O Espírito Santo é uma pessoa? Saiba mais aqui!

Sim, o Espírito Santo é uma pessoa divina. Ele é plenamente Deus e é uma pessoa, não uma força. O Concílio de Constantinopla, 381 d.C., afirma: “[Cremos] no Espírito Santo, o Senhor e Doador da vida, que procede do Pai, que junto com o Pai e o Filho é adorado e glorificado, que falou por meio dos profetas.”.

Portanto, ele é a terceira pessoa da Trindade, mas isso não significa que seja o terceiro em importância. (A designação de primeira, segunda e terceira pessoa é didática e não caracteriza uma hierarquia dentro da Trindade) O Espírito Santo não é uma manifestação do poder de Deus, mas o próprio e onipotente Yahweh em pessoa.

Estudo Bíblico

O termo hebraico para espírito é “ruach” e o grego é “pneuma”, assim como o vocábulo latino “spiritus”, derivam de raízes que significam soprar, respirar ou vento. Contudo, seu sentido bíblico é mais do que isso. No Antigo Testamento, fala-se mais comumente “Espírito de Deus” ou “Espírito do Senhor”. A expressão “Espírito Santo” aparece somente em Sl 51.11 e Sl 51.11 e Is 63.10,11Is 63.10,11. Entretanto, no Novo Testamento, o termo Espírito Santo ocorre diversas vezes e claramente se refere à terceira pessoa da Trindade.

É notável que no AT, repetidamente, chame-se Deus de o “Santo de Israel”, enquanto no NT, raramente aplica-se o adjetivo “santo” a Deus Pai. Mas, usa-se frequentemente para caracterizar o Espírito. É provável que isso se deva ao fato de que foi especialmente no Espírito e sua obra santificadora que Deus se revelou como Santo. É o Espírito Santo que faz sua habitação nos corações dos crentes, que os separa para Deus e que os purifica do pecado. 1 BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática.  Editora Cultura Cristã.

O Espírito Santo é uma pessoa

As expressões “Espírito de Deus” e “Espírito Santo” não indicam com clareza uma pessoalidade. Além disso, a pessoa do Espírito Santo não apareceu de forma pessoal, física, claramente discernível entre os homens, como aconteceu com o Filho de Deus. Talvez, por causa disso, a pessoalidade do Espírito Santo foi muitas vezes colocada em questão.

Isso pode confundir alguns e levá-los a pensar que o Espírito Santo é apenas uma manifestação do poder de Deus em ocasiões especiais ao longo da Bíblia. Portanto, é preciso que fique claro que o Espírito Santo é uma pessoa divina que compartilha os atributos que pertencem somente a Deus. Seus atributos e características demonstram que ele é mais do que uma força ou poder agindo, ele é uma pessoa.

Sendo assim, vejamos algumas provas que indicam sua pessoalidade no Novo Testamento. Em João 14.26João 14.26; 15.26 e 16.7,  o Espírito Santo é chamado de Parakletos, Consolador. Esse termo não pode ser traduzido como consolação, ou conforto, nem pode ser considerado como nome de alguma coisa abstrata. Ele é o Consolador, alguém (pessoa) que consola. Nos textos citados do Evangelho de João, o Espírito Santo é aquele que dará continuidade à obra de Cristo. Jesus se refere ao Espírito como “ELE”, não como “Isso”. O pronome indica que Jesus estava falando de alguém e não uma coisa.

Em Mateus 28.19, Mateus 28.19, Jesus diz: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. A forma instituída por Jesus para o batismo, indica a pessoa do Espírito Santo como um pessoa divina que faz parte da Trindade. Se ele fosse apenas uma manifestação de poder, não seria citado aqui dessa forma.

Espírito Santo, pessoa ou força?

Ao Espírito Santo são atribuídas diversas características de pessoa. Inúmeros textos servem como evidência. Ele tem sentimentos (Is 63.10Is 63.10; Ef 4.30Ef 4.30); ensina e testemunha (Jo 14.26, 15Jo 14.26, 15.26); tem vontade (At 16.7At 16.7; 17citacaoRm 8.517citacaoRm 8.5). Além disso, ele fala, ordena, revela, luta, cria, intercede, vivifica os mortos e etc. Em Atos, vemos o Espírito se relacionando com a Igreja e os Apóstolos e como sua vontade os instruía nas decisões e os capacitava (Atos 2.4Atos 2.4).

