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Vida Eterna existe? Como ter?

A Vida Eterna existe?

Sim! Cremos nisso pois lemos na Bíblia. Jesus promete vida eterna para aqueles que creem em seu nome. A razão de Jesus vir ao mundo foi salvar e resgatar o perdido (Lc 19.10; Jo 3.16-17).

Em especial, ao longo do Evangelho de João lemos muitas coisas que Jesus disse sobre a salvação. De fato, a Vida Eterna é um dos temas predominantes nesse evangelho. Sendo que não seria incorreto resumir a missão de Jesus e o tema do Evangelho de João em termos de Vida Eterna.

Vejamos a seguir um pouco mais sobre Vida Eterna.

Como ter a Vida Eterna?

Em João 17.3, Jesus diz:

Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.
João 17:3

Veja alguns aspectos interessantes que Jesus nos ensina,

  • Jesus não está afirmando que conhecer a Deus precede a vida eterna, tampouco que isso é necessário para obtê-la. Mas, conhecer a Deus é a Vida Eterna. Os que conhecem a Deus no tempo presente têm com ele uma comunhão incorruptível que a morte não pode romper nem impedir.
  • A vida eterna é algo que se tem no presente. O mesmo aspecto é lido em Jo 3.15, quando Jesus diz “todo o que nele crer tenha a vida eterna.” Ao se referir à vida eterna, Jesus emprega verbos no presente, como “te conheçam e tenham”, apontando que ela é uma dádiva para hoje.
  • A vida eterna é obtida pelo conhecer. Mas é muito mais do que conhecimento intelectual. Ela se manifesta na vida daquele que conhece e reconhece que Jesus é o Filho de Deus. Esse conhecimento significa receber crendo com alegria e prazer na soberania, no amor e na íntima comunhão com Deus e seu Filho Jesus.
  • Esse conhecer é mais do que saber algo, conhecer significa relacionar-se com Deus.
  • Esse conhecimento deve nos levar a crer em Jesus, a arrepender-nos, confessar os nossos pecados e dia a dia vivermos a nova vida com Cristo. (Jo 3.15-18)
  • É importante que saibamos que Vida Eterna é algo dado pela graça de Deus aos pecadores que creem em Jesus. (Ef 2.1) Não a conquistamos pelos nossos méritos. Pois, quando reconhecemos nossos pecados, e nossa podridão, a mensagem do evangelho diz que só Jesus pode nos salvar, e só nele encontramos a vida (Ef 2.4-5; Rm 6.23).

É necessário Nascer de Novo:

Biblicamente, para ter a vida eterna é necessário nascer de novo (Jo 3.3), Jesus diz isso a Nicodemos. Isso não significa nascer mais uma vez da barriga da mãe. No entanto, nascer de novo significa nascer da água e do Espírito.

Sendo assim, uma pessoa só pode conhecer o Reino de Deus e ter vida eterna se for tocada pelo Espírito Santo. Ou seja, o Espírito precisa tocar o coração, implantando nela a vida que vem de cima, que tem sua origem no céu. Essa ação gera uma mudança radical, como alguém que é trazido da morte para a verdadeira vida (Jo 5.24-26). Dessa forma, a ação de Deus vem antes de qualquer desejo nosso de conhecê-lo. É ele que nos atrai para transformar nossa vida (Jo 6.37).

Portanto, a menos que haja esse novo nascimento, a pessoa não pode ver o Reino de Deus, tampouco experimentar, participar, ou possuir a vida eterna.(Jo 3.5)

É importante lembrar que ao longo dos evangelhos, os termos Vida Eterna e Reino de Deus tem significado muito próximo, quase equivalentes.

Vida eterna na terra?

Vida eterna, em grego no Novo Testamento, significa literalmente “vida da era”. Mas, em escritos do Antigo Testamento, vida eterna tinha o sentido de “vida da era vindoura”, como em Dn 12.2. O conceito judaico dessa era vindoura reflete a vida que os justos herdarão com Deus.

No Evangelho de João, esse conceito de era vindoura indica a vida sob a vem-aventurança que o crente participa pela fé em Jesus. Essa vida é aquela que vem do próprio Deus, portanto, o cristão vive na dependência do Pai Celestial. Contudo, perceba essa não é uma realidade para ser experimentada apenas após a morte e ressurreição dos nossos corpos.

Em João, a vida eterna é algo para hoje e agora! Essa vida é dada por Jesus hoje, quando através dele conhecemos o Pai e temos comunhão com ele. Assim, vida eterna é também a apropriação pela fé de realidades não vistas, embora presentes, que dão forma à vida do crente nesse mundo e se tornarão plenamente realizadas no mundo vindouro.

Portanto, a partir do momento em que nasce de novo, o cristão experimenta as bênçãos do céu em sua vida. Contudo, essas experiências serão plenas e livres de sofrimento e limitações apenas quando estivermos no Novo Céu e na Nova Terra.

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Como será a Vida Eterna?

Em Ap 21 nos é contado um pouco de como será a vida eterna. Aqueles que têm seu livro escrito no livro da vida do Cordeiro entrarão na cidade Santa (Ap 21.27). Nada de impuro, perverso, pecaminoso terá espaço ali. Todo choro, tristeza e dor serão aniquilados. As lágrimas cessarão, pois, o próprio Deus enxugará os olhos daqueles que sofrem. (Ap 21.4)

A vida eterna será vivida em Novos Céus e uma Nova Terra. A Nova Jerusalém descerá do Céu, e a habitação de Deus estará no meio das pessoas. O próprio Deus pastoreará as nações. (Ap 21.2,3) A Cidade Santa será especialmente preparada por Deus. Lindíssima, como feita de ouro puro, pedras preciosas e pérolas. Mas o seu brilho virá da glória de Deus! (Ap 21.11)

No centro da cidade está o trono de Deus e do Cordeiro. Dos pés do trono flui o rio da água da vida, na rua central da cidade, e ali também está a árvore da vida que dá doze colheitas por ano, uma a cada mês.

A cidade não precisará de sol, nem lua, pois a glória de Deus a ilumina e o Cordeiro é sua candeia (Ap 21.23). As nações andarão em sua luz. Pois, veja, que a promessa da vida eterna é andar sob a luz de Deus para todo sempre.

Todas essas maravilhas durarão eternamente!

Reflexão sobre a Vida Eterna

Aqueles que conhecem a Jesus já andam sob a luz de Deus. Mas, em meio a esse mundo de sofrimento e pecado, muitas vezes tropeçamos. Embora experimentemos aspectos da vida eterna hoje, ela será plena quando se concretizar a promessa da volta de Cristo.

Essa é a esperança e alegria do discípulo de Jesus. A esperança da vida eterna nos motiva a viver nesse mundo de maneira que glorifique ao nosso Deus.

Andamos com os pés nesse mundo, mas nosso coração e mente estão no céu.

 

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Jejum de Ester: O que é? Versículos.

Jejum de Ester na Bíblia

A história bíblica de Ester nos conta que o povo judeu estava exilado e sob o domínio do Império Assírio. Ester havia se tornado rainha, esposa de Xerxes. Além disso, ela era sobrinha de Mardoqueu e do povo de Israel.

O povo judeu corria grande perigo. Pois, um homem chamado Hamã odiava Mardoqueu e havia tramado contra todo seu povo. Ele fez com que o Rei Xerxes emitisse um decreto que ordenava a aniquilação do povo judaico. Diante de tamanho perigo, Mardoqueu pede a Ester que interviesse diante do rei em favor de seu povo.

No entanto, Ester temia apresentar-se diante de Xerxes, pois, isso só era permitido a quem fosse convidado. Pois, se alguém que aparecesse sem um convite poderia ser condenado à morte. Por esta razão, Ester disse para Mardoqueu convocar todo o povo judeu a um jejum coletivo:

Então Ester mandou esta resposta a Mardoqueu:
“Vá reunir todos os judeus que estão em Susã, e jejuem em meu favor. Não comam nem bebam durante três dias e três noites. Eu e minhas criadas jejuaremos como vocês. Depois disso irei ao rei, ainda que seja contra a lei. Se eu tiver que morrer, morrerei”.

Ester 4:15,16

Para conhecer a história completa de Ester e Mardoqueu clique aqui.

Jejum de Ester 2018 e 2019

Uma prática pentecostal atual tem sido chamada de O Jejum de Ester. Ele é descrito da seguinte forma:

  • É um jejum de mudança de sorte;
  • É um jejum que trará o favor do Rei dos reis;
  • Enfim, é um jejum que tirará todos os impedimentos de suas promessas, te habilitará e que te constituirá para o Reino.
  • Além disso, declare todo o dia “Eu declaro que vou viver dias de alegria, de paz, de saúde, de prosperidade, de amor. Nesses dias, o Senhor mudará a minha sorte e a minha boca se encherá de riso e minha família viverá o melhor de Deus. Em nome de Jesus!”

Portanto, esse jejum tem como objetivo destravar as bênçãos de Deus sobre a vida do seu povo. O jejum atrairá o favor do Rei dos Reis. A promessa é que se você o fizer, alcançará um nível superior de espiritualidade, pois, é um jejum poderoso!

Contudo, note que se você falhar haverá consequências:

Note-se que sua carne vai lutar com você a cada passo do caminho em uma tentativa desesperadamente para te impedir dessa experiência inovadora. [sic]

Por favor, esteja ciente de que se você permitir que sua carne ganhe, então você acaba de dar um  beijo de adeus às bênçãos!

  • Blog Fonte de Fogo [fonte] fontedefogo.blogspot.com/2016/01/perguntas-e-respostas-sobre-jejum-de.html[/fonte]

Sendo assim, há diversos métodos na internet, orientando passo a passo como fazê-lo. De fato, ele se assemelha com as orientações bíblicas sobre jejum, contudo há alguns erros graves. Vejamos a seguir o jejum bíblico.

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O Jejum Bíblico

O jejum bíblico é a abstinência de todo tipo de alimentação, às vezes até mesmo de água. A privação do alimento, por um tempo determinado, tem o objetivo de dedicar-se à oração, à comunhão com Deus, ao exame da alma. É também uma expressão de quebrantamento, tristeza e arrependimento diante de Deus.

