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Eu Sou A Videira Verdadeira – Explicação, Significado e Estudo

Essa parte do Evangelho de João registra os últimos ensinamentos de Jesus antes de ser preso e morto na cruz. Lemos como Jesus orientou e fortaleceu seus discípulos para o momento desafiador que viria a seguir. Diante disso, a mensagem os encoraja a permanecerem firmes na fé, afim de que prossigam no caminho e produzam frutos que glorifiquem a Deus.

A Videira Verdadeira – João 15.1-11

A videira era uma planta muito comum na palestina naquele tempo. Então, Jesus usa um exemplo do cotidiano para um ensinamento espiritual mais profundo.

No Antigo Testamento, a videira já era utilizada como símbolo de muito frutos. Então, era natural que israelitas conhecedores do Antigo Testamento associassem a frutificação, tanto natural quanto espiritual, com a videira (Sl 128.3; Is 5.1-5; Jl 2.22; Zc 8.12-13). Em algumas passagens a videira representa o próprio Israel. (Sl 80.8; Sl 80.14-16; Ez 17.8-10).

Contudo, no Antigo Testamento lemos que Israel é uma videira de frutos azedos e podres. Embora, Deus a tenha tratado e cultivado da melhor forma possível, e, por isso, esperasse frutos doces de justiça. Mas, Israel só produzia frutos azedos (Is 5.1-7).

Posto isto, quando Jesus diz “Eu sou a videira verdadeira” (João 15.1), podemos entender que ele é a raiz, tronco e sustentação do verdadeiro e novo Israel de Deus. Em Jesus, os frutos são diferentes daqueles azedos vistos anteriormente. Porque na videira verdadeira há obediência perfeita à vontade de Deus Pai. Graça e poder de Deus fluem dela e assim, ela alimenta e sustenta os ramos frutíferos, o verdadeiro povo de Deus.

Videira Verdadeira – Estudo

Jesus fala de muitas coisas aqui: videira, o Pai agricultor, os ramos, dar frutos, tirar e queimar ramos que não produzem frutos. Contudo, há uma lição central que deve ser explicitada!

  • Assim como os ramos só podem dar frutos quando estão conectados à videira, os discípulos de Jesus só dão frutos quando permanecem em Jesus. (João 15.4)

Isso fica evidente ao lermos quantas vezes Jesus repete a palavra permanecer e dar frutos nesse trecho. Releia João 15.1-11 e conte quantas vezes as expressões são repetidas. Portanto essa é a ideia central aqui.

Na videira há dois tipos de ramos (João 15.2). O Pai é o agricultor que cuida da videira e trata cada tipo de ramo de forma específica:

  • os ramos que produzem frutos > são podados para gerar mais fruto.
  • os ramos que não produzem frutos > são cortados e lançados fora.

Portanto, a relação entre videira e seus ramos exemplifica como é vital estar intimamente conectado com Jesus. Estar ligado a ele é fonte de vida para o cristão. Essa vida gera frutos. O ramo não pode fazer nada sozinho (João 15.4,5). Da mesma forma, somos totalmente dependentes de Cristo.

“Meu Pai é o agricultor”

Prosseguindo, Jesus nos diz que Deus Pai cuida de nós e nos poda. O verbo podar significa: limpar, purificar, eliminar aquilo que é infrutífero. [fonte] HELPS Word-studies. Verbete: καθαίρω – kathaírō [/fonte]

Em vista disso, podar é um ato de cuidado e amor do Pai para com a videira e seus ramos frutíferos. Podar indica que ele está aperfeiçoando e auxiliando o desenvolvimento de cada um que está conectado à videira. Dessa forma, aprendemos que o Pai está nos ajudando a crescer, desenvolver a maturidade cristã e a gerar frutos (João 15.2).

Veja que Jesus havia dito que o “Pai poda”, o verbo está no presente, indicando que essa é uma ação constante do Pai que ocorre com frequência. Mas, eles já estão limpos (João 15.3). Isso demonstra que a Palavra já os limpou de seus pecados (João 13.10), no entanto, eles continuam sendo aperfeiçoados através dela. Ou seja, o discípulo de Jesus já está limpo de seus pecados, mas através da ação constante de Deus no dia a dia, ele vai sendo liberto da influência que o pecado tinha sobre sua vida.[fonte] William Hendriksen. João – Comentário do Novo Testamento. [/fonte]

Portanto, há duas verdades aqui. (1) O discípulo já está limpo; mas (2) dia após dia a sua vida vai sendo moldada ao caráter de Cristo e começa a produzir frutos que glorificam a Deus (João 15.8). Esse processo é chamado de santificação.

Limpos pela Palavra

Jesus nos diz que a ferramenta usada para nossa limpeza é a sua Palavra (João 15.3). Palavra se refere aos ensinamentos de Cristo que remoldam nossa vida. Através da palavra de Cristo, somos podados e aperfeiçoados. Contudo, se rejeitamos sua palavra, não crescemos. Mas, se a praticamos, damos frutos.

Ser podado pode doer, pois, muitas áreas sensíveis da nossa vida precisam dessa limpeza. Então, não é confortável mudar. Porém, é necessário para que sejamos mais parecidos com Cristo e sejamos reflexo de seu caráter. Ser podado por Deus não deve trazer medo, pois o amor expulsa o medo (1Jo 4.15-21).

Ser podado não é um castigo! É ser amado por um Pai que tem cuidado de nós. Só assim produziremos muitos frutos que permaneçam (João 15.16).

Qual é o fruto?

Esses frutos são os bons motivos, desejos, atitudes, disposições (virtudes espirituais), palavras, boas obras. Tudo isso tendo origem na fé, em harmonia com a lei de Deus, e feito para sua glória. [fonte] William Hendriksen. João – Comentário do Novo Testamento.[/fonte] Sobre o fruto na vida do Cristão, lembramos especialmente de Gálatas 5.22-23. Porquanto, é o fruto do Espírito apresentado ali que nos diz quais são os aspectos do fruto na vida do discípulo de Jesus.

Veja mais sobre como ser cheio do Espírito.

Sobretudo, perceba a progressão de ideia: em João 15.2, Jesus fala em darmos “mais fruto”; já em João 15.5,8; ele diz “darem muito fruto”.  Tal característica denota desenvolvimento e crescimento. Além de demonstrar que não se deve esperar pouco daqueles que estão em Cristo.

O fruto especial – permaneça no amor

Apesar de citarmos algumas características diferentes sobre o fruto mencionado por Jesus, vemos no texto um fruto sendo citado de maneira especial. Trata-se do amor, que é mencionado pelo menos 8 vezes nesse capítulo (João 15.9-13).

Para entender o amor de Jesus, veja João 13.1. Esse amor, além do mais, era puro, de todo coração, profundo, pessoal, com conhecimento, permanente; daí, em todos esses aspectos era exatamente como o amor do Pai pelo Filho. [fonte] William Hendriksen. João – Comentário do Novo Testamento. [/fonte] É o amor que se sacrifica (João 15.13).

Jesus nos envolve no seu amor e no amor de Deus Pai (João 15.9). E nos diz para permanecer em seu amor. O resultado (fruto) prático e visível disto é seguir seus mandamentos (João 15.10). A prática demonstra que o amamos, pois, confiamos que suas palavras são palavras de vida eterna. O discípulo deve experimentar desse amor, permanecer nele e praticá-lo. Obedecê-lo se resume em amar uns aos outros como ele nos ama!

Observe:

O meu mandamento é este: amem-se uns aos outros como eu os amei.
Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos.

João 15:12,13

Nosso amor é uma resposta ao seu amor por nós. Nós o amamos porque ele nos amou primeiro (1Jo 4.19). Então, seu amor age em nós e nos transforma. Passamos a conhecer e praticar o amor. É como um ciclo de amor. Somos nutridos pelo amor da videira e geramos o fruto da essência que recebemos. O resultado dessa vida de amor é a alegria (João 15.11).

Os ramos infrutíferos

Diante dessa notícia maravilhosa do amor de Jesus por nós e tudo que ele nos dá, como é possível que haja ramos infrutíferos? Ao ouvirmos que alguns ramos são cortados e lançados fora, podemos nos escandalizar e achar que Deus é severo demais. Contudo, veja como é grave a atitude desses ramos. Eles se recusam a crescer, se recusam a receber o amor de Jesus e praticá-lo. Os ramos infrutíferos, mesmo tendo contato com Jesus, rejeitam seu amor.

Por essa razão, eles sofrerão. João 15.6 diz que eles:

  • serão jogados fora;
  • secarão;
  • serão reunidos e lançados no fogo;
  • queimarão.

Do mesmo modo que o agricultor corta os ramos que não dão frutos físicos, o Pai também rejeita aquelas pessoas que não produzem frutos espirituais. Esses ramos sugam a força da videira, mas não produzem frutos dignos de arrependimento (Mt 3.8). A árvore é reconhecida por seu frutos (Lc 6.43,44), logo se os ramos infrutíferos permanecessem na videira, pensariam que ela é infrutífera. Os ramos infrutíferos, na verdade, não pertencem à videira. Estão sempre aprendendo, mas nunca chegam ao conhecimento da verdade (2Tm 3.7). Estes sofrerão justo castigo. Pois, jamais pertenceram verdadeiramente à videira (1Jo 2.19).

 

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Pecado Vida Cristã

Como vencer o pecado da carne?

O teólogo Wayne Grudem diz:

O pecado destroça tudo e todos. Não vivemos como estávamos originalmente designados a viver, e não vivemos num mundo para o qual fomos projetados. O pecado arruína a imagem de Deus em nós; não mais refletimos a perfeição com que Deus nos criou. Por causa do pecado, as coisas simplesmente não são do modo como deveriam ser originalmente. A história da espécie humana, tal como apresentada na Bíblia, é a história de Deus restaurando pessoas perdidas que vivem num mundo arruinado. É a história da vitória de Deus sobre os muitos resultados do pecado no mundo. [fonte] GRUDEM, Wayne. Bases da fé cristã: 20 fundamentos que todo cristão precisa entender (Locais do Kindle 854-858). Thomas Nelson Brasil. Edição do Kindle. [/fonte]

O que é pecado?

Alguns definem pecado como “errar o alvo”. Esse seria o sentido original da palavra. Mas, na Bíblia, pecado é melhor definido como qualquer falha em obedecer a lei de Deus. Seja uma falha por ação, atitudes, pensamentos, omissão, seja de forma intencional ou sem querer.

Pecado não é só algo que fazemos, mas algo que está entranhado em nossa natureza. Nosso coração é inclinado para o mal (Jr 17.9), dele saem maus pensamentos, imoralidades sexuais, roubos, calúnias, mentiras e assassinatos (Mt 15.19).

O pecado é uma corrupção interna do ser humano. Sendo assim, o ser humano é escravo do pecado (João 8.34). Todos os seres humanos são pecadores (1Rs 8.46; Sl 14.13; Rm 3.23). Aquele que diz que não tem pecado está mentindo (1Jo 1.8-10).