Ao se estudar esses textos, não há como interpretar o Espírito Santo como uma força ou algo impessoal. Ele se revela como uma pessoa com poder. Mas é um equívoco entendê-lo apenas como um poder.

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Algumas passagens distinguem o Espírito do seu poder. Por exemplo, Lc 1.14 e 4Lc 1.14 e 4.14, At 10.38, At 10.38, Rm 15.13, Rm 15.13, faça um exercício. Leia esses trechos e substitua a expressão “Espírito Santo” por “poder” ou “influência”. Você verá que a frase não fará sentido, ficará sem nexo e até absurda. Essa é uma maneira simples de demonstrar que nesses contextos, não há como entender o Espírito Santo sendo uma força impessoal.

Veja outros textos que falam mais sobre o Espírito Santo: Gn 1.2Gn 1.2; 6.3; Lc 12.12Lc 12.12; Jo 16.8Jo 16.8; At 8.29At 8.29; 13.2; Rm 8.11Rm 8.11; 1 Co 2.10,111 Co 2.10,11; 2 Co 13.132 Co 13.13; 1 Pe 1.1,21 Pe 1.1,2.

O que define o Espírito Santo como uma pessoa?

Os seguintes argumentos bíblicos demonstram a divindade e pessoalidade distinta do Espírito Santo:

  • O Espírito está no mesmo nível e ordem de precedência de Deus Pai e de Deus Filho: Mt 28.19 e 1 Mt 28.19 e 1 Co 12.3-6Co 12.3-6.
  • Ele tem nomes que são apropriados apenas a uma pessoa divina: At 5.3,4,9At 5.3,4,9.
  • Ele possui características de uma pessoa: vontade e entendimento, 1 Co 12.111 Co 12.11; 2.10.
  • Ele é o autor voluntário de ações divinas, inclusive a Criação (Gn 1.2Gn 1.2), fala por meio de profetas (2 Pe 2.212 Pe 2.21), vivifica, santifica, consola (Jo 14.16,17Jo 14.16,17) e instrui (Jo 16.13Jo 16.13).
  • Na Bíblia, dá-se a ele a mesma consideração de fé, adoração e obediência que se dá às outras pessoas do Pai e do Filho: Mt 12.31,32Mt 12.31,32; At 13.2,4At 13.2,4. 2 TEOLOGIA PURITANA – Doutrina para a Vida.  Editora Vida Nova.

Obras especiais do Espírito Santo

Na Bíblia, certas obras são atribuídas mais particularmente ao Espírito Santo. Pode se dizer que a sua tarefa especial é agir sobre as pessoas e dentro delas. Sua obra dá continuidade à obra do Filho, como a obra do Filho segue a do Pai.

O Espírito Santo inspirou as Escrituras e desse modo trouxe aos homens a revelação especial de Deus (1 Co 2.131 Co 2.13; 2 Pe 2.212 Pe 2.21). É ele quem dá forma e crescimento à Igreja, pela regeneração, santificação e habita nela como o princípio da nova vida (Ef 1.22,23, 2Ef 1.22,23, 2.22; 1 Co 3.16, 121 Co 3.16, 12.4). O Espírito dá testemunho de Crista e guia a Igreja em toda verdade. Ao fazer isso, ele manifesta a glória de Deus e de Cristo, aumento nosso conhecimento do Salvador, livra de erro a Igreja e a prepara para seu destino eterno (At 5.32At 5.32; Hb 10.15, 1 Hb 10.15, 1 Jo 2.27Jo 2.27). 3 BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática.  Editora Cultura Cristã.

Conclusão

Em conclusão, a partir desses versículos bíblicos, podemos constatar que o Espírito Santo é uma pessoa e não uma manifestação de poder. Ele é Deus! Ele cuida dos discípulos de Jesus e age hoje dando continuidade à obra de Jesus Cristo. Ele tem vontades, desejos, poder e está presente em nossas vidas como o Consolador que nos ensina a guardar os mandamento de Cristo.

Portanto, não há como ser cristão e não ter o Espírito Santo dentro de nós. Não há como se converter para Jesus, sem que o Espírito Santo haja em nossos corações. Ele deve ser adorado, buscado e conhecido pelos discípulos de Jesus. Nele nós podemos confiar.

 

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