No Antigo Testamento, havia dias de jejum específicos no calendário dos judeus. Eram épocas em que a nação inteira jejuava, em certas ocasiões por alguns dias. Nesses períodos, eles afligiam sua alma, humilhavam-se diante de Deus, confessavam seus pecados, se quebrantavam e renovavam sua aliança e o propósito de viver para o Senhor. Os jejuns conclamavam o povo a jogar fora seus ídolos, arrepender-se e voltar-se para Deus. O jejum era parte visível da consternação, da dependência do Senhor (cf. Êx 34.28; Jz 20.26; 1Rs 19.8; 2Cr 20.3).

Além disso, o Jejum que realmente agrada ao Senhor, deve ser oportunidade para ajudar os pobres, deixar o pecado, quebrar o jugo da iniquidade, parar de oprimir os inocentes, cessar a prática da violência, andar nos caminhos de Deus. (Is 58.6-8)

Já no Novo Testamento, o jejum tem o propósito de exercício espiritual, que visa a mortificar a carne, subjugar os desejos pecaminosos, elevar o espírito, entristecer o homem diante de Deus. [fonte] Nicodemus, Augustus. Cristianismo Descomplicado. Editora Mundo Cristão. Edição do Kindle. [/fonte]

Portanto, jejum é um exercício para mortificar nossos desejos carnais e nos humilhar diante de Deus. Dessa forma, nosso ego é diminuído e a graça de Deus nos fortalece. Não é um meio de convencer Deus a fazer a nossa vontade! O jejum bíblico não é uma forma de mudar a nossa sorte. O jejum bíblico transforma o nosso ser!  O jejum bíblico não traz o favor de Deus e não nos dá o poder de determinar coisas para dele. O jejum é o sinal visível da humilhação de nosso coração, que reconhece sua pequenez e pecaminosidade e clama pelo perdão do nosso Senhor.

Veja mais versículos sobre Jejum e Oração

A forma errada de Jejuar

Mesmo na época do Antigo Testamento, o real propósito santo do jejum era distorcido. Já havia pessoas que o praticavam de forma errada e pelo motivo errado. Queriam conseguir coisas que Deus não prometeu dar por meio do jejum. Achavam que essa prática tivesse em si algo mágico.

Muitas pessoas pensam assim hoje. O ato de jejuar é, muitas vezes, como uma espécie de talismã, garantia de bênçãos que coloca Deus como um escravo de nossos pedidos. Parece que o jejum nos dá poder de mandar em Deus. Mas, na verdade, biblicamente, caso o jejum não seja acompanhado de uma atitude espiritual correta, não valerá absolutamente nada.

O jejum deve vir acompanhado de quebrantamento, arrependimento, confissão de pecados, humilhação diante de Deus, tempo de oração e dedicação ao Senhor.

Portanto, não adianta jejuar se isso não vier acompanhado de arrependimento, um proceder santo, mudança de atitude e vida de oração. [fonte] Nicodemus, Augustus. Cristianismo Descomplicado. Editora Mundo Cristão. Edição do Kindle. [/fonte]

Como praticar o Jejum

  • Abstenha-se de comer, talvez até de beber, um dia, dois ou o tempo que você aguentar.
  • O jejum tem de ocorrer  juntamente com a meditação, oração, leitura da Escritura, quebrantamento, súplicas.
  • O jejum é também apropriado em momentos de crise, calamidade pública, doenças na família e crises existenciais.
  • Tire um tempo para ficar diante de Deus.
  • E, quando jejuar, jejue para Deus. Não precisamos contar às pessoas que estamos jejuando. (Mt 6.16-18)

Notas Bibliográficas

Os trechos a respeito do Jejum Bíblico, A Forma Errada de Jejuar, Como praticar o Jejum foram retirados do livro Cristianismo Descomplicado do Rev. Augustus Nicodemus.[fonte] Nicodemus, Augustus. Cristianismo descomplicado (Locais do Kindle 1992-1995). Editora Mundo Cristão. Edição do Kindle. [/fonte]

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Personagens Bíblicos

Quem foi Gideão? Significado e Características.

Gideão foi um juiz de Israel no Antigo Testamento. Ele era o menor de sua família e do menor clã da tribo de Manassés. (Jz 6.15)

Mas, ser um juiz naquela época tinha um significado diferente dos atuais. Gideão não era um juiz de toga em um tribunal. Os juízes de Israel eram libertadores do povo. (Jz 6.14)

Israel, por diversas vezes se desviou do caminho de Deus e então foi oprimido por inimigos. Quando o povo clamava a Deus por socorro, o Senhor levantava um juiz. Alguém que era escolhido por Deus para liderar o povo e libertá-lo dos seus opressores. Gideão foi um destes escolhidos.

Gideão significado

O nome Gideão é derivado da palavra hebraica gada’ (גָּדַע), e significa guerreiro. [fonte] Strong’s Exhaustive Concordance [/fonte]

Gideão também recebeu o nome Jerubaal que queria dizer “Que Baal dispute com ele, pois derrubou o altar de Baal”. (Jz 6:32)

A história de Gideão – o Início

A história de Gideão começa quando Israel estava sendo oprimido por seus inimigos. Dessa vez, eram os midianitas que estavam impondo terror e sofrimento aos israelitas já havia 7 anos. A razão disso era que o povo de Israel se esqueceu do Senhor e faziam tudo que ele reprovava.

Os midianitas não estavam interessados em estabelecer um reino. Tudo que eles queriam era saquear toda riqueza e produção de Israel. Sendo assim, eles vinham de tempos em tempos e levavam tudo que Israel produzia. (Jz 6.1-5)

Logo, Israel empobreceu terrivelmente. Eles tiveram que fugir para as montanhas e cavernas afim de sobreviver. Então, clamaram ao Senhor. (Jz 6.7)

Gideão malhando o trigo

A primeira vez que lemos sobre Gideão na Bíblia é em Jz 6.11,12. Lá estva ele, malhando o trigo no tanque de prensar uvas. Pois, estava se escondendo dos inimigos. O Anjo do Senhor o encontra e o saúda dizendo “O Senhor está com você, poderoso guerreiro”. Mas, veja que irônico. Gideão está acoado e escondido com medo dos inimigos. Como poderia ele ser um poderoso guerreiro?

Essa pergunta deve ter passado pela mente de Gideão, pois, ao ouvir o Anjo, ele começa a questiona-lo. Observe que Gideão era muito bom em arrumar desculpas:

  • Ele diz que Deus havia abandonado o povo (Jz 6.13)
  • Ele era o menor de sua família,
  • sua origem era um clã muito pequeno e sem importância. (Jz 6.15)
  • Ele pede um sinal para saber se o Anjo dizia a verdade mesmo. (Jz 6.17)

Contudo, a cada desculpa de Gideão, o Anjo lhe apresentava uma resposta. E aqui aprendemos um grande ensino “O Senhor está contigo” (Jz 6.16). Ele diz para Gideão usar a força que tem, pois Deus o usará para sua obra.

Gideão pede sinais

Por não ter muita confiança e coragem, Gideão constantemente pedia sinais a Deus de que ele o ajudaria. O primeiro sinal pedido (Jz 6.17) era para que o Anjo esperasse até que Gideão lhe trouxesse uma oferta. O Anjo então o espera. Então quando a oferta está posta diante do Anjo, com a ponta de seu cajado, ele ateia fogo na oferta. (Jz 6.21)

O segundo sinal pedido por Gideão é o da lã. Quando seus inimigos se levantam contra ele, seu coração clama pedindo um sinal de que Deus está mesmo ao seu lado. O sinal da lã seria assim: Gideão colocaria lã no chão, e se pela manhã o orvalho molhasse a lã, mas o chão ao redor estivesse seco, seria um sinal de que Deus estava com ele. (Jz 6.37-38)

O terceiro sinal, é o da lã. Mas, invertido. Gideão colocaria a lã no chão novamente. Contudo, dessa vez a lã deveria estar seca e o chão ao redor molhado com orvalho. Assim aconteceu, Deus enviou todos os sinais pedidos por Gideão para comprovar que estava de fato com ele. (Jz 6.39-40)

Entretanto, perceba que pedir sinais demonstra falta de confiança e pouca maturidade no relacionamento com Deus. Sendo assim, Deus teve muita paciência em dar os sinais a Gideão para que ele tivesse mais firmeza na fé.

Gideão e os 300

Como líder do povo, Gideão conseguiu convocar guerreiros de diversas tribos de Israel. Eles se acamparam em preparação para a guerra contra os opressores. (Jz 7.1) Contudo, Deus disse a Gideão que havia gente demais ali. E para que Israel entendesse que é o Senhor quem dava a vitória, e não era por causa da força de Israel, parte dos guerreiros deveria ir embora. (Jz 7.2)

Os guerreiros de Israel que estavam tremendo de medo deveriam partir (Jz 7.3) Vinte e dois mil partiram. Restaram dez mil no exército. Mas, ainda era gente demais. Então, Deus fez outro teste.

O Senhor disse a Gideão que levasse o exército até o rio, e lá Deus separaria os guerreiros certos. Então, quando os homens de Israel passaram pelo rio. Deus disse que aqueles que se ajoelharam para beber água, deveriam ser dispensados. Ficariam somente aquele que beberam água na palma da mão, lambendo como cachorrinhos. (Jz 7.5-6) Restaram apenas 300 homens!

Dessa maneira, Deus escolheu Gideão e seus 300 homens para enfrentar o exército midianita.

Essa parte nos mostra que a vitória pertence ao Senhor. Israel não deve se tornar arrogante e acreditar em sua própria força. Mas, aquele que confiam em Deus serão fortalecidos e guiados por ele.

A vitória de Gideão

Após separar os 300 homens. Os guerreiros de Israel permaneceram acampados, prontos para a guerra. Deus então diz a Gideão para ir espiar o acampamento inimigo com seu servo Pura. (Jz 7.10-11)

Ao descer para espiar o acampamento inimigo, Gideão ouve um dos soldados contanto um sonho que teve. A interpretação daquele sonho era que Deus havia entregado os midianitas à espada de Gideão. Ao ouvir isso, ele se enche de coragem e volta ao acampamento de Israel conclamando seus guerreiros à batalha. (Jz 7.13-14)

Os 300 homens de Gideão pegaram trombetas e vasos. Colocaram-se ao redor do acampamento inimigo. Durante a noite, eles quebraram os vasos e soaram as trombetas. Gritavam “à espada, pelo Senhor e por Gideão”. (Jz 7.19-20) Os midianitas se assustaram e saíram correndo, atacavam-se uns aos outros. (Jz 7.21-22)

Naquela noite a vitória foi estrondosa. Enquanto os midianitas fugiam, os israelitas os cercaram e atacavam. O Senhor deu a vitória ao seu povo naquele dia. A vitória de Gideão é na verdade a vitória do Senhor. Os líderes dos midianitas foram caçados e mortos. Gideão e seus homens vingaram-se dos inimigos.

