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Dançar é Pecado? De olho na bíblia!

Conforme a Bíblia, a dança não é pecado, também não por essência errada ou imprópria para o cristão. A dança pode ser uma expressão de alegria e arte. Além disso, a coreografia pode ter uma mensagem instrutiva e edificante.

Contudo, algumas danças são pecaminosas, pois, carregam em si valores contrários à verdade bíblica. Portanto, ao discutir se dançar é pecado, o cristão deve avaliar qual é o sentido da dança e se ela é sadia ou indecente à luz dos princípios cristãos.

Desse modo, vejamos a seguir alguns casos e procuremos avaliá-los à luz da Bíblia.

É pecado dançar?

Nem sempre é pecado dançar. Como dissemos, a dança tem significado. Desse modo, pode ser algo belo com uma expressão de arte ou algo torpe e indecente. Cabe ao cristão avaliar cada situação e cada dança para entender se há alguma virtude em determinada prática.

Peguemos como exemplo o funk brasileiro. Muitas das letras são extremamente chulas, denegrindo a dignidade feminina, a sexualidade e incitando coisas vergonhosas. De semelhante modo, a dança do funk retrata a mensagem da música. É uma dança sensualizada ao extremo, se colocam em evidência partes íntimas do corpo feminino, as moças usam roupas minúsculas, sua coreografia simula explicitamente movimentos de relação sexual.

Quando avaliamos o funk à luz de Efésios 5. 3-4, entendemos que a obscenidade e a imoralidade presentes nessa dança o tornam pecaminosa. Nesse caso, é pecado dançar funk, pois expressa em sua forma e mensagem coisas contrárias às virtudes bíblicas.

Por outro lado, peguemos como exemplo o tango. Carregado de drama, paixão, melancolia e sexualidade, o tango não é vulgar. É uma dança que expressa arte e beleza. Mesmo que tenha sexualidade, não se torna pecaminosa, pois não é indecente. O tango não é visto como pecado. Outro exemplo é a valsa, que também não é considerada pecaminosa. Ou seja, é necessário conhecermos os princípios bíblicos que nos orientam a reconhecer o que é bom ou ruim.

Portanto, alguns conselhos de Paulo nos ajudarão a desenvolver nossa sabedoria:

Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas.
Filipenses 4:8

Se a dança se enquadra nesses critérios, ela será benéfica e não será pecado. Conhecer e praticar a Bíblia é o melhor caminho para não pecar.

A dança na Bíblia

Um dos casos mais famosos é a dança de Davi. (2Sm 6.14-15) Nesse trecho está relatado que Davi dançou de alegria, diante de todo o povo, pois, a Arca da Aliança fora trazida de volta à Jerusalém. Essa era sua expressão máxima de alegria por estar diante da arca mais uma vez. Isso demonstra o seu amor por Deus!

Em outros momentos, temos registros de danças em celebração a vitórias em batalhas. Na cultura do Antigo Oriente as danças eram usadas como manifestação popular pelas vitórias militares, e comumente as mulheres as lideravam. Como exemplo temos a dança de Miriã (Ex 15:20,21), a filha de Jefté (Juízes 11:34), as mulheres de Judá (1Sm 18:6,7). Além disso, há relatos em que o povo saia em passeata, dançando em roda para festejar (Jz 21:21,23).

Ademais, vemos a dança sendo usada pelo Antigo Testamento como sinônimo de alegria (Ec 3.4; Lm 5.15-16); é a expressão visível da alegria por uma ação salvadora de Deus (Jr 31.13; Sl 30.11-12). De maneira especial, ela faz parte da festa do povo diante do Senhor (Sl 150.4-6).

Contudo, há o mal uso da dança na Bíblia também, como no caso de Herodias que usou a dança para seduzir Herodes. (Mc 6.22-24) Além desse caso, temos também a dança como meio de idolatria em Ex 32.19.

O que a bíblia diz sobre dançar na igreja?

A dança na igreja ou durante o culto não é mencionada na Bíblia. Vemos alguns casos de pessoas dançando e celebrando, mas não em um culto. Contudo, há igrejas atualmente que fazem danças litúrgicas, danças proféticas, entre outros tipos de dança no culto. Não há base bíblica para tais práticas. A Bíblia nos ensina que os elementos para o culto solene devem ser:

  • a oração,
  • cantar louvores,
  • a ação de graças,
  • a leitura e pregação da Palavra,
  • as contribuições voluntárias de seu povo,
  • o batismo e a Ceia (quando houver).

Não devemos inventar maneiras de cultuar a Deus, indo além do que ele estabelece em sua Palavra. No entanto, veja que a Bíblia não estabelece ritmos musicais, não nos dá orações pré-moldadas e nem mesmo uma ordem litúrgica específica a ser seguida. Mas, ela nos dá os princípios e os elementos do culto que agradam a Deus e que ele aceita. [fonte] Rev. Augustus Nicodemus – Artigo “Davi dançou, eu também quero dançar”. Disponível em: https://ipb.org.br/informativo/davi-dancou-eu-tambem-quero-dancar-3921 [/fonte]

Portanto, a dança litúrgica ou profética extrapola aquilo que Deus estabelece como prática para o culto. Ele designou o que deveria ser feito, e nos deu liberdade de participar de maneira espontânea dentro daquilo que ele planejou, não indo além.

Versículos bíblicos sobre dança

Temos uma lista especial com versículos bíblicos sobre dança: Versículos de Dança

É pecado dançar zumba?

Algumas pessoas se perguntam “sou evangélica posso dançar zumba?”.  Em uma breve reflexão sobre o tema, podemos chegar às seguintes conclusões:

Ao procurar o significado de Zumba encontramos isso “A zumba é uma dança aeróbica que tonifica os músculos e queima calorias. Ela promove a boa forma de uma maneira divertida e é bem completa”. Então, a Zumba visa proporcionar momentos de exercícios que estimulam a saúde e bem estar. Até aqui, não há nenhum problema bíblico relacionado à sua prática.

Contudo, para a prática de zumba são usadas diferentes músicas que ditam o ritmo e a coreografia. Nesse ponto, o cristão deve estar atento, pois, embora dançar zumba não seja pecado, pode ser que as músicas utilizadas sejam constrangedoras para um discípulo de Jesus. Dizemos isso, especialmente, em relação a músicas que têm letras pesadas que denigrem a imagem da mulher e tem conteúdo explícito de sexualidade. Em ambientes assim, um cristão provavelmente não se sentira à vontade.

Desse modo, pratique zumba e encontre um grupo saudável, com músicas decentes que proporcionem um momento de exercício agradável e alegre.

É pecado dançar quadrilha?

A dança de quadrilha faz parte do folclore brasileiro. Ela é inocente e simples em seus gestos e músicas. Celebra um pouco da cultura do nordeste e do sertão brasileiro.