Cada segmento de nosso ser é afetado pelo pecado — nosso intelecto, nossas emoções, nossos desejos, nossos corações, nossos objetivos, nossos motivos e até mesmo nosso corpo físico. Todos estão sujeitos à decadência e à destruição causadas pelo pecado. Nossas ações, nossas atitudes e nossa própria natureza, tudo nos torna culpados de pecado.[fonte] Grudem, Wayne. Bases da fé cristã: 20 fundamentos que todo cristão precisa entender (Locais do Kindle 889-891). Thomas Nelson Brasil. Edição do Kindle. [/fonte]

Introdução

Diante disso, a grande questão é “como podemos vencer o pecado?”. A Bíblia nos ensina que jamais conseguiremos sozinhos. Pois, toda nossa força de vontade, disciplina, dedicação em seguir regras serão insuficientes. Então, precisamos de um salvador, um libertador (João 8.36).

Por isso, olhamos para Jesus! Para que ele nos ensine o que devemos fazer. Ele foi o único homem que jamais pecou, embora tenha sido tentado em todas as coisas (Hb 4.15). A mensagem de Cristo se inicia com um chamado ao

  • Arrependimento! (Mt 4.27) Arrepender-se significa reconhecer seus pecados e abandoná-los. Em grego a palavra é ‘metanoia’, que quer dizer mudar a mente. É a mudança de mente depois de ter encontrado o evangelho. Esse arrependimento significa abandonar a antiga vida, onde fazíamos nossa própria vontade e olhar para Cristo como nosso exemplo e nosso Senhor.

Além disso, após pregar às pessoas que se arrependessem, Jesus encontrou alguns jovens e disse para eles:

  • Sigam-me! (Mt 4.19) Para vencer o pecado não basta se arrepender. É necessário seguir Jesus. Assim, substituiremos o nosso ‘eu’ corrompido, por um novo ‘eu’ mais parecido com nosso Salvador. Veja que Jesus chama pessoas para serem seus discípulos. Ou seja, aprendam tudo com ele, o sigam de perto, reflitam seu caráter. Esse é o propósito de Deus para seus filhos (Rm 8.28-29).

Portanto, arrependimento verdadeiro nos leva a seguir Jesus de perto! Sentir-se arrependido, com remorso pelos pecados, não é o bastante. O Arrependimento verdadeiro é seguido por mudança. A mudança é alcançada quando observamos Jesus e o imitamos. Contudo, isso só é possível pela ação do Espírito Santo em nós. (Rm 8.26-27) Esforços humanos são insuficientes. Mas, devemos cooperar nesse processo de amadurecimento cristão.

Conheça a verdade.

Ao seguirmos Jesus encontramos as respostas que precisamos.

No mesmo contexto em que diz que quem peca é escravo do pecado (João 8.34), Jesus ensina:

Disse Jesus aos judeus que haviam crido nele: “Se vocês permanecerem firmes na minha palavra, verdadeiramente serão meus discípulos.
E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará”.

João 8:31,32

Portanto, para vencer o pecado, conheça a Bíblia! Ela é a verdade de Jesus que liberta nossas vidas do pecado. Não apenas leia, mas permaneça firme, pratique.

Jesus nos diz que a Palavra de Deus é a verdade que nos santifica (João 17.17). Ser santificado quer dizer ser aperfeiçoado na santidade. Ser santo é a qualidade daquele que não tem pecado, que é puro, como é o nosso Deus. Então, ele age em nós para aperfeiçoar a nossa santidade. De fato, é esse o pedido de Jesus, que o Pai nos santifique na verdade, nos libertando do pecado e nos dando mais do caráter de Cristo.

Busque o Senhor em oração.

Conhecer o Senhor não significa acumular informações sobre ele. Conhecer significa aprofundar-se num relacionamento com ele, ouvindo sua palavra e colocando-a em prática no dia a dia. Algo fundamental é a oração. Pois, através da oração pedimos perdão pelas falhas, mas também pedimos força. A oração demonstra a nossa constante e total dependência do Senhor.

Veja o exemplo da oração que Jesus ensina a seus discípulos (Mt 6.9-13). A oração de Jesus nos ensina a pedir perdão (Mt 6.12), pois jamais seremos perfeitos nessa vida. Porém, após pedir perdão, devemos pedir que Deus nos ajude a não cair em tentação (Mt 6.13). A oração é um meio pelo qual recebemos força do Pai para enfrentarmos as tentações do dia a dia. Sozinhos não conseguimos.

Devemos vigiar e orar para não cair em tentação. (Mt 26.41) Jesus diz que o espírito está pronto, mas a carne é fraca. Então, vemos que nosso interior está sendo renovado por Deus, mas nossa carne ainda é fraca. Paulo fala a respeito da carne e da sua luta (Rm 7.22).

Viva pelo Espírito

A carne simboliza os nossos desejos, anseios, impulsos que são contrário à vontade de Deus. É nosso próprio ser lutando contra a vontade de Deus. São resquícios do pecado tentando afastar o cristão do Senhor. Aqueles que almejam vencer o pecado, estão em luta constante contra si mesmos. (Gl 5.17)

Paulo fala a respeito das obras da carne, são elas:

  • imoralidade sexual, impureza e libertinagem;
  • idolatria e feitiçaria;
  • ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja;
  • embriaguez, orgias e coisas semelhantes. (Gálatas 5:19-21)

As obras da carne quase nunca mostram sua verdadeira face. Ou seja, elas não anunciam que são claramente coisas ruins. Elas se disfarçam de coisas boas, desejáveis, atraentes. Elas procuram nos atrair, encher a nossa mente, conquistar o nosso amor. Mas no fim levam à morte (1Jo 2.15-17; Rm 6.23). Contudo, a verdade sobre elas é evidenciada pela verdade bíblica.

A solução é simples:

Por isso digo: vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne.

Gálatas 5:16

Assim sendo, ao nos saciarmos da comunhão com o Espírito Santo as tentações da carne não nos enganarão. Paulo dá mais detalhes dizendo que se vivemos pelo Espírito, devemos andar por ele também (Gl 5.25). O Espírito nos deu nova vida, ele é a fonte dessa vida. Então, nossas práticas, escolhas, pensamento e sonhos serão influenciadas pelo Espírito. O Espírito nos aconselha, guia e corrige. Sobretudo, devemos buscá-lo na Palavra de Deus, pois nossos sentimentos e sensações são enganosos.

Desta forma, devemos crucificar tudo da carne que ainda restar em nós (Gl 5.24). Resistimos às tentações quando nos saciamos do Espírito.

Tenha fé

Para vencer o pecado da carne devemos ter fé. (1Jo 5.4) A fé vem pelo ouvir a palavra de Deus (Rm 10.17). Isto posto, é essencial que pratiquemos a verdade, busquemos a Deus em oração e creiamos nele. A fé que vence o mundo é crer que Jesus é o filho de Deus e veio ao mundo para nos salvar (1Jo 5.5).

Ter fé nos dá forças para crer com maior firmeza nas promessas bíblicas do que nas promessas da carne. O poder da tentação está em nos enredar pelas suas promessas, atraindo nossa cobiça. (Tg 1.14-15). A cobiça é um desejo ardente de possuir ou conseguir alguma coisa, sejam riquezas, bens, amores, ou etc.

No entanto, veja que Tiago nos alerta que as tentações são como um processo (Tg 1.14-15). Primeiro todos temos desejos, o pecado nos oferece formas de realiza-los. Ao poucos vai nos convencendo de que será bom, será fácil e será satisfatório. Ao permitirmos que esse processo se desenvolva, o pecado tomará cada vez mais controle sobre nós. Portanto, a tentação é como uma mentira muito boa que nos conduz a uma armadilha mortal. A fé nos faz ver a armadilha e confiar que andar ao lado de Deus é muito melhor.

Persevere

Contudo, veja Tiago 1.12, feliz é o homem que persevera na provação. Como podemos perseverar? Tiago 4.7 nos responde:

Portanto, submetam-se a Deus. Resistam ao diabo, e ele fugirá de vocês.

Tiago 4:7

Para vencer a tentação, precisamos nos submeter à vontade de Deus. Agora, veja como a fé é fundamental aqui. Pois, a fé nos leva a crer que nosso Deus é verdadeiro, justo, puro, bondoso, amável e nos ama! Todas essas verdades são repetidas diversas vezes nas Escrituras.

Contudo, se não crermos nelas, jamais confiaremos que a vontade dele para nós é boa, perfeita e agradável (Rm 12.2). A fé nos faz ver que ao nos submetermos a Deus estamos experimentando o melhor para nossas vidas. A fé nos alerta que o diabo veio para matar, roubar e destruir! Enquanto que seguir a Jesus é encontrar vida em abundância! (João 10.10)

Sem fé é impossível agradar a Deus! Pois, precisamos crer que Deus existe e que ele recompensa aqueles que o buscam. (Hb 11.6) Sendo assim, a fé nos faz ver o propósito da santidade. Vencemos o pecado, pois, em Deus temos tudo que precisamos e nenhuma promessa do pecado é melhor do que as promessa de Deus para nossas vidas.

Mas a fé deve nos levar à perseverança! A fé sem obras é morta (Tiago 2.17-20). Logo, conhecermos e crermos nas promessas de Deus deve nos levar a negarmos as vontades da carne. A fé conduzirá nossas escolhas e atitudes diante da tentação.

Quais são as promessas de Deus para nossas vidas?

Tiago 1.12 diz que aquele que persevera na provação receberá a coroa da vida que Deus prometeu aos que o amam!

Paulo diz que o fruto do Espírito na vida do cristão é: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. (Gl 5.22-23)

Jesus promete vida em abundância (João 10.10) e paz (João 14.27). Ainda mais, ele diz que estará sempre conosco (Mt 28.20).

As promessas bíblicas são inúmeras! E são fonte de força inesgotável para quem luta contra o pecado. Conhecer a Bíblia e crer no que ela ensina nos dá as armas para vencermos o pecado. E mesmo que sejamos fracos, não estamos desamparados. Pois, o Espírito do Senhor está conosco dia após dias nos ensinando a guardar tudo que Jesus ensinou (João 14.26).

E se eu falhar?

Conquanto o pecado não afete nosso estado de salvação ou permanência com Deus, ele atinge nossa comunhão com o Senhor, porque Deus se entristece com nosso pecado. Isso pode acarretar em disciplina divina em nossa vida, pois, “o Senhor disciplina a quem ama” (Hb 1.6). [fonte] Grudem, Wayne. Bases da fé cristã: 20 fundamentos que todo cristão precisa entender (Locais do Kindle 917-919). Thomas Nelson Brasil. Edição do Kindle. [/fonte]

Apesar de todos os cristãos ainda pecarem, eles não devem viver em um padrão de desobediência de longo prazo, pois “Todo aquele que é nascido de Deus não pratica o pecado” (1João 3.9). Mas se uma pessoa vive na prática do pecado, sem arrependimento, ele pode verdadeiramente não ter posto sua confiança em Jesus para a salvação. Ou seja, o padrão pecaminoso de sua vida pode mostrar que ele jamais foi realmente um cristão.

Por outro lado, quando os cristãos pecam, devem honesta, humilde e rapidamente confessar seus pecados a Deus. Quando fazermos isso, descobrimos que Deus é “fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça” (1João 3.9).  [fonte] Grudem, Wayne. Bases da fé cristã: 20 fundamentos que todo cristão precisa entender (Locais do Kindle 923-926). Thomas Nelson Brasil. Edição do Kindle. [/fonte]

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Conhecer a Bíblia

Salmos 37 – Estudo

Quem escreveu o Salmo 37?