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Características de Gideão

  • Um pouco medroso: estava malhando trigo escondido com medo dos inimigos. Tinha medo da repercussão de sua ação de destruir os ídolos. (Jz 6.11,27)
  • Não tinha muita confiança e coragem em Deus, pois pede diversos sinais.
  • Líder: conseguiu mobilizar diversas pessoas de sua tribo e algumas outras tribos para batalhar contra os midianitas. Além disso, os liderou em batalha. (Jz 7.15-16)
  • Guerreiro: quando confiou na Palavra do Senhor, foi para a batalha e venceu seus inimigos.
  • Obediente ao Senhor: apesar de pedir diversos sinais, Gideão obedeceu aquilo que Deus disse. Mesmo quando precisou enfrentar sua própria família. Ele derrubou os ídolos de seu pai. (Jz 6.25-27) Desta forma, sua família abandonou os ídolos e voltou-se para o Senhor. (Jz 6.31 – Joás é o pai de Gideão)
  • Vingador: algumas cidade israelitas se recusaram a ajudar Gideão e seus homens quando estes estavam cansados e perseguindo os inimigos. Então, Gideão, ao fim da perseguição, voltou a essas cidades e lhes castigou severamente. (Jz 8.16-17)

Por fim, Gideão era imperfeito, mas foi poderosamente usado por Deus. Pois, Deus chama e capacita a quem quiser. Da mesma maneira, a glória e o louvor pertencem somente ao Senhor.

Gideão é proclamado rei

Ao fim das batalhas, as vitórias de Gideão trouxeram paz sobre Israel. O povo com muita alegria e gratidão decide proclamar Gideão e seus filhos como reis de Israel. Contudo, Gideão nega tal apelo, dizendo que nem ele e tampouco seus filhos reinarão. Porque Deus é o único Rei sobre Israel.

Os israelitas disseram a Gideão, “Reine sobre nós! você, seu filho e seu neto, pois você nos libertou das mãos de Midiã”.
“Não reinarei sobre vocês”, respondeu-lhes Gideão, “nem meu filho reinará sobre vocês. O Senhor reinará sobre vocês. ”

Juízes 8:22,23

O erro de Gideão

Gideão errou ao fazer um manto sacerdotal de ouro. Pois, isso se tornou como objeto de idolatria. Algo que trouxe desgraça para Gideão e sua família.

Gideão usou o ouro para fazer um manto sacerdotal, que ele colocou em sua cidade, em Ofra. Todo o Israel prostituiu-se, fazendo dele objeto de adoração; e veio a ser uma armadilha para Gideão e sua família.

Juízes 8:27

Genealogia de Gideão

  • Gideão ( também chamado Jerubaal) era filho de Joás. Ao fim de suas batalhas, retirou-se e foi para sua casa, onde morou até sua morte.
  • Teve setenta filhos, todos gerados por ele, pois tinha muitas mulheres.
  • Sua concubina, que morava em Siquém, também lhe deu um filho, a quem ele deu o nome de Abimeleque.
  • Ele morreu em idade avançada e foi sepultado no túmulo de seu pai, Joás, em Ofra dos abiezritas.
  • Contudo, não se fala exatamente com quantos anos Gideão morreu. (Juízes 8:29-32)
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A Mulher Samaritana

Um dos encontros mais marcantes de Jesus na Bíblia é com a Mulher Samaritana. Esse momento está relatado em João 4.3-30. O evangelho não nos conta qual era o nome verdadeiro dela. Por isso, ficou conhecida como Mulher Samaritana. Ou seja, uma mulher de Samaria que teve um diálogo marcante com Jesus, a partir do qual toda sua vida mudou.

Os Samaritanos

Os samaritanos eram um povo com antepassados israelitas, mas, ao longo dos séculos foi mesclado com outros diversos povos pagãos que dominaram seu território. O povo que era israelita se casou com pessoas da Babilônia, adoraram outros deuses. Foram mudanças profundas nos costumes e religião do povo do Reino do Norte.

Dessa forma, os judeus não consideravam os samaritanos como parte do Israel verdadeiro. Havia grande rivalidade entre judeus e samaritanos, ambos se odiavam profundamente.

O encontro de Jesus com essa mulher é uma quebra de paradigmas culturais da época. Visto que judeus não falavam com samaritanos. Tampouco, um rabi judeu falaria com uma mulher de Samaria.

Jesus teve de passar por Samaria

João nos conta que Jesus teve de passar por Samaria (Jo 4.4). Mas por quê? Ele estava saindo da Judeia em direção à Galileia. Sendo assim, “teve de passar” poderia significar apenas que o caminho mais curto e rápido da Judeia para a Galileia era a estrada que passava por Samaria. Muitos viajantes galileus usavam esse percurso para ir a Jerusalém.

No entanto, “teve de passar por Samaria” tem outro sentido. Veja:

  • O Evangelho de João enfatiza constantemente a consciência do plano divino agindo no tempo correto em cada passo de Jesus (Jo 2.4; Jo 7.30; Jo 12.23; Jo 13.1).
  • Ao fim de sua conversa com a Mulher Samaritana, Jesus diz que seu alimento é fazer a vontade de seu pai e concluir sua obra. (Jo 4.34)
  • Sendo assim, havia um propósito de Deus para o encontro entre Jesus e aquela mulher.
  • Portanto, Jesus teve de passar em Samaria para cumprir a vontade do Pai de levar o evangelho também aos samaritanos.

O encontro entre Jesus e a Mulher Samaritana

Em meio a sua viagem, Jesus passou pela cidade samaritana de Sicar. Seus discípulos tinham ido buscar comida. Havia ali um poço. Jesus estava cansado da viagem e decidiu sentar-se um pouco.

Era por volta do meio dia, o momento em que o sol está mais forte. Então, uma mulher samaritana veio buscar água no poço. Nesse momento, Jesus aproveita a oportunidade para pedir água àquela mulher. A mulher se assusta e pergunta “Como o senhor sendo judeu pede água para mim que sou samaritana???” (Jo 4.9).

Vamos ver os detalhes desse momento

  • As mulheres daquele época costumavam buscar água no poço logo cedo. Elas iam em grupo. E aproveitavam o momento em que o sol estava mais ameno.
  • Aquela mulher samaritana faz o oposto. Ela vai ao meio dia, sozinha. Como se estivesse evitando se encontrar com outras pessoas. (Jo 4.6)
  • Jesus pede água para a samaritana. Isso vai contra a rivalidade dos judeus e samaritanos. Veja que a atitude de Jesus espanta a mulher. João faz questão de nos explicar que judeus não se davam bem com samaritanos.(Jo 4.9)

É em meio a esses detalhes que percebemos que esse não é um encontro comum, por mero acaso. Jesus tem um propósito ali. E logo ele começa a revelá-lo.

A primeira parte do diálogo

Ao ouvir a reação espantada da mulher, Jesus lhe responde de maneira enigmática.

Jesus lhe respondeu: “Se você conhecesse o dom de Deus e quem lhe está pedindo água, você lhe teria pedido e ele lhe teria dado água viva”.
João 4:10

Nessa frase, vemos que ele desperta a curiosidade da mulher. Ao mencionar a água viva e também ao sugerir um mistério sobre “quem está lhe pedindo a água”. Sutilmente Jesus instiga a mulher a pensar além da água, e quem seria esse com quem ela falava.

As objeções da Mulher

Mas a mulher lhe faz objeção com dois pontos:

  • Se o senhor não tem como pegar água do poço, como e onde vai conseguir essa tal água viva? (Jo 4.11)
  • Por acaso, o senhor é maior que Jacó que construiu o poço e bebeu dele com seus filhos e seu gado? (Jo 4.12)

A resposta de Jesus

Jesus não responde diretamente as perguntas da mulher, ele continua em seu enigma. Esse enigma é chamado Mashal, é um dito paradoxal, velado e contundente. Alguns termos demonstram dupla interpretação. De forma que o ensino é dado em forma de enigma. [fonte] Hendriksen, William. Comentário do Novo Testamento – João [/fonte]

Jesus respondeu: “Quem beber desta água terá sede outra vez,
mas quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Pelo contrário, a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna”.
João 4:13,14

Perceba que ele continua instigando a curiosidade da mulher. E através do assunto da água, ele está ensinando algo sobre o evangelho. Água e sede tem um duplo sentido na frase de Jesus. Porém, a mulher entende apenas o sentido material dos termos, enquanto o mestre está ensinando algo espiritual.

Ao ouvir Jesus dizer “água viva” a mulher pode ter entendido primeiramente “água nascente”. Como se Jesus estivesse se referindo a uma fonte de corrente, uma nascente de água em outro lugar. Mas, o ensino de Cristo aponta que água viva é um símbolo de fonte infinita de vida, a dádiva da vida eterna e salvação.

As sedes da Mulher Samaritana

A fala de Jesus mostra diferentes sedes de uma pessoa. Percebemos isso ao ver Jesus mencionando a vida eterna. Contudo, a mulher deseja uma água que a faça não ter mais sede física, para que não precise ir novamente ao poço. (Jo 4.15) Ela conhece a sede do corpo. Mas isso não é tudo.

Ela tem uma sede mais profunda, mas não sabe. A sede da alma que ela esconde tão bem, até de si mesma. A sede espiritual de uma vida árida e distante de Deus. Uma sede como a do Salmo 42.1-2. A sede da alma só pode ser saciada com um encontro real com o Deus vivo.

Sendo assim, o Criador conhece o coração que está sedento e precisa desesperadamente da água viva. Água que flui do próprio Deus.

Os 5 maridos da Mulher Samaritana

Ambos estavam falando sobre água e sede. De repente Jesus diz: “Vá chamar seu marido e volte!”. A mulher, desconcertada, diz “Não tenho marido”. A resposta está correta. Ela não tem marido. Ela já teve cinco, e agora estava com um homem, mas este não era seu marido. (Jo 4.16-17)

Talvez, seja esse o motivo pelo qual ela ia buscar água sozinha. Pode ser que esse fosse um motivo de vergonha para ela.

