoas acreditam estar próximas de Deus, quando na verdade não o conhecem e estão terrivelmente perdidas.

Exemplos de versículos bíblicos:

Alguns versículo são usados como base bíblica para a Confissão Positiva (CP), contudo, vejamos as falácias:

  • Fp 4.13 – “Tudo posso naquele que me fortalece”. Para a CP, esse texto é usado como fonte de força para qualquer desejo que haja no coração do homem. Parece haver o entendimento que o versículo diz que não há impossíveis para o crente. Entretanto, essa interpretação triunfalista ignora todo o contexto do versículo. Fp 4.11-12, Paulo diz que sabe o que é sofrer, passar necessidade e ter fome. Ele se adaptou a todas as agruras dessa vida, por amor a Cristo. Além disso, se levarmos em conta que Paulo escreveu essa carta da prisão, veremos que o sofrimento é parte da vida cristã. A visão triunfalista de que você poderá conquistar o que quiser nessa vida, é totalmente contrária à mensagem de Paulo. Pois, ele está ensinando que o cristão pode passar por todos os sofrimentos dessa vida, por amor a Cristo, sendo fortalecido por seu Espírito. A palavra “tudo” aponta para as circunstâncias adversas da vida e não para bens e prosperidade material.
  • Mc 11.22-24 – Os defensores da CP entendem que esse trecho ensina que devemos ter a fé de Deus, ou seja, a confissão que gera coisas. Declarar a existência de coisas que do nada virão a existir, podendo assim criar a realidade que desejarmos. Entretanto, há um problema na interpretação novamente. Ao dizer que devemos ter a fé de Deus, eles entendem que essa é uma chave para o poder. Contudo, o texto fala ter fé em Deus! Ter fé em Deus, coloca a ênfase na pessoa de Deus. Ele é onipotente e ilimitado. Essa fé que faz com que os montes que enfrentamos a cada dia sejam superados. Não pelo poder da fé, mas o poder inerente do doador da fé. Ou seja, o nosso Deus. Sem essa fé não venceremos, mas com Ele somos mais do que vencedores.

Concluindo

A Confissão Positiva é uma heresia perigosa que tem levado muitos a um relacionamento profundamente errado com Deus. Essa teologia não conhece o Deus verdadeiro e procura usar a Bíblia como uma ferramenta de manipulação de pessoas. Além disso, faz uso de filosofias anti cristãs e as mescla com a Bíblia. Em suma, seu uso é nocivo para o cristão, pois este não aprende a lidar com as dificuldades da vida. Mas, fica esperando que Deus lhe obedeça e mude a realidade por causa de sua fé e suas determinações.

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Por que os evangélicos não fazem o sinal da cruz? Isso é bíblico?

O que é o sinal da cruz?

É um gesto simbólico no qual o cristão “desenha” uma cruz sobre si mesmo, em outra pessoa ou sobre um objeto . É usado por cristãos católicos e ortodoxos. Esse gesto pode ser acompanhado por uma frase ou oração também. Seu principal significado é relembrar a importância da morte de Cristo na cruz.

Origem do sinal da cruz

A história conta que esse gesto tem origem no séc. II d.C. O gesto consistia simplesmente em desenhar a cruz com o polegar sobre a testa. Nesse desenho não havia tinta, era apenas um desenho no ar. Ainda hoje, os padres fazem o mesmo gesto ritualístico sobre a testa daqueles que fazem a Crisma.

Ao longo dos tempos, o gesto se desenvolveu e não mais ficou restrito à testa. O sinal da cruz agora começa na testa, cruza o lábio, o peito e os ombros, fazendo um desenho ainda maior sobre si.

Diferente regiões e culturas cristãs fazem o sinal da cruz de forma particular e com diferentes simbologias. Nas igrejas orientais, o sinal é feito com os dedos polegar, indicador e médio unidos, simbolizando a Santíssima Trindade. Nas igrejas ocidentais é mais comum fazer o gesto com a mão aberta, e os cinco dedos simbolizam as cinco chagas de Cristo.

O sinal da cruz é bíblico

Não há registros bíblicos de cristãos fazendo o sinal da cruz. Contudo, ao longo dos séculos, cristãos usaram diferentes sinais como maneira de expressar sua fé.

O sinal da cruz é pecado?

Não necessariamente. Porém, pode ser, dependendo de como é usado. Embora não seja bíblico, não significa que é pecado. Devemos levar em consideração o seu significado e seu uso. Vejamos outro sinal cristão histórico que não está na Bíblia também. Rapidamente, vejamos o exemplo do desenho do peixe.

O Peixe – outro sinal cristão

O cristianismo foi muito perseguido durantes alguns séculos. Para protegerem-se dos perigos de serem denunciados, perseguidos e mortos, os cristãos desenvolveram códigos. Um desses códigos era o simples desenho de um peixe. Eles usavam para saber se estavam mesmo diante de alguém que compartilhava a mesma fé, ou de alguém que os odiava.

Evidências históricas indicam que o cristão, quando pensava estar diante de outro cristão, desenhava uma curva ou meia-lua no chão de areia. Se a outra pessoa completasse o desenho corretamente, formaria a figura de um peixe. Dessa forma, eles se reconheceriam como seguidores de Jesus, porque conheciam o sinal secreto cristão. A mesma figura também era usada nos túmulos cristãos.

O peixe lembrava a multiplicação que Jesus fez na Bíblia. Lembrava também que Jesus chamou seus discípulos a serem pescadores de homens. Além disso, a palavra grega para peixe era usada como acróstico que significava “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador”. [fonte] Símbolo Cristão: Peixe. https://pt.aleteia.org/2017/03/27/simbolo-secreto-cristao-por-que-o-peixe/ [/fonte]

Assim, o peixe tornou-se um dos primeiros símbolos cristãos. Mesmo não sendo expressamente usado na Bíblia. Contudo, seu significado remetia à Bíblia e seu uso não infringia nenhum princípio ensinado por Cristo.