Contudo, há o problema de se dançar a quadrilha em homenagem a santos, como Santo Antônio, por exemplo. Desse modo, a dança pode ser um meio de adorá-lo. Nesse caso, dançar quadrilha não seria indicado para cristãos.

Jesus dançou?

Não sabemos. A Bíblia não diz. Portanto, provavelmente não é algo que seja fundamental sabermos a respeito dele.

Conclusão

Quando refletimos sobre danças, devemos levar em consideração o que é bom diante de Deus. Nossos momentos de lazer devem refletir o caráter de Cristo. Sendo assim, o que for nobre, correto, puro, amável e de boa fama, é permitido. No entanto, se uma dança fere esses valores bíblicos, devemos evitá-la.

Portanto, uma maneira muito simples de avaliar uma dança, é imaginar se o Jesus bíblico participaria dela  com você.

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O que a Bíblia fala sobre Tatuagem? Tatuagem é pecado?

Não é de hoje que as pessoas tatuam seus corpos. A tatuagem é uma prática antiquíssima que carrega diversos significados em diferentes culturas.

Em nossa época a tatuagem é muito comum, podendo representar uma homenagem para a mãe ou filhos, a marca de pertencimento a um grupo ou tribo urbana, ou só uma questão de estilo pessoal.

Ao pensar nessas questões, cristãos se perguntam qual é visão bíblica a respeito da tatuagem. Então, vamos pensar sobre isso nesse breve artigo.

Tatuagem no Antigo Testamento – Lv 19.28

A referência direta a tatuagens presente no Antigo Testamento é esta:

“Não façam cortes em seus corpos por causa dos mortos, nem tatuagem em si mesmos. Eu sou o Senhor.
Levítico 19:28

A partir disso, muitos cristãos interpretam que qualquer tipo de tatuagem é pecado. E muitas vezes discriminam pessoas tatuadas. O fato é que para se entender melhor essa passagem é necessário levar em consideração o contexto.

Contexto de Levítico 19.28

As tatuagens nos tempos do Antigo Testamento eram usadas em situações muito específicas. Era comum que pessoas fossem tatuadas quando

  • se era um escravo, o nome de seu dono era tatuado em você.
  • um soldado tinha o nome de seu general tatuado no corpo.
  • alguém venerava um deus, tatuava sobre si o nome da divindade.

Essa prática era comum em diversos povos. Além disso, é importante lembrar que os egípcios tinham esse costume para rituais de fertilidade e cultos aos seus ídolos. Lembre-se que Israel ficou no Egito por alguns séculos. Lá aprenderam diversos costumes.

Quando saíram do Egito, receberam a lei de Deus! O Deus verdadeiro estava ensinando como seu povo deveria viver. Esse é o contexto de Levítico. Israel não deveria viver os costumes que aprendeu com os egípcios. Os rituais pagãos, os ídolos e os demais costumes do Egito deveriam ficar para trás. Israel seria o povo exclusivo de Deus.

Levítico 19.28 ensina que tatuagem é pecado?

Sim! Contudo, somente quando a tatuagem é feita para adorar um ídolo, como parte de um ritual pagão, ou demonstra um significado que afronta a lei de Deus. Mas, veja que o pecado vai além do desenho, a razão de fazer a tatuagem e o seu significado são muito importantes.

Quando Lv 19.28 proíbe o povo de fazer tatuagem, ele está evidenciando que Israel é o povo de Deus. Portanto, não devem carregar marcas de outros deuses ou da escravidão.

Além disso, o povo de Israel estava aprendendo algo sobre a própria identidade da humanidade: O Senhor criou a humanidade à sua própria imagem e semelhança. Os seres humanos foram criados para refletir a glória de Deus. Mas, como fariam isso se seus corpos estivessem marcados pelo pecado e idolatria?

Portanto, Israel não deveria se tatuar porque era um povo santo, separado para Deus. A beleza e pureza de Israel deveriam servir de modelo para as outras nações.

Sendo assim, veja que Deus leva muito a sério a beleza de sua criação, a arte, e o corpo humano. Pois, ele os fez para sua própria glória. Toda vez que a tatuagem infringe esses princípios bíblicos, ela é pecaminosa.

Eu sou dono do meu próprio corpo?

Se você é cristão, então seu corpo serve a um propósito maior do que seus próprios desejos. Seu corpo não é seu, pois toda sua vida pertence a Jesus (1Co 6.15). Isso significa que o que fizermos seja em atitudes, vontades, desejos e até mesmo com nosso corpo, deve sempre ser para a glória de Deus. (1 Co 6.19,20)

Uma maneira simples de aplicar esse princípio é procurar, sempre antes de tomar decisões, pensar no que Jesus faria em nosso lugar. Viver para a glória de Deus é colocar a vontade dele acima da nossa, sempre lembrando que nós somos discípulos de Jesus. Em vista disso, devemos viver como ele viveu.

Jesus faria uma tatuagem?

Apenas se isso fosse glorificar a Deus. As marcas que Jesus carrega em seu corpo não são de tatuagens, mas sim de seu sacrifício. Pois, ao morrer em nosso lugar suas mãos, seus pés e o lado de seu corpo foram marcados para sempre pelos pregos, pela lança e pela cruz!

As marcas dele demonstram seu amor, fidelidade, obediência a Deus, graça e vitória sobre a morte. Portanto, faça tudo que puder para que as suas marcas sejam semelhantes às dele.(2Co 5.15)

Dicas para refletir antes de fazer uma tatuagem:

Pense bem antes de fazer uma tatuagem, pois ela ficará marcada em você para sempre. Pense com sinceridade:

  • Qual é sua motivação?
  • Você está fazendo por pressão dos amigos?
  • Qual é o significado da tatuagem?
  • Essa tatuagem é ofensiva ou desrespeitosa?
  • Você já pediu conselho aos seus pais?
  • Você gostará dessa tatuagem daqui a dez anos?
  • Acima de tudo, pense: Essa tatuagem honra a Deus e o que Jesus fez por mim?

Responda para você mesmo com sinceridade e veja se vale a pena. Caso esteja em dúvidas, peça conselho a alguém em quem você confia e que tenha sabedoria.

Se você já decidiu fazer, lembre-se de procurar um profissional competente e com referências.

“Fiz uma tatuagem e me arrependo!”

Muitas pessoas conhecem a Jesus e carregam marcas do passado. Seja na alma ou no corpo. O caminho é o mesmo para aqueles que se arrependem: peça perdão a Deus.

Após pedir perdão, saiba que aqueles que foram salvos por Jesus são Novas Criaturas. As coisas antigas já passaram, você não precisa se prender ao remorso.(2Co 5.17-19)

Mas, caso a tatuagem ainda o constranja. Talvez você deva considerar os meios clínicos para uma remoção. Contudo, saiba que o arrependimento verdadeiro diante de Deus é suficiente.

Resumindo, Tatuagem é Pecado?