Repare nas respostas anteriores dessa mulher. Se olharmos o texto em grego (língua original), veremos:

  • No versículo 9, ela usa cerca de 11 palavras.
  • Nos versículos 11 e 12, são 42 palavras.
  • No versículo 15, são 13 palavras.
  • Mas, no versículo 17, ela usa apenas 3 palavras.

Diante disso, percebe-se que ela não gostava do assunto. E colocou-se em posição defensiva quando Cristo menciona seu marido. Sua postura muda drasticamente.

Por que Jesus mandou a mulher samaritana chamar seu marido?

Porque ele conhecia o coração da mulher. Através dessa frase ele demonstra que conhece até os segredos da vida dela. Ao mencionar esse assunto, ele está se aprofundando e falando à consciência dela. Jesus demonstra conhecer o passado e o presente da mulher.

Ao expor verdades sobre a mulher e sua vida atual de pecado, Jesus estava preparando-a para conhecer a verdade sobre a água viva. Diante do que ela ouve sobre sua própria história, ela o chama de profeta (Jo 4.19). Ao chamá-lo assim, ela confirma que o que ele havia dito era verdadeiro. Ela assume seu pecado.

A partir disso, a conversa se encaminha para o seu ponto mais importante.

A segunda parte do diálogo

É interessante que a partir de sua conversa com Jesus, aquela mulher levante a questão da adoração. Ela pergunta qual é o lugar correto para adorar a Deus. (Jo 4.20) Ao ter seu pecado exposto por Cristo, ela fala sobre adoração. Se caso agora ela estivesse se arrependendo, aonde deveria buscar a Deus?

Verdadeiros adoradores

Nesse momento Jesus ensina algo maravilhoso para ela e para nós. Não importa o local de adoração, se é Jerusalém ou qualquer outro lugar no mundo. A verdadeira adoração é em espírito e em verdade. Os verdadeiros adoradores que Deus procura o adorarão assim. (Jo 4.21-24)

Mas, qual é o significado de adorar em espírito e em verdade?

Vejamos o contexto da fala de Jesus em Jo 4.23-24;

  • a adoração a Deus não está restrita a um lugar sagrado (Jo 4.21)
  • essa adoração é preenchida pela verdade, ou seja, conhecimento claro e profundo de Deus, que flui de sua salvação. (Jo 4.22)
    • Sendo assim, adorar a Deus em Espírito e em Verdade, significa: honrar a Deus de tal maneira que todo o ser entra em ação, e fazer isso em perfeita harmonia com a vontade de Deus, conforme se encontra revelada nas Escrituras. [fonte] Hendriksen, William.[/fonte]

Essa adoração tem seu fundamento na verdade que Jesus revela a seguir:

Então Jesus declarou: “Eu sou o Messias! Eu, que estou falando com você”.
João 4:26

Jesus revela que ele é o Messias, o Filho de Deus que veio ao mundo para salvar e resgatar os perdidos. É muito especial que ele tenha revelado isso de forma tão direta a essa mulher. Visto que, em outras ocasiões e encontros ele não tenha falado isso abertamente.

O Testemunho da Mulher

Veja que nesse momento os discípulos de Jesus chegam. A mulher deixa o cântaro ali mesmo e corre para a cidade para contar a todos sobre o homem que encontrou no poço. Chama os seus vizinhos e conhecidos para conhecê-lo dizendo “Será que ele é o Cristo?”. (Jo 4.28-29) (Cristo e Messias são palavras com mesmo significado)

A partir do testemunho dela, muitos samaritanos vêm até Jesus e o conhecem.(Jo 4.39) Eles pedem que Jesus permaneça ali, ele aceita e fica por dois dias. Após esses tempo aprendendo com Jesus, eles dizem:

E disseram à mulher: “Agora cremos não somente por causa do que você disse, pois nós mesmos o ouvimos e sabemos que este é realmente o Salvador do mundo“.
João 4:42

Veja que o que Cristo disse à mulher se cumpriu. A partir do momento que ela reconheceu que ele era o Messias, sua vida foi transformada. Como se água viva estivesse fluindo do seu coração que outrora estava árido pelo pecado.

Ao receber a água viva, ela partiu e contou aos outros sobre o Messias. Ela conta a todos sobre a fonte de água viva que transformou sua vida. Desse modo, de dentro dela a água viva jorrava em forma de testemunho àqueles que a ouviam. (Jo 4.13-14) Ela pôde saciar sua sede espiritual. E então, agora, ela e seus conterrâneos sabiam que Jesus Cristo é o Salvador do mundo.

 

 

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A Mulher do Fluxo de Sangue

Em Marcos 5.24-34; Lc 8.43-48 e Mt 9.20-22;  a Bíblia relata para nós o momento em que uma mulher toca em Jesus. Isso pode parecer normal. Contudo, a história relata que como um ato de fé essa mulher toca em Jesus para ser curada de uma doença que a afligia por 12 longos anos.

Essa história tem detalhes e ensinamentos muito valiosos. Portanto, vamos nos aprofundar através do estudo dessa passagem bíblica.

Contexto anterior

Em todos os relatos bíblicos da história dessa mulher, lemos antes que um homem chamado Jairo vai ao encontro de Jesus e pede com urgência que ele vá até sua casa, pois sua filha está muito doente, à beira da morte. Ao ouvir o pedido, Jesus começa a acompanhar Jairo até sua casa. Contudo, no meio do caminho, uma grande multidão se aproximou de Jesus e seus companheiros, de forma que era difícil andar. 

Em meio à multidão, estava uma mulher que padecia havia 12 anos de uma hemorragia (ou fluxo de sangue). (Mc 5.25) Os três evangelhos relatam o tempo que ela sofria desse mal. Porém, nenhum deles relata seu nome. No entanto, todos enfatizam, especialmente, a sua fé

A realidade da Mulher com fluxo de sangue

Essa mulher sofria há muito tempo e gastou tudo que tinha com os médicos à procura de uma cura (Lc 8.43). Mas, ao invés de melhorar, sua situação era cada vez pior (Mc 5.36). A história parece demonstrar que a hemorragia era incurável. Uma doença que piorava gradualmente e debilitava a mulher, lhe causando sofrimento e vergonha, além de outros diversos incômodos e constrangimentos.

Ser uma mulher com hemorragia nos tempos bíblicos era mais do que um problema clínico. Havia outras implicações culturais. 

Questões culturais – Fluxo de Sangue no Antigo Testamento

Qualquer mulher que estivesse em seu período menstrual era considerada impura cerimonialmente (Lv 15.19). Ou seja, por conta de sua doença, essa mulher tinha também restrições culturais. Pois, quem tocasse nela seria considerado impuro. Assim, as pessoas a evitavam. Além disso, ela não podia entrar no templo para participar dos momentos de adoração. 

Sendo assim, além do sofrimento físico, sua doença lhe causa exclusão social. A mulher sofria havia doze anos e estava sem esperanças. Até que ouviu falar de Jesus (Mc 5.27).

O encontro da Mulher com Jesus

Em meio ao aperto da multidão (Mc 5.24), que o cercava por todos os lados, Jesus sentiu um toque diferente. Ao sentir esse toque, Jesus perguntou “Quem me tocou?” (Mc 5.30). Perceba que cena curiosa. Jesus está sendo comprimido e apertado por toda multidão ao redor e de repente pergunta quem o está tocando. 

Seus discípulos estranham a pergunta do mestre! “A multidão toda te aperta e você pergunta quem te tocou?” (Mc 5.31) Várias pessoas estão tocando Jesus! Mas, em meio a toda pressão da multidão, um toque foi diferente. Jesus não estava falando dos toques físicos, mas de um toque de fé.

Uma mulher com fluxo de sangue, acanhada e humilde, havia se esgueirado em meio a multidão. E sutilmente tocou a barra do manto de Jesus. Discretamente, ela o tocou. Um toque sutil e rápido. Pois, ela acreditava “Se eu apenas o tocar serei curada” (Mc 5.28).

Ela não queria interromper o mestre. Por causa de sua condição, ela nem ousa apresentar-se. Ela não tinha o que lhe oferecer. Nem ao menos se achava digna de se colocar diante dele. Tudo que ela tinha era uma simples fé que ao tocá-lo, mesmo que fosse um breve toque em sua veste, ela seria curada. Pois, ela sabia que o poder de Jesus era grandioso, então apenas um toque seria suficiente.

A mulher imaginava que Jesus jamais perceberia o toque dela na ponta da veste. 

A cura da Mulher com fluxo de sangue

Imediatamente!!! Ao tocar a veste de Jesus, a mulher é imediatamente curada! (Mc 5.29) Ela sente seu corpo livre do sofrimento que carregava há tantos anos! O alívio lhe percorre o corpo e a mente. A leveza invade sua alma.

Então, de repente ela ouve Jesus perguntar “Quem me tocou?”. 

Ao ver que Jesus insistia e procurava saber quem havia lhe tocado, a mulher se apresenta diante dele. Veja que ela treme de medo ao se colocar diante dele. (Mc 5.33) Ela se prostra de joelhos, aos pés de Jesus e lhe conta toda a verdade. Seu medo pode ser por ter tocado o mestre sendo ela impura. Ou por ter “usado” o poder do mestre sem sua permissão. Ele teme a Jesus, pois não o conhece. 

A fé da mulher não é perfeita. Mas, Deus graciosamente concede cura para ela. Além disso, sua fé aprofundada e elevada através de seu encontro com Jesus. 

O ciclo do encontro com Deus

Ao tocar Jesus, a mulher recebe a cura. Entretanto, o propósito do encontro com Jesus não estava completo. Por isso, Jesus faz questão de saber quem lhe tocou. Veja o que lemos no Salmos 50.15:

“e clame a mim no dia da angústia; eu o livrarei, e você me honrará.”
Salmos 50:15

Nesse versículo vemos 3 passos: Clamor – Livramento – Glória a Deus.

Sendo assim, o ciclo e propósito daquele encontro não estava completo. Ela (1) havia clamado a ele com o toque, (2) recebeu a cura, mas ainda não havia o honrado, faltando assim o terceiro passo. Então, quando ela se prostra e lhe conta tudo, o ciclo se completa.

Por fim, veja que é apenas nesse momento que ela recebe o carinho direto de Jesus. Ele lhe diz:

Então ele lhe disse: “Filha, a sua fé a curou! Vá em paz e fique livre do seu sofrimento”.
Marcos 5:34

Perceba a forma gentil que ele usa ao chamá-la de filha. Não só a cura é derramada sobre ela, Jesus lhe dá paz e liberdade. A certeza de que o sofrimento não voltará.