Desse modo, isso demonstra que historicamente os cristãos desenvolveram sinais visíveis que expressassem sua fé. Sinais com significados profundos.

O problema do uso do Sinal da Cruz

O sinal da cruz simboliza a morte de Cristo em nosso lugar. Embora seu significado seja belo, ele pode sim ser usado de maneira errada. O sinal da cruz se torna pecado quando é usado supersticiosamente. Quando é usado como mantra para proteção ou para atrair sorte, ele está sendo usado pecaminosamente. Pois, substitui a confiança e oração para Deus, por um gesto vazio que não tem poder algum.

Quando usado para relembrar e agradecer o sacrifício de Cristo, o gesto não é errado. Mas, se for aplicado como forma de conseguir algum poder ou benção sobrenatural, está errado. A superstição inibe um relacionamento verdadeiro e íntimo com Deus. Não devemos por nossa fé em gestos ou rituais, nossa fé deve estar firmada apenas em Cristo. (Hb 12.1-2)

Por que evangélicos não fazem o sinal da Cruz?

Pelos motivos que foram listados no tópico anterior. Pois, o sinal da cruz passou a ser usado com superstição. Dessa forma, é usado para atrair proteção, benção, entre outras coisas. Portanto, seu uso não está de acordo com os ensinos bíblicos. Conforme a Bíblia devemos confiar em Deus e não fazer uso desses meios enganosos para atrair seu favor (Ap 21.27).

O significado da cruz para evangélicos?

A cruz é o lugar onde Jesus foi morto por nossos pecados. A cruz simboliza a vergonha e a dor que nós merecíamos. Mas Deus, por sua infinita graça, deu seu Filho para morrer em nosso lugar. Sendo assim, a cruz também simboliza a graça de Deus. Contudo, embora seja um momento de morte. A cruz vazia simboliza a vitória de Jesus! Porque ele não está mais morto, mas ressuscitou e vive para sempre. A Cruz significa vergonha e dor, mas também a graça e a vitória de nosso Salvador.

 

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Quais são os Dons Espirituais e seus significados?

Dons espirituais na Bíblia – Estudo

O apóstolo Paulo fala a respeito dos dons espirituais em sua primeira carta à igreja de Corinto. Ele lista alguns dons e ministérios que o Senhor concede aos cristãos. Esses dons são para o bem comum (1Co 12.7). Ou seja, para servir e edificar a igreja

O Espírito Santo é quem manifesta esses dons na vida do crente. Paulo enfatiza que é um só Espírito que realiza essas coisas e dá os dons a quem quer de acordo com sua vontade (1Co 12.8,9,11). Dessa maneira, diferentemente da vida que tinham como pagãos, quando adoravam diversos deuses, os cristãos de Corinto deviam buscar tudo que precisavam no único Deus verdadeiro (1Co 12.1-2). Portanto, os cristãos deviam dedicar-se a conhecer o único Deus que conduzia suas novas vidas. Além disso, nessa nova vida, os cristãos recebiam dons e ministérios. Ministério quer dizer serviço! Conforme o que Paulo ensina, os seus dons eram para servir!

Os dons não devem ser usados levianamente, não são concedidos para engrandecimento próprio, ou fins arrogantes. Assim, como é um só o Espírito que dá os dons, os cristãos são um só corpo (1Co 12.13) com membros que devem se esforçar para servir uns aos outros em amor.

Embora sejam um só corpo, cada cristão é um membro diferente nesse organismo (1Co 12. 14,17; 1Co 12.19,20). A cada um são dados diferentes dons e habilidades para servir ao todo. Paulo usa o exemplo do corpo para mostrar como, embora diferentes, todos tem sua função na igreja e todos são importantes (1Co 12.22-24).

Quais são os 9 dons espirituais dados por Deus?

Paulo lista nove dons espirituais dados por Deus (1Co 12.9-11):

  • Palavra de Sabedoria
  • Palavra de Conhecimento
  • Dons de Cura
  • Poder para operar milagres
  • Profecia
  • Discernimento de Espírito
  • Variedade de línguas
  • Interpretação de línguas

É importante notar que Paulo não diz que esses são os únicos dons que Deus concede às pessoas. Ele faz essa lista, a princípio, para ensinar a igreja de Corinto.

Dons espirituais e seus significados:

Seguindo a lista escrita acima, vamos ver um pouco sobre cada dom. Os dons não são independentes, alguns deles relacionam-se entre si e tem significados próximos. Por isso, vamos vê-los em grupos.

1º Os Dons pedagógicos:

  • Palavras de Sabedoria: é o dom dado a uma pessoa para que ela fale de maneira sábia. A sabedoria já fora mencionada por Paulo em sua carta (1Co 2.7-8). Ali ele esclarece que essa sabedoria não é humana, mas vem de Deus e revela o evangelho e a obra de Jesus. Além disso, Paulo ainda fala que é o próprio Espírito Santo que revela esta sabedoria (1Co 2.10). Não é mero conhecimento, mas se trata de conhecer a Deus intimamente, além do intelecto, mas com base no amor e devoção. Sendo assim, “palavras de sabedoria” é um dom para falar sabiamente, sendo intimamente orientado por Deus. Em especial, revela a sabedoria do evangelho e da glória de Deus persuasivamente para a conversão dos outros. Pode ser compreendido também como um dom para entender aquilo que Deus revela em sua palavra e habilidade para dar conselhos.
  • Palavras de Conhecimento: conhecimento e sabedoria se diferem um pouco no Novo Testamento. Enquanto sabedoria se refere mais às coisas do Espírito, o conhecimento se refere a coisas do intelecto, inteligência. Dessa maneira, as palavras de conhecimento podem ser o dom para o estudo, desenvolvimento da inteligência e entendimento. Não se trata de apenas desenvolver sua própria inteligência. Mas, de servir aos outros com ela, ajudando-os a se desenvolverem também. Pode ser visto como um dom para mestres, professores e etc.

