Categorias
Pecado Saúde Vida Cristã

Fumar é pecado? Conheça os versículos!

A Bíblia não diz especificamente que fumar é pecado. Entretanto, o hábito de fumar não é aconselhado pela sabedoria bíblica. Visto que fumar pode trazer graves riscos e consequências para sua saúde e bem-estar. Pode-se deduzir, então, que isso é algo que desagrada a Deus.

O problema do vício

Paulo aconselha os cristãos de Corinto a refletirem sobre as coisas que tem feito:

“Tudo me é permitido”, mas nem tudo convém. “Tudo me é permitido”, mas eu não deixarei que nada domine. 1 Coríntios 6:12

É possível que alguns dos irmãos de Corinto estivessem usando a liberdade em Cristo como desculpa para a libertinagem. Paulo cita algumas das coisas que eles faziam, como por exemplo: eram alcoólatras, trapaceiros, amavam o dinheiro (1 Co 6.10). Então, Paulo os ensina que agora que foram salvos por Cristo, eles devem deixar os hábitos que os dominavam antes. Dentre esses hábitos, vemos os vícios, que dominam e escravizam. Embora a Bíblia não fale explicitamente do fumo, fica claro que coisas que nos dominam e fazem de escravos não são boas para nossas vidas.

Sendo assim, o fumo não é considerado bom, mas algo destrutivo. É um vício que domina e escraviza. Vai aos poucos roubando a qualidade de vida, tornando a pessoa cada vez mais dependente, até a morte.

Fumar desagrada a Deus?

Sim, fumar desagrada a Deus porque fere os desejos dele para o ser humano. Deus criou a humanidade para viver de forma bela, abençoada e feliz. O fumo é o inverso de tudo isso. Ele denigre o ser humano, traz males e por fim, tristeza e morte. Deus deseja que o ser humano viva livre de vícios e desfrute da vida e cuide de seu corpo.

“Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de si mesmos? Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o corpo de vocês.” 1 Coríntios 6:19,20

Aqueles que foram remidos pelo sangue de Jesus são habitação de Deus. Isso significa que o Espírito Santo está em nós. Nós pertencemos a Ele. E veja como ele nos considera preciosos, pois pagou preço altíssimo para nos resgatar. Portanto, devemos cuidar de nosso corpo, como habitação do Espírito Santo e em todas as nossas atitudes, devemos glorificar a Deus, como um gesto de gratidão. Fumar é oposto a todos esses princípios bíblicos! Fica claro que fumar desagrada muito a Deus.

Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus.
1 Coríntios 10:31

Fumar desagrada a Deus, não porque ele queira privar você de algo prazeroso. Mas, porque ele se preocupa com você e não se agrada de vê-lo sendo destruído por esse vício.

Como vencer o vício?

Não basta apenas dizer que o fumo é ruim. É necessário mostrar que a Bíblia nos ajuda a vencer o vício que nos domina. Ela nos aconselha a buscar a pureza e santidade no temor de Deus:

Amados, visto que temos essas promessas, purifiquemo-nos de tudo o que contamina o corpo e o espírito, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus. 2 Coríntios 7:1

Ou seja, para vencer o vício devemos buscar a Deus. E ele nos auxilia nessa busca:

“[…] ponham em ação a salvação de vocês com temor e tremor, pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele.

Façam tudo sem queixas nem discussões, para que venham a tornar-se puros e irrepreensíveis, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e depravada, na qual vocês brilham como estrelas no universo, retendo firmemente a palavra da vida. Filipenses 2:12-16

“Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar”, nosso Pai Celeste é poderoso para nos conduzir a novos desejos e ajudar-nos a vencer nossas lutas. Somos filhos de Deus em meio a uma geração corrompida. É nosso dever brilhar como estrelas que proclamam a Glória de Deus, o Deus que é capaz de transformar vidas e libertá-las do vício. Apoie-se nele, o busque dia a dia, ele estará com você, dando força, perseverança e consolo. Ore, leia a Bíblia, busque ajuda de pessoas tementes a Deus. Não se renda ao vício, ele não pode mais dominá-lo, a graça de Deus o ajudará.

O fumo não te impede de ser filho de Deus, pois é pela graça que somos salvos. Mas, essa graça salvadora também é transformadora e quer libertá-lo de toda a escravidão que os vícios causam. Não é por seu mérito, é pela graça. Mas você também tem a responsabilidade de lutar.