Ao apenas tocar em Jesus, ela não havia recebido a parte mais especial: falar com ele e receber seu afeto. Ela sentiu medo quando ele chamou. Mas, as palavras de Jesus a conduzem a conhecer o coração do mestre.

Depois desse encontro, ela pode perceber que não foi apenas o poder de Jesus que a curou, mas sim, sua graça e misericórdia. Portanto, a fé não se baseia apenas em crer no poder de Deus. Mas, em que Deus nos ama e tem compaixão dos que sofrem.

Ainda que ela tenha tido que esperar 12 anos. O sofrimento teve o propósito de aproximá-la de Jesus e dar a ela o privilégio de receber seu afeto e poder.

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Boaz: Quem foi? Significado e Estudo.

Boaz é um personagem bíblico do Antigo Testamento. Ele viveu no tempo dos juízes de Israel, pouco tempo após a conquista de Canaã. Ele era rico e influente.(Rt 2.1) Era também parente de uma mulher chamada Noemi (ou Naomi em outras traduções). Sua história é relatada no livro de Rute, que nos mostra que ele era honrado, bondoso e temente a Deus. (Rt 2.12)

Posteriormente, Boaz se casou com Rute. Sua história é um ponto chave especial da Bíblia, pois, entre os descendentes desse casal estão personagens bíblicos muito importantes. Tais como o Rei Davi e o Senhor Jesus.

Boaz – significado

O nome Boaz é um nome próprio que significa “rapidez”. Sua forma hebraica é בֹּעַז. [fonte] Brown-Driver-Briggs [/fonte]

Boaz é também o nome de um dos pilares do templo em frente ao templo. (1Rs 7.21) O nome do pilar não relação com o personagem.

Estudo sobre Boaz

Era época da colheita e a plantação de Boaz estava cheia de ceifeiros trabalhando. Ao chegar de Belém, Boaz viu alguém diferente colhendo em sua plantação. Era uma moça jovem. Então, ele chamou o capataz e lhe perguntou a quem pertencia aquela jovem. (Rt 2.4-5)

O capataz logo lhe conta que aquela era Rute, uma jovem de outra terra chamada Moabe. Ela veio para Belém acompanhando Noemi. Aquela moça havia pedido permissão para recolher espigas após os ceifeiros. Ela era esforçada, pois, estava trabalhando desde cedo, e só havia se sentado um pouco.(Rt 2.6-7)

Boaz e Rute – O Início

Boaz logo vai falar com Rute, sabendo que ela é ex-esposa do filho falecido de Noemi. Ele a aconselha a continuar colhendo em sua plantação e a recebe com gentileza, dizendo que ela pode ficar entre as suas servas. Além disso, ele diz aos homens que não devem mexer com ela e dá permissão a ela para beber água com seus servos. (Rt 2.8-9) A atitude de Boaz é tão gentil e bondosa que Rute caiu de joelhos agradecendo profundamente (Rt 2.10,13).

Boaz foi tão bondoso, pois, sabia que Rute havia sido fiel à Noemi quando sua família morreu. Ela deixou toda sua terra e seus pais para seguir Noemi. E agora, havia encontrado abrigo entre o povo de Deus. Boaz é bondoso, pois é temente a Deus e sabe que Israel deveria ser hospitaleiro com estrangeiros para mostrar a graça e o amor de Deus para com o próximo. Além disso, a história já nos dá indícios que Boaz gostou de Rute e estava interessado nela.

Rute conta a Noemi sobre Boaz

Após, passar o dia na colheita, Rute volta para sua casa. Noemi logo pergunta onde ela trabalhou naquele dia, então, ela conta toda a conversa que teve com Boaz. Noemi logo se lembra que Boaz é seu parente próximo. Ainda mais, ela fica feliz e agradece a Deus por sua bondade e lealdade. Pois, Boaz é um de seus resgatadores. (Rt 2.19-20)

Boaz é um resgatador

A palavra resgatador é muito importante nessa história. Em Rute 2.20, quando Noemi diz que Boaz é um de seus resgatadores, ela quer dizer que ele era um de seus parentes próximos que, por lei, tinha direito de redimir quaisquer terras que anteriormente tinham pertencido à ela. Ou seja, ele tinha direito prioritário de comprar as terras e propriedades que pertenceram a Noemi. Além disso, ele poderia também comprar terras que atualmente pertenciam a ela.

Noemi e Rute estavam em situação precária devido às circunstâncias. Contudo, elas não eram pobres. Elas tinham terras (Rt 4.3), mas não tinham como cultivá-las e usá-las para obter seu sustento naquele momento. [fonte] Pulpit Commentary [/fonte]

Portanto, Boaz é um resgatador. Ele surge como esperança para o renascimento da família de Noemi e Rute. Além de resgatar as propriedades, ele deveria também dar continuidade à descendência do esposo que havia falecido. Para que o nome da família não acabasse.

Boaz e Rute – continuação

Preocupada com o futuro de Rute, Noemi a aconselha a ir até Boaz mais uma vez (Rt 3.1). Mas, há um plano especial nesse momento. Rute deve tomar banho, vestir suas melhores roupas, perfumar-se e ir até Boaz. Ele não deve vê-la antes da hora certa. Portanto, ela deve esperar o momento oportuno. Após ele jantar e ir dormir, Rute deve se aproximar, descobrir os pés dele e se deitar ali. Rute cumpriu tudo que Noemi disse.(Rt 3.1-7)

No meio da noite, Boaz acordou e levou um susto ao ver uma mulher deitada aos seus pés. Ele pergunta quem está ali e Rute se apresenta novamente, mas, com um pedido! Ela diz “Estenda a sua capa sobre a sua serva, pois o senhor é resgatador”. Rute 3:9

Símbolos e gestos culturais.

  • 1º descobrir os pés dele e deitar-se ali. Deitar-se aos pés de alguém é a posição comum para servos que dormem no mesmo cômodo que seu mestre. E se eles quiserem se cobrir, o costume os permitia usar parte da extremidade da coberta da cama de seu senhor. Portanto, não era indelicado ou incomum o que Rute estava fazendo. Era um gesto de submissão e humildade. [fonte] Jamieson-Fausset-Brown Bible Commentary [/fonte]
  • 2º o pedido para estender sua capa sobre ela. Esse gesto simbólico significava que o resgatador, no caso Boaz, reivindicava a viúva, Rute, como sua esposa. [fonte] Cambridge Bible for Schools and Colleges [/fonte]

Boaz muito se alegra com o pedido de Rute, e diz:

Boaz lhe respondeu: “O Senhor a abençoe, minha filha! Este seu gesto de bondade é ainda maior do que o primeiro, pois você poderia ter ido atrás dos mais jovens, ricos ou pobres!
Agora, minha filha, não tenha medo; farei por você tudo o que me pedir. Todos os meus concidadãos sabem que você é mulher virtuosa.

Rute 3:10,11

Todavia, há um último empecilho antes que eles possam se casar.

Boaz e o último empecilho

Embora Boaz quisesse se casar com Rute, pois, já a amava, havia um problema. Outro homem era parente mais próximo de Noemi e Rute, e por isso tinha prioridade caso quisesse resgatá-las. Então, Boaz, por ser muito honrado, decide falar com esse homem antes. Mas, Noemi já parecia saber que Boaz amava Rute, e por isso tinha convicção de que ele não descansaria até que resolvesse a questão.(Rt 3.18)

No dia seguinte, Boaz se encontra com esse outro parente. Ao explicar a situação para o outro homem, lhe fala primeiramente sobre as propriedades a serem resgatadas. O outro homem se anima e decide resgatar as terras de Noemi. (Rt 4.3-4)

Contudo, Boaz lhe fala que se resgatar as propriedades terá também que resgatar Rute como sua esposa e suscitar descendência em nome do falecido esposo. Quando ouve isso, o outro homem rejeita a ideia e decide abrir mão de seu direito de resgatador, dando a Boaz liberdade para assumir esse posto. (Rt 4.5-6)

Então, ao selarem o acordo Boaz teve permissão para resgatar Noemi e Rute e casar-se com esta.

Boaz casou-se com Rute, e ela se tornou sua mulher. Boaz a possuiu, e o Senhor concedeu que ela engravidasse e desse à luz um filho.

Rute 4:13

Genealogia de Boaz

A genealogia de Boaz está registrada em Rute 4.18-22:

Perez gerou Hezrom;
Hezrom gerou Rão; Rão gerou Aminadabe;
Aminadabe gerou Naassom; Naassom gerou Salmom;
Salmom gerou Boaz; Boaz gerou Obede;
Obede gerou Jessé; e Jessé gerou Davi.

Boaz e Rute tiveram um filho chamado Obede, que significa ‘adorador’. Obede foi pai de Jessé, que foi pai de Davi. Sendo assim, Boaz e Rute são bisavós do Rei Davi.

 

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O que é Ouro de Ofir na Bíblia?

Ouro de Ofir na Bíblia é um ouro puríssimo e raro. Sua origem é a cidade de Ofir. Ele é usado como exemplo de algo precioso e refinado. (Jó 28.16) O Rei Davi doou 105 toneladas desse ouro para fazer o revestimento das paredes do templo do Senhor em Jerusalém. (1Cr 29.4)

Cidade de Ofir na Bíblia

Não se sabe a localização exata da cidade.

Ofir é mencionada como um local onde se comprava muito ouro de excelente qualidade. Muitos mercadores da época passavam por lá. É possível que fizesse parte de importantes rotas comercias.(2Cr 9.10,21) A cidade tinha ótima reputação como fornecedora de ouro e outras coisas raras e caras. Contudo, não se sabe se o ouro era originalmente produzido na cidade, ou trazido de outros lugares por mercadores. Sendo assim, Ofir poderia ser o local onde era extraído e tratado o ouro ou um ponto comercial de coisas finas. [fonte] Brown-Driver-Briggs – verbete אוֺפִיר [/fonte]

Salomão comprou 14 toneladas e 700 quilos de ouro de Ofir (1Rs 9.28) e frequentemente enviava seus navios para essa cidade. Posteriormente, o Rei Josafá também quis comprar comprar ouro de lá. (1Rs 22.48)

Uso simbólico do Ouro de Ofir

O Ouro de Ofir era sinal de qualidade, preciosidade e raridade. Do mesmo modo, era usado em poesias e metáforas bíblicas. Talvez esse seja seu significado mais importante na Bíblia. Para determinar qual era a intenção do autor ao mencionar o ouro de Ofir é necessário sempre ler o contexto da passagem.