Observe que os dois primeiros dons estão ligados, pois, são dons pedagógicos! Paulo os coloca juntos intencionalmente. Em Tiago 1.5, lemos que se alguém deseja sabedoria deve pedir a Deus que a todos dá generosamente. Essa sabedoria e inteligência são vindas do alto. Não meramente humanas. Esses dons juntos, chegam ao ápice de sua expressão e importância quando a Palavra de Deus é conhecida, compreendida e explicada para seu povo. 

2º Os Dons Sobrenaturais:

  • Fé: é o terceiro dom citado por Paulo. Contudo, aqui ele não se refere à fé que salva, aquela que crê em Jesus como salvador. Pois, essa fé que salva todo crente deve ter. O dom da fé citado por Paulo está ligado a outros dois dons sobrenaturais da lista: cura e milagres. Essa fé é a confiança completa e imperturbável no fato de que Deus irá agir e fará milagres. Os apóstolos demonstraram esse tipo de fé depois do Pentecostes em Atos (Atos 3.1-6). Paulo demonstrou esse dom em Atos 27.23-26 e Atos 27.34. Em Hebreus 11.1-3 em diante, vemos a fé e também diversos exemplos dela.
  • Dons de Cura: A fé e os dons de cura estão intimamente ligados. Ao longo do Novo Testamento, vemos diversos relatos de cura. Alguns feitos por Jesus, seus apóstolos e diáconos da igreja. Contudo, esse dom não significa que Deus irá curar em toda a oração feita. As curas sempre tem um propósito. No Novo Testamento, as curas eram geralmente realizadas para fortalecer a fé, propagar o evangelho e mostrar a glória de Deus. Contudo, há momentos em que Deus decide não curar. Veja os exemplos na vida de Paulo que tinha o espinho na carne (2Co 12.9), Timóteo (1Tm 5.23) e etc.
  • Poder para operar milagres: o poder para fazer  milagres e o dom da cura são temporários. Acontecem quando Deus se manifesta de maneira especial em uma situação através da vida de um cristão. Paulo não está dizendo que todo crente tem esse dom. Em 2Co 12.12, ele mostra que esse dom é mais visto nos apóstolos. Milagres e curas, no Novo Testamento, parecem algumas vezes ter o mesmo significado. Todavia, milagres podem ser entendidos como ligados à natureza, e a cura ao corpo humano. Contudo, quando a era apostólica chegou ao fim, os milagres na natureza parecem ter chegado ao fim.

3º Os Dons de Comunicação:

  • Profecia: esse dom, na época da igreja primitiva, estava ligado a predições (Atos 11.28; Atos 21.11). Contudo, era mais frequentemente ligado a quando Deus escolhia pessoas para interpretar sua vontade à igreja (Ef 4.11). Em 1Co 14.30, Paulo escreve sobre pessoas na igreja de Corinto que receberam revelações de Deus para instruir e encorajar os crentes. No entanto, essas revelações sempre deveria ser examinadas minuciosamente (1Co 14.32). A igreja sempre deve examinar as palavras desses profetas com base nas Escrituras. Para os profetas e para a igreja, as Escrituras são o padrão! Entretanto, é importante frisar que com o livro final do Novo Testamento, Deus completou o cânone sagrado. Ou seja, após o término da Bíblia, Deus não deu nenhuma revelação canônica adicional. Portanto, os profetas posteriores a isso, não prediziam mais o futuro. Eles explicavam e ensinavam as Escrituras aos membros da igreja.
  • Discernimento de Espírito: esse dom está ligado ao anterior. Paulo diz que algumas pessoas receberam o dom de examinar e avaliar o espírito. Isso significa que elas podiam avaliar se uma mensagem ou ação era de Deus ou não. Elas avaliavam com base na palavra, ação e aparência do que era manifestado. João disse aos seus leitores que eles deviam testar os espíritos para se protegerem das mensagens dos falsos profetas (1Jo 4.1-3). Pessoas com esse dom estão cheias do Espírito Santo e reconhecem instantaneamente espíritos de falsidade. Eles devem proteger a igreja das heresias e dos falsos mestres.

4º Os Dons de Línguas:

Esses dons ainda fazem parte dos dons de comunicação. Mas, reunimos os dois últimos dons em um mesmo tópico para facilitar a compreensão:

  • Variedade e Interpretação de Línguas: A palavra “língua” pode significar ou uma língua conhecida (At 2.6,8,11) ou modo de falar (1Co 14.2,4,28); na presente epístola, a palavra pode significar qualquer das duas – o sentido depende do contexto. Na cidade comercial de Corinto, onde visitantes internacionais e residentes temporários eram numerosos e suas várias línguas eram faladas, havia grande procura por tradutores.Por outro lado, a congregação de Corinto também tinha a experiência do falar em línguas. A glossolalia (falar em línguas estranhas) se refere a um ato de culto dirigido a Deus; mas quando outros crentes estavam presentes em Corinto, a mensagem tinha de ser interpretada para o bem dos que assistiam. Para promover a reverência no culto, Paulo exigia que o falar em línguas fosse edificante, inteligível, em ordem e controlado. [fonte] KISTEMAKER, Simon. Comentário Bíblico do Novo Testamento – 1 Coríntios. [/fonte]
  • Observe que Paulo escreve a expressão variedades de línguas. Isso aponta para as duas variedades de línguas conhecidas (1Co 14.9-10) e para o falar em línguas. Ele atribui todas essas línguas e sua interpretação ao trabalho do Espírito Santo (1Co 12.7, 11). Assim, ele indica que o Espírito dá ao intérprete da glossolalia a capacidade de entender e transmitir o sentido da mensagem falada.

Conclusão

Os dons são concedidos por Deus aos seus filhos. Eles não são um meio para o engrandecimento próprio, mas devem ser utilizados para servir ao próximo, fortalecer a igreja e propagar o evangelho. Os cristãos de Corinto buscavam os dons para alimentar seu próprio ego. É por isso que Paulo os instrui sobre a maneira correta de buscar os dons e aplicá-los.