Fruto do Espírito

O desejo de Deus é que aqueles que estão presos no vício possam experimentar a liberdade que há no Espírito Santo. Ao invés da decadência trazida pelo fumo, você possa experimentar o Fruto do Espírito:

Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade,
mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei. Gálatas 5:22,23

Concluindo, o fumo traz diversas desgraças para a vida do ser humano. Mas, Deus oferece a libertação do vício, através de sua graça. E, ao invés de buscar satisfação nos desejos de antigamente, agora você pode encontrar tudo que precisa no Espírito Santo.

Categorias
Pecado Vida Cristã

Beber é pecado?

A Bíblia não diz que ingerir bebidas alcoólicas é pecado. Pelo contrário, há passagens bíblicas que mostram que o próprio Jesus bebia vinho. Entretanto, a Bíblia é veementemente contra o abuso das bebidas, a falta de controle e embriagar-se.

Sendo assim, o cristão deve ter uma relação saudável quanto à ingestão de bebidas. Vejamos alguns princípios bíblicos.

Versículos que falam sobre beber:

Paulo aconselha aos cristãos de Éfeso da seguinte maneira:

“E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito;” Efésios 5:18

Esse versículo é uma das evidências bíblicas que mostram que não é pecado beber. O pecado está em embriagar-se. Embriagar-se é ficar bêbado, perder o controle sobre a consciência. Essa atitude é reprovável. O cristão, no entanto, deve encher-se do Espírito. O estilo de vida do cristão deve ser de prudência e sabedoria. Portanto, ingerir bebida alcoólica deve ser com moderação e cautela, sem excessos.

Alguns dos argumentos que demonstram que bebida alcoólica não é pecado:

  • a presença do vinho na Santa Ceia;
  • Jesus bebia vinho (Mateus 11.19);
  • ele transforma água em vinho no casamento (João 2);
  • Paulo aconselha Timóteo a tomar um pouco de vinho por causa de sua saúde (1 Tm 5.23).

Nesses poucos exemplos, vemos que não há pecado em beber. O vinho (ou outra bebida) é parte da criação e deve ser apreciado e consumido com moderação. Mas, há perigo para aqueles que demasiadamente usufruem de bebidas.

Qual é o perigo das bebidas alcoólicas?

A sabedoria bíblica nos mostra que, embora não seja pecado beber, deve haver sabedoria nessa prática. Pois, a bebida pode apresentar alguns perigos. Vemos exemplos como a história de Noé, que se embebedou e trouxe vergonha para si mesmo (Gn 9.20-25). Em Isaías vemos como estar bêbado é vergonhoso e reprovável para Deus:

“E estes também cambaleiam pelo efeito do vinho, e não ficam de pé por causa da bebida fermentada: Os sacerdotes e os profetas cambaleiam por causa da bebida fermentada e estão desorientados devido ao vinho; eles não conseguem ficar de pé por causa da bebida fermentada, confundem-se quando têm visões, tropeçam quando devem dar um veredicto.
Todas as mesas estão cobertas de vômito e não há um só lugar limpo.” Isaías 28:7,8

Sendo assim, a bebida pode trazer vergonha para aquele que bebe sem moderação. Paulo diz que a embriaguez é uma das obras da carne, contrária à vontade do Espírito de Deus (Gl 5.21), algo que é destrutivo para o ser humano. A bebida pode iludir, trazer alegria temporária, mas quando se faz uso demasiado dela sem cuidado, logo estará viciado e aprisionado, com consequências drásticas.

Os conselhos de Provérbios sobre bebidas:

  • Não só o álcool, mas outros prazeres tornam-se perigosos quando abusamos deles:

“Quem se entrega aos prazeres passará necessidade; quem se apega ao vinho e ao azeite jamais será rico.” Provérbios 21:17

  • O álcool pode nos colocar em situações de perigo que trazem grandes danos:

“De quem são os ais? De quem as tristezas? E as brigas, de quem são? E os ferimentos desnecessários? De quem são os olhos vermelhos?
Dos que se demoram bebendo vinho, dos que andam à procura de bebida misturada.” Provérbios 23:29,30