Fazer uma tatuagem, por si só, não é pecado. Mas a tatuagem pode ser uma expressão pecaminosa por conta de seu significado e contexto. Sendo assim, você precisa refletir sobre o que a tatuagem significa e se ela honra a Deus.

Ao decidir sobre sua tatuagem, lembre-se de aplicar os princípios cristãos. Se sua tatuagem escandaliza pessoas ao seu redor, por amor a elas, você não deve fazê-la. Se a tatuagem expressa a beleza e graça do evangelho, então, não há pecado. Se a tatuagem é um meio para ser aceito em algum grupo, lembre-se que em Jesus você já tem toda a aceitação e amor que precisa.

A tatuagem é uma expressão visível da personalidade do indivíduo, sendo assim, que a sua personalidade seja uma expressão do amor de Cristo em sua vida. Desse modo, a tatuagem não é pecado.

 

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Como vencer o pecado da carne?

O teólogo Wayne Grudem diz:

O pecado destroça tudo e todos. Não vivemos como estávamos originalmente designados a viver, e não vivemos num mundo para o qual fomos projetados. O pecado arruína a imagem de Deus em nós; não mais refletimos a perfeição com que Deus nos criou. Por causa do pecado, as coisas simplesmente não são do modo como deveriam ser originalmente. A história da espécie humana, tal como apresentada na Bíblia, é a história de Deus restaurando pessoas perdidas que vivem num mundo arruinado. É a história da vitória de Deus sobre os muitos resultados do pecado no mundo. [fonte] GRUDEM, Wayne. Bases da fé cristã: 20 fundamentos que todo cristão precisa entender (Locais do Kindle 854-858). Thomas Nelson Brasil. Edição do Kindle. [/fonte]

O que é pecado?

Alguns definem pecado como “errar o alvo”. Esse seria o sentido original da palavra. Mas, na Bíblia, pecado é melhor definido como qualquer falha em obedecer a lei de Deus. Seja uma falha por ação, atitudes, pensamentos, omissão, seja de forma intencional ou sem querer.

Pecado não é só algo que fazemos, mas algo que está entranhado em nossa natureza. Nosso coração é inclinado para o mal (Jr 17.9), dele saem maus pensamentos, imoralidades sexuais, roubos, calúnias, mentiras e assassinatos (Mt 15.19).

O pecado é uma corrupção interna do ser humano. Sendo assim, o ser humano é escravo do pecado (João 8.34). Todos os seres humanos são pecadores (1Rs 8.46; Sl 14.13; Rm 3.23). Aquele que diz que não tem pecado está mentindo (1Jo 1.8-10).

Cada segmento de nosso ser é afetado pelo pecado — nosso intelecto, nossas emoções, nossos desejos, nossos corações, nossos objetivos, nossos motivos e até mesmo nosso corpo físico. Todos estão sujeitos à decadência e à destruição causadas pelo pecado. Nossas ações, nossas atitudes e nossa própria natureza, tudo nos torna culpados de pecado.[fonte] Grudem, Wayne. Bases da fé cristã: 20 fundamentos que todo cristão precisa entender (Locais do Kindle 889-891). Thomas Nelson Brasil. Edição do Kindle. [/fonte]

Introdução

Diante disso, a grande questão é “como podemos vencer o pecado?”. A Bíblia nos ensina que jamais conseguiremos sozinhos. Pois, toda nossa força de vontade, disciplina, dedicação em seguir regras serão insuficientes. Então, precisamos de um salvador, um libertador (João 8.36).

Por isso, olhamos para Jesus! Para que ele nos ensine o que devemos fazer. Ele foi o único homem que jamais pecou, embora tenha sido tentado em todas as coisas (Hb 4.15). A mensagem de Cristo se inicia com um chamado ao

  • Arrependimento! (Mt 4.27) Arrepender-se significa reconhecer seus pecados e abandoná-los. Em grego a palavra é ‘metanoia’, que quer dizer mudar a mente. É a mudança de mente depois de ter encontrado o evangelho. Esse arrependimento significa abandonar a antiga vida, onde fazíamos nossa própria vontade e olhar para Cristo como nosso exemplo e nosso Senhor.

Além disso, após pregar às pessoas que se arrependessem, Jesus encontrou alguns jovens e disse para eles:

  • Sigam-me! (Mt 4.19) Para vencer o pecado não basta se arrepender. É necessário seguir Jesus. Assim, substituiremos o nosso ‘eu’ corrompido, por um novo ‘eu’ mais parecido com nosso Salvador. Veja que Jesus chama pessoas para serem seus discípulos. Ou seja, aprendam tudo com ele, o sigam de perto, reflitam seu caráter. Esse é o propósito de Deus para seus filhos (Rm 8.28-29).

Portanto, arrependimento verdadeiro nos leva a seguir Jesus de perto! Sentir-se arrependido, com remorso pelos pecados, não é o bastante. O Arrependimento verdadeiro é seguido por mudança. A mudança é alcançada quando observamos Jesus e o imitamos. Contudo, isso só é possível pela ação do Espírito Santo em nós. (Rm 8.26-27) Esforços humanos são insuficientes. Mas, devemos cooperar nesse processo de amadurecimento cristão.

Conheça a verdade.

Ao seguirmos Jesus encontramos as respostas que precisamos.

No mesmo contexto em que diz que quem peca é escravo do pecado (João 8.34), Jesus ensina:

Disse Jesus aos judeus que haviam crido nele: “Se vocês permanecerem firmes na minha palavra, verdadeiramente serão meus discípulos.
E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará”.

João 8:31,32

Portanto, para vencer o pecado, conheça a Bíblia! Ela é a verdade de Jesus que liberta nossas vidas do pecado. Não apenas leia, mas permaneça firme, pratique.

Jesus nos diz que a Palavra de Deus é a verdade que nos santifica (João 17.17). Ser santificado quer dizer ser aperfeiçoado na santidade. Ser santo é a qualidade daquele que não tem pecado, que é puro, como é o nosso Deus. Então, ele age em nós para aperfeiçoar a nossa santidade. De fato, é esse o pedido de Jesus, que o Pai nos santifique na verdade, nos libertando do pecado e nos dando mais do caráter de Cristo.

Busque o Senhor em oração.

Conhecer o Senhor não significa acumular informações sobre ele. Conhecer significa aprofundar-se num relacionamento com ele, ouvindo sua palavra e colocando-a em prática no dia a dia. Algo fundamental é a oração. Pois, através da oração pedimos perdão pelas falhas, mas também pedimos força. A oração demonstra a nossa constante e total dependência do Senhor.

Veja o exemplo da oração que Jesus ensina a seus discípulos (Mt 6.9-13). A oração de Jesus nos ensina a pedir perdão (Mt 6.12), pois jamais seremos perfeitos nessa vida. Porém, após pedir perdão, devemos pedir que Deus nos ajude a não cair em tentação (Mt 6.13). A oração é um meio pelo qual recebemos força do Pai para enfrentarmos as tentações do dia a dia. Sozinhos não conseguimos.