O Salmo 37 é um salmo de Davi que tem muito a nos ensinar hoje. Ele traz uma série de conselhos para aqueles que buscam o Senhor. A maldade, que parece prosperar nesse mundo, pode causar desânimo e confusão naqueles que são tementes a Deus. Mas, os que confiam no Senhor devem encontrar nessa salmo consolo e força.

Nos dias do salmista, parecia que o ímpio estava prosperando e feliz, sem ver consequências para sua maldade. De certa forma, isso se torna em tentação para aqueles que tem uma vida correta. Porque podem pensar que não tem valido a pena se dedicar ao que é certo, ou que o caminho do ímpio é melhor.

Contudo, a verdade anunciada nesse salmo é que a maldade passará, e Deus certamente agirá com justiça no tempo devido.

Não se aborreça e não tenha inveja!

O conselho do salmista é simples. Em Sl 37.1, ele diz “Não se aborreça e não tenha inveja”.

Embora seja difícil praticar isso, o motivo que nos incentiva é simples: os homens maus e perversos logo passarão, assim como a erva seca (Sl 37.2). Ou seja, aquele que é mau não terá muito tempo para aproveitar os frutos de sua maldade. Deus logo fará justiça. A felicidade dos homens maus (ímpios) é maldita, na verdade, eles são miseráveis. Eles terão que prestar contas diante de Deus.

Esse Deus, que faz justiça, está do lado de quem o ama. Por isso, não precisamos ter inveja ou aborrecimentos. Devemos confiar em Deus.

A maldade dos Ímpios

As designações “Homens maus, perversos e ímpios” são sinônimas. São aqueles que desprezam os ensinamentos de Deus. Eles vivem a vida conforme suas próprias regras e desagradam o Senhor. Sua conduta e seus planos ferem e oprimem outras pessoas. Tudo que fazem é para alimentar e saciar seus próprios pecados.

Sua conduta é descrita ao longo do Salmo:

  • eles tramam contra os justos e rosnam para eles (Sl 37.12);
  • Levantam a espada e o arco para abater o pobre, o necessitado e aqueles que andam na retidão (Sl 37.14);
  • eles tomam emprestado e não devolvem (Sl 37.21).

Há outros exemplos ao longo do salmo. Dessa forma, fica claro que o ímpio é inimigo da justiça e de todos aqueles que vivem um vida reta. O salmo procura deixar claro que o ímpio e o justo são opostos. Por esta razão o justo não deve invejar o ímpio, mas deve buscar em Deus a força para resistir à maldade do mundo.

Quatro lições do Salmo 37

Para ensinar como o justo deve agir, o salmista usa alguns conselhos:

  • Confie no Senhor;(Sl 37.3)
  • Deleite-se no Senhor; (Sl 37.4)
  • Entregue seu caminho ao Senhor; (Sl 37.5)
  • Descanse no Senhor. (Sl 37.7)

Veja que cada conselho do salmo é um verbo. E cada ação é direcionada ao Senhor! Sendo assim, a vida do justo é uma vida de constante dependência de Deus. Essa dependência nos leva a experimentar alegria e contentamento em meio às dificuldades e questionamentos da vida. Mas não adianta simplesmente agir. As ações devem ser conduzidas pelo Senhor e para o Senhor.

Confie no Senhor

Confie no Senhor e faça o bem; assim você habitará na terra e desfrutará segurança.

Salmos 37:3

Confiar no Senhor nos leva a habitar na terra e experimentar segurança. Veja que a promessa de uma terra é sobre estabilidade, ter de onde tirar seu sustento, ter um lar. A terra é um dos bens mais preciosos da antiguidade. Contudo a promessa é habitar na terra em segurança. Isso significa poder desfrutar da terra e do fruto dela, por muito tempo. Essa promessa é enfatizada novamente nos versículos, Sl 37.9,11,22,29,34.

Alguns poderiam entender essa mensagem da seguinte forma “O que Deus tem pra você é seu! Ninguém poderá tirar da sua mão! Tome posse!”. Contudo, a ênfase do salmo não é na posse da terra, mas na bondosa mão de Deus que dá a terra por herança àquele que o ama.

A frase “desfrutará segurança”, em hebraico significa literalmente “seja alimentado de sua fidelidade”. Sendo assim, desfrutar da terra não é o foco. Mas, sim, desfrutar de Deus. Pois, o Senhor é nossa porção e nossa maior herança (Sl 16.5). A fé (confiança) em Deus precede a bênção da terra, mas já nos possibilita desfrutar da presença e segurança do nosso Deus. [fonte] CALVINO, João. Comentário de Salmos – Vol.2. pag.131. [/fonte]

Deleite-se no Senhor: Salmo 37.4 – significado.

Deleite-se no Senhor, e ele atenderá aos desejos do seu coração.

Salmos 37:4

O que significa “deleitar-se“? Significa ter prazer, deliciar-se satisfazer-se. Portanto, o salmista nos diz que o Senhor é nossa fonte do bem. O deleite no Senhor é colocado em contraste aos deleites que o mundo proporciona. O homens maus são enganados e envenenados pelas ilusões do mundo. Mas, aquele que teme ao Senhor tem seu prazer nele.

“e ele atenderá aos desejos do seu coração.” Esse trecho pode ser erroneamente entendido como “qualquer desejo do seu coração será atendido”. Mas, veja que se trata do coração do justo, que deseja o Senhor acima de tudo.

Sendo assim, o salmo não diz que qualquer desejo nosso será realizado. Mas, nos diz que se desejarmos o Senhor em nosso coração e nos satisfizermos nele, certamente ele nos saciará com sua presença. Veja que o salmo nos diz o que essa pessoa traz no coração Sl 37.31. Portanto, deleitar-se no Senhor é o maior prazer que uma pessoa pode ter! Se o desejarmos e o buscarmos de coração, com certeza, ele nos saciará. Por estarmos satisfeitos nele, podemos em paz entregar nossas nossas vidas totalmente nas mãos dele.

Entregue seu caminho ao Senhor

Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nele, e ele agirá:

Salmos 37:5

O fruto da confiança e do deleite é estar plenamente em paz com Deus. Logo, estamos entregues em seus mãos. Davi aprofunda o que havia ensinado no versículo anterior. Nossos desejos, preocupações, anseios, esperanças e dificuldades devem ser entregues ao Senhor. Tudo o que somos e o que temos.  O termo “caminho” significa todas as nossas atividades e áreas da vida.

Devemos entregar com paciência, sabendo que o resultado de nossos esforços está nas mãos de Deus. Quer recebamos recebamos prosperidade ou adversidade, continuaremos confiando que ele está fazendo o melhor para nossas vidas (Sl 55.22).[fonte] CALVINO, João. Comentário de Salmos – Vol.2. pag.134. [/fonte]

Contudo, o principal ensino desse versículo é que “entregar” significa passar para Deus o governo e a direção de nossas vidas. É muito fácil entregarmos planos (caminhos) prontos para Deus, esperando que ele siga nossas ideias. Mas, esse versículo nos ensina a entregar o comando de nossas vidas nas mãos dele. Sendo assim, nós seguiremos sua vontade e nos deleitaremos no que ele diz. Não seremos mais os senhores da nossa vida. “E Ele agirá”, ou seja, ele ativamente conduz e molda nossa vida. Não é um governante negligente. Ele é fiel e bondoso, o fruto dessa fidelidade será tão evidente quanto o sol do meio dia (Sl 37.6). Portanto, nele podemos descansar.

Descanse no Senhor

Descanse no Senhor e aguarde por ele com paciência; não se aborreça com o sucesso dos outros, nem com aqueles que maquinam o mal.

Salmos 37:7

Ao confiar, deleitar-se, entregar-se plenamente ao Senhor, nos resta descansar nele. O descanso é um sinal de fé. Não devemos ter receios de que ele cuida bem de nossas vidas.

A palavra descanso é colocado como oposta a aborrecer-se. O aborrecimento aparece em Sl 37.1,7. Descansar nele significa esperar por sua justiça, pacientemente. Davi está nos ensinado que devemos descansar, ao invés de nos revoltar. O sofrimento, desonestidade, maldades e injustiças nesse mundo nos revoltam. Isso pode nos tentar a tomar o controle e fazer justiça com nossas próprias mãos. Todavia, Davi nos diz para entregarmos ao Senhor e descansarmos nele. Pois, não podemos solucionar tudo com nossa força, nem tampouco faremos justiça da maneira adequada. Por isso, ao invés de nos aborrecermos, descansamos no Deus que nos faz justiça (Sl 4.1).

O Resultado da vida do Ímpio

O salmo repetidamente compara ímpios e justos, aquele que desprezam e aqueles que amam o Senhor. A estrutura mostrará o resultado dos planos dos homens maus e dos bons. O homem mau experimenta alegria temporária, mas o justo experimenta alegria plena.

O destino dos ímpios é murchar e secar, como uma planta que fica verde por um dia e logo morre.

Vi um homem ímpio e cruel florescendo como frondosa árvore nativa,
mas logo desapareceu e não mais existia; embora eu o procurasse, não pôde ser encontrado.
[…] Mas todos os rebeldes serão destruídos; futuro para os ímpios, nunca haverá.

Salmos 37:35-36,38

Não há futuro para o mau. Ele será destruído, não haverá lembrança a seu respeito. A justiça o apagará.

Mas, o futuro do justo está nas mãos do Senhor.

O Resultado da vida do Justo

Considere o íntegro, observe o justo; há futuro para o homem de paz.
[…] Do Senhor vem a salvação dos justos; ele é a sua fortaleza na hora da adversidade.
O Senhor os ajuda e os livra; ele os livra dos ímpios e os salva, porque nele se refugiam.

Salmos 37:37,39-40

Portanto, há futuro para o homem de paz. Seu bem-estar, segurança, paz e alegria estão assegurados pelo Senhor. Embora, tropecem (Sl 37.24), sofram dificuldades (Sl 37.25), tenham pouco (Sl 37.16), os justos jamais ficam desamparados.

Esse salmo nos mostra a fidelidade do Senhor, mesmo em meio a um mundo injusto, onde ímpios prosperam. Dedicar-se a Deus, deleitar-se nele, entrega o governo de nossas vidas em suas mãos, é o melhor que podemos fazer. Assim, teremos a certeza de que ele nos sustenta e fortalece para sempre.

Para concluir, Calvino diz:

Ora, visto que Davi põe a fé em primeiro lugar na ordem para mostrar que Deus é o autor de todo bem, e que tão somente por meio de sua bênção é que a prosperidade deve ser buscada; por isso se deve observar que ele conecta isto com uma vida santa; pois o homem que coloca toda sua confiança em Deus, e se deixa governar por ele, é que viverá íntegra e inocentemente e se devotará à prática do bem. [fonte] CALVINO, João. Comentário de Salmos – Vol.2. pag.130. [/fonte]

 

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Quem foi Raabe?

Raabe é uma personagem do Antigo Testamento, mencionada no Livro de Josué. Ela era uma prostituta, habitante da cidade de Jericó. Sua participação é muito importante na história de como Israel conquistou aquela cidade. Além disso, na vida dela se manifesta a graça de Deus, como veremos a seguir.