Após falar dos dons, Paulo passa a ensinar àquela igreja o dom mais excelente: O AMOR. (1Co 13.1-13). Portanto, se você quer dons, primeiramente busque intimidade sincera com o Espírito Santo, ame o próximo, dedique-se à leitura da Palavra e ande com Deus. Lembre-se que os dons não são para você e não são seus. Tudo é de Deus e é ele que age em nós para o bem de seu povo.

Sem amor, nada disso será útil!

Nota do Editor
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Deus usa os loucos para confundir os sábios – O que significa?

O apóstolo Paulo diz para a igreja de Corinto:

Mas Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios, e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes.

1 Coríntios 1:27

Esse versículo faz parte de um contexto maior (1Co 1.18-31), onde Paulo está explicando como a salvação que vem de Deus é loucura para o mundo. Entretanto, para aqueles que estão sendo salvos, essa aparente loucura é o poder de Deus.

A Verdadeira Sabedoria

As pessoas nesse mundo se consideram sábias, cheias da verdade e desprezam a vontade de Deus. De acordo com os padrões desse mundo, a religião é algo folclórico, sem importância para a vida. Ela deve ser algo pessoal e não influenciar as decisões importantes da sociedade.

Os homens constroem suas próprias verdades e acreditam que a ciência tenha sempre a razão. Por esses e outros motivos, os homens se enchem de soberba e se consideram sábios, poderosos e ilimitados.

Contudo, Deus reina soberano sobre todo o universo. Ele conhece a arrogância e soberba da sabedoria humana. Por isso, ele faz questão de escolher as coisas loucas do mundo para envergonhar os que se dizem sábios.

A verdadeira sabedoria vem de Deus (Pv 2.6-10). Ele dá a verdadeira sabedoria para aqueles que o buscam e são retos. A sabedoria os ensina a ver a vida como Deus deseja. Aqueles que sentem que precisam de mais sabedoria devem pedi-la para Deus (Tg 1.5-6).

O problema com a sabedoria dos homens é que ela sempre busca se afastar de Deus e excluí-lo desse mundo. Entretanto, a verdadeira sabedoria vem do próprio Deus e nos conduz a um relacionamento mais íntimo com ele.

O Evangelho é loucura!

A mensagem da cruz é loucura para o ser humano (1Co 1.18). Pois, quem poderia acreditar que Jesus é o Filho de Deus? E ainda mais, que ele morreu numa cruz por causa dos pecados da humanidade? Se não bastasse isso, também se afirma que ele ressuscitou ao terceiro dia, está vivo hoje e voltará para buscar seu povo!?

Quem pode crer nisso?

Apenas aqueles que foram tocados pelo Espírito de Deus. Para os que se perdem, isso é loucura. De acordo com os padrões desse mundo, a mensagem do evangelho é pura loucura. Porque o mundo não pode compreender a profundidade do poder e da sabedoria de Deus (Rm 11.33). A mensagem de Jesus é como um escândalo!

No entanto, até mesmo a “loucura” de Deus é mais sábia que a “sabedoria” dos homens. Portanto, Deus usa a simplicidade do evangelho para demonstrar que a verdadeira loucura está naqueles que o rejeitam.

Quem são os Loucos?

Aqueles que foram iluminados pelo Espírito Santo. O homem sozinho não consegue compreender a mensagem do evangelho. É preciso que o Espírito de Deus o ilumine. Conforme o próprio Jesus já havia dito em João 16.7-13. O Espírito convence do pecado, da justiça e do juízo. Sem ele não saberíamos quão grave são os nossos pecados. Também não saberíamos que a justificação e perdão para os nossos pecados estão apenas em Jesus.

Os loucos são aqueles que foram escolhidos e chamados por Deus (1Co 1.27). Veja que Deus escolheu as coisas loucas do mundo, as humildes, desprezadas e fracas. Aqueles que o mundo rejeita e não dá valor. Contudo, Deus os ama e os chama para serem seus. Para que a glória seja totalmente dada a Deus (1Co 1.30-31) , por seu amor e bondade. Os loucos são aqueles que aceitam a mensagem da cruz e vivem para ela.

O texto não está falando a respeito de qualquer tipo de loucura, ou de fazer coisas mirabolantes e sem sentido. A loucura é crer e proclamar o evangelho que o mundo despreza (1Co 1.21-24). A loucura da mensagem da cruz é proclamada através da loucura da pregação. A mensagem de Jesus é escândalo para uns e loucura para outros. Pois, ela revela a verdade de Deus como luz sobre as trevas e os homens amam as trevas (João 3.19-20). Mas, o Espírito Santo revela aquilo que recebemos de Deus gratuitamente (1Co 2.12-14).

Deus escolheu as coisas humildes do mundo para sua glória!

Uma das maiores “loucuras” a respeito do evangelho é que Deus nos dá algo tão maravilhoso gratuitamente. Não podemos comprar ou conquistar a salvação. Jesus conquistou e dá pela graça, através da Fé. Isto não vem de nós, é dom de Deus (Ef 2.8-9).

O mundo tem sua escala de valores, considera algumas pessoas melhores e mais importantes que outras. Nessa escala existem aqueles que são desprezadas e esquecidos. Aqueles que são excluídos como se não tivessem importância.

No entanto, é justamente para esses que Jesus pregou primeiro. Não foi para os mais importantes da sociedade, os mais ricos e poderosos ou famosos. Jesus levou o evangelho aos fracos, oprimidos e rejeitados. Isso demonstra que não foi porque essas pessoas merecessem, mas simplesmente porque Jesus é gracioso. A graça dele é um escândalo para o mundo.

O mundo esperaria que o ser mais importante do universo não fosse se misturar com a “ralé”. Os grandes reis jamais gastavam seu tempo cuidando pessoalmente de um mendigo. Jesus, porém, dá toda a sua atenção àqueles que não tem nada para lhe oferecer. Com os poderosos, no entanto, ele é duro e incisivo.