Devemos vigiar e orar para não cair em tentação. (Mt 26.41) Jesus diz que o espírito está pronto, mas a carne é fraca. Então, vemos que nosso interior está sendo renovado por Deus, mas nossa carne ainda é fraca. Paulo fala a respeito da carne e da sua luta (Rm 7.22).

Viva pelo Espírito

A carne simboliza os nossos desejos, anseios, impulsos que são contrário à vontade de Deus. É nosso próprio ser lutando contra a vontade de Deus. São resquícios do pecado tentando afastar o cristão do Senhor. Aqueles que almejam vencer o pecado, estão em luta constante contra si mesmos. (Gl 5.17)

Paulo fala a respeito das obras da carne, são elas:

  • imoralidade sexual, impureza e libertinagem;
  • idolatria e feitiçaria;
  • ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja;
  • embriaguez, orgias e coisas semelhantes. (Gálatas 5:19-21)

As obras da carne quase nunca mostram sua verdadeira face. Ou seja, elas não anunciam que são claramente coisas ruins. Elas se disfarçam de coisas boas, desejáveis, atraentes. Elas procuram nos atrair, encher a nossa mente, conquistar o nosso amor. Mas no fim levam à morte (1Jo 2.15-17; Rm 6.23). Contudo, a verdade sobre elas é evidenciada pela verdade bíblica.

A solução é simples:

Por isso digo: vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne.

Gálatas 5:16

Assim sendo, ao nos saciarmos da comunhão com o Espírito Santo as tentações da carne não nos enganarão. Paulo dá mais detalhes dizendo que se vivemos pelo Espírito, devemos andar por ele também (Gl 5.25). O Espírito nos deu nova vida, ele é a fonte dessa vida. Então, nossas práticas, escolhas, pensamento e sonhos serão influenciadas pelo Espírito. O Espírito nos aconselha, guia e corrige. Sobretudo, devemos buscá-lo na Palavra de Deus, pois nossos sentimentos e sensações são enganosos.

Desta forma, devemos crucificar tudo da carne que ainda restar em nós (Gl 5.24). Resistimos às tentações quando nos saciamos do Espírito.

Tenha fé

Para vencer o pecado da carne devemos ter fé. (1Jo 5.4) A fé vem pelo ouvir a palavra de Deus (Rm 10.17). Isto posto, é essencial que pratiquemos a verdade, busquemos a Deus em oração e creiamos nele. A fé que vence o mundo é crer que Jesus é o filho de Deus e veio ao mundo para nos salvar (1Jo 5.5).

Ter fé nos dá forças para crer com maior firmeza nas promessas bíblicas do que nas promessas da carne. O poder da tentação está em nos enredar pelas suas promessas, atraindo nossa cobiça. (Tg 1.14-15). A cobiça é um desejo ardente de possuir ou conseguir alguma coisa, sejam riquezas, bens, amores, ou etc.

No entanto, veja que Tiago nos alerta que as tentações são como um processo (Tg 1.14-15). Primeiro todos temos desejos, o pecado nos oferece formas de realiza-los. Ao poucos vai nos convencendo de que será bom, será fácil e será satisfatório. Ao permitirmos que esse processo se desenvolva, o pecado tomará cada vez mais controle sobre nós. Portanto, a tentação é como uma mentira muito boa que nos conduz a uma armadilha mortal. A fé nos faz ver a armadilha e confiar que andar ao lado de Deus é muito melhor.

Persevere

Contudo, veja Tiago 1.12, feliz é o homem que persevera na provação. Como podemos perseverar? Tiago 4.7 nos responde:

Portanto, submetam-se a Deus. Resistam ao diabo, e ele fugirá de vocês.

Tiago 4:7

Para vencer a tentação, precisamos nos submeter à vontade de Deus. Agora, veja como a fé é fundamental aqui. Pois, a fé nos leva a crer que nosso Deus é verdadeiro, justo, puro, bondoso, amável e nos ama! Todas essas verdades são repetidas diversas vezes nas Escrituras.

Contudo, se não crermos nelas, jamais confiaremos que a vontade dele para nós é boa, perfeita e agradável (Rm 12.2). A fé nos faz ver que ao nos submetermos a Deus estamos experimentando o melhor para nossas vidas. A fé nos alerta que o diabo veio para matar, roubar e destruir! Enquanto que seguir a Jesus é encontrar vida em abundância! (João 10.10)

Sem fé é impossível agradar a Deus! Pois, precisamos crer que Deus existe e que ele recompensa aqueles que o buscam. (Hb 11.6) Sendo assim, a fé nos faz ver o propósito da santidade. Vencemos o pecado, pois, em Deus temos tudo que precisamos e nenhuma promessa do pecado é melhor do que as promessa de Deus para nossas vidas.

Mas a fé deve nos levar à perseverança! A fé sem obras é morta (Tiago 2.17-20). Logo, conhecermos e crermos nas promessas de Deus deve nos levar a negarmos as vontades da carne. A fé conduzirá nossas escolhas e atitudes diante da tentação.

Quais são as promessas de Deus para nossas vidas?

Tiago 1.12 diz que aquele que persevera na provação receberá a coroa da vida que Deus prometeu aos que o amam!

Paulo diz que o fruto do Espírito na vida do cristão é: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. (Gl 5.22-23)

Jesus promete vida em abundância (João 10.10) e paz (João 14.27). Ainda mais, ele diz que estará sempre conosco (Mt 28.20).

As promessas bíblicas são inúmeras! E são fonte de força inesgotável para quem luta contra o pecado. Conhecer a Bíblia e crer no que ela ensina nos dá as armas para vencermos o pecado. E mesmo que sejamos fracos, não estamos desamparados. Pois, o Espírito do Senhor está conosco dia após dias nos ensinando a guardar tudo que Jesus ensinou (João 14.26).

E se eu falhar?

Conquanto o pecado não afete nosso estado de salvação ou permanência com Deus, ele atinge nossa comunhão com o Senhor, porque Deus se entristece com nosso pecado. Isso pode acarretar em disciplina divina em nossa vida, pois, “o Senhor disciplina a quem ama” (Hb 1.6). [fonte] Grudem, Wayne. Bases da fé cristã: 20 fundamentos que todo cristão precisa entender (Locais do Kindle 917-919). Thomas Nelson Brasil. Edição do Kindle. [/fonte]

Apesar de todos os cristãos ainda pecarem, eles não devem viver em um padrão de desobediência de longo prazo, pois “Todo aquele que é nascido de Deus não pratica o pecado” (1João 3.9). Mas se uma pessoa vive na prática do pecado, sem arrependimento, ele pode verdadeiramente não ter posto sua confiança em Jesus para a salvação. Ou seja, o padrão pecaminoso de sua vida pode mostrar que ele jamais foi realmente um cristão.