  • O álcool é atraente e aquele que não é sábio se deixa atrair e ser envolvido sem perceber seus perigos. No fim, ele distorcerá a mente e será como veneno:

“Não se deixe atrair pelo vinho quando está vermelho, quando cintila no copo e escorre suavemente!
No fim, ele morde como serpente e envenena como víbora.
Seus olhos verão coisas estranhas, e sua mente imaginará coisas distorcidas.” Provérbios 23:31-33

  • Por fim, o álcool entorpece a ponto de que você perca a noção de onde está e do que aconteceu. O poder da bebida será tão forte sobre você que o único pensamento será “onde posso conseguir um pouco mais?”:

“Você será como quem dorme no meio do mar, como quem se deita no alto das cordas do mastro.
E dirá: “Espancaram-me, mas eu nada senti! Bateram em mim, mas nem percebi! Quando acordarei para que possa beber mais uma vez?” Provérbios 23:34,35

Para evitar esses e outros perigos da bebida alcoólica é necessário aprender na Bíblia a forma correta de lidar com o álcool.

Qual é a forma correta de beber?

Para evitar os perigos da bebida, devemos buscar a sabedoria das Escrituras. Por essa razão se deve aplicar domínio próprio, mencionado por Paulo como parte do fruto do Espírito.

“Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade,
mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei.” Gálatas 5:22,23

O cristão pode beber, inclusive, socialmente, com o cuidado de dar bom testemunho, não infringindo as leis, como as de trânsito, por exemplo. Ele não deve colocar em risco sua saúde e o bem estar dos outros. Deve estar atento ao seu limite, com moderação e sabedoria. É preciso saber dizer “CHEGA” e ouvir quando outros dizem que você já está passando do limite. Os que passam desse ponto, são os que incorrem no risco de serem destruídos pelo vício.

“Tudo me é permitido”, mas nem tudo convém. “Tudo me é permitido”, mas eu não deixarei que nada domine. 1 Coríntios 6:12

Beber não é pecado, desde que isso não o domine, não faça mal a você e àqueles com quem convive.

Categorias
Vida Cristã

Por que devemos orar? Conheça mais sobre a oração!

Devemos orar porque a oração é parte essencial da vida do cristão. Ela é parte fundamental do nosso relacionamento com Deus. Através dela, falamos com Deus, adoramos, pedimos perdão, colocamos nossas necessidades diante do Pai Celeste.

A oração fortalece o espírito e aprofunda nosso relacionamento com Deus.

A oração nos conduz a uma comunhão perene com o Pai […] Orar é mudar. A oração é a principal via usada por Deus para nos transformar […] Na oração – a oração de verdade-, começamos a orar segundo os pensamentos de Deus: desejas as coisas que ele deseja, amar as coisas que ele ama, querer  as coisas que ele quer. Aprendemos progressivamente a enxergar as coisas do ponto de vista dele. [fonte] FOSTER, Richard J. Celebração da Disciplina [/fonte]

 

Orar é seguir o exemplo de Jesus!

O próprio Jesus orava sempre e fez questão de ensinar isso aos seus discípulos.

“De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus levantou-se, saiu de casa e foi para um lugar deserto, onde ficou orando”. Marcos 1.35

Inspirado pelo exemplo de vida de oração de Jesus, um discípulo lhe pediu: “Senhor, ensina-nos a orar, como João ensinou os discípulos dele” Lc 11.1

Sendo assim, devemos orar pois Jesus nos ensinou a importância da oração no nosso dia a dia.

Só para ilustrar, no último dia de sua vida (a sexta-feira começava na noite de quinta-feira), Jesus orou três vezes: no Cenáculo, no Getsêmani e no Calvário. No cenáculo, orou pelos discípulos e por aqueles que creriam nele (Jo 17.20). No Getsêmani, Jesus orou por ele mesmo: “Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice” (Mt 26.39). Na cruz, das sete palavras ali proferidas, três foram orações: a primeira, em favor daqueles que o crucificavam (“Pai, perdoa-lhes”); as outras duas, em favor dele mesmo (“Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?” e “Pai, nas tuas mãos entrego meu Espírito!”). [fonte] A vida de oração de Jesus. Revista Ultimato, Ed 336. [/fonte]

Devemos orar de joelhos?