Passagens bíblicas:

  • Em Jó 28.16 o Ouro de Ofir é símbolo de algo muito precioso. Porém, mesmo sendo tão caro e valioso, ele não poderia comprar nem um pouquinho de sabedoria. Sendo assim, a sabedoria vale mais do que ouro e jóias. Mesmo que muitos homens desejem ouro acima de tudo, na verdade, deveriam buscar a sabedoria.
  • Em Isaías 13.11-12, Deus pronuncia seu julgamento contra os ímpios e diz que eles serão mais raros que ouro puro de Ofir. Nesse contexto, enfatiza-se a raridade do ouro para expressar quão ampla será a ação de Deus contra os ímpios tornado-os escassos. Portanto, quando compara o ser humano com o ouro de Ofir, Isaías está falando de condenação. Ao contrário da música da  atualidade que usa o ouro de Ofir para exaltar o homem. No contexto bíblico o Ouro de Ofir nunca é usado nesse sentido.
  • Em Jó 22.22-25, Elifaz aconselha Jó a jogar (metaforicamente) o seu ouro de Ofir nas rochas dos vales. Ou seja, deveria se desfazer do ouro, pois, o Senhor seria sua riqueza. Esse conselho indica que o Senhor deve ser tratado como aquilo que nós temos de mais precioso.
  • Outros exemplo do uso do Ouro de Ofir é Sl 45.9; aqui é usado como sinal de beleza poética ao adornar a bela noiva real. Levando-se em consideração que esse Salmo pode ser considerado messiânico, (ou seja, está falando de Jesus) e que muitas vezes a igreja é chamada noiva de Cristo. (Ap 19.7; 2Co 11.2) O Salmo pode estar apresentando a igreja adornada com o Ouro de Ofir, ao lado de seu salvador.

Breve análise de ‘Ouro de Ofir’ em Raridade de Anderson Freire

Com o lançamento da música Raridade de Anderson Freire, em 2013, o termo Ouro de Ofir entrou na moda. Na canção há a comparação entre você e o ouro puro. Ali se canta que você é mais raro, valioso e importante.

Embora seja uma canção que cative muitas pessoas, é necessário ter precaução com algumas de suas ênfases. Pois, é uma música que exalta o ser humano. Sendo assim, não pode ser considerado um hino de louvor a Deus. Porque, embora mencione Deus, o foco da canção é você.

Biblicamente aprendemos que o ser humano é feito à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26) e que Deus nos ama (João 3.16). Essas coisas são mencionadas na canção. Contudo, a música enfatiza tanto o valor do ser humano, que se esquece de que diante de Deus nós somos impuros, sujos como trapos de imundícia (Is 64.6). E precisamos nos arrepender (Mt 4.17).

Portanto, ao ouvir a canção você pode imaginar que Deus tem obrigação de ajudá-lo por causa de seu valor inato. E Deus ao reconhecer seu valor não tem outra escolha a não ser ajudá-lo. No entanto, a Bíblia nos diz que somos imundos por causa de nosso pecado (Ef 2.1-3). Então, Deus, por sua graça e bondade, nos salva em Cristo. (Ef 2.4-5) Isso não vem de nós, do nosso valor ou de nossas atitudes. É somente pela misericórdia de Deus. (Ef 2.8) Portanto, ele deve ser exaltado. Ele é mais raro e valioso que o ouro puro de Ofir. Não a nós, somente a Ele toda Glória. (Rm 11.33,36)

 

 

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Mefibosete – Significado, história, mãe. Ele se casou?

Mefibosete era integrante da família real de Israel. Ele era filho de Jônatas e neto do Rei Saul. Quando tinha 5 anos seu pai e seu avô morreram. Para proteger sua vida dos inimigos, sua cuidadora o pegou e fugiu. Mas, por causa da pressa, ela se descuidou e deixou que ele caísse. Assim, ele ficou aleijado dos dois pés por toda vida (2Sm 4.4).

Jônatas, seu pai, era muitíssimo amigo de Davi. Anos depois, quando Davi se tornou rei, lembrou-se de sua amizade com Jônatas que já havia morrido. Por isso, ele procurou os descendentes de Saul que ainda estavam vivos, para demonstrar sua lealdade em respeito à memória de Jônatas (2Sm 9.1,3).

Davi, Mefibosete e Ziba.

Quando Davi procurava os descendentes de Saul, contaram-lhe que Mefibosete, filho de Jônatas estava vivo em Lo-Debar. Então, ele convoca Mefibosete à sua presença e lhe devolve todas as posses de sua família. Além disso, Davi o chama a comer sempre à sua mesa (2Sm 9.7).

Para auxiliar Mefibosete, Davi ordena que Ziba seja seu servo. Pois, ele havia servido Saul anteriormente. Agora, ele deveria cuidar das posses de Mefibosete, de sua casa, cultivar a terra e trazer a colheita. Ziba tinha quinze filhos e vinte servos. Todos eles agora deveriam servir Mefibosete (2Sm 9.10).

Por causa da amizade de Jônatas e Davi, Mefibosete passou a comer sempre à mesa do rei como se fosse um de seus filhos (2Sm 9.11,13).

Mefibosete – Estudo Bíblico

A controvérsia entre Ziba e Mefibosete

Passado muito tempo, Absalão planejou uma revolta para tomar o trono de Davi. Então, Davi teve que fugir às pressas para não morrer. Ele juntou alguns de seus homens de confiança, parte de sua família e fugiu de Jerusalém. (2Sm 15.10,14)

Em meio à sua fuga, Davi encontra Ziba, servo de Mefibosete. (2Sm 16.1) Ziba trazia alimentos, vinho e montarias (2Sm 16.2). Quando o viu, Davi perguntou onde estava Mefibosete, ele respondeu que Mefibosete havia permanecido em Jerusalém, pois acreditava que lhe restituiriam o trono que era de Saul. Então, Davi declara que tudo que pertencia a Mefibosete agora pertenceria a Ziba. (2Sm 16.3-4)

É provável que Davi tenha se sentido traído por Mefibosete. Visto que ele havia recebido Mefibosete como um filho. E agora, nesse momento de dor e fuga, Mefibosete não foi ao seu encontro e não dava apoio a ele. Pelo contrário, nas palavras de Ziba, Mefibosete era um traidor que só se preocupava em recuperar o trono que era de Saul.

Mefibosete se apresenta diante de Davi

Quando Davi derrotou Absalão e reconquistou seu reino, diversas pessoas foram ao seu encontro. Entre essas pessoas estava Mefibosete. Ele não havia lavado os pés, nem suas roupas, tampouco havia feito a barba desde o dia que Davi partiu em fuga. (2Sm 19.24) Esse é um sinal de tristeza e aflição. Ele estava assim, pois estava aflito pela vida de Davi.

Logo, Davi o questiona “Por que você não foi comigo?” (2Sm 19.25). Mefibosete explica que seu servo Ziba o enganara. Ele pediu para selarem seu jumento para que pudesse partir com Davi, mas o servo foi na frente e contou mentiras ao rei (2Sm 19.26-27).

Sendo assim, era a palavra de Mefibosete contra a de Ziba.

É possível que Ziba tenha planejado isso para ganhar todas as posses de Mefibosete, seu senhor. Aproveitando-se da limitação física dele, Ziba foi mais rápido e envenenou a mente Davi. Dessa forma, Ziba não teria mais senhor e aumentaria grandemente suas posses. Contudo, mesmo que Mefibosete contasse a verdade, seria difícil provar. Sendo assim, Davi resolve dividir a propriedade e as posses dando metade para cada um (2Sm 19.29).

A humildade de Mefibosete

Ao ouvir o veredicto de Davi, Mefibosete não questiona ou reclama. Ele demonstra que não se importa com a propriedade ou riquezas. Pois, diz que tudo deveria ser dado a Ziba (2Sm 19.30). Mefibosete se importa apenas com o bem-estar de Davi.

A atitude dele demonstra que é plausível que ele estivesse falando a verdade, enquanto Ziba era realmente um mentiroso, traidor e interesseiro.

O coração de Mefibosete não estava nas riquezas! Porque em suas palavras ele demonstra humildade, gratidão e paz por ver Davi reinando novamente. (2Sm 19.28,30)

Como Mefibosete morreu?

Em 2Sm 21.7-8 Mefibosete é citado novamente. Ali diz que Davi poupa a vida dele por causa de seu jurado feito a Jônatas. Mas, o versículo 8 cita outro Mefibosete, filho de Rispa. Esse outro foi morto.

Mas, a respeito da morte de Mefibosete filho de Jônatas não se fala na Bíblia. Portanto, não sabemos a resposta para essa pergunta.

Mefibosete – significado

Mefibosete é um nome que significa: Dissipador/Exterminador da vergonha.

Em 1Cr 8.34, ele é chamado de Meribe-Baal que significa “aquele que contende com Baal”. Para substituir o nome do deus pagão ‘Baal’, colocaram ‘Bosheth’ (que significa: vergonha) ficando, em português Mefibosete.

Quem foi a mãe de Mefibosete?

A Bíblia não diz. É repetido diversas vezes que ele era filho de Jônatas e neto de Saul. Mas, não há menção à sua mãe.

Mefibosete se casou

É provável que sim, pois em 2Sm 9.12 lemos que ele tinha um filho ainda jovem chamado Mica.

Características de Mefibosete

  • Humildade: Ao receber de Davi os bens de sua família e ser convidado para viver à mesa de Davi, Mefibosete age com extrema humildade. Ele pergunta “por que o rei se lembraria de um cachorro morto como eu?” (2Sm 9.8).
  • Ele não é avarento: após a controvérsia, ele diz para Davi entregar toda propriedade para Ziba. (2Sm 19.30)
  • Ele é agradecido: em sua resposta a Davi, ele demonstra que já se sente feliz por ter sido tratado tão bem pelo rei, mesmo sem merecer. (2Sm 19.28)
  • Ele não busca favores de Davi, quer apenas saber que o rei está bem. (2Sm 19.28,30)

 

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Quem foi Mardoqueu? Conheça seu significado.

Qual Mardoqueu?