O amor dele que restaura vidas, e as transforma, mostra a graça de Deus que não está sujeita aos padrões desse mundo. Os ricos e poderosos não podem alcançar o favor de Deus com seu dinheiro, sua influência e fama. Eles precisam se humilhar diante de Deus. Pois, diante dele não existe rico ou pobre, rei ou plebeu (Gl 3.28-29). Todos pecaram e carecem da glória de Deus (Rm 3.23).

Portanto, a salvação não é alcançada pelos nossos méritos, força, bens materiais ou qualquer coisa de valor nesse mundo. A salvação é fruto da graça de Deus, conquistada por Jesus Cristo na cruz e dada gratuitamente para aqueles que creem em seu nome.

 

 

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O que é Culto no Lar? Como fazer um culto doméstico?

O culto no lar, ou culto doméstico, é um momento de culto em casa. Esses momentos são mais informais e possibilitam maior participação das pessoas presentes. Algumas igrejas estimulam seus membros a ter cultos no lar. É importante dizer que não é bom que o culto no lar substitua o culto com toda a igreja. Pois, ele serve como um momento a mais de estudo e desenvolvimento cristão.

Culto no Lar no Antigo Testamento

O templo judaico, nos templos bíblicos, concentrava grande parte das ações religiosas de Israel. No entanto, a Bíblia também mostra a importância do lar como espaço para aprender e desenvolver mais a fé.

Exemplo da Páscoa. Durante a ceia de páscoa, a família deveria se reunir e cear junta. Em Ex 13.14-15, vemos que o pai deveria esperar que seu filho perguntasse o motivo da ceia. Então, explicaria tudo que Deus tinha feito pelo povo de Israel desde o Egito. O espaço da ceia é o lar! Ali a família se reúne para adorar a Deus e os pais ensinam seus filhos a respeito de tudo que Deus fez.

Outro exemplo do Antigo Testamento está em Dt 6.20-25. Novamente, os pais são responsáveis de ensinar aos filhos a respeito da lei do Senhor e porquê devem obedecer.  Nesses dois exemplos, a família não está no templo, mas no convívio do doméstico.

O culto no lar é uma importante forma dos pais ensinarem seus filhos a amarem o Senhor e terem um relacionamento verdadeiro com Ele. Isso fica evidente em:

Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar.

Deuteronômio 6:7 (grifo nosso)

Culto no Lar no Novo Testamento

O Novo Testamento também demonstra a importância do culto no lar. Não apenas como algo familiar, mas também para ensinar outras pessoas a respeito de Cristo. Veja o Lc 10.38-42, Jesus é recebido na casa de Marta e Maria. Ali ele ensina o evangelho e tem um momento especial com aquela família. Em outros momentos, vemos Jesus visitando casas de outras pessoas e levando o evangelho (Lc 7.36-37; Lc 19.5-9). Fica claro que não são momentos formais de culto, todavia, mostra-nos que o ambiente doméstico é um lugar importante para pregarmos o evangelho.

Em Atos vemos que as primeiras igrejas, em especial as gentílicas, começam nas casas de diferentes pessoas. As casas passam a receber as reuniões dos primeiros discípulos de Cristo que estão se convertendo. O templo pouco a pouco vai perdendo a importância. Ao mesmo tempo, os cultos vão se realizando nos lares. Um dos exemplos é Lídia (At 16.15) que recebe os missionários em sua casa, e posteriormente sua casa serve como local de reunião da igreja de Filipos.

Portante, o ambiente doméstico é importante tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. São ambientes onde o evangelho deve ser ensinado e experimentado.

Vantagens e desvantagens do Culto Doméstico

O lar proporciona um ambiente mais aconchegante e de intimidade. Um culto no lar geralmente tem menos pessoas que o culto no templo. Sendo assim, todos têm mais oportunidade para falar e perguntar. O ensino fica mais direcionado e aplicável aos que estão ali. Esse tipo de reunião é mais rápida e evita ser cansativa. Hoje em dia, muitas pessoas tem receio de ir até um templo religioso, dessa forma, o culto no lar pode ser uma boa porta de entrada para aqueles que não conhecem Jesus e tem preconceito.

O culto doméstico pode ser um momento só da família, ou um culto com pessoas mais próximas. Ele não exige uma estrutura fixa, mas pode ser flexível levando em conta os participantes. Entretanto, é de máxima importância que seja um momento para estudar a Bíblia, orar uns pelos outros e adorar a Deus. Não se deve transformar o culto doméstico em um momento de bate papo, ou simples encontro de amigos. O foco deve ser Deus! Evite distrações. Busque a simplicidade.

Como fazer um culto doméstico?

Não há um modelo fixo que seja melhor que todos os outros. O culto doméstico deve ser ajustado ao tempo disponível, pessoas participantes e suas idades, local onde ocorrerá e etc. No entanto, nós podemos dar algumas dicas de como estruturar de uma forma eficaz.

Modelo 1:

  • Tempo estimado: 1 hora.
  • Boas vindas: cumprimente os presentes, caso haja alguém novo apresente-se e pergunte o nome da pessoa.
  • Oração: há diferentes motivos de oração possíveis, orações de louvor, oração de intercessão, oração de perdão. Pergunte se os presentes tem motivos de oração e depois ore ou escolha alguém para orar pelos motivos.
  • Louvor: caso queria cante uma ou duas músicas.
  • Estudo bíblico: separe ao menos meia hora para estudarem um texto bíblico. Escolha o texto com antecedência e se prepare. Permita que as pessoas façam perguntas, deem suas opiniões e contribuições. Mas, não deixe que a conversa desvie do foco do texto.
  • Ore para terminar.
  • Lanche: é sempre bom ter alguma coisinha para comer, o momento de lanche serve para aprofundar a comunhão entre os presentes.