Não é obrigatório orar de joelhos. A postura no momento de oração deve ser de reverência. Principalmente, reverência na mente e no coração, respeitando a Deus enquanto se fala com ele. Colocar-se de joelhos para orar é um gesto de reverência, submissão e evidência que nos reconhecemos como frágeis, indignos de estar na presença de um Deus tão grande e tão poderoso. Colocar-se de joelhos é a atitude comum diante de um rei e demonstra que ele está acima de nós. Mas, há outras posturas comuns para a oração ao longo da Bíblia.

Nos tempos de Jesus era comum os judeus orarem em pé no templo, com braços abertos e olhando para o céu ou para o chão:

“O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!” Lucas 18:13

Em outras passagens, vemos relatos de oração de joelhos com braços estendidos:

“Quando Salomão terminou a oração e a súplica ao Senhor, levantou-se diante do altar do Senhor, onde tinha se ajoelhado e estendido as mãos para o céu.” 1 Reis 8:54

Ou apenas de joelhos:

“E, havendo dito isto, pôs-se de joelhos, e orou com todos eles.” Atos 20:36

Há também relatos de pessoas orando deitadas:

“Então virou Ezequias o seu rosto para a parede, e orou ao Senhor.” Isaías 38:2

Essas diferentes posturas não interferem na aceitação da oração por parte de Deus. Entretanto, é importante perceber que em nenhuma delas vemos desleixo ou falta de reverência.

Além disso, perceba que fechar os olhos também é parte da nossa postura de oração. Fechamos os olhos para nos concentrarmos em Deus e na oração. De olhos fechados, não deixamos nossa atenção se perder com aquilo que nos cerca, mas focamos na presença de Jesus.

Por que devemos orar uns pelos outros?

Pois, somos parte de um só corpo. Uma família da fé que cuida uns dos outros em amor, paciência e sinceridade. A oração pelo outro é um gesto de amor e cuidado. O ponto de partida para orar pelos outros é ouvir, atentando para a orientação divina. É essencial estar sintonizado com Deus, ou seja,  ouvir, conhecer e obedecer a vontade de Deus antes de harmonizá-la em oração com a vida de alguém. De fato, se verdadeiramente amarmos as pessoas, desejaremos para elas bem mais do que podemos dar, e isso nos levará à oração. [fonte] FOSTER, Richard J. Celebração da Disciplina [/fonte]

Por que orar se Deus sabe tudo?

É fácil nos enganarmos acreditando que tudo no universo está determinado e que não adianta orar, porque, afinal, nada será mudado. Contudo, isso é fatalismo, e obviamente, não é isso que a Bíblia ensina. Nas Escrituras, aqueles que oravam faziam-no com ousadia, como se as orações pudessem mudar as coisas de maneira objetiva. O Apóstolo Paulo diz que somos “cooperadores de Deus” (1 Co 3.9), ou seja, trabalhamos com ele na construção e resultado dos eventos. [fonte] FOSTER, Richard J. Celebração da Disciplina [/fonte]

Isso não quer dizer que a oração é forma de manipular o Senhor, mas que ele leva em conta nossas orações enquanto age na história. Essa é uma tremenda responsabilidade para o cristão. Podemos influenciar e tocar a realidade em que vivemos através do poder da oração.

Além disso, é importante frisar que, embora Deus conheça todas as nossas necessidades, ele nos chama a colocar tudo diante dele em oração.

“Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus.” Filipenses 4:6,7

Portanto, colocamos nossas aflições, angústias, necessidades diante de Deus, não apenas para obter a solução que queremos. Mas, porque através da oração, a graça de Deus traz paz para nossos corações. A oração nos fortalece, não porque traga solução imediata, mas porque nos aproxima do nosso Pai que nos conforta, dá paz, nos guarda em Cristo. A oração não é um meio de pedir coisas, é, no entanto, um encontro especial com o próprio Deus. Um encontro que nos toca e transforma. Sendo assim, devemos orar, não porque Deus precise das nossas orações, mas, porque nós precisamos nos conectar com Deus.

Por quais motivos devemos orar?

Na Bíblia vemos diferentes motivos legítimos de oração. Jesus nos ensina a orar assim:

“Vocês, orem assim: Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome.
Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.
Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia.
Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores.
E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre.” Amém. Mateus 6:9-13

A oração de Jesus traz coisas simples como o pão de cada dia, o sustento para nossas necessidades. Mostra que devemos orar glorificando a Deus, pedindo sua vontade, clamando por perdão e força para vencer o mal. Veja que ele pede para “nós”, não apenas para si. Ou seja, na oração não cabe egoísmo e desejos fúteis.