Por outro lado, quando os cristãos pecam, devem honesta, humilde e rapidamente confessar seus pecados a Deus. Quando fazermos isso, descobrimos que Deus é “fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça” (1João 3.9).  [fonte] Grudem, Wayne. Bases da fé cristã: 20 fundamentos que todo cristão precisa entender (Locais do Kindle 923-926). Thomas Nelson Brasil. Edição do Kindle. [/fonte]

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Comer carne de porco é pecado? Antigo e Novo Testamento.

Comer carne de porco não é pecado para um cristão. Entretanto, no Antigo Testamento (AT) vemos que o povo judeu não deveria comer carne de porco, pois, ele era considerado um animal impuro. No Novo Testamento (NT) vemos uma nova interpretação a respeito dessa lei. Mais do que responder se comer carne de porco é pecado, vamos examinar um pouco mais sobre essas leis bíblicas.

Animais impuros no Antigo Testamento

O AT traz para nós uma lista de animais puros e impuros para o povo de Israel. Esses animais não deveriam servir de alimento e o judeu não deveria tocar em seus cadáveres.

  • Os animais da terra que eram impuros: Camelo, coelho, lebre e porco. (Lv 11.2-8)
  • Os animais aquáticos impuros: aqueles que não possuem barbatanas e escamas. (Lv 11.9-12)
  • As aves impuras: águia, urubu, falcão, corvos, corujas, cegonha, entre outras. (Lv 11.13-19)
  • Outros tipos animais também são listados: insetos (Lv 11.20-23); animais que rastejam (Lv 11.29-31).

Nesse capítulo, Moisés explica a diferença entre coisas puros e impuras, ou seja, limpas e imundas. Esse conceito era essencial para a vida de Israel com o Deus Santo. “Limpas” eram as coisas “apropriadas à presença de Deus”, enquanto, “imundas” eram as inapropriadas. O propósito central dessas orientações era tornar Israel santo (Lv 11.44), separado das práticas contaminadoras praticadas pelos povos vizinhos.

A instrução a respeito dos animais pode ter vários motivos. Por exemplo, os porcos são animais que transmitem doenças, assim como os ratos. Contudo, além desses motivos, o principal motivo não é a saúde do povo, mas princípios morais e teológicos. Veja, os animais carnívoros e aves de rapina comem carne com sangue, algo proibido ao povo (Lv 7.26), e se aproximavam de cadáveres. Logo, por causa dessas práticas deveriam ser considerados imundos.

Em termos teológicos, as criaturas puras simbolizam Israel e as impuras representam os gentios. Somente animais puros podiam ser oferecidos como sacrifício, pois o animal sacrificial representa o adorador. Ao restringir sua dieta aos animais puros, os israelitas eram lembrados que Deus havia escolhido apenas Israel entre as nações.

A lei no Antigo Testamento

A lei instituída por Deus no AT tem três diferentes dimensões:

  1. Moral. Representa a vontade de Deus para com o homem, no que diz respeito ao seu comportamento e seus deveres principais.
  2. Cerimonial. Esta representa a legislação levítica do Antigo Testamento: os sacrifícios e todo o simbolismo cerimonial.
  3. Civil. Representa a legislação dada à sociedade ou ao Estado de Israel: os crimes contra a propriedade e suas respectivas punições.

As leis a respeito de animais puros e impuros pertencem à dimensão Cerimonial. Sendo assim, conforme essas leis, comer carne de porco tornaria o israelita impuro.

Animais Impuros no Novo Testamento

Entretanto, no Novo Testamento vemos que algumas dessas leis são reinterpretadas por Cristo. Isso não significa que Jesus aboliu a lei, mas que algumas dessas leis já tinham cumprido seu propósito e não eram mais necessárias.

Em Atos 10.9-15, Pedro tem uma visão vinda dos céus que o ajuda a compreender que as leis a respeito dos animais já havia cumprido seu propósito. Um dos principais propósitos dessa lei era fazer distinção entre judeus e gentios. Porém, agora Deus estava chamando os gentios, cerimonialmente impuros, para serem salvos e purificados mediante o sacrifício de Jesus. Portanto, as regras que faziam distinção entre os povos não eram mais apropriadas.

O cristão pode comer carne de porco e de outros animais considerados impuros no AT, pois, no NT isso é permitido. As leis cerimonias de purificação não são mais necessárias, visto que os cristãos são purificados mediante o sacrifício e o sangue de Cristo derramado na cruz (Hb 10.17-20).

Nota do Editor
Quer aprender mais sobre continuidades e descontinuidades do Antigo Testamento? Indicamos os seguintes livros:

Comer carne de porco é pecado?

Não é pecado. Visto que as leis cerimoniais do AT não são mais necessárias e o porco não é mais considerado um animal impuro. Para ser puro, o cristão não precisa seguir os rituais de purificação do AT, ele precisa apenas de Jesus. Os rituais do AT cumpriram seu propósito. Em Jesus, o cristão é lavado, santificado e justificados (1Co 6.11). A comida não nos torna melhores diante de Deus, nem piores (1Co 8.8).

Contudo, o cristão deve tomar cuidado para não ofender um irmão ao comer carne de porco.

Não devemos escandalizar os irmãos

Embora comer carne de porco seja permitido aos cristãos, Paulo nos alerta sobre a necessidade de cuidarmos dos irmãos que se sentem escandalizados com isso. Ele diz que nossa liberdade não pode se tornar pedra de tropeço para os outros (1Co 8.9). Ademais, se eu comer carne faz mal ao meu irmão, então devo parar de comer carne (1Co 8.13).

O contexto desse trecho fala sobre carnes sacrificadas aos ídolos, contudo traz princípios importantes para nós. Paulo nos leva a pensar primeiramente nos irmãos e não em nossas próprias vontades. Se minha vontade, embora lícita, leva meu irmão mais fraco a tropeçar, então, por amor a ele me absterei daquilo que quero.

Comer carne de porco não é pecado, mas se algum irmão ainda não compreende isso, nós devemos com paciência ensiná-lo. E por amor a ele, evitar carne de porco.

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Pecado Vida Cristã

Jogar baralho é pecado? Baralho é do Diabo?

O baralho em si, como jogo de diversão, não é pecado. Biblicamente não há restrições a jogos de lazer. Entretanto, o jogo pode se tornar pecado quando é jogo de azar. Jogos de azar são aqueles em que apostamos dinheiro na tentativa de multiplicá-lo, sabendo que as probabilidades são contrárias a nós.

A Bíblia nos orienta a não buscarmos dinheiro fácil (Pv 13.11; Pv 23.5; Ec 5.10). O dinheiro facilmente nos envolve e seduz, a chance de obtê-lo facilmente atrai aqueles que não são sábios e pode levá-los à ruína. Há também a possibilidade de usar outros tipos de baralho como forma de adivinhação do futuro, isso também e pecado!

Jogar baralho é pecado?