Modelo 2:

  • Tempo estimado: 30 minutos.
  • Não use músicas.
  • Oração: pergunte se há motivos de oração e faça uma oração por eles.
  • Estudo bíblico: leia o texto e procure ser breve no que fala. Tente trazer lições práticas do texto.
  • Ore novamente.
  • Esse modelo pode ser mais benéfico para famílias que tem pouco tempo juntas e querem se reunir ao menos uma vez na semana. Você pode fazê-lo durante o café da manhã, ou à noite. Pode também ser usado no ambiente de trabalho ou faculdade.

Esses modelos são apenas ideias que você pode usar. O essencial é que vocês orem juntos e estudem a Bíblia. Você pode usar livros para ajudar no estudo bíblico e segui-lo durante algumas semanas. O culto no lar pode ser somente para sua família ou também para pessoas da igreja e convidados. Não tenha um grupo muito grande de pessoas nesse momento. Procure ter por volta de 12 participantes, no máximo. Se houve mais do que isso, faça dois grupos. Você também pode usar como tema para o estudo bíblico o sermão que ouviu domingo no culto. Assim, vocês podem relembrar o que foi falado e conversarem sobre o que aprenderam ou se tem dúvidas.

Conclusão

O culto no lar é muito benéfico e abençoador. Você deve praticá-lo com sua família e também com irmãos da igreja e amigos. Ore para que o Espírito Santo os conduza e auxilie nesse momento.

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Comer carne de porco é pecado? Antigo e Novo Testamento.

Comer carne de porco não é pecado para um cristão. Entretanto, no Antigo Testamento (AT) vemos que o povo judeu não deveria comer carne de porco, pois, ele era considerado um animal impuro. No Novo Testamento (NT) vemos uma nova interpretação a respeito dessa lei. Mais do que responder se comer carne de porco é pecado, vamos examinar um pouco mais sobre essas leis bíblicas.

Animais impuros no Antigo Testamento

O AT traz para nós uma lista de animais puros e impuros para o povo de Israel. Esses animais não deveriam servir de alimento e o judeu não deveria tocar em seus cadáveres.

  • Os animais da terra que eram impuros: Camelo, coelho, lebre e porco. (Lv 11.2-8)
  • Os animais aquáticos impuros: aqueles que não possuem barbatanas e escamas. (Lv 11.9-12)
  • As aves impuras: águia, urubu, falcão, corvos, corujas, cegonha, entre outras. (Lv 11.13-19)
  • Outros tipos animais também são listados: insetos (Lv 11.20-23); animais que rastejam (Lv 11.29-31).

Nesse capítulo, Moisés explica a diferença entre coisas puros e impuras, ou seja, limpas e imundas. Esse conceito era essencial para a vida de Israel com o Deus Santo. “Limpas” eram as coisas “apropriadas à presença de Deus”, enquanto, “imundas” eram as inapropriadas. O propósito central dessas orientações era tornar Israel santo (Lv 11.44), separado das práticas contaminadoras praticadas pelos povos vizinhos.

A instrução a respeito dos animais pode ter vários motivos. Por exemplo, os porcos são animais que transmitem doenças, assim como os ratos. Contudo, além desses motivos, o principal motivo não é a saúde do povo, mas princípios morais e teológicos. Veja, os animais carnívoros e aves de rapina comem carne com sangue, algo proibido ao povo (Lv 7.26), e se aproximavam de cadáveres. Logo, por causa dessas práticas deveriam ser considerados imundos.

Em termos teológicos, as criaturas puras simbolizam Israel e as impuras representam os gentios. Somente animais puros podiam ser oferecidos como sacrifício, pois o animal sacrificial representa o adorador. Ao restringir sua dieta aos animais puros, os israelitas eram lembrados que Deus havia escolhido apenas Israel entre as nações.

A lei no Antigo Testamento

A lei instituída por Deus no AT tem três diferentes dimensões:

  1. Moral. Representa a vontade de Deus para com o homem, no que diz respeito ao seu comportamento e seus deveres principais.
  2. Cerimonial. Esta representa a legislação levítica do Antigo Testamento: os sacrifícios e todo o simbolismo cerimonial.
  3. Civil. Representa a legislação dada à sociedade ou ao Estado de Israel: os crimes contra a propriedade e suas respectivas punições.

As leis a respeito de animais puros e impuros pertencem à dimensão Cerimonial. Sendo assim, conforme essas leis, comer carne de porco tornaria o israelita impuro.

Animais Impuros no Novo Testamento

Entretanto, no Novo Testamento vemos que algumas dessas leis são reinterpretadas por Cristo. Isso não significa que Jesus aboliu a lei, mas que algumas dessas leis já tinham cumprido seu propósito e não eram mais necessárias.

Em Atos 10.9-15, Pedro tem uma visão vinda dos céus que o ajuda a compreender que as leis a respeito dos animais já havia cumprido seu propósito. Um dos principais propósitos dessa lei era fazer distinção entre judeus e gentios. Porém, agora Deus estava chamando os gentios, cerimonialmente impuros, para serem salvos e purificados mediante o sacrifício de Jesus. Portanto, as regras que faziam distinção entre os povos não eram mais apropriadas.

O cristão pode comer carne de porco e de outros animais considerados impuros no AT, pois, no NT isso é permitido. As leis cerimonias de purificação não são mais necessárias, visto que os cristãos são purificados mediante o sacrifício e o sangue de Cristo derramado na cruz (Hb 10.17-20).

Nota do Editor
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Comer carne de porco é pecado?

Não é pecado. Visto que as leis cerimoniais do AT não são mais necessárias e o porco não é mais considerado um animal impuro. Para ser puro, o cristão não precisa seguir os rituais de purificação do AT, ele precisa apenas de Jesus. Os rituais do AT cumpriram seu propósito. Em Jesus, o cristão é lavado, santificado e justificados (1Co 6.11). A comida não nos torna melhores diante de Deus, nem piores (1Co 8.8).

Contudo, o cristão deve tomar cuidado para não ofender um irmão ao comer carne de porco.