“Quando pedem, não recebem, pois pedem por motivos errados, para gastar em seus prazeres.” Tiago 4:3

Devemos orar por coisas que glorifiquem a Deus e pedindo sua graça e misericórdia em nosso dia a dia. Podemos pedir por uma cura, ajuda no trabalho, por alguma pessoa, buscar uma orientação, pela família, contra o mal Mas, não é só pedir, devemos agradecer, louvar a Deus também.

Orações não precisam ser longas, podemos fazer várias pequenas orações durante o dia. Não é necessário usar uma linguagem complicada e difícil. Ore simples, como uma criança conversando com seu pai. Seja sincero. Orar não é só falar, ouvir a voz de Deus durante a oração é essencial. Pratique a oração e ela se tornará mais fácil, mais natural. Peça a Deus que lhe mostre por quais motivos deve orar. Não ore apenas por você, ore pelas pessoas à sua volta, por sua cidade, por seu país. Confie que Deus está ouvindo e conversando com você. Veja outras pessoas orando e aprenda com suas orações.

“Orai sem cessar.” 1 Ts 5:17

Categorias
Conhecer a Bíblia Vida Cristã

Quem pode participar da Santa Ceia? Tire suas dúvidas aqui!

A Santa Ceia é o sacramento instituído pelo Senhor Jesus na noite em que foi traído. É um momento muito sério e importante para os cristãos. Só devem participar dela os que confessam Jesus como senhor e salvador de suas vidas, estão em plena comunhão com sua igreja e confiam somente no sacrifício de nosso Senhor Jesus Cristo. [fonte] Manual do Culto – IPB [/fonte]

Por que devemos tomar a Santa Ceia?

Devemos participar da Santa Ceia, pois, o Senhor Jesus a instituiu para que fosse celebrada pela Igreja até o fim dos tempos. Ela é uma lembrança perpétua do sacrifício que ele fez e de sua aliança conosco.

Pois recebi do Senhor o que também lhes entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão e, tendo dado graças, partiu-o e disse: “Isto é o meu corpo, que é dado em favor de vocês; façam isto em memória de mim”. Da mesma forma, depois da ceia ele tomou o cálice e disse: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue; façam isto, sempre que o beberem, em memória de mim”.
Porque, sempre que comerem deste pão e beberem deste cálice, vocês anunciam a morte do Senhor até que ele venha. 1 Coríntios 11:23-26 

Logo, devemos participar da Santa Ceia para cumprir o mandamento de Cristo. Porque, é um meio de graça que nutre e fortalece o espírito dos crentes e é um sinal visível do vínculo e comunhão com Cristo e seu corpo que é a igreja.

Os que comungam dignamente, participando exteriormente dos elementos visíveis deste sacramento, também recebem intimamente, pela fé, a Cristo Crucificado e a todos os benefícios de sua morte, e dele se alimentam, não carnal ou corporalmente, mas real, verdadeira e espiritualmente. [fonte] Confissão de Fé de Westminster [/fonte]

Quem NÃO pode tomar Santa Ceia?

Todos aqueles que não compreendem o seu significado, desconhecem os princípios fundamentais do cristianismo, ou que vivem escandalosamente não devem participar. Pois, não pertencem ao povo de Deus. Do mesmo modo, os cristãos que se acharem em pecado e se recusarem a se arrepender genuinamente ou estiverem em disciplina eclesiástica, não devem participar. Visto que trariam maldição sobre suas vidas, ao invés de benção.

O que é tomar a Santa Ceia indignamente?

Participar dela sem compreender seu significado ou de forma leviana, são exemplos de ser indigno da comunhão. O Apóstolo Paulo diz á Igreja de Corinto:

“Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpado de pecar contra o corpo e o sangue do Senhor.
Examine-se o homem a si mesmo, e então coma do pão e beba do cálice.
Pois quem come e bebe sem discernir o corpo do Senhor, come e bebe para sua própria condenação.”
1 Coríntios 11:27-29 

Veja que Paulo enfatiza a importância de conhecer o significado do Pão e do Cálice e examinar-se, antes de participar. Quem não se examina e não compreende a importância daquele momento, corre grandes riscos de participar indignamente. Para ser digno da Ceia é necessário reconhecer seus próprios pecados e colocá-los diante de Jesus, e assim, receber perdão e ser limpo. Todo aquele que participa da comunhão sem confessar-se ignora que o sacrifício na cruz foi por causa dos nossos pecados.