Sendo assim, o baralho em si não é pecado, mas pode se tornar um meio para o pecado. Isso acontece quando:

  • usamos ele como forma de ganhar dinheiro fácil (Pv 13.11);
  • estamos viciados e passamos a viver em razão do dinheiro (Mt 6.24);
  • quando escandalizamos os irmãos por jogar (1Co 8.12,13);
  • quando usado para adivinhar a sorte (Lv 19.31).

Contudo, não se trata apenas de ter uma regra. É necessário sabedoria para ver quando jogar baralho se torna algo que faz mal para nossa vida. O jogo pode ser divertido, entreter, mas caso se torne em algo ruim, fica claro que não é algo que Deus quer nas nossas vidas. Não devemos permitir que o jogo nos afaste de Deus, ou que se torne um falso deus em nossas vidas.

Origem do baralho?

Não se sabe ao certo onde surgiu. Alguns indícios apontam que poderia ter sido na China, logo após a invenção do papel. Quando o imperador Sehum-Ho quis presentear uma de suas namoradas. Outros indícios mostram a possibilidade de ter surgido na Arábia. No entanto, historiadores dizem que as primeiras cartas surgiram no século X antes de Cristo, no Oriente Médio. Contudo, não há um consenso final a respeito da origem.

Na Índia, em tempos antigos as cartas eram usadas como oráculo que adivinham a sorte ou o futuro. O baralho era dividido em dez séries, uma para cada encarnação do deus hindu Visnu. Aliás, parece que no início as cartas tinham uso como oráculos para resolver os enigmas pessoais. Esse uso precedeu sua associação ao jogo. A maioria das artes, nas antigas civilizações, tinham um aspecto religioso e a adivinhação significava intervenção ou mensagem dos deuses.

No final do século 14 d.C., o baralho se espalhou pela Europa. Documentos comprovam na Espanha, Suíça, Florença e Paris. Por exemplo, em um livro de contabilidade da duquesa de Luxemburgo consta a compra de um baralho, com data de 14 de maio de 1379.
No século 15 d.C., havia diferente configurações de naipe. Na Alemanha, eram copas, sinos, folhas e bolotas, que ainda são utilizados em alguns jogos até hoje. Na Itália e na Espanha, cartas do século 15 eram dos naipes espadas, batons, copos e moedas.

Hoje os naipes são 4: paus, copas, espadas e ouros.

Significado das cartas do baralho:

  • Os 4 naipes são: Paus, Copas, Espadas e Ouros.
  • 52 cartas no total.
  • as cartas são numeradas de 2 até 10.
  • a carta equivalente ao 1 é o Ás, representado por um A.
  • Valete: vem do Francês “valet”, é um empregado doméstico masculino. Sua letra é o J, do inglês Jack.
  • Dama: representa a rainha, geralmente seu nível de importância é maior que o do Valete e menor que o do Rei. Sua letra é o Q de Queen.
  • Rei: é muitas vezes a carta de segunda maior importância no baralho, perdendo apenas para o Ás. Sua letra é o K de King.

Há algumas variações de baralhos pelo mundo, mas os comumente usados no Brasil seguem essa configuração.

Algumas linhas religiosas usam significados diferentes para as cartas, como forma de adivinhação e ocultismo. Contudo, essas formas de usar o baralho são veementemente condenadas pela Bíblia. Portanto, não consideramos os significados exotéricos como verdadeiros e abordamos o baralho apenas como um jogo de lazer.

Significado da palavra “baralho”:

Baralho no dicionário significa:

  • conjunto de cartas de jogo, que varia em número de acordo com o jogo a que serve.
  • nome dado à coleção de 52 cartas de jogar, distribuídas em quatro naipes, cada um com uma série de ás a rei, sendo que este, a dama e o valete são chamados figuras [Existe mais uma carta, o curinga, só us. em certos jogos.].

A orgiem da palavra vem do verbo “baralhar” que significa: misturar, desarrumar, pôr fora de ordem. Algumas pessoas atribuem a isso um significado espiritual. Entretanto, é mais sensato entender que o verbo se refira apenas ao ato de que a cada início de jogo misturam-se as cartas para ficar fora de ordem como preparação. O nome não tem relação com bagunçar sua vida, ou sua casa ou sua família.

Jogar Uno é pecado?

Não, não é pecado. O Uno é um jogo para diversão. Seu uso recreativo pode ser benéfico e ajudar no desenvolvimento das crianças. Pois, o uso das diferentes cores e números facilita na aprendizagem de maneira interativa. Entretanto, assim como outras brincadeiras pode trazer riscos, como brigas, discussões e estragar amizades.

Mas, ao jogar Uno temos a oportunidade de nos divertir e aprender a nos relacionarmos de maneira saudável com nossos amigos. Além do mais, o Uno pode proporcionar momentos em que pessoas mais introvertidas sintam-se à vontade para se abrir e fazer novas amizades.

Jogar Dominó é pecado?

Não, não é pecado. Da mesma maneira, aplicam-se ao dominó os mesmo princípios bíblicos usados para o baralho e o Uno.

Conclusão

Não busque apenas regras de certo e errado, busque princípios bíblicos que possam o orientar a agradar a Deus em tudo que fizer. Se você entende que o baralho, Uno, dominó o afastam de Deus, deixe esses costumes. Ore para que Deus o oriente. Não deixe que os jogos, entretenimento e diversão dominem você. Faça tudo para a glória de Deus (1Co 10.31).

 

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Pecado Vida Cristã

É pecado cortar o cabelo? O que a Bíblia diz?

Não é pecado cortar os cabelos. Não há versículos bíblicos que proíbam. No entanto, alguns princípios bíblicos demonstram que deve haver sabedoria na hora de escolher seu corte. Pois, ao cortar o cabelo deve-se levar em consideração que o penteado é uma expressão da personalidade dentro de um contexto cultural. Sendo assim, ao escolher o corte, pense em qual mensagem pode estar emitindo.

Há um corte de cabelo de crente?

Não há um modelo específico de corte de cabelo de crente. Mas, o estilo do corte é importante. Pois, pode passar uma mensagem e ter algum significado mais profundo.

Veja um exemplo, o corte de cabelo moicano usado pelos Punks é mais do que um penteado, é uma forma de passar uma mensagem. O corte de cabelo tem relação direta com os antigos índios moicanos que preferiam morrer a se deixar ser controlados por homens brancos que chegaram a seus territórios. Da mesma forma, os Punks adotaram esse tipo de corte para simbolizar sua luta contra o sistema de governo que quer impor todo tipo de controle à liberdade do povo, com o lema: “é preferível morrer a viver como um fantoche”.

Nos tempos bíblicos, Paulo mostra a importância cultural do cabelo. Em 1 Coríntios 11.3-16, ele explica os significados culturais do comprimento do cabelo para aquela época. A mulher teria cabelo comprido e isso lhe seria como glória. Ao mesmo tempo, os homens não deviam ter cabelos compridos, pois, isso era para as mulheres. Uma mulher de cabelos rapados ou curtos seria vergonhoso na cidade de Corinto.