Não devemos escandalizar os irmãos

Embora comer carne de porco seja permitido aos cristãos, Paulo nos alerta sobre a necessidade de cuidarmos dos irmãos que se sentem escandalizados com isso. Ele diz que nossa liberdade não pode se tornar pedra de tropeço para os outros (1Co 8.9). Ademais, se eu comer carne faz mal ao meu irmão, então devo parar de comer carne (1Co 8.13).

O contexto desse trecho fala sobre carnes sacrificadas aos ídolos, contudo traz princípios importantes para nós. Paulo nos leva a pensar primeiramente nos irmãos e não em nossas próprias vontades. Se minha vontade, embora lícita, leva meu irmão mais fraco a tropeçar, então, por amor a ele me absterei daquilo que quero.

Comer carne de porco não é pecado, mas se algum irmão ainda não compreende isso, nós devemos com paciência ensiná-lo. E por amor a ele, evitar carne de porco.

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Pecado Vida Cristã

Jogar baralho é pecado? Baralho é do Diabo?

O baralho em si, como jogo de diversão, não é pecado. Biblicamente não há restrições a jogos de lazer. Entretanto, o jogo pode se tornar pecado quando é jogo de azar. Jogos de azar são aqueles em que apostamos dinheiro na tentativa de multiplicá-lo, sabendo que as probabilidades são contrárias a nós.

A Bíblia nos orienta a não buscarmos dinheiro fácil (Pv 13.11; Pv 23.5; Ec 5.10). O dinheiro facilmente nos envolve e seduz, a chance de obtê-lo facilmente atrai aqueles que não são sábios e pode levá-los à ruína. Há também a possibilidade de usar outros tipos de baralho como forma de adivinhação do futuro, isso também e pecado!

Jogar baralho é pecado?

Sendo assim, o baralho em si não é pecado, mas pode se tornar um meio para o pecado. Isso acontece quando:

  • usamos ele como forma de ganhar dinheiro fácil (Pv 13.11);
  • estamos viciados e passamos a viver em razão do dinheiro (Mt 6.24);
  • quando escandalizamos os irmãos por jogar (1Co 8.12,13);
  • quando usado para adivinhar a sorte (Lv 19.31).

Contudo, não se trata apenas de ter uma regra. É necessário sabedoria para ver quando jogar baralho se torna algo que faz mal para nossa vida. O jogo pode ser divertido, entreter, mas caso se torne em algo ruim, fica claro que não é algo que Deus quer nas nossas vidas. Não devemos permitir que o jogo nos afaste de Deus, ou que se torne um falso deus em nossas vidas.

Origem do baralho?

Não se sabe ao certo onde surgiu. Alguns indícios apontam que poderia ter sido na China, logo após a invenção do papel. Quando o imperador Sehum-Ho quis presentear uma de suas namoradas. Outros indícios mostram a possibilidade de ter surgido na Arábia. No entanto, historiadores dizem que as primeiras cartas surgiram no século X antes de Cristo, no Oriente Médio. Contudo, não há um consenso final a respeito da origem.

Na Índia, em tempos antigos as cartas eram usadas como oráculo que adivinham a sorte ou o futuro. O baralho era dividido em dez séries, uma para cada encarnação do deus hindu Visnu. Aliás, parece que no início as cartas tinham uso como oráculos para resolver os enigmas pessoais. Esse uso precedeu sua associação ao jogo. A maioria das artes, nas antigas civilizações, tinham um aspecto religioso e a adivinhação significava intervenção ou mensagem dos deuses.

No final do século 14 d.C., o baralho se espalhou pela Europa. Documentos comprovam na Espanha, Suíça, Florença e Paris. Por exemplo, em um livro de contabilidade da duquesa de Luxemburgo consta a compra de um baralho, com data de 14 de maio de 1379.
No século 15 d.C., havia diferente configurações de naipe. Na Alemanha, eram copas, sinos, folhas e bolotas, que ainda são utilizados em alguns jogos até hoje. Na Itália e na Espanha, cartas do século 15 eram dos naipes espadas, batons, copos e moedas.

Hoje os naipes são 4: paus, copas, espadas e ouros.

Significado das cartas do baralho:

  • Os 4 naipes são: Paus, Copas, Espadas e Ouros.
  • 52 cartas no total.
  • as cartas são numeradas de 2 até 10.
  • a carta equivalente ao 1 é o Ás, representado por um A.
  • Valete: vem do Francês “valet”, é um empregado doméstico masculino. Sua letra é o J, do inglês Jack.
  • Dama: representa a rainha, geralmente seu nível de importância é maior que o do Valete e menor que o do Rei. Sua letra é o Q de Queen.
  • Rei: é muitas vezes a carta de segunda maior importância no baralho, perdendo apenas para o Ás. Sua letra é o K de King.

Há algumas variações de baralhos pelo mundo, mas os comumente usados no Brasil seguem essa configuração.

Algumas linhas religiosas usam significados diferentes para as cartas, como forma de adivinhação e ocultismo. Contudo, essas formas de usar o baralho são veementemente condenadas pela Bíblia. Portanto, não consideramos os significados exotéricos como verdadeiros e abordamos o baralho apenas como um jogo de lazer.

Significado da palavra “baralho”:

Baralho no dicionário significa:

  • conjunto de cartas de jogo, que varia em número de acordo com o jogo a que serve.
  • nome dado à coleção de 52 cartas de jogar, distribuídas em quatro naipes, cada um com uma série de ás a rei, sendo que este, a dama e o valete são chamados figuras [Existe mais uma carta, o curinga, só us. em certos jogos.].

A orgiem da palavra vem do verbo “baralhar” que significa: misturar, desarrumar, pôr fora de ordem. Algumas pessoas atribuem a isso um significado espiritual. Entretanto, é mais sensato entender que o verbo se refira apenas ao ato de que a cada início de jogo misturam-se as cartas para ficar fora de ordem como preparação. O nome não tem relação com bagunçar sua vida, ou sua casa ou sua família.

Jogar Uno é pecado?