Estudo sobre Raabe – Início

Quando Israel entrou na terra prometida, ela não estava vazia. Diversos inimigos e poderosas cidades ocupavam a terra. Por esta razão, Deus preparou seu povo para as batalhas que viriam e lhes prometeu que estaria com eles. (Js 1.11,14) Pois, aquele que prometeu a terra haveria de dá-la ao seu povo escolhido.

A primeira cidade a ser enfrentada era Jericó, uma cidade fortificada com imponentes muralhas (Js 2.1). Josué envia dois espias para ver a cidade e conhecer seus pontos fracos, assim poderia traçar uma estratégia. Mas, o rei de Jericó foi avisado sobre os espias em seu território. Assim que soube, o rei enviou uma mensagem a Raabe, pois ela havia recebido os espias em sua casa. Ele disse que ela deveria expulsa-los. Certamente o rei faria algum mal a eles, os torturaria ou mataria, porque eram espias inimigos (Js 2.3).

Contudo, Raabe não entrega os espias. Ela os protege escondidos no terraço de sua casa, e mente despistando o rei sobre o paradeiro dos dois israelitas (Js 2.4-7).

O pedido de Raabe

Ao salvar os espias israelitas, Raabe faz um pedido. Mas, veja como é interessante esse trecho da história:

  • O pedido dela é simples, apenas deseja que ela e seus familiares sejam tratados com bondade e suas vidas fossem poupadas quando Israel conquistasse Jericó. (Js 2.12-13)

Veja que esse simples pedido carrega por trás de si uma verdade a respeito de Raabe. Ela já cria que Deus entregaria Jericó nas mãos dos Israelitas. Ela afirma que certamente Jericó seria conquistada, embora ela soubesse que a cidade fosse fortificada com grandes muralhas intransponíveis. Ela não crê que isso aconteceria por causa do poder do exército de Israel, mas por causa do Deus daquele povo. Veja:

  • Raabe diz “Sei que o Senhor lhes deu esta terra. Vocês nos causaram um medo terrível, e todos os habitantes desta terra estão apavorados por causa de vocês. (Js 2.9) Ou seja, Raabe pede que os espias tenham misericórdia dela e sua família, pois ela sabe que Deus já havia dado aquela terra para eles.

Raabe tem fé. É uma prostitua, que vive em uma cidade pagã e seguia diversos deuses. Ela não faz parte do povo escolhido. Mas, ela crê que Deus já deu esta terra ao seu povo, e tudo que ela deseja é misericórdia.

Não apenas isto, mas através das palavras de Raabe, nós sabemos que as obras e maravilhas do Senhor se tornaram famosas e conhecidas pelos outros povos:

  • todos os habitantes de Jericó estavam apavorados (Js 2.9); eles já sabiam sobre como Deus abrira o Mar Vermelho e libertara Israel do Egito; sabiam como Israel derrotara os dois reis dos amorreus (Js 2.10).

Por terem conhecimento dos poderosos feitos do Senhor, os povos tremiam de medo e já não sabiam o que fazer. Estavam sem coragem e desanimados.

A Confissão de Fé de Raabe

Ao lermos que Raabe era uma prostituta e pagã, pode crescer em nós certo preconceito. Ao lermos que ela mentiu, nosso legalismo pode condená-la. Todavia, observe que o texto nos conduz, não a condená-la, mas, a aprendermos algo especial com ela.

Ao ouvir sobre os poderosos feitos de Deus em favor de Israel, Raabe sabia que aquela era a terra prometida ao povo de Deus. Ela sabia e cria que Deus completaria sua promessa. Ninguém poderia impedir o Deus de Israel. A sua única chance era submeter-se a esse Deus e fazer parte de seu povo. A conduta de Raabe mostra que ela tinha o princípio da fé.  [fonte] Matthew Henry’s Concise Commentary [/fonte]

A declaração de fé de Raabe é essa:

[…] pois o Senhor, o seu Deus, é Deus em cima nos céus e embaixo na terra.

Josué 2:11

  • “o Senhor, o seu Deus” – literalmente “Yahweh, seu Deus”. Raabe conhece o nome pessoal de Deus, com o qual ele se apresentou a Moisés e seu povo (Ex 3.14). A declaração dela, nessas circunstâncias, e por ser ela quem é, torna-se marcante e inesperada. Uma pagã que conhece o nome do Senhor.
  • “o seu Deus, é Deus” – ela vivia em um ambiente politeísta, idólatra. Mas, sua afirmação é que Yahweh é Deus. Ela não diz que ele é um deus entre outros deuses, como seus compatriotas poderiam acreditar.
  • “Deus em cima nos céus e embaixo na terra.” – ela reconhece o poder do Altíssimo. Como ela vem a conhecer o nome pessoal de Deus e seus atributos é um mistério. Contudo, ela pode ser considerada, não apenas uma pessoas de fé verdadeira em Deus, mas uma profetisa. [fonte] Pulpit Commentary [/fonte]

Desfecho da história de Raabe

Ao ouvir o pedido de Raabe, os espias juram para ela que pouparão sua família (Js 2.14). Raabe os ajuda a fugir, e os orienta onde deveriam se esconder e quanto tempo esperar para não serem pegos (Js 2. 15-16). Eles a orientam a respeito das regras para sobreviver (Js 2.18-20).

  • Toda sua família deveria estar dentro de sua casa para serem poupados.
  • Ela deveria amarrar um pano vermelho na janela pela qual os espias fugiriam.
  • Por último, ela deveria guardar segredo sobre os planos dos espias.

Enfim, quando Israel conquistou Jericó, Raabe havia feito tudo que prometera. Assim, ela e sua casa foram poupadas (Js 6.17). Os espias foram até a casa de Raabe para cumprir sua parte da promessa. Ela e sua família foram salvas, todo resto da cidade foi destruído (Js 6.23). Contudo, mais do que ser poupada, ela foi integrada ao povo de Israel:

Mas Josué poupou a prostituta Raabe, a sua família, e todos os seus pertences, pois ela escondeu os homens que Josué tinha enviado a Jericó como espiões. E Raabe vive entre os israelitas até hoje.

Josué 6:25

Genealogia de Raabe

É importante notar que ao relatar os parentes de Raabe que foram salvos, nenhum filho é citado. Há pais, irmãos e parentes, mas sem filhos. Contudo, após esse acontecimento, vemos que a vida dela mudou.

  • Raabe se casou com Salmom (Mt 1.4)
  • Ela teve um filho chamado Boaz (Mt 1.5-6). Esse mesmo Boaz se casou com Rute. Era bisavô do Rei Davi.
  • Portanto, Raabe era triavó do Rei Davi. Ela faz parte da linhagem do rei mais importante de Israel no Antigo Testamento.
  • Lemos em Mateus 1.4-6, que Raabe foi incluída no povo de Israel e foi importante em sua história. Ela é antepassada de Davi e também é uma antepassada de Jesus. Deus a salvou e a incluiu em sua história de salvação do mundo.
  • Yahweh fez questão de registra-la na genealogia de Jesus. Uma prostituta teve sua vida transformada pela fé em Deus e foi aceita em seu povo.

Leia também: Genealogia de Jesus: significado e estudo

Raabe no Novo Testamento

Ela é citada em três ocasiões. A primeira em Mateus 1.4-6, fazendo parte da genealogia de Jesus (como comentado no tópico anterior).

Em Hebreus 11.31; ela é citada como um exemplo de fé. Sua vida foi salva por meio da fé em Deus. Ela é um sinal no Antigo Testamento daquilo que se concretiza plenamente no evangelho. Somente através da fé somos salvos (Ef 2.8).

Em Tiago 2.22-26, ela é novamente citada como exemplo de fé e prática. Ela é até mesmo comparada a Abraão. Uma fé com obras, não com palavras vazias. Raabe se colocou em risco ao proteger os vigias, sua fé a levou a se arriscar. Por isso ela é um exemplo para nós.

Raabe, pregação

  • Pregação: Graça para o Maior Pecador – Josué 2 – Rev. Augustus Nicodemus Lopes

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Jeová Nissi – Significado

Ao longo do Antigo Testamento, lemos a história da aliança entre Deus e Israel. Fica evidente que o povo de Israel foi conhecendo o Senhor progressivamente. Ou seja, aos poucos eles descobriam mais a respeito de Deus, seu caráter, poder e maravilhas.

Alguns eventos na história foram marcantes para o povo, e características de Deus se manifestaram de maneira especial. Em alguns desses eventos, o povo dava um novo nome ao Senhor para se lembrar quem ele é e o que havia feito por eles. Os nomes tinham uma aplicação didática. Era uma forma de ensinar o povo a respeito do seu Deus.

Alguns nomes conhecidos e muito usados para Deus são: SENHOR dos Exércitos (Sl 46.7), Jeová Rafa (Ex 15.26), Deus Altíssimo (Sl 57.2), entre outros títulos. No Novo Testamento vemos isso com menos frequência, mas um exemplo é Emanuel (Profecia em Is 7.14; concretiza-se em Mt 1.23).

Nesse artigo trataremos especialmente do nome Jeová Nissi.

Jeová Nissi – Contexto de Êxodo 17

É importante conhecer o contexto no qual surge o nome, pois, o contexto nos ensina o significado do nome e também sua aplicação para as nossas vidas. Em Êxodo 17.15, o nome Jeová Nissi é usado pela primeira vez.

O povo de Israel foi atacado pelos amalequitas (Ex 17.8), assim entraram em guerra. Enquanto os guerreiros de Israel foram para o campo de batalha, Moisés foi para o alto da colina, com a vara de Deus em sua mão (Ex 17.9-10). Moisés, Arão e Hur subiram a colina. Enquanto Moisés mantinha suas mãos levantadas, os guerreiros de Israel prevaleciam. Porém, quando ele abaixava as mãos, os inimigos avançavam (EX 17.11).

Com o passar do tempo, Moisés já estava cansado. Então, Arão e Hur lhe deram uma pedra para sentar e seguravam as suas mãos erguidas. Assim, com ajuda, Moisés conseguiu manter as mãos firmes até o pôr-do-sol. Dessa forma, o exército de Israel venceu a batalha.

Ao fim da batalha, Deus diz a Moisés que escreva em um rolo o que havia acontecido. Isso serviria de memorial. Nessa ocasião, Moisés constrói um altar e o chama de Jeová Nissi, que quer dizer “O SENHOR é minha bandeira”.

Jeová Nissi – Significado das palavras

O nome é composto por duas palavras. יְהוָ֥ה נִסִּֽי – Jeová Nissi.

  • A primeira palavra é o nome pessoal de Deus יְהוָֹה – Yahweh.

Esse nome é significa: aquele que dá vida, criador. Mas, em seu sentido mais puro significa “Aquele que é”. Também entendido como o absoluto e imutável e aquele que vive para sempre.

O próprio Deus se apresenta assim, quando Moisés lhe pergunta seu nome (Ex 3.12-15). As versões bíblicas em português traduzem o nome como “Eu Sou” ou “Eu Sou O Que Sou”. [fonte] Brown-Driver-Briggs. Verbete: יהוה [/fonte]

  • A segunda palavra é Nissi.

O significado é bandeira, sinal, estandarte. É como um símbolo de guerra. É a mesma palavra traduzida como “alto poste”, usada para descrever a serpente de bronze em Nm 21.8. Contudo, bandeira pode ser mal interpretado por nós hoje, pois imaginamos bandeira como um tecido, ornamentado com algum significado. No entanto, nos tempos bíblicos a “bandeira” ou estandarte de guerra era um poste de metal com ornamento em metal brilhante no topo para captar luz.