Portanto, devemos nos examinar e confessar nossos pecados. Assim, receberemos o perdão e seremos abençoados pela comunhão na mesa do Senhor.

Nota do Editor
Quer aprender mais sobre a Santa Ceia do Senhor? Indicamos os seguintes livros:

R$ 15,88
R$ 22,50
in stock
6 new from R$ 15,88
as of março 18, 2020 10:30 am
Amazon.com.br

O que significa “examinar-se a si mesmo”?

“Examine-se o homem a si mesmo, e então coma do pão e beba do cálice.” 1 Coríntios 11.28

Examinar – δοκιμαζέτω (grego) – significa testar, provar para ver se é algo bom. É um teste para ver se algo é genuíno ou não. [fonte] https://biblehub.com/greek/1381.htm [/fonte]

Dessa maneira, examinar-se a si mesmo significa testar a própria mente e coração para ver se estão genuinamente em comunhão com Cristo e sua igreja. Caso haja algum problema, deve ser corrigido antes de participar.

Aqueles que não se examinam atraem para si o castigo divino. Como acontecia na Igreja de Corinto:

“Por isso há entre vocês muitos fracos e doentes, e vários já dormiram. Mas, se nós nos examinássemos a nós mesmos, não receberíamos juízo.” 1 Coríntios 11:30,31

Mas, veja que embora tenham sido castigados e recebido o juízo, essa não era uma atitude de falta de amor de Deus. Pelo contrário, Deus demonstra seu amor para com eles ao corrigi-los:

Quando, porém, somos julgados pelo Senhor, estamos sendo disciplinados para que não sejamos condenados com o mundo. 1 Coríntios 11:32

Se não houvesse juízo, os coríntios não saberiam como era grave a atitude que estavam tendo. Seu exemplo serve de alerta para nós. Devemos levar a Santa Ceia a sério, pois só assim receberemos a benção e a graça da comunhão com Cristo.

Conclusão

Enfim, a Santa Ceia é o momento de repensarmos os maus caminhos, consertarmos nossas falhas. Bem como, renovar a nossa aliança e comunhão, receber as bençãos e sermos espiritualmente fortalecidos e nutridos pela presença espiritual real de Jesus conosco. Devem participar dela aqueles que foram salvos e caminham nos caminhos de Jesus. Aqueles que estiverem em pecado, devem pedir perdão e então participar da comunhão.

Categorias
Bíblia Conhecer a Bíblia Vida Cristã

Qual é o significado “Sede santos porque eu sou santo”?

Um dos temas mais relevantes na Bíblia é a santidade do Senhor. Antigo e Novo Testamentos a mencionam e demonstram como aspecto essencial também na vida cristã. “Santidade”, “Santo”, são termos cheios de detalhes nos seus significados. Mas, qual é a origem do termo? Qual é sua relação com o cristão? Por que é tão importante?

Vamos ver a seguir.

“Sejam santos, porque eu sou santo” – Antigo Testamento

Há três palavras que esclarecem o significado de santo. A primeira delas é “qadash” (קָדַשׁ), um verbo que aparece em Êxodo 29 e indica a separação de coisas ou pessoas como “aquelas dedicadas a Deus”. Aparece também em Isaías 65.5 denotando “pureza moral”. A segunda palavra é o substantivo “qodesh” (קֹדֶשׁ), que descreve “o que é santo”, “pertence ao sagrado” e  “distinto do pecaminoso”. A terceira palavra é o adjetivo “qadôsh” (קָדוֹשׁ), que também serve para definir o que é santo. Portanto, é possível entender a palavra em ambos os sentidos: santo, como separado/consagrado; e santo, como moralmente perfeito. [fonte] FERREIRA, Franklin. Teologia Sistemática. Editora Vida Nova, 2007.[/fonte]

Nas Escrituras, a virtude de santidade aplica-se primeiramente a Deus, e, aplicada a ele, sua ideia fundamental é a de inacessibilidade . Ele é santo, santo, santo (a repetição denota intensidade). Ele é absolutamente inacessível, distinto. A santidade também é usada para descrever a luz da glória divina que se transforma em um fogo devorador, conforme Isaías 10.17 e 33.14,15. Sendo assim, o pecador diante de Deus fica consciente de sua própria total imperfeição, podridão e pecaminosidade.