Paulo diz “Mas se alguém quiser fazer polêmica a esse respeito, nós não temos esse costume, nem as igrejas de Deus.” 1 Coríntios 11:16.

Ou seja, para Paulo, não é correto que o cristão escandalize ou cause polêmica através de seu corte de cabelo. O princípio bíblico trazido por ele é que deve-se ter consciência de que o cabelo pode ter um significado na cultura, e não é aconselhável causar problemas através dele. O modelo de corte de cabelo cristão é aquele que não causa polêmica, mas que exibe beleza e bom testemunho de decência e conduta.

É pecado pintar o cabelo?

Não! Pintar o cabelo é uma ação de estética, onde se procura ficar mais bonita. Isso não é pecado. Cuidar do corpo e procurar ser mais bela é algo bom. Entretanto, não se deve cometer excessos. Pintar o cabelo torna-se pecado quando essa é uma forma de buscar aceitação própria ou do meio em que se vive, ou por exigências da moda. Então, a tintura torna-se um meio de satisfazer uma necessidade do coração, uma vaidade controladora. Pinte o cabelo, mas não se engane imaginando que isso é o que te faz ser bonita e aceita. A beleza verdadeira está num coração que encontra sua identidade e seu valor em Jesus.

“Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de si mesmos? Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o corpo de vocês.” 1 Coríntios 6:19,20

É pecado fazer luzes e alisar o cabelo?

Não, você pode fazer. Mas, lembre-se de não exagerar ou de usar produtos que casem malefícios à saúde. Sua saúde é mais importante que a estética. Não se deixe influenciar demasiadamente pela moda vigente, colocando em risco sua saúde.

“Tudo me é permitido”, mas nem tudo convém. “Tudo me é permitido”, mas eu não deixarei que nada domine.” 1 Coríntios 6:12

Analise se convém e se é saudável para você. Lembre-se que usar químicas ilegais ou em excesso podem danificar o cabelo e trazer outros riscos graves à saúde.

Cortar o cabelo e fazer a barba é pecado?

Não! Levando-se em conta a cultura de hoje, não há quem se escandalize caso veja um homem de cabelo cortado e barba feita. E a Bíblia não aponta essas coisas como pecado.

Veja, Paulo em 1 Coríntios 11.14, diz que é desonra para o homem ter cabelo cumprido. Ele diz isso levando em consideração a cultura daquela cidade. Já no Antigo Testamento, e até mesmo entre os judeus dos tempos de Jesus, era comum que os homens tivessem cabelo um pouco maior e com barbas espessas. Veja o exemplo de Sansão que tinha longos cabelos por causa de seu voto de Nazireu e isso não é algo vergonhoso.

Portanto, em uma cultura cortar os cabelos e fazer a barba poderia ser considerado escandaloso em outra, não. O que se deve aplicar é a sabedoria cristã e não uma regra de “sim ou não”.

Conclusão

Cortar o cabelo não é pecado. Mas, escolha com sabedoria seu corte de cabelo e a forma como você cuida dele. Evite tratamentos nocivos à saúde. Procure não causar polêmica. O seu corte de cabelo é uma expressão da sua identidade, mas não define quem você é. Procure simplicidade e beleza que glorifiquem a Deus.

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Pecado Saúde Vida Cristã

Fumar é pecado? Conheça os versículos!

A Bíblia não diz especificamente que fumar é pecado. Entretanto, o hábito de fumar não é aconselhado pela sabedoria bíblica. Visto que fumar pode trazer graves riscos e consequências para sua saúde e bem-estar. Pode-se deduzir, então, que isso é algo que desagrada a Deus.

O problema do vício

Paulo aconselha os cristãos de Corinto a refletirem sobre as coisas que tem feito:

“Tudo me é permitido”, mas nem tudo convém. “Tudo me é permitido”, mas eu não deixarei que nada domine. 1 Coríntios 6:12

É possível que alguns dos irmãos de Corinto estivessem usando a liberdade em Cristo como desculpa para a libertinagem. Paulo cita algumas das coisas que eles faziam, como por exemplo: eram alcoólatras, trapaceiros, amavam o dinheiro (1 Co 6.10). Então, Paulo os ensina que agora que foram salvos por Cristo, eles devem deixar os hábitos que os dominavam antes. Dentre esses hábitos, vemos os vícios, que dominam e escravizam. Embora a Bíblia não fale explicitamente do fumo, fica claro que coisas que nos dominam e fazem de escravos não são boas para nossas vidas.

Sendo assim, o fumo não é considerado bom, mas algo destrutivo. É um vício que domina e escraviza. Vai aos poucos roubando a qualidade de vida, tornando a pessoa cada vez mais dependente, até a morte.

Fumar desagrada a Deus?

Sim, fumar desagrada a Deus porque fere os desejos dele para o ser humano. Deus criou a humanidade para viver de forma bela, abençoada e feliz. O fumo é o inverso de tudo isso. Ele denigre o ser humano, traz males e por fim, tristeza e morte. Deus deseja que o ser humano viva livre de vícios e desfrute da vida e cuide de seu corpo.

“Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de si mesmos? Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o corpo de vocês.” 1 Coríntios 6:19,20

Aqueles que foram remidos pelo sangue de Jesus são habitação de Deus. Isso significa que o Espírito Santo está em nós. Nós pertencemos a Ele. E veja como ele nos considera preciosos, pois pagou preço altíssimo para nos resgatar. Portanto, devemos cuidar de nosso corpo, como habitação do Espírito Santo e em todas as nossas atitudes, devemos glorificar a Deus, como um gesto de gratidão. Fumar é oposto a todos esses princípios bíblicos! Fica claro que fumar desagrada muito a Deus.

Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus.
1 Coríntios 10:31

Fumar desagrada a Deus, não porque ele queira privar você de algo prazeroso. Mas, porque ele se preocupa com você e não se agrada de vê-lo sendo destruído por esse vício.

Como vencer o vício?

Não basta apenas dizer que o fumo é ruim. É necessário mostrar que a Bíblia nos ajuda a vencer o vício que nos domina. Ela nos aconselha a buscar a pureza e santidade no temor de Deus:

Amados, visto que temos essas promessas, purifiquemo-nos de tudo o que contamina o corpo e o espírito, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus. 2 Coríntios 7:1

Ou seja, para vencer o vício devemos buscar a Deus. E ele nos auxilia nessa busca:

“[…] ponham em ação a salvação de vocês com temor e tremor, pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele.