O significado de Jeová Nissi – Estudo

A bandeira, ou estandarte de batalha, é o símbolo visível da causa de um exército, é também o símbolo do rei ou comandante da tropa. Então, Moisés, ao dar esse nome ao altar, estava imprimindo na mente dos israelitas que saíram do Egito quem era seu Deus, o seu poderoso e verdadeiro líder.

Os israelitas tinham acabado de enfrentar sua primeira batalha depois da saída do Egito, ainda eram covardes e murmuradores, como se vê em Ex 17.2-3. Portanto, era necessário que aprendessem quem era o SENHOR que seguiam.

Lendo Ex 17.9-16, aprendemos:

  • Primeiramente, Moisés os faz ver que eles não batalham sozinhos, mas que Deus é sua bandeira, seu estandarte de guerra, seu rei e seu comandante. O povo batalha em nome do SENHOR e não estavam sozinhos. O povo pertence a um só Deus!
  • Em segundo lugar, também fica claro que para obter vitória, o povo deveria seguir as ordens de seu comandante. Não basta ter o estandarte ao seu lado, devemos obedecê-lo e segui-lo com dedicação e fidelidade.
  • Por fim, o povo aprende de quem vem o poder para a vitória. Israel é frágil e pequeno, contudo, seu comandante os conduz à vitória. A glória pertence ao SENHOR. Israel não deveria se tornar arrogante. [fonte] MacLaren’s Expositions [/fonte]

Sendo assim, a presença e o poder de Yahweh eram a bandeira sob a qual eles estavam alistados. Yahweh é a fonte de ânimo que os mantém unidos. O SENHOR é a bandeira que eles levantam no dia do triunfo. No nome de Deus, o povo sempre ergue seus estandartes. Ele que faz toda a obra, merece receber todo o louvor. [fonte] Benson Commentary [/fonte]

Conclusão

Jeová Nissi significa literalmente “O SENHOR é nossa Bandeira”. Contudo há um significado profundo nisso. Quando temos o SENHOR como nossa bandeira, significa dizer que ele é a razão pela qual lutamos. Dedicamos nossa vida para segui-lo. Assim, devemos segui-lo com fidelidade, confiança e coragem. O Senhor é nosso líder, que nos conduz nas batalhas da vida. A ele pertencem a vitória e a glória. A nós cabem o prazer e a honra de segui-lo e tê-lo ao nosso lado no dia a dia.

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O que era o Espinho na Carne de Paulo? Qual significado?

Paulo é um dos personagens mais importantes do Novo Testamento. Sua obra missionária é extremamente importante para a expansão e desenvolvimento do cristianismo. Treze livros do Novo Testamento são atribuídos a ele. Além disso, grande parte do Livro dos Atos conta sua história. Ainda assim, vemos que uma vida tão dedicada a Deus não está livre de desafios e sofrimentos.

O Apóstolo Paulo relata para nós alguns de seus sofrimentos, tais como: prisões, açoites, exposição à morte, apedrejamento, naufrágios, fome, sede, frio, entre tantas outras coisas (2Co 11.23-28). Contudo, além desses sofrimentos, Paulo relata um ainda maior. Um espinho na carne.

Para impedir que eu me exaltasse por causa da grandeza dessas revelações, foi-me dado um espinho na carne, um mensageiro de Satanás, para me atormentar.

2 Corintios 12:7

O que era o espinho na carne?

Em 2Co 12.7, Paulo menciona que lhe foi dado um espinho na carne. Mas, não há uma explicação sobre qual exatamente era esse espinho. A palavra espinho é simbólica aqui, se refere a algo agudo, que causa dor e desconforto.

Esse espinho enfincado na carne parece indicar algum sofrimento corporal ou enfermidade constante. Mesmo que Paulo tenha sido levado ao terceiro céu, o espinho severamente lhe mostrava que ele era um homem com um corpo frágil e mortal. [fonte] THAYER’S Greek Lexicon. Verbete: σκόλοψ [/fonte]

A palavra “espinho” era também usada com um sentido de tortura em uma punição conhecida como empalar. As palavras gregas para “empalar” e “crucificar” eram, de fato, usadas quase como sinônimos, indicando um tipo de tortura. [fonte] Ellicott’s Commentary for English Readers [/fonte]

De certa forma, o sofrimento de Paulo faz parte da cruz que ele havia de carregar pelo evangelho (Mt 16.24). Mas, veja que para Paulo, sofrer pelo evangelho era motivo de gloriar-se (2Co 11.30; 2Co 12.1).

Primeiras Hipóteses sobre o Espinho na Carne:

Visto que não podemos saber qual era exatamente o espinho, apresentamos agora o que alguns estudiosos supõem que ele era:

  • A lembrança e remorso por seu passado, quando perseguia os discípulos de Jesus.
  • Uma desconfiança a respeito de sua própria salvação e se teria recebido o perdão amoroso de Deus.

Essas duas primeiras hipóteses são descartadas pelos estudiosos atualmente. Visto que Paulo fala em seus escritos coisas que contradizem essas ideias. Quanto ao seu passado, ele diz que Jesus veio salvar os pecadores, dos quais ele é o pior. Mas, mesmo sendo o pior, a misericórdia de Deus o havia salvo 1Tm 1.15-16. Portanto, não havia dúvida a respeito de sua salvação e do perdão de Deus sobre ele.

Quanto ao remorso sobre seu passado, Paulo diz que a graça de Deus não havia falhado para com ele, mesmo ele tendo perseguido a igreja de Deus (1Co 15.9-10). Além disso, a conversão de Paulo foi motivo de grande alegria para a igreja e uma grande demonstração do poder de Deus. Pois, Deus havia convertido o maior perseguidor da igreja e feito dele um propagador do evangelho. (Gl 1.14; Gl 1.23-24)

Sendo assim, Paulo não tinha remorso por seu passado. Embora fossem lembranças tristes, Deus havia mudado sua vida e agora ele sofria juntamente com a igreja que perseguiu outrora. Ademais, a misericórdia o havia alcançado extraordinariamente. Portanto, Paulo estava resolvido com seu passado e também convicto de que a salvação era garantida por Jesus Cristo (Fp 1.6).

Outras Hipóteses sobre o Espinho na Carne:

Outras duas hipóteses permanecem:

  • (1) Paulo está falando de uma luta com a paixão sensual.
  • (2) Ele se refere a uma enfermidade crônica em seu corpo que recorrentemente causa dor aguda.

Quanto à primeira hipótese (1), parecem contribuir para esse pensamento a linguagem de Paulo em algumas cartas. Quando ele argumenta sobre suas tentações. Ele fala sobre a lei dos seus membros que guerreiam contra o que ele deseja verdadeiramente (Rm 7.23); o pecado operou nele todo tipo de concupiscências (Rm 7.8); ele achou necessário subjugar seu próprio corpo e mante-lo em sujeição (1Co 9.27); entre outras referências. Desse modo, podemos traçar uma referência alusiva às tentações de impulsos naturais do corpo. Essas tentações poderiam causar constrangimento e sofrimento moral, além de extremo desconforto com a luta constante contra sua própria carne.

Esse entendimento foi defendido por alguns pensadores na patrística, era medieval e católicos. Embora haja pouco peso de autoridade nessa interpretação, ela evidencia que tal tentação é amarga e dolorosa. Contudo, é necessário levar em consideração que essa interpretação foi influenciada por aqueles que ou viviam em monastérios ou se dedicado ao celibato. A partir de seus testemunhos, vemos que a tentação da sexualidade pode abalar profundamente homens que estão buscando um alto grau de santidade. Relatos de Antônio, Jerônimo, Ambrósio e Agostinho não têm receio em expor os perigos e dificuldades desse tipo de tentação que todos eles enfrentavam.

Contudo, pesa contra essa primeira hipótese o fato de que não há nada claro na história de Paulo sobre pecados dessa natureza. Tornando assim essa hipótese extremamente especulativa. Mesmo as referências bíblicas usadas por aqueles que defendem essa hipótese, não podem ser usadas com exatidão, pois, poderiam se referir a diversas tentações diferentes. Não há também qualquer evidência de que a palavra espinho, no grego, fosse usada com o sentido de tentação sexual. Se o apóstolo tivesse a intenção de falar sobre essa tentação, ele precisaria ser mais explícito para se fazer entender. Portanto, é difícil crer que seria esse o espinho de Paulo. [fonte] Ellicott’s Commentary for English Readers [/fonte]

O Espinho na carne era uma enfermidade?

A hipótese que permanece é “uma enfermidade crônica em seu corpo que recorrentemente causa dor aguda”. Aqui há mais base, pois há evidências que Paulo sofria de agudas enfermidades. Veja Gl 6.11, Gl 4.14-15, esses textos indicam as sobrancelhas e olhos como o local da dor aguda. A própria palavra esbofetear, indica a face como o alvo do sofrimento.

Ao analisar a expressão “mensageiro de Satanás”, usada por Paulo é importante lembrar que, no pensamento judaico, entendia-se que as doenças eram causadas pelos demônios. Veja o sofrimento do Jó; a mulher doente aprisionada por Satanás (Lc 13.11,16); Paulo também faz menção às lutas que tem enfrentado por causa do inimigo (1Ts 2.18); há também a passagem quando ele entrega alguns homens para o inimigo, como forma de disciplina, afim de que seus corpos sofram, mas a alma seja salva (1Co 5.5; 1Tm 1.20); Pedro descreve as curas de Jesus como a libertação daqueles que estavam sendo oprimidos pelo diabo (Atos 10.38). Essas são evidências suficientes de que, quando se referiam à maioria dos sofrimentos e calamidades da mente e do corpo, eles criam que se tratava da ação de Satanás.

Portanto, há evidências que apontam essa hipótese como mais provável. [fonte] Ellicott’s Commentary for English Readers [/fonte]

Contexto de 2 Coríntios 12 e o Espinho.

Em 2Co 11, Paulo fala a respeito de seus sofrimentos e esforços por causa do evangelho. Após enumerar diversos acontecimentos, ele fala a respeito de visões e revelações que recebeu. Tanto os sofrimento quanto as revelações servem como prova de seu apostolado e indicam que as doutrinas, ensinamentos e repreensões de Paulo devem ser recebidas com respeito.

Em especial no capítulo 12, Paulo fala que recebeu recebeu revelações e visões maravilhosas demais, que não cabe ao homem falar (2Co 12.1,4).Visto que isso poderia se tornar um motivo de vanglória e orgulho, Paulo diz que prefere se gloriar em suas fraquezas (2Co 12.5).

É exatamente essa a base para entender o propósito do espinho na carne. Esse espinho tem o propósito de impedi-lo de se gloriar. Portanto, é para mantê-lo humilde e lembrá-lo de que é um homem frágil e dependente da graça de Deus.

O propósito do Espinho na Carne

Paulo diz:

Para impedir que eu me exaltasse por causa da grandeza dessas revelações, foi-me dado um espinho na carne, um mensageiro de Satanás, para me atormentar.