Deus ainda revela sua santidade no Antigo Testamento (AT) quando separa um povo para si, para que este povo seja santo. Veja a seguir.

“Sede santos, porque eu sou santo.” – Levítico

No livro de Levítico, Deus diz: “Sejam santos porque eu, o Senhor, o Deus de vocês, sou santo.” Levítico 19:2, (essa mesma afirmação aparece em Lv. 11.44-45). Portanto, o padrão moral e ético de santidade para povo é o próprio Deus. Ser santo significa ser o povo escolhido e separado por Deus para ser seu povo exclusivo. Esse povo será lapidado, afim de refletir a imagem de Deus entre os outros povos. O povo de Israel deve ser santo, pois, segue os mandamento do Deus que é santo! A vida de Israel deve refletir o caráter de Deus.

O próprio livro de Levítico é a revelação do padrão que Deus requer de seu povo, no qual são reveladas as leis morais, civis e cerimoniais. Ser santo, portanto, significa viver conforme o padrão de vida que Deus revela a nós através de sua Palavra.

Em sua Palavra encontramos o maior mandamento, Deuteronômio 6.5: “Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força.”. Este é o fundamento da santidade, o amor a Deus sobre todas as coisas e com todo o nosso ser, e a obediência a partir deste relacionamento.

“Sejam santos” – Novo Testamento

No Novo Testamento (NT), os termos relacionados a santidade são: ‘santificação’ (em grego hagiasmos) que aparece dez vezes. Enquanto a palavra ‘santidade’ aparece apenas três vezes (em grego hagiosune). O verbo grego santificar (hagiazo) significa ‘separar’, e aparece vinte oito vezes e tem três significados: venerar, separar e purificar. Com base no NT, ser santo pode ser definido, de modo geral, como: separado para Deus, ser lavado pelo sangue de Cristo, ter a santidade de Cristo imputada como nossa santidade, purificação do mal moral e conformidade com a imagem de Cristo.

Um fato relevante é que a santidade no Novo Testamento se apresenta como característica especial do Espírito Santo. É ele que santifica os crentes, qualifica-os para o serviço e os conduz para a vida eterna. A palavra hagios (santo) é empregada em conexão com o Espírito de Deus cerca de cem vezes no Novo Testamento. Mas, o sentido de ‘santidade’ no AT e no NT não são diferentes. Santidade não se trata apenas de melhoramento moral, mas sim de uma mudança moral ao se relacionar com Deus. Essa mudança significa ser transformado pelo Espírito Santo. Ser santo exige que nossa lealdade, acima de tudo, esteja sujeitada a Deus.

No sermão do monte, Jesus mostra a ética do Reino de Deus.  Ser santo, ou seja, buscar uma vida consagrada a Deus, tem aqui a mesma razão que no AT: “Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso pai celeste.” (Mt 5.48 – ACF). A palavra traduzida por ‘perfeito’ tem um sentido semelhante a ‘íntegro’, ‘pleno’ e ‘cheio’.

O NT mostra que aquele que almeja ser santo deve ter apenas um objetivo: seguir o exemplo de Jesus. Mas para isso fica claro que precisará da ajuda do Espírito Santo. É mais do que um estado do coração, pois para amar a Deus e dedicar-se a ele, nós precisamos que ele nos dê uma nova vida.  Nossa força de vontade não é o suficiente. É necessário relacionamento e intimidade. Para ser santo, precisamos passar pelo processo da santificação que se dá conhecendo mais a Deus à medida que ele vai se revelando a nós. Este é o plano de Deus para os discípulos de Jesus.

1 Pedro 1.15 e 16 – Sede Santos

Pedro diz em sua primeira carta:

Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem,
pois está escrito: “Sejam santos, porque eu sou santo”. 1 Pedro 1:15,16

O fundamento da santidade para o cristão é o caráter do próprio Deus. O Santo Deus chama pessoas para que façam parte do seu povo, um povo escolhido e separado. Portanto, ser santo significa ser separado e consagrado para Deus. Pois, um Deus santo exige santidade daqueles que são seus.