Na Bíblia há dois Mardoqueu:

  • Um deles é companheiro de Zorobabel (Ed 2.2; Ne 7.7).
  • O outro é primo de Ester (Ester 2.5). Nesse artigo tratamos sobre esse Mardoqueu.

Quem foi Mardoqueu?

Mardoqueu é apresentado para nós em Ester 2.5-7. Conforme a história bíblica, ele era um judeu da tribo de Benjamim. Filho de Jair, neto de Simei, bisneto de Quis. Ele foi tirado de Jerusalém, portanto era um dos exilados. Tinha sido feito prisioneiro por Nabucodonosor, Rei da Babilônia. Nos tempos do livro de Ester, Mardoqueu vivia em Susã, capital do reino Persa.

Mardoqueu era primo mais velho de Hadassa, também conhecida como Ester. Ele a criou porque ela não tinha pai nem mãe. Sendo assim, embora primo, Mardoqueu era como pai dela. Ao longo do livro vemos sua influência, cuidado e orientação na vida dela. Desse modo, a história de Mardoqueu está intimamente ligada à história de Ester.

Breve contexto histórico

É preciso explicar que Jerusalém havia sido conquistada pela Babilônia, cujo rei era Nabucodonosor. Então, o povo foi feito prisioneiro e exilado de sua terra. Posteriormente, a Babilônia foi conquistada pelo Império Persa, cujo rei era Xerxes (Ester 1.1-2). Dessa forma, alguns judeus foram viver em cidades da Pérsia.

A história de Mardoqueu e Ester acontece nos tempos do Império Persa, na cidade de Susã, local onde o rei persa Xerxes vivia.

O Início da história – o crime da Rainha Vasti

Há muito tempo atrás, quando o povo de Israel estava exilado distante de sua terra, o Rei Xerxes da Pérsia dominava diversos territórios (Ester 1.1). Ele era rico e poderoso e quis mostrar isso aos príncipes e nobres com uma grande festa que durou cerca de 6 meses (Ester 1.4). Ao fim dessa festa, deu um banquete de uma semana a todos que moravam na cidadela de Susã, do mais rico ao mais pobre (Ester 1.5).

Durante a festa e o banquete, Xerxes ostentou toda sua riqueza. Deu comida e bebida em abundância a todos os seus convidados. Nessa ocasião, ao fim do banquete, ele ordenou que seus oficiais trouxessem até ele a sua rainha Vasti. Ela era deslumbrante e o rei queria que todos vissem sua beleza. Contudo, a rainha se recusou a atender a convocação do rei. Então, Xerxes ficou irado! (Ester 1.11,12)

Por consequência, a rainha Vasti perdeu sua coroa. Foi decretado que ela jamais voltaria à presença do rei e que uma nova rainha seria escolhida (Ester 1.19).

  • Esse é o início do enredo dessa grande história.

A Nova Rainha

Logo que Xerxes se acalmou, seus conselheiros lhe disseram para encontrar uma nova rainha. Mas, ela deveria ser melhor do que Vasti. Dessa forma, eles traçaram um plano. Escolheriam lindas virgens de todas as províncias do reino. Depois, trariam essas moças para o harém do rei e elas receberiam um tratamento de beleza. Então, a moça que mais agradasse o rei seria rainha no lugar de Vasti. (Ester 2.1-4).

A Importância de Mardoqueu

Mardoqueu era um israelita que vivia na cidadela de Susã. Ele tinha uma linda sobrinha que criou como filha (Ester 2.15), o nome dela era Ester. Quando as belas moças do reino foram levados ao harém, Ester estava entre elas. (Ester 2.5-8) Mardoqueu diariamente ia para perto do pátio do harém, para saber como Ester estava e o que lhe estava acontecendo. (Ester 2:11) Posteriormente, Ester foi escolhida como rainha (Ester 2.17).

Mardoqueu disse a Ester que mantivesse em segredo a origem de sua família e a qual povo pertencia. Ele continuou instruindo Ester mesmo quando ela se tornou rainha (Ester 2.20).

Mardoqueu denuncia uma conspiração contra o rei

Um dia, Mardoqueu estava sentado na porta do palácio, quando ouviu dois oficiais do rei conspirando para matá-lo. Ele contou tudo para sua sobrinha Ester que agora era rainha. Ela avisou Xerxes que decidiu investigar a questão, logo descobrindo que era verdade. Esse fato foi registrado no livro das crônicas do rei Xerxes (Ester 2.21-23).

  • Esse fato é importante na história de Mardoqueu, pois Deus usará isso no futuro.

Hamã se enfurece contra Mardoqueu

Depois daqueles acontecimentos, Xerxes escolheu Hamã como o nobre mais elevado que todos os outros do reino. As pessoas nas ruas deveriam se curvar diante de Hamã. Porém, Mardoqueu se recusava a se curvar e prostrar diante dele. Os oficiais do palácio perguntaram por que Mardoqueu fazia aquilo, ele disse que era por ser judeu. (Ester 3.1-5)

Então, os oficiais contaram a Hamã que Mardoqueu se recusava a prostrar-se. Hamã ficou irado e decidiu vingar-se não apenas de Mardoqueu, mas de todo o povo judeu. Ele tramou para exterminar todos os judeus. Para isso, ele foi até Xerxes e disse:

Então Hamã disse ao rei Xerxes: “Existe certo povo disperso e espalhado entre os povos de todas as províncias de teu império, cujos costumes são diferentes dos de todos os outros povos e que não obedecem às leis do rei; não convém ao rei tolerá-los.
Se for do agrado do rei, que se decrete a destruição deles; e colocarei trezentas e cinqüenta toneladas de prata na tesouraria real à disposição para que se execute esse trabalho”.

Ester 3:8,9

  • Xerxes aceitou o que Hamã propôs, sem saber que sua própria rainha querida estava incluída na destruição.

Mardoqueu na porta do palácio

Ao saber que o plano de Hamã para exterminar os judeus havia sido aprovado pelo rei, Mardoqueu rasgou suas vestes, e saiu pelas ruas lamentando em alta voz (Ester 4.1). Ele foi até a porta do palácio, vestindo panos de saco.

Os empregados de Ester o viram e contaram à rainha. Ela mandou novas roupas para Mardoqueu, mas ele recusou vesti-las. Novamente, ela enviou seus servos para perguntarem o que estava acontecendo (Ester 4.4-5). Então, Mardoqueu contou a eles sobre o plano de Hamã (Ester 4.7-8).

Mardoqueu enviou um recado pedindo a Ester que fosse até Xerxes e interviesse por seu povo. Porém, ela respondeu que não poderia. Pois, havia uma lei que a impedia de ir até a presença do rei sem ser convidada. Caso ela fosse sem ser convocada, ela poderia até morrer!

Então, Mardoqueu disse:

Quando Mardoqueu recebeu a resposta de Ester,
mandou dizer-lhe: “Não pense que pelo fato de estar no palácio do rei, de todos os judeus só você escapará,
pois, se você ficar calada nesta hora, socorro e livramento surgirão de outra parte para os judeus, mas você e a família de seu pai morrerão. Quem sabe se não foi para um momento como este que você chegou à posição de rainha? ”

Ester 4:12-14

  • Perceba que Mardoqueu tem fé de que se Ester não agir, certamente, Deus proveria outro meio de livrar seu povo. Contudo, ele tem sabedoria para entender que foi o próprio Deus que fez de Ester a rainha, e assim, ela poderia servir ao Senhor dentro do palácio.

A coragem de Ester

Ester respondeu a Mardoqueu:

“Vá reunir todos os judeus que estão em Susã, e jejuem em meu favor. Não comam nem bebam durante três dias e três noites. Eu e minhas criadas jejuaremos como vocês. Depois disso irei ao rei, ainda que seja contra a lei. Se eu tiver que morrer, morrerei”.
Mardoqueu retirou-se e cumpriu todas as instruções de Ester.

Ester 4:15-17

Ao ouvir os conselhos de Mardoqueu, Ester se enche de coragem a ponto de arriscar a própria vida. Ela convoca todos os judeus em Susã a buscar o Senhor em jejum e então ela faria o que precisava ser feito. Logo depois, Mardoqueu cumpre o pedido de Ester.

Após os três dias de jejum, Ester se apresenta diante do rei. Mesmo sem ser convidada, o rei a recebe com alegria. Dessa forma, ela não morreu por ter infringido a lei (Ester 5.2-3). Então, ela convida o rei para um banquete e pede que Hamã também seja convidado (Ester 5.7-8). O rei concede seu pedido.

Enquanto isso, Hamã continua alimentando seu ódio por Mardoqueu (Ester 5.9) e manda construir uma forca para matar seu algoz (Ester 5.14).

Mardoqueu é honrado

Na noite anterior ao banquete da rainha Ester, o rei ficou sem sono. Então, pediu a seus servos que lhe trouxessem o livro das crônicas de seu reinado. Ali, ele releu a história de quando Mardoqueu havia denunciado a conspiração de alguns oficiais para mata-lo. Logo, ele questiona qual foi a recompensa de Mardoqueu por isso (Ester 6.1-3). Contudo, Mardoqueu não havia recebido recompensa.

Xerxes, chama Hamã e pergunta qual seria a recompensa para um homem a quem o rei quisesse honrar. Hamã pensa que o rei está se referindo a ele (Ester 6.6). Então, Hamã dá uma grande ideia:

Por isso respondeu ao rei: “Ao homem que o rei tem prazer de honrar,
ordena que tragam um manto do próprio rei e um cavalo que o rei montou, e que leve o brasão do rei na cabeça.
Em seguida, sejam o manto e o cavalo confiados a alguns dos príncipes mais nobres do rei, e ponham eles o manto sobre o homem que o rei deseja honrar e o conduzam sobre o cavalo pelas ruas da cidade, proclamando diante dele: ‘Isto é o que se faz ao homem que o rei tem o prazer de honrar! ’ ”

Ester 6:7-9

Hamã pensava que seria honrado, no entanto, Xerxes ordena que ele faça tudo o que disse em honra a Mardoqueu. Hamã é obrigado a sair pelas ruas honrando e proclamando o prazer do rei para com Mardoqueu.

O Senhor agindo nos detalhes

Até aqui a história nos mostra Deus agindo nos detalhes. Às vezes, distraidamente podemos imaginar que é o acaso, mas, veja:

  • Por algum motivo, o rei perde o sono,
  • pede para ler o livro,
  • depois relembra a história de Mardoqueu
  • e decide honrá-lo.
  • Posteriormente, o homem que mais odeia Mardoqueu é justamente quem dá a ideia de como honrá-lo.

Embora o livro de Ester não mencione que é o Senhor agindo, fica claro que Deus está conduzindo toda a história e honrando seu servo Mardoqueu. (Ester 6.10-11)

A forca de Hamã

No capítulo 7, do livro de Ester vemos como ela conta ao rei sobre o plano de Hamã. O rei fica furioso e decide condena-lo. Então, um de seus oficiais diz que havia uma forca de 20 metros de altura que Hamã construíra para enforcar Mardoqueu. Logo, o rei ordena que o próprio Hamã seja enforcado em sua própria forca (Ester 7.9-10).

Deus abençoa Mardoqueu

Depois que Hamã é executado, Mardoqueu recebe o anel-selo do rei e é nomeado administrador de todos os bens de Hamã (Ester 8.1-2). Mas, o povo judeu ainda estava em perigo. Então, Ester e Mardoqueu receberam permissão do rei para escrever um novo decreto. E assim o fizeram:

Mardoqueu escreveu em nome do rei Xerxes, selou as cartas com o anel-selo do rei, e as enviou por meio de mensageiros montados em cavalos velozes, das estrebarias do próprio rei.
O decreto do rei concedia aos judeus de cada cidade o direito de reunir-se e de proteger-se, de destruir, matar e aniquilar qualquer força armada de qualquer povo ou província que os ameaçasse, a eles, suas mulheres e seus filhos, e de saquear os bens dos seus inimigos.

Ester 8:10,11

  • Dessa forma, Ester e Mardoqueu foram usados por Deus para livrar os judeus da aniquilação. Os judeus obtiveram o direito de se defender de qualquer inimigo e ainda saquear aqueles que os ameaçassem.
  • Note que o antigo decreto que ordenava que os judeus fossem mortos não foi revogado. Contudo, agora os judeus tinham o direito de se defender. Nem sempre Deus retira as lutas, mas nesses momentos, ele nos dá força para lutar.

Características de Mardoqueu

Ao longo da história de Mardoqueu e Ester vemos algumas de suas características mais importantes:

  • Era temente a Deus (Ester 4.16-17);
  • Confiava no Senhor (Ester 4.13,14);
  • Permanecia fiel mesmo frente a perigos (Ester 3.2,5);
  • Cuidava bem de Ester (Ester 2.11);
  • Era um bom conselheiro (Ester 2.20).
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Vida Cristã

Vida em Abundância!

Vida em abundância é uma das promessas que Jesus faz àqueles que creem nele. Além de trazer conforto e paz aos seus discípulos, essa promessa traz esperança. Pois, em um mundo com tanto sofrimento e angustia, nosso coração encontra paz nas palavras de vida abundante que Cristo nos dá.

Vejamos a seguir um estudo sobre o que Jesus nos ensina.

Vida em abundância – Estudo

Esse é um discurso de ensino, no qual Jesus se apresenta como o bom pastor. O bom pastor é aquele que dá a sua vida em favor das ovelhas (Jo 10.11).

Contexto

Em João 10, Jesus usa uma metáfora para ensinar o povo. Ele explica a diferença entre o pastor das ovelhas e o ladrão (Jo 10.1). O pastor conhece suas ovelhas, cuida delas e as conduz para os melhores pastos. (Há uma semelhança com o Salmos 23.1-4). As ovelhas reconhecem a voz de seu pastor e o seguem aonde for. Além disso, as ovelhas não seguem estranhos, porque não reconhecem sua voz (Jo 10.5).

O Pastor e o Ladrão

A principal diferença entre o pastor e o ladrão é evidenciada pelas palavras de Jesus:

O ladrão vem apenas para furtar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância.

João 10:10

Portanto, o ladrão é aquele que abusa das ovelhas, usando-as para seus próprios desejos egoístas. Ele tem apenas o objetivo de extorquir as ovelhas, até que tire tudo que possuem, inclusive suas vidas. Mas, veja que o oposto do ladrão é o pastor. O pastor não quer extrair a vida das ovelhas, pelo contrário, ele dá a própria vida em favor delas (Jo 10.11).

O termo “Eu vim”, em João 10.10, deve ser enfatizado. Pois, declara que Jesus é o pastor mencionado anteriormente no capítulo. Além disso, prepara o leitor para entender que Jesus é o bom pastor de João 10.11. Sua vinda é exatamente o oposto da vinda do ladão que vem para o mal. Ele veio de uma vez por todas, para que as ovelhas pudessem ter vida. [fonte] Ellicott’s Commentary for English Readers [/fonte] Jesus é o bom pastor que ama a suas ovelhas!

Vida em abundância – significado

O sentido dessa vida em abundância é a vida que vem através de Cristo. Essa vida é transbordante do cuidado de Deus, sua presença, pastagens verdejantes e águas de descanso (como no Salmo 23.1-5). E ainda mais, há graça sobre graça, e verdade em sua plenitude através de Jesus (Jo 1.16-17).

Nesse contexto, a vida em abundância é contrastada com a vida daqueles que estão distantes de Cristo. Pois, sem Jesus não há verdadeira vida. O pecado, o ladrão, o diabo, abusam da vida e a destroem progressivamente. Esse mundo expõe uma realidade, distante de Deus, que conduz à morte. Contudo, as pessoas que estão nessa vida, não percebem que estão vivendo algo aquém daquilo que Deus criou e planejou para a humanidade. Ou seja, esse mundo nos impede de viver plenamente todas as maravilhas que Deus fez para a humanidade!

Vida abundante não significa riquezas, bens materiais ou coisas do tipo. Vida abundante é uma vida livre do poder escravizador e destruidor do pecado. É uma vida com Jesus, que nos conduz à eternidade com Deus, onde não haverá mais choro, tristeza ou dor, como lemos em Apocalipse 21.3-4.

Curiosidade: Note que Ap 21.3 diz que Deus estará com os homens, e que eles serão seus povos. Sendo assim, pessoas de diferentes povos farão parte do único povo de Deus. Isso também é dito por Jesus em João 10.16. Portanto, o texto em João 10.10 está conectado com a vida eterna em João 10.28. Essa vida eterna é melhor explicada em Ap 21.3-4, onde fica claro que o ladrão não terá mais poder para matar, roubar e destruir. Mas, a vida abundante será plena e completa para o povo de Deus. Concluindo, Vida abundante é uma vida de plena comunhão com Deus.

Abundância (abundante) em grego:

 περισσός – ‘perissos’

Significa: mais do que…(algo); excede expectativas; mais do que o necessário; completo; vai além do limite esperado. [fonte] HELPS Word-studies [/fonte]

Além disso, também quer dizer: mais, maior, excessivo, abundante, excedente, veemente; Quando é substantivo, significa: preeminente, vantagem, benefício, proveito. [fonte] Strong’s Concordance [/fonte]

Vida em grego:

 ζωή – zóé

Significa: Vida, tanto física quanto espiritual. [fonte] Strong’s Concordance [/fonte]

A vida sempre é doada e sustentada pelo próprio Deus. Sendo assimn, o Senhor intimamente concede o dom da vida às pessoas, criando cada uma à sua imagem, dando-lhes a capacidade de reconhecer a vida eterna dele. [fonte] HELPS Word-studies [/fonte]

Vida no Evangelho de João

Essa palavra é usada muitas vezes ao longo do Evangelho de João e suas cartas.

João 1.4 diz que Nele estava a vida. Esse capítulo é a abertura do evangelho, onde João nos conta que Jesus é o Verbo (Λόγος). Ele é a fonte da vida e a luz (João 1.3-5). Desde o primeiro capítulo, João está apresentando a verdadeira vida que está apenas em Jesus.

Ademais, em João 5.21-29 e João 5.39-40, Jesus nos esclarece mais a respeito da vida. Ele diz que tem poder de dar a vida a quem quiser. Assim, aqueles que ouvem suas palavras e creem recebem a vida eterna! Ou seja, já passaram da morte para a vida. Sendo assim, a nova vida em Cristo não é apenas uma vida após a morte, mas uma nova vida a partir do momento que cremos nas palavras de Jesus. Contudo, essa nova vida aqui na terra é apenas um preludio da vida que será plena na eternidade.

Em João 10.10 fica ainda mais claro que essa nova vida é a Vida real e genuína. Ela é ativa e vigorosa, dedicada a Deus, abençoada. É a porção, ainda nesse mundo daqueles que creem em Cristo, mas, após a ressurreição ser consumada será uma vida eterna. [fonte] Thayer’s Greek Lexicon [/fonte]

  • Há um contraste entre vida e morte. Estão mortos e condenados a perecer por causa de seus pecados todos os seres humanos. Mas, aqueles que se rendem a Cristo recebem perdão e vida por causa do sacrifício de Jesus. Isso está sumarizado em João 3.16. Ademias, em João 14.6, Jesus diz que ele é o caminho, a verdade e a vida! Fora de Jesus não há vida verdadeira. Conhecer a vida é conhecer Jesus. Sem ele não podemos chegar a Deus. Sendo assim, apenas Jesus nos revela a verdade terrível a respeito de nós mesmo, e nos mostra que o caminho é cremos em nosso único e suficiente Senhor e salvador.

Vida nas cartas de João

Em 1 João 1.1,2 vemos praticamente uma repetição de João 1. Mas, a ênfase de João em sua carta é destacar que Jesus é a manifestação tangível da vida, a qual os discípulos testemunharam vividamente. Por isso, João usa expressões como “nossos olhos viram e nossas mãos apalparam”. A vida se manifestou corporalmente em Jesus. Quem o conheceu, teve contato com a verdadeira vida. Não é uma lenda ou algo imaterial.

Ao longo da carta, em 1 João 3.14-16, sabemos que a nova vida em Cristo gera mudanças perceptíveis naqueles que recebem Jesus. Uma dessas características é o amor. Quem não ama, permanece na morte. Na Bíblia essa morte ainda não é a física, mas a espiritual. Refere-se àqueles que estão mortos em seus pecados, rebeldes e contrários à vontade de Deus. Contudo, embora os pecadores “vivam mortos”, o pecado por fim resulta na morte física também. Dessa forma, 1 João 5.12 explica que a diferença entre os que estão “mortos vivos” e os “realmente vivos” é Jesus!

Portanto, só há vida em Cristo. Verdadeira, abundante e plena, livre do pecado, livre da escravidão. Somente Cristo salva!