2 Corintios 12:7

Sendo assim, o propósito deste espinho é claro: impedir que Paulo se exalte. É sua provação mais afiada. O tom de Paulo sobre o espinho na carne indica que essa dor é a “coroa” de todas suas enfermidades, com o propósito de mantê-lo humilde

Além disso, o espinho é também um meio de levá-lo a repousar na graça de Deus.

Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza

2 Corintios 12:9

Paulo aprendeu através da dor que a graça de Deus é suficiente. E à medida que ele se sentia mais fraco, mais o poder de Deus o fortalecia. Então, quando ele estava fraco, na verdade, ele era forte (2Co 12.10).

Embora sofresse com suas dores, Paulo aprendeu a se alegrar em suas lutas e fraquezas. Seus problemas se tornaram em oportunidade de alegria. Pois, nesses momentos ele experimentava ainda mais do poder de Deus em sua vida.

Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim.
Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco é que sou forte.

2 Corintios 12:9,10

Conclusão

Portanto, assim como Paulo sofreu em sua caminhada com Cristo, nós também sofremos. Mas, o sofrimento nos aproxima da graça de Deus. E quando nos entregamos à essa dependência, a graça do Pai nos supre, ampara, fortalece e nos faz amadurecer na fé. O sofrimento na vida é inevitável, mas com Cristo não sofremos em vão.

“Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo”.

João 16:33

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Quem foi a mulher de Caim?

Caim foi o primeiro filho de Adão e Eva. Ele é comumente lembrado pelo seu terrível ato contra Abel, seu irmão mais novo. Depois de uma desavença, por inveja e ciúmes, Caim assassina seu irmão. Sua sentença é viver em fuga pela terra (Gn 4.10-12).

A Bíblia não nos fala o nome ou quem foi a esposa de Caim. Pois, é possível que seu nome não fosse relevante para os relatos bíblicos. Mas, nos diz que Caim e sua esposa tiveram um filho chamado Enoque (Gn 4.17).

Genealogia de Caim:

  • Os pais de Caim foram Adão e Eva (Gn 4.1).
  • Ele e sua esposa tiveram um filho, chamado Enoque (Gn 4.17).
  • De Enoque nasceu Irade. O filho de Irade foi Meujael. De Meujael, nasceu Metusael. De Metusael nasceu Lameque. (Gn 4.18)
  • Lameque teve duas esposas, a primeira lhe deu o filho Jabal, que foi o pai daqueles que moram em tendas e criam rebanhos. O outro filho era Jubal, que foi o pai de todos os que tocam harpa e flauta.
  • A outra esposa de Lameque lhe deu Tubalcaim, que fabricava todo tipo de ferramentas de bronze e de ferro.

Essa é a posteridade e genealogia de Caim registrada em Gênesis.

Avan foi esposa de Caim?

Esse relato é contato no Livro dos Jubileus. Lá está escrito que Avan teria sido uma filha de Adão e Eva, nascida após Abel. Ela teria se tornado esposa de Caim após a morte de Abel. Caim e Avan teriam tido relações e gerado vários filhos.

Contudo, o Livro dos Jubileus não é reconhecido pelos judeus como Escritura Sagrada, inspirada por Deus. Sendo assim, os relatos que estão presentes nesse livro não são confiáveis, nem tampouco podem ser tidos como reais. É um livro antiquíssimo, mas apócrifo, que não é reconhecido como verdadeiro nem por judeus, nem por cristãos.

Concluindo, a história de Avan como esposa de Caim não pode ser aceita como verdadeira.

Jarede, esposa de Caim?

Em Gn 5.18, lemos que Jarede gerou Enoque. Em Gn 4.17, vemos que o filho de Caim e sua esposa se chamava Enoque. Desses dois versículos surgem uma confusão que leva algumas pessoas a acreditarem que Jarede seja esposa de Caim. Contudo, Jarede é um homem descendente de Sete, o outro filho de Adão. Não é possível que seja esposa de Caim.

Para deixar mais evidente, veja que Enoque, filho de Caim, teve um filho chamado Irade (Gn 4.18). Enquanto que o Enoque, filho de Jarede, teve um filho chamado Matusalém (Gn 5.21). Concluindo, são dois “Enoques” diferentes, filhos de pais diferentes, que apenas têm o mesmo nome. Sendo assim, Jarede não é esposa de Caim.

Existiam pessoas fora do Jardim do Éden?

Em Gn 3.20, a Bíblia nos diz que Eva é a mãe de toda humanidade. Portanto, todos os seres humanos são descendentes do primeiro casal, Adão e Eva. A partir dos dois, a humanidade foi se multiplicando. Não existiam pessoas fora do Éden antes que os descendentes de Eva se espalhassem pela terra.

No início, os seres humanos viviam muito mais tempo, veja Adão que viveu 930 anos (Gn 5.4-5). Nesse tempo, a princípio, irmãos e irmãs se casavam, assim como primos e primas também. Isso fazia parte do plano de Deus de permitir que a humanidade se multiplicasse a partir do primeiro casal. Dessa forma, é possível que Caim tenha se casado com uma irmã, ou prima. Veja que Adão teve muitos outros filhos (Gn 5.4).

Portanto, não existiam pessoas fora do Éden. Posteriormente, a humanidade foi se espalhando por diversas terras e ocupando o mundo.

Como Caim morreu?

Não se sabe, pois a Bíblia não relata sua morte. A Bíblia dá ênfase à vida e genealogia de Sete, outro filho de Adão e Eva. Porquanto, é através dele que Deus dará continuidade a seu plano redentivo na história.

O Livro dos Jubileus afirma que Caim morreu quando sua casa desabou sobre ele e uma pedra o feriu. Porque ele havia matado Abel com uma pedra, por uma pedra também tinha de morrer. Porém, esse livro não é bíblico, desse modo, não devemos considerá-lo fidedigno e inerrante.

Esposa de Abel? Filhos de Abel?

A Bíblia não relata que Abel tenha tido esposa ou filhos. Sua vida foi curta e muito provável que ele não tenha tido descendentes. Veja que a Bíblia conta sobre os filhos de Caim e também de Sete, mas não menciona Abel. Portanto, é seguro afirmar que caso houvesse descendentes de Abel, eles seriam mencionados. Por não haver menção, então, conclui-se que não haja.

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Jezabel – Significado, Características, Conheça a personagem bíblica!

Jezabel é uma das personagens mais marcantes do Antigo Testamento. Mas, ela não é lembrada por coisas boas. Ao invés disso, sua vida é um exemplo de desprezo pelas coisas de Deus. Ela se dedicou a fazer aquilo que é mau e a perseguir aqueles que amavam o Senhor.

Conhecendo Jezabel:

Em 1Rs 16.31, ela é citada pela primeira vez. Jezabel é filha de Etbaal, rei dos sidônios. Sendo assim, ela é uma princesa de um povo pagão que adorava Baal e Astarte. O nome Etbaal significa “com Baal”. Antes de ser rei, ele era um sacerdote da deusa Astarte, dos fenícios. Provavelmente, por conta disso, sua filha Jezabel era tão dedicada e devota aos deuses pagãos.

Jezabel se torna a esposa de Acabe, rei de Israel. O casamento dos dois é um ponto de virada na vida de Acabe. Ele era forte fisicamente, com potencial para liderar o povo em batalhas. Contudo, sua moral e caráter eram fracos e duvidosos. O casamento era a forma de selar a aliança de Acabe com o Rei Etbaal. O objetivo era fortalecer as relações entre Israel e a Fenícia.

A história nos mostra que Jezabel tinha altíssima influência sobre Acabe (1Rs 21.25). Ela era implacável. Inclusive, tão logo ela é apresentada na Bíblia, vemos que Acabe passa a adorar Baal e os deuses pagãos.

Significado do nome: Jezabel.

Jezabel ou Jezebel significa “Baal exalta” ou “Baal é marido de” ou “impura”. É um nome de origem fenícia em homenagem ao falso deus Baal.

Ela é citada 13 vezes no 1º Livro dos Reis e 6 vezes no 2º Livro dos Reis.

A Rainha Jezabel:

Ela foi esposa de Acabe, Rei de Israel. Nesse tempo, Israel estava dividido em dois reinos: o Reino do Norte e Reino do Sul, sendo o norte chamado de Israel e o sul de Judá.

Acabe era um rei mau que se envolveu com diversos falsos deuses, em especial Baal e Aserá. Além disso, a Bíblia relata que ele cometeu coisas piores que qualquer outro rei que o antecedeu (1Rs 16.30).

Jezabel era uma rainha tão má quanto Acabe. Ela não honrava ao Deus de Israel, pelo contrário, ela incentivava a idolatria e sustentava diversos profetas dos falsos deuses (1Rs 18.19). Ela se esforçou em desviar o povo de Israel dos caminhos de Deus. Do mesmo modo, a rainha combateu e perseguiu os profetas do Senhor, inclusive, matando-os (1Re 18.4).

Acabe, Elias e Jezabel.

Mesmo com toda perseguição e assassinatos dos profetas do Deus verdadeiro, ainda havia um profeta em Israel. Seu nome era Elias. Elias foi enviado por Deus para confrontar Acabe e a perversidade de seu reinado e dizer que não haveria chuva em Israel (1Rs 17.1). Vendo que o as palavras do profeta se concretizaram, Acabe se esforçou para encontrar Elias (1Rs 18.10) e trazê-lo à força para reverter a situação, provavelmente. Depois de certo tempo, Elias é enviado por Deus para falar novamente com Acabe, para dizer que haveria chuva (1Rs 18.1-2).

Acabe recebe Elias de maneira ríspida, chamando-o de perturbador de Israel (1Rs 18.17-18). Elias diz que a verdadeira perturbação de Israel era culpa do rei Acabe, que havia abandonado os mandamentos do Senhor e seguido aos baalins. A acusação de Elias se aplica tanto a Acabe quanto a Jezabel. E para mostrar a todo povo quem era o Deus verdadeiro, Elias desafia todos os profetas de Baal e Aserá que comiam à mesa de Jezabel (1Rs 18.19).

Os profetas de Jezabel são desafiados por Elias

Eram 450 profetas de Baal e 400 profetas de Aserá que eram protegidos por Jezabel. Todos eles foram convocados para o desafio de Elias. O desafio consistia em trazer dois novilhos, um para Baal e outro para o Senhor Deus verdadeiro. Os profetas e Elias construiriam um altar, cada qual para seu deus, e colocariam o novilho sobre o altar. Não acenderiam fogo, mas clamariam. O deus que respondesse com fogo sobre o altar mostraria que é o verdadeiro (1Rs 18.23-24).

Os profetas de Baal clamaram do amanhecer até meio dia, mas não houve resposta (1Rs 18.26). Elias zombou deles, perguntando se por acaso Baal não estaria dormindo ou viajando (1Rs 18.27). Todo povo havia se reunido para ver o desafio. Os profetas continuaram clamando até o entardecer, mas Baal não havia respondido (1Rs 18.29). Elias, então, chama a atenção do povo e reconstrói o altar de Deus que estava em ruínas (1Rs 18.30-31). Ele pede que encharquem o altar e o novilho, de forma que a água escorria pelo altar (1Rs 18.35). Pediu que encharcassem o altar mais uma vez.