Se olharmos para o contexto dos versículos citados acima, veremos que Pedro está exortando seus leitores a não viver como viviam anteriormente. Ou seja, eles devem abandonar a vida cheia dos maus desejos e pecados, que é característica daqueles que não conhecem a Deus (1 Pe 1.14). Agora, eles têm uma nova vida que receberão pela graça de Deus. Durante essa nova vida, na jornada neste mundo, os filhos de Deus devem viver espelhando-se na santidade de seu Pai Celeste (vs.17). Mas, a principal motivação da busca pela santidade é a salvação dada por Jesus. Veja o versículo 18 e 19:

Pois vocês sabem que não foi por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram redimidos da sua maneira vazia de viver que lhes foi transmitida por seus antepassados,
mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e sem defeito […]

Pedro considera a vida sem Jesus como vazia. Prata e ouro são insignificantes! O bem mais precioso que podemos encontrar é a redenção pelo sangue de Cristo. Mas veja, o sangue de Jesus é como de um cordeiro sem mancha e sem defeito. Um cordeiro perfeito. Um cordeiro santo. Essa é a base para a santidade do cristão: ser grato pelo sacrifício de Cristo, considerá-lo seu bem mais precioso, abandonar a vida vazia de antigamente e seguir os ensinamentos dele a cada dia, em tudo que fizermos. O cristão deve ser santo, pois, Jesus, seu mestre é santo! Porque Jesus lhe deu uma nova vida, agora o pecado é desprezível e ele só pode ter prazer verdadeiro em Deus!

Santo e Pecador

Aquele que é santo deve dedicar-se a obedecer e glorificar a Jesus. O oposto de uma vida de santidade é a vida de pecado. O Catecismo Maior de Westminster, como resposta à pergunta 24, diz: “Pecado é qualquer falta de conformidade com, ou transgressão de qualquer lei de Deus, dada como regra à criatura racional.” [fonte] O Catecismo Maior de Westminster. Editora Cultura Cristã.[/fonte]

O Apóstolo Paulo diz:

Da mesma forma, considerem-se mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus. Portanto, não permitam que o pecado continue dominando os seus corpos mortais, fazendo que vocês obedeçam aos seus desejos. Não ofereçam os membros dos seus corpos ao pecado, como instrumentos de injustiça; antes ofereçam-se a Deus como quem voltou da morte para a vida; e ofereçam os membros dos seus corpos a ele, como instrumentos de justiça. Pois o pecado não os dominará, porque vocês não estão debaixo da lei, mas debaixo da graça. Romanos 6.11-14

Sendo assim, ser santo é estar morto para o pecado e ter a virtude da ação do Espírito Santo agindo em nós. Isso que quer dizer “voltamos da morte para a vida”. Paulo também diz “E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados” (Efésios 2:1). O Espírito Santo nos dá nova vida e nos capacita a resistir às tentações e seduções do pecado. Nós, anteriormente, escravos do pecado, agora somos livres para lutar contra ele. Lembre-se, enquanto estiver nessa vida, o cristão estará em luta contra o pecado.

Conclusão

A ordem “Sede santo, porque eu sou santo” é um chamado para que consagremos nossas vidas a Deus. Em tudo devemos obedecê-lo, honrá-lo e glorificar seu nome. Buscar ser santo é uma forma de demonstrar nosso amor por ele e só é possível com a transformação do Espírito Santo em nossos corações. Participar da santidade de Deus é um privilégio e responsabilidade para todo aquele que se diz discípulo de Jesus Cristo. Ele é nosso exemplo e nossa motivação.

Para sermos santos precisamos da ação de Deus em nossas vidas. Pois, ele nos capacita a pensar,  desejar e amar de forma que tudo isto o glorifique. Ou seja, pensar no que ele pensa e viver em harmonia com sua vontade, de forma que nossa vida lhe seja agradável. Portanto, para ser santo: conheça a Deus, envolva-se num relacionamento profundo com ele, ame sua Palavra e dedique-se dia após dia, pois, a batalha é árdua, mas ele sempre está conosco.

Vídeo do Pr. Paulo Junior onde ele aborda este tema