Façam tudo sem queixas nem discussões, para que venham a tornar-se puros e irrepreensíveis, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e depravada, na qual vocês brilham como estrelas no universo, retendo firmemente a palavra da vida. Filipenses 2:12-16

“Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar”, nosso Pai Celeste é poderoso para nos conduzir a novos desejos e ajudar-nos a vencer nossas lutas. Somos filhos de Deus em meio a uma geração corrompida. É nosso dever brilhar como estrelas que proclamam a Glória de Deus, o Deus que é capaz de transformar vidas e libertá-las do vício. Apoie-se nele, o busque dia a dia, ele estará com você, dando força, perseverança e consolo. Ore, leia a Bíblia, busque ajuda de pessoas tementes a Deus. Não se renda ao vício, ele não pode mais dominá-lo, a graça de Deus o ajudará.

O fumo não te impede de ser filho de Deus, pois é pela graça que somos salvos. Mas, essa graça salvadora também é transformadora e quer libertá-lo de toda a escravidão que os vícios causam. Não é por seu mérito, é pela graça. Mas você também tem a responsabilidade de lutar.

Fruto do Espírito

O desejo de Deus é que aqueles que estão presos no vício possam experimentar a liberdade que há no Espírito Santo. Ao invés da decadência trazida pelo fumo, você possa experimentar o Fruto do Espírito:

Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade,
mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei. Gálatas 5:22,23

Concluindo, o fumo traz diversas desgraças para a vida do ser humano. Mas, Deus oferece a libertação do vício, através de sua graça. E, ao invés de buscar satisfação nos desejos de antigamente, agora você pode encontrar tudo que precisa no Espírito Santo.

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Pecado Vida Cristã

Beber é pecado?

A Bíblia não diz que ingerir bebidas alcoólicas é pecado. Pelo contrário, há passagens bíblicas que mostram que o próprio Jesus bebia vinho. Entretanto, a Bíblia é veementemente contra o abuso das bebidas, a falta de controle e embriagar-se.

Sendo assim, o cristão deve ter uma relação saudável quanto à ingestão de bebidas. Vejamos alguns princípios bíblicos.

Versículos que falam sobre beber:

Paulo aconselha aos cristãos de Éfeso da seguinte maneira:

“E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito;” Efésios 5:18

Esse versículo é uma das evidências bíblicas que mostram que não é pecado beber. O pecado está em embriagar-se. Embriagar-se é ficar bêbado, perder o controle sobre a consciência. Essa atitude é reprovável. O cristão, no entanto, deve encher-se do Espírito. O estilo de vida do cristão deve ser de prudência e sabedoria. Portanto, ingerir bebida alcoólica deve ser com moderação e cautela, sem excessos.

Alguns dos argumentos que demonstram que bebida alcoólica não é pecado:

  • a presença do vinho na Santa Ceia;
  • Jesus bebia vinho (Mateus 11.19);
  • ele transforma água em vinho no casamento (João 2);
  • Paulo aconselha Timóteo a tomar um pouco de vinho por causa de sua saúde (1 Tm 5.23).

Nesses poucos exemplos, vemos que não há pecado em beber. O vinho (ou outra bebida) é parte da criação e deve ser apreciado e consumido com moderação. Mas, há perigo para aqueles que demasiadamente usufruem de bebidas.

Qual é o perigo das bebidas alcoólicas?

A sabedoria bíblica nos mostra que, embora não seja pecado beber, deve haver sabedoria nessa prática. Pois, a bebida pode apresentar alguns perigos. Vemos exemplos como a história de Noé, que se embebedou e trouxe vergonha para si mesmo (Gn 9.20-25). Em Isaías vemos como estar bêbado é vergonhoso e reprovável para Deus:

“E estes também cambaleiam pelo efeito do vinho, e não ficam de pé por causa da bebida fermentada: Os sacerdotes e os profetas cambaleiam por causa da bebida fermentada e estão desorientados devido ao vinho; eles não conseguem ficar de pé por causa da bebida fermentada, confundem-se quando têm visões, tropeçam quando devem dar um veredicto.
Todas as mesas estão cobertas de vômito e não há um só lugar limpo.” Isaías 28:7,8

Sendo assim, a bebida pode trazer vergonha para aquele que bebe sem moderação. Paulo diz que a embriaguez é uma das obras da carne, contrária à vontade do Espírito de Deus (Gl 5.21), algo que é destrutivo para o ser humano. A bebida pode iludir, trazer alegria temporária, mas quando se faz uso demasiado dela sem cuidado, logo estará viciado e aprisionado, com consequências drásticas.

Os conselhos de Provérbios sobre bebidas:

  • Não só o álcool, mas outros prazeres tornam-se perigosos quando abusamos deles:

“Quem se entrega aos prazeres passará necessidade; quem se apega ao vinho e ao azeite jamais será rico.” Provérbios 21:17

  • O álcool pode nos colocar em situações de perigo que trazem grandes danos:

“De quem são os ais? De quem as tristezas? E as brigas, de quem são? E os ferimentos desnecessários? De quem são os olhos vermelhos?
Dos que se demoram bebendo vinho, dos que andam à procura de bebida misturada.” Provérbios 23:29,30

  • O álcool é atraente e aquele que não é sábio se deixa atrair e ser envolvido sem perceber seus perigos. No fim, ele distorcerá a mente e será como veneno:

“Não se deixe atrair pelo vinho quando está vermelho, quando cintila no copo e escorre suavemente!
No fim, ele morde como serpente e envenena como víbora.
Seus olhos verão coisas estranhas, e sua mente imaginará coisas distorcidas.” Provérbios 23:31-33

  • Por fim, o álcool entorpece a ponto de que você perca a noção de onde está e do que aconteceu. O poder da bebida será tão forte sobre você que o único pensamento será “onde posso conseguir um pouco mais?”:

“Você será como quem dorme no meio do mar, como quem se deita no alto das cordas do mastro.
E dirá: “Espancaram-me, mas eu nada senti! Bateram em mim, mas nem percebi! Quando acordarei para que possa beber mais uma vez?” Provérbios 23:34,35

Para evitar esses e outros perigos da bebida alcoólica é necessário aprender na Bíblia a forma correta de lidar com o álcool.

Qual é a forma correta de beber?

Para evitar os perigos da bebida, devemos buscar a sabedoria das Escrituras. Por essa razão se deve aplicar domínio próprio, mencionado por Paulo como parte do fruto do Espírito.

“Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade,
mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei.” Gálatas 5:22,23

O cristão pode beber, inclusive, socialmente, com o cuidado de dar bom testemunho, não infringindo as leis, como as de trânsito, por exemplo. Ele não deve colocar em risco sua saúde e o bem estar dos outros. Deve estar atento ao seu limite, com moderação e sabedoria. É preciso saber dizer “CHEGA” e ouvir quando outros dizem que você já está passando do limite. Os que passam desse ponto, são os que incorrem no risco de serem destruídos pelo vício.

“Tudo me é permitido”, mas nem tudo convém. “Tudo me é permitido”, mas eu não deixarei que nada domine. 1 Coríntios 6:12

Beber não é pecado, desde que isso não o domine, não faça mal a você e àqueles com quem convive.