Não, não é pecado. O Uno é um jogo para diversão. Seu uso recreativo pode ser benéfico e ajudar no desenvolvimento das crianças. Pois, o uso das diferentes cores e números facilita na aprendizagem de maneira interativa. Entretanto, assim como outras brincadeiras pode trazer riscos, como brigas, discussões e estragar amizades.

Mas, ao jogar Uno temos a oportunidade de nos divertir e aprender a nos relacionarmos de maneira saudável com nossos amigos. Além do mais, o Uno pode proporcionar momentos em que pessoas mais introvertidas sintam-se à vontade para se abrir e fazer novas amizades.

Jogar Dominó é pecado?

Não, não é pecado. Da mesma maneira, aplicam-se ao dominó os mesmo princípios bíblicos usados para o baralho e o Uno.

Conclusão

Não busque apenas regras de certo e errado, busque princípios bíblicos que possam o orientar a agradar a Deus em tudo que fizer. Se você entende que o baralho, Uno, dominó o afastam de Deus, deixe esses costumes. Ore para que Deus o oriente. Não deixe que os jogos, entretenimento e diversão dominem você. Faça tudo para a glória de Deus (1Co 10.31).

 

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É pecado cortar o cabelo? O que a Bíblia diz?

Não é pecado cortar os cabelos. Não há versículos bíblicos que proíbam. No entanto, alguns princípios bíblicos demonstram que deve haver sabedoria na hora de escolher seu corte. Pois, ao cortar o cabelo deve-se levar em consideração que o penteado é uma expressão da personalidade dentro de um contexto cultural. Sendo assim, ao escolher o corte, pense em qual mensagem pode estar emitindo.

Há um corte de cabelo de crente?

Não há um modelo específico de corte de cabelo de crente. Mas, o estilo do corte é importante. Pois, pode passar uma mensagem e ter algum significado mais profundo.

Veja um exemplo, o corte de cabelo moicano usado pelos Punks é mais do que um penteado, é uma forma de passar uma mensagem. O corte de cabelo tem relação direta com os antigos índios moicanos que preferiam morrer a se deixar ser controlados por homens brancos que chegaram a seus territórios. Da mesma forma, os Punks adotaram esse tipo de corte para simbolizar sua luta contra o sistema de governo que quer impor todo tipo de controle à liberdade do povo, com o lema: “é preferível morrer a viver como um fantoche”.

Nos tempos bíblicos, Paulo mostra a importância cultural do cabelo. Em 1 Coríntios 11.3-16, ele explica os significados culturais do comprimento do cabelo para aquela época. A mulher teria cabelo comprido e isso lhe seria como glória. Ao mesmo tempo, os homens não deviam ter cabelos compridos, pois, isso era para as mulheres. Uma mulher de cabelos rapados ou curtos seria vergonhoso na cidade de Corinto.

Paulo diz “Mas se alguém quiser fazer polêmica a esse respeito, nós não temos esse costume, nem as igrejas de Deus.” 1 Coríntios 11:16.

Ou seja, para Paulo, não é correto que o cristão escandalize ou cause polêmica através de seu corte de cabelo. O princípio bíblico trazido por ele é que deve-se ter consciência de que o cabelo pode ter um significado na cultura, e não é aconselhável causar problemas através dele. O modelo de corte de cabelo cristão é aquele que não causa polêmica, mas que exibe beleza e bom testemunho de decência e conduta.

É pecado pintar o cabelo?

Não! Pintar o cabelo é uma ação de estética, onde se procura ficar mais bonita. Isso não é pecado. Cuidar do corpo e procurar ser mais bela é algo bom. Entretanto, não se deve cometer excessos. Pintar o cabelo torna-se pecado quando essa é uma forma de buscar aceitação própria ou do meio em que se vive, ou por exigências da moda. Então, a tintura torna-se um meio de satisfazer uma necessidade do coração, uma vaidade controladora. Pinte o cabelo, mas não se engane imaginando que isso é o que te faz ser bonita e aceita. A beleza verdadeira está num coração que encontra sua identidade e seu valor em Jesus.

“Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de si mesmos? Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o corpo de vocês.” 1 Coríntios 6:19,20

É pecado fazer luzes e alisar o cabelo?

Não, você pode fazer. Mas, lembre-se de não exagerar ou de usar produtos que casem malefícios à saúde. Sua saúde é mais importante que a estética. Não se deixe influenciar demasiadamente pela moda vigente, colocando em risco sua saúde.

“Tudo me é permitido”, mas nem tudo convém. “Tudo me é permitido”, mas eu não deixarei que nada domine.” 1 Coríntios 6:12

Analise se convém e se é saudável para você. Lembre-se que usar químicas ilegais ou em excesso podem danificar o cabelo e trazer outros riscos graves à saúde.

Cortar o cabelo e fazer a barba é pecado?

Não! Levando-se em conta a cultura de hoje, não há quem se escandalize caso veja um homem de cabelo cortado e barba feita. E a Bíblia não aponta essas coisas como pecado.

Veja, Paulo em 1 Coríntios 11.14, diz que é desonra para o homem ter cabelo cumprido. Ele diz isso levando em consideração a cultura daquela cidade. Já no Antigo Testamento, e até mesmo entre os judeus dos tempos de Jesus, era comum que os homens tivessem cabelo um pouco maior e com barbas espessas. Veja o exemplo de Sansão que tinha longos cabelos por causa de seu voto de Nazireu e isso não é algo vergonhoso.

Portanto, em uma cultura cortar os cabelos e fazer a barba poderia ser considerado escandaloso em outra, não. O que se deve aplicar é a sabedoria cristã e não uma regra de “sim ou não”.

Conclusão

Cortar o cabelo não é pecado. Mas, escolha com sabedoria seu corte de cabelo e a forma como você cuida dele. Evite tratamentos nocivos à saúde. Procure não causar polêmica. O seu corte de cabelo é uma expressão da sua identidade, mas não define quem você é. Procure simplicidade e beleza que glorifiquem a Deus.