A Resposta do Deus Verdadeiro

Elias orou ao Senhor, na hora do sacrifício da tarde. Ao fim da oração, Deus enviou fogo do céu que caiu sobre o altar e o novilho. Toda água que encharcava o altar também evaporou (1Rs 18.36-38). Ao ver isso, o povo de Israel se lançou ao chão, prostrado. Eles declaravam “O Senhor é Deus! O Senhor é Deus!” (1Rs 18.39). Elias então ordenou que fossem capturados os falsos profetas que serviam a Baal e depois os matou (1Rs 18.40).

Esse episódio é uma afronta a Jezabel que se sentiu humilhada, pois viu seus profetas sendo derrotados e mortos. Além disso, viu seus falsos deuses sendo derrotados publicamente. E o povo agora voltava seu coração para o Deus verdadeiro. Ela se irou profundamente.

A Vingança de Jezabel:

Ao ouvir o que Elias tinha feito, Jezabel jura por sua vida que fará a Elias o que eles fez aos seus profetas. Ela jura que dentro de 24h cumpriria sua vingança (1Rs 19.1-2). Contudo, Elias foge e o Senhor o protege. Jezabel não consegue cumprir sua vingança e novamente é humilhada.

Ela se julgava poderosa e ilimitada. Mas, o Deus de Israel mostraria para ela quem é verdadeiramente Rei sobre Israel. Acabe e Jezabel esqueceram-se do Senhor e se esforçaram em enfrentar o Deus vivo. Portanto, eram tolos, embora não o soubessem.

A Vinha de Nabote:

Esse relato está em 1 Reis 21. Nabote era um homem que tinha uma vinha ao lado do palácio em Jezreel. Acabe desejava a vinha dele e lhe fez uma oferta de compra. Contudo, Nabote recusa, pois aquela vinha era uma herança de família.

Acabe fica irado, para de comer e fica emburrado. Jezabel vê a situação de seu marido e lhe pergunta o que está acontecendo. Nesse momento, Acabe lhe conta a situação. Ela diz que dará um jeito de conseguir a vinha de Nabote para seu marido.

Jezabel planeja uma ação extremamente maligna (1Rs 21.9-10). Seu plano consiste em contratar duas pessoas para um falso testemunho diante do povo, dizendo que Nabote amaldiçoou a Deus e ao rei. Após isso, Nabote seria apedrejado. Posteriormente, seu plano é realizado e Nabote é assassinado (1Rs 21.14). Então, Acabe toma posse da vinha que tanto queria.

Sentença contra Jezabel.

Jezabel se sentiu muito astuta ao traçar seu plano para conseguir a vinha de Nabote. Contudo, ela não levou em consideração que o Deus de Israel não ignora o pecado e a maldade. Tão logo Acabe se levanta para tomar posse da vinha, o Senhor ordena que Elias vá ao encontro dele para proferir a sentença. Jezabel e Acabe foram julgados por Deus e agora ouviriam as suas sentenças (1Rs 21.18).

A sentença de Acabe diz que onde os cães lamberam o sangue de Nabote, ali também lamberão o sangue de Acabe. Haveria desgraça sobre a vida de Acabe e seus descentes masculinos seriam eliminados (1Rs 21.19,21).

Quanto a Jezabel, os cães a devorariam junto ao muro de Jezreel (cidade da vinha de Nabote). (1Rs 21.23)

Nunca existiu ninguém como Acabe, que se vendeu para fazer o que o Senhor reprova, pressionado por sua mulher Jezabel.

1 Reis 21:25

A Sentença se Cumpre!

Acabe morreu durante uma guerra, registrada em 1 Reis 22. Ele morreu em seu carro de guerra, seu sangue escorreu pelo carro. Após sua morte, ele foi sepultado e seu carro de guerra foi lavado. No local onde o carro foi lavado, o sangue de Acabe escorreu pelo chão e ali o seu sangue foi lambido por cães (1Rs 22.37-38). Dessa forma, a primeira parte da sentença contra Acabe se cumpriu.

Em 2Rs 9.6-8, lemos que o Senhor levanta Jeú para concretizar outra parte da sentença proferida anteriormente. Jeú reúne um exército e marcha contra o filho de Acabe, o Rei Jorão.

Quando Jorão viu Jeú, perguntou: “Você vem em paz, Jeú? ” Jeú respondeu: “Como pode haver paz, enquanto continua toda a idolatria e as feitiçarias de sua mãe Jezabel? ”
Jorão deu meia-volta e fugiu, gritando para Acazias: “Traição, Acazias! ”
Então Jeú disparou seu arco com toda força e atingiu Jorão nas costas. A flecha atravessou-lhe o coração e ele caiu morto. (grifo nosso)
2 Reis 9:22-24

A Morte de Jezabel

Em 2Rs 9.10, lemos que dentro da sentença há uma parte especialmente reservada a Jezabel. Pois, os pecados e crimes dela foram gravíssimos.

Após matar Jorão, Jeú entra na cidade e vê Jezabel arrumada e maquiada em uma janela. Certamente ela queria que ele a visse bela. Mas, ele grita e pede que alguém lançasse Jezabel pela janela. Um dos funcionários do palácio cumpre sua ordem:

Em seguida Jeú entrou em Jezreel. Ao saber disso, Jezabel pintou os olhos, arrumou o cabelo e ficou olhando de uma janela do palácio.
Quando Jeú passou pelo portão, ela gritou: “Como vai, Zinri, assassino do seu senhor? ”
Ele ergueu os olhos para a janela e gritou: “Quem de vocês está do meu lado? ” Dois ou três funcionários olharam para ele.
Então Jeú ordenou: “Joguem essa mulher para baixo! ” Eles a jogaram e o sangue dela espirrou na parede e nos cavalos, e Jeú a atropelou.

2 Reis 9:30-33

Jeú deu ordens aos seus servos para que sepultassem Jezabel, mas quando eles vão buscar seu corpo, encontram apenas restos. Pois, cães haviam comido a maior parte do corpo da rainha Jezabel.

Jeú entrou, comeu, bebeu e ordenou: “Peguem aquela maldita e sepultem-na, afinal era filha de rei”.
Mas, quando foram sepultá-la, só encontraram o crânio, os pés e as mãos.
Então voltaram e contaram isso a Jeú, que disse: “Cumpriu-se a palavra do Senhor, anunciada por meio do seu servo Elias, o tesbita: Num terreno em Jezreel cães devorarão a carne de Jezabel,
os seus restos mortais serão espalhados num terreno em Jezreel, como esterco no campo, de modo que ninguém será capaz de dizer: ‘Esta é Jezabel’ “.
2 Reis 9:34-37 (grifo nosso)

A sentença sobre os pecados e crimes de Jezabel se cumpriu conforme o Senhor havia dito! Pois, o Deus de Israel não falha e não mente. A arrogância de Jezabel precedeu sua ruína e seu fim foi terrível, assim como toda sua vida.

Características de Jezabel:

A rainha Jezabel foi uma mulher manipuladora, sedenta por poder, gananciosa, infiel a Deus, assassina, cruel e causou destruição para toda sua família.

Espírito de Jezabel

Sua maldade e conduta horripilantes foram tão marcantes que ela ainda é citada no Novo Testamento, séculos depois. Em Ap 2.20-23, é citada uma Jezabel. Sua citação faz alusão à Jezabel do Antigo Testamento.

Essa menção, sobretudo, designa uma mulher que é astuta e persuasiva, capaz de exercer grande influência sobre outros; que tinha talentos de alta ordem e que era uma defensora completa do que é errado. Ela era inescrupulosa na maneira como agia para alcançar seus objetivos. Além disso, a tendência de sua influência era conduzir as pessoas a práticas abomináveis de idolatria.

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Quem foi Calebe? – História, Características, Genealogia, Esposa, Filhos e Geração.

Introdução

Calebe foi um israelita, líder da tribo de Judá, (Nm 13.2,6) nos tempos em que o povo de Israel peregrinou no deserto em busca da terra prometida. O povo havia sido liberto do Egito pela ação poderosa de Deus. Agora, peregrinava no deserto sob a liderança de Moisés em direção à promessa do Senhor. Calebe fazia parte desta geração e teve papel importante como companheiro de Josué que foi sucessor de Moisés nessa jornada.

Espiando a Terra Prometida – parte 1.

Calebe é apresentado na Bíblia pela primeira vez em Nm 13.6. Nesse momento, Deus diz a Moisés para separar um líder de cada tribo de Israel para espiarem e conhecerem a terra que ele havia prometido (Nm 13.1-2). Portanto, 12 homens são escolhidos para espiarem a terra. Dentre eles, dois nomes se destacam Calebe da tribo de Judá, e Oséias da tribo de Efraim. Oséias, logo depois recebe o nome de Josué (Nm 13.16). Calebe tinha 40 anos quando foi escolhido como espião (Js 14.6,7).

Após escolherem os espias, eles receberam essas orientações de Moisés (Nm 13.18-20):

  • Eles deveriam observar se o povo que já habitava naquela terra era forte ou numeroso;
  • se habitavam em boa terra, se as cidades eram fortificadas ou não tinham muros;
  • deviam observar se a terra era fértil, se havia florestas ou não.

Calebe estava nessa missão e deveria relatar tudo que visse com fidelidade. A missão durou 40 dias (Nm 13.25) A terra era maravilhosa, com frutos lindos. O relato dos espias dizia que, de fato, a terra manava leite e mel, ou seja, era abundante em maravilhas (Nm 13.27). Mas…

Espiando a Terra Prometida – parte 2.

Embora os espias trouxessem notícias maravilhosas sobre a terra prometida, havia um problema. A terra estava habitada por diversos povos (Nm 13.28-29). Esses povos eram fortes e suas cidades fortificadas. Diante disso, os espias ficaram com medo e aterrorizados. Ainda mais, eles espalharam as notícias ruins por todo o povo para o desanimar (Nm 13.31-33). Contudo, um dos espias ergueu sua voz para dizer:

“Subamos e tomemos posse da terra. É certo que venceremos”

Números 13:30

Calebe foi corajoso para animar o povo e afirmar a vitória certa, mesmo contra inimigos mais poderosos. Pois, ele confiava em Deus que havia feito a promessa e a cumpriria. Ele foi corajoso para enfrentar os companheiros do seu próprio povo que não tinham fé em Deus.

Calebe – Companheiro de Josué.

Após ouvir os relatos dos espias, todo o povo de Israel começou a chorar, lamentar e reclamar. Queixaram-se contra Moisés, dizendo que preferiam ter morrido no Egito, ou no deserto. Ainda mais, cogitaram até mesmo voltar para o Egito, na terra onde foram escravos (Nm 14.1-4). Seu medo os impedia de crer em Deus. Era um povo rebelde e murmurador.

Contudo, dentre todo o povo, dois homens rasgaram suas vestes e ergueram sua voz. Calebe e Josué se levantaram no meio do povo e disseram:

A terra que percorremos em missão de reconhecimento é excelente.
Se o Senhor se agradar de nós, ele nos fará entrar nessa terra, onde manam leite e mel, e a dará a nós.
Somente não sejam rebeldes contra o Senhor. E não tenham medo do povo da terra, porque nós os devoraremos como se fossem pão. A proteção deles se foi, mas o Senhor está conosco. Não tenham medo deles”

Números 14:7-9

Todavia, o povo não queria ouvir a voz deles. Não quiseram confiar em Deus e enfrentar os inimigos. Ao invés disso, queriam apedrejar Calebe e Josué (Nm 14.10).

Veja mais sobre Josué.

O pecado do povo.

Quando os israelitas se rebelavam contra Moisés, Josué e Calebe. Deus se manifestou diante do povo (Nm 14.10-11). O pecado de Israel era: não crer em Deus, apesar de todo os sinais que ele já tinha realizado. Embora, Deus já os tivesse libertado do Egito de maneira miraculosa, cuidasse deles diariamente no deserto, Israel recusava-se a confiar em Deus de todo seu coração. O povo sempre procurava motivos para reclamar e desculpas para voltar para o Egito.

Sendo assim, a consequência dos pecados do povo foi peregrinar no deserto por 40 anos. E nenhum dos que viram a glória de Deus no deserto poderia entrar na terra prometida. Pois, apesar de tudo que Deus havia feito, ainda assim desconfiaram, desobedeceram e colocaram o Senhor à prova (Nm 14.22-23). Exceto, Josué, Calebe e os que tinham menos de 20 anos (Nm 14.29-30).

Calebe – Exemplo para o povo.

A razão para Calebe não receber o  mesmo castigo era sua integridade e fidelidade a Deus (Nm 14.24). Por essa razão, ele seria abençoado e seus descentes também. Dentre um povo que constantemente se afastava de Deus, Calebe era um exemplo do que se deve fazer. Ele ainda é um exemplo para nós. Exemplo de coragem, fé e obediência ao Senhor, mesmo em meio a situações adversas, mesmo quando querem nos fazer mal por confiarmos em Deus.

Muito tempo após o acontecimento dos espias, os nomes de Josué e Calebe ainda eram citados como exemplos diante do povo, pois, foram os únicos que confiaram em Deus em meio à rebelião de Israel (Nm 26.65; Nm 32.11-12; Dt 1.36). Deus não esquece daqueles que lhe são fiéis e não esquece de suas promessas.

A Entrada na Terra Prometida.

Ao começarem as orientações para divisão da Terra Prometida, Calebe é citado novamente como líder da tribo de Judá (Nm 34.19). Ele e Josué são os únicos adultos da antiga geração que poderão ver a terra prometida, conforme Deus dissera. Nesse tempo, Calebe tinha 85 anos de idade (Js 14.10).

Ao entrarem na terra prometida, ainda precisaram travar diversas batalhas contra os inimigos antes de tomar posse da terra. Calebe era um dos guerreiros, mesmo avançado em idade. Ele estava plenamente convicto que aquilo que Deus prometeu se cumpriria(Js 14.9). Mesmo com 85 anos, sabia ter a mesma força e vigor que tinha com 40 anos (Js 14.10-11). Pois o Senhor estava com ele.

Os inimigos que haviam amedrontado Israel 40 anos antes ainda habitavam a terra, as dificuldades e problemas permaneciam. Mas, dessa vez, o povo não era o mesmo. Calebe liderou a tribo de Judá para a conquista de sua herança (Nm 14.12-13). Mesmo diante das dificuldades, a certeza de Calebe era “se o Senhor estiver comigo, eu os expulsarei de lá, como ele prometeu” (Js 14:12). E assim aconteceu, o povo liderado por Calebe conquistou o monte Hebrom. E essa foi a herança de seus descendentes (Js 14.14).

Genealogia, Esposa, Filhos e Geração.

O pai de Calebe foi Jefoné, o quenezeu. Isso mostra que o pai de Calebe não era israelita. Quenezeu significa “descendente de Quenaz”. Quenaz é também o nome do irmão de Calebe (Js 15.17). Não há mais informações sobre o pai de Calebe. Entende-se que sua mãe tenha sido israelita, da tribo de Judá, mas não se sabe seu nome.

Sua filha se chamava Acsa, e se casou com Otoniel, sobrinho de Calebe (Js.15.16-17).

Otoniel se tornou juiz em Israel posteriormente (Jz 3.9-11).

Não há relatos sobre o nome da esposa de Calebe ou de outros filhos.

Veja mais sobre a esposa de Josué.

Conclusão.

Calebe é um exemplo de dedicação ao Senhor, com coragem e fidelidade. Repete-se constantemente que ele serviu ao Senhor com integridade e de todo o coração. Assim devemos nós também buscar e servir a Deus, com fé, coragem, integridade e de todo o coração. Dessa forma, certamente honraremos a Deus e receberemos as bênçãos que ele promete.

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Como ser cheio do Espírito Santo?

Quem é o Espírito Santo?

O Espírito Santo é o próprio Deus! Ele é a terceira pessoa da Santíssima Trindade. Isso não quer dizer que seja o terceiro em importância, apenas se usa esse número para distinguir entre as pessoas da Trindade.

O Espírito Santo não é um poder impessoal, não é uma força sobrenatural. Ele é uma pessoa divina. Portanto, a Bíblia nos mostra que não devemos buscá-lo como uma coisa ou fonte de poder, mas devemos nos relacionar com ele de forma pessoal

Veja mais sobre Espírito Santo.

Ter o Espírito Santo x Ser Cheio do Espírito Santo

Segundo a Bíblia, todos aqueles que recebem Jesus como seu único e suficiente Senhor e Salvador e verdadeiramente creem nele, têm o Espírito Santo. Portanto, não há como ser verdadeiramente cristão e não ter o Espírito Santo (Rm 8.9).

Pois, é ele que age em nós para que nos convencer do nosso pecado, da justiça e do juízo (João 16.8). Além disso, a regeneração e a lavagem dos pecados é feita por ele (Tito 3.5) Essa regeneração é a nova vida que nos foi dada quando estávamos mortos em nossos delitos e pecados (Ef 2.5). O novo nascimento é a obra do Espírito que toca no mais profundo íntimo do ser, ali ele cria essa nova vida e e passa a transformar o nosso interior. Concluindo, todo filho de Deus tem o Espírito Santo (Rm 8.15-16)!

Contudo, ter o Espírito Santo é diferente de estar cheio dele:

“A  diferença entre ter e ser cheio do Espírito Santo é a mesma diferença entre comprar uma casa e mudar para uma casa. Ser cheio do Espirito Santo não se trata de possuir uma maior dose do Espírito Santo, mas o Espírito Santo possuir uma parte maior da nossa personalidade. Infelizmente, não lhe oferecemos todas as chaves para que tenha acesso livre em todos os sucessos de nossa vida. É preciso que ele disponha de tudo, porquanto não se trata de hósdede qualquer, mas do próprio dono da nossa existência”. [fonte] Oswald J. Smith – A concessão do Poder [/fonte] – (grifo nosso).

Sendo assim, para sermos cheios do Espírito Santo é necessário que ele tenha liberdade para agir e transformar tudo que há em nós.

O que é ser cheio do Espírito Santo?

Para alguns, ser cheio do Espírito Santo é ter mais poder, dons e fazer coisas sobrenaturais. Alguns chamam de segunda benção, concedida apenas aos que se dedicarem mais. Mas, conforme a Bíblia, encher-se do Espírito Santo significa rendermos nossos desejos, ações e vontades ao controle dele. Para que ele nos conduza, nos fortaleça e nos molde.

Encher-se do Espírito Santo é encher-se da nova vida recebida em Cristo (Ef 4.22-24). O Espírito Santo nos guia e orienta conforme o que Jesus ensinou (João 14.26). Portanto, o propósito de Deus em nossas vidas é moldar-nos à imagem de Cristo (Rm 8.29).

Esse processo de mudança e transformação é chamado de Santificação. O Espírito Santo está agindo em nós para nos tornar cada vez mais santos. Sendo assim, nosso dever é obedecê-lo, e praticarmos aquilo que nos ensina. Para sermos cheios do Espírito Santo, devemos buscar a santidade e nos esforçar para viver a nova vida que nos foi dada.

Como ser cheio do Espírito Santo?

Em Atos 1.4-5, Jesus orienta seus discípulos a esperarem até o momento em que fossem batizados com o Espírito Santo. Em Atos 2.4, vemos a promessa de Criso se cumprir, e o Espírito Santo descer sobre os seus discípulos.

Veja que Jesus não os ensina maneiras para receber o Espírito. Ele promete que o Espírito virá sobre seus discípulos e os capacitará a cumprirem os seus mandamentos. Portanto, é errado pensar que nós devemos nos esforçar para receber o Espírito. Pois, ele vem graciosamente sobre aqueles que são eleitos, como uma dádiva a todos que pertencem a Jesus. Ele não é conquistado por nossa força ou dedicação, de fato, é ele quem conquista nossos corações.

Estudo – Efésios 5.

Contudo, também é errado ser indiferente ao Espírito Santo. Paulo nos orienta a nos enchermos do Espírito (Ef 5.18).

  • “enchei-vos do Espírito” significa literalmente “deixem-se encher do Espírito”. Tem o sentido de ser preenchido, repleto, equipar-se, satisfazer-se no Espírito.

Essa ordem de Paulo para a Igreja de Éfeso aponta a necessidade de nos abrirmos para o agir do Espírito em nossa vida. Ele nos dá orientações sobre como fazer isso.

  • Ele diz para sermos imitadores de Deus e vivermos no amor que Cristo nos ensinou. (Ef 5.1-2)
  • Não devemos buscar os prazeres desse mundo, como a bebida forte. Mas, nosso prazer deve estar em uma relação profunda com Deus. (Ef 5.18)
  • O conteúdo das nossas relações uns com os outros e as expressões de alegria devem ser cânticos de louvor a Deus. (Ef 5.19)
  • Devemos ser gratos a Deus por todas as coisas e expressar essa gratidão. (Ef 5.20)
  • Por fim, devemos servir e nos sujeitar uns aos outros em amor, por causa de Cristo. (Ef 5.21)

Além disso, a continuidade da carta aos Efésios nos capítulos 5 e 6 demonstram mais aspectos práticos de como devemos ser cheios do Espírito Santo no dia a dia. Ser cheio do Espírito Santo não significa ter sensações ou emoções fortes. Tampouco, está restrito a movimentos sobrenaturais durante um culto, ou acampamento. Ser cheio do Espírito Santo é ter uma vida moldada por Deus. Isso se reflete em nossas atitudes e estilo de vida no cotidiano.

Outras dicas práticas ao longo da Bíblia

Os cristãos que continuam a crescer “na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2Pedro 3: 18) fazem isso ao: (1) dar ouvidos à sua Palavra (João 15: 7), (2) ao falar com ele em oração (João 16: 24) e (3) ao amar os outros com seu tempo e suas vidas (João 13: 35).

Eis algumas maneiras práticas pelas quais os cristãos são capazes de aprofundar a paixão que têm por Deus e expressar o amor que sentem pelos outros: (1) ao participarem da adoração coletiva (Salmos 100: 1-5), (2) ao tirar períodos extensos para jejuar e orar (Mateus 6: 16-18) e (3) ao suprir as necessidades dos outros (2Coríntios 8-9). [fonte] Challies, Tim; Byers, Josh. Teologia visual: Uma ferramenta inovadora para o estudo de Deus (Locais do Kindle 1372-1376). Thomas Nelson Brasil. Edição do Kindle. [/fonte]

Pregações Reformadas sobre Plenitude do Espírito Santo

1º A plenitude do Espírito Santo – Rev. Augustus Nicodemus:

2º Plenitude do Espírito Santo – Rev. Hernandes Dias